sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Se meus joelhos não doessem mais
Na verdade, desde segunda-feira, vinha circulando um e-mail da Clip FM dizendo que não apenas sabiam que o show do dia 23 não aconteceria como também não haveria a apresentação do dia 12 de dezembro, o que acabou ocorrendo.
Último final de semana

TEATRO DO INSTITUTO DECO20
Rua Pedro Virillo, 310,
Jardim Santiago – Indaiatuba/SP
Dias 28, 29 e 30 de novembro
Sexta-feira e Sábado – 21h
Domingo – 19h
Indicação etária: 14 anos
Duração: 120 min.
Informações:
19 3875-0867
08007271507(somente de telefone fixo)
Em cartaz
Dois novos filmes entram em cartaz hoje no Topázio. O primeiro é "O Estranhos", thriller que traz a bela Liv Tyler no elenco. Ela e o namorado Scott Speedman
("Anjos da Noite") vão passar a noite na casa de campo da família dele quando uma desconhecida bate à ´porta perguntndo por uma moça que eles não conhecem. A partir daí, a casa passa a ser cercada e depois invadido por um grupo de mascarados. A estréia do diretor Bryan Bertino foi elogiada por fugir da onda de sangue e tortura que tomou conta de Hollywood a partir de "Jogos Mortais". O terror vem dis supense e tensão e não da brutalidade doentia compartilhada pelas platréias modernas, mais um sintoma do mal-estar de nossa civilização.
"Um Segredo entre Nós" é uma biografia disfarçada do poeta Robert Frost, autor do poema "Fireflies in the garden", título original do filme. Ryan Reynolds ("O Dono da festa") é um escritor que está para lançar um livro quando fica sabendo da morte da mãe (Julia Roberts), num acidente provocado por seu pai (Willen Dafoe, de "Homem-Aranha"). A partir daí ele relembra sua infância, seu relacionamento difícil com o pai, a amizade com a jovem tia (Hayden Panattiere, de "Heroes",
e mais tarde Emily Watson). Um melodrama elogiado pela crítica vaolorizado por um elenco que inclui ainda Carrie-Anne Moss ("Matrix") e Ioan Gruffud ("Quarteto-Fantástico
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
O Allen que nós amamos
Mesmo que nãos seja a redenção de Woody Allen – Daniel Piza, d’O Estadão, acha que não – “Vicky Cristina Barcelona” é interessante o suficiente para que o
cineasta voltasse a ser destaque das editorias culturais dos jornais e revistas. Quase todo mundo deu seu pitaco sobre este filme – que será a próxima atração do Cineclube Indaiatuba no dia 4 às 19h30 – e o elenco talentoso e bonito certamente contribuiu para isso.
O primeiro filme de Woody Allen que assisti foi “O Dorminhoco”, no finado Cine Alvorada. Era uma comédia quase convencional, mas inteligente o bastante párea ganhar uma refilmagem não assumida anos depois – denominada “O Demolidor”, com Sylvester Stallone. Mas minha primeira epifania com Allen foi com “Manhattan”, no Cine Regente, em Campinas, quando já estava no colegial. Fui com uma turma da escola – Etecap, então Coticap – e só eu gostei. Desde então passei a ver todos os filmes dele, incluindo os que foram lançados antes.
Apesar de ter deixado de acompanhar sua filmografia com assiduidade desde “Todo Mundo diz Eu te Amo” (pra mim, o início de uma fase ruim que vai até “Match Point”), acho que sou habilitado para fazer um resumo da ópera de Woody Allen, destacando seus pontos altos.
Vamos dividir sua carreira por fases:
Os primórdios - Sua estréia foi com “O que há, Tigresa?” (de 1966, estrelado pelas duas Bond girls japonesas de “Só se Vive Duas Vezes” e que tem lançamento em DVD mo Brasil anunciado para breve), que era mais uma brincadeira em que ele pegou um filme policial japonês e dublou como lhe deu na telha. Seu primeiro filme mesmo foi “Um Assaltante bem Trapalhão” (1969, que aparentemente não está em catálogo em DVD no Brasil), uma comédia criativa que satiriza determinados tipos de documentários em voga nos EUA. “Bananas” (1971) homenageia Chaplin, satiriza as ditaduras e revoluções latino-americanas – o caudilho da história se chama Emílio Vargas, dois dos nossos – e explora o inesgotável filão da baixa auto-estima do diretor (“sinto que está faltando alguma coisa”, diz Louise Lasser, sua namorada no filme e fora dele, na cama). “Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar” (1972) é inspirado num best-seller de auto-ajuda da época, absolutamente anarquizado por Allen. Dividido em capítulos, os pontos altos são os episódios em que Gene Wilder se apaixona por uma ovelha, a homenagem aos filmes italianos – especialmente Antonioni – e o último, em que Burt Reynolds e Tony Randall comandam a área cerebral responsável pela ereção e Allen é um espermatozóide.
Fase Diane Keaton – É durante o período de relacionamento pessoal e profissional com Diane Keaton que Woody Allen constrói sua reputação de cineasta
importante. Começa com um filme escrito e estrelado por ele, baseado em uma peça sua, mas dirigido por Herbert Ross, “Sonhos de um Sedutor” (1972, não disponível em DVD). Ele interpreta um recém-divorciado que tem como amigo invisível Humphrey Bogart, que lhe da as dicas para conquistar a mulher por quem está apaixonado, a esposa de seu melhor amigo, vivida por Diane Keaton. Algumas das melhores gags de Allen estão nesse filme, como quando ele aborda uma garota diante de um quadro de Pollock num museu ou quando ele recita o monólogo final de Casablanca para Diane no aeroporto. O já citado “O Dorminhoco” (1973) é a história de um clarinetista que fica em animação suspensa por 100 anos e quando acorda se vê num mundo completamente diferente. Woody queria fazer o filme em Brasília, mas o orçamento não permitiu.
O início Allen “cabeça” se dá, no entanto, em “A Última Noite de Boris Gruschenko” (1975) em que ele parodia duas de suas paixões: a literatura russa e Ingmar Bergman, que recebe hilárias citações de “Persona” e “O Sétimo Selo”. O ponto alto da parceria Allen-Keaton aconteceria em “Annie Hall” (1977) desgraçadamente batizado aqui como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”. Hall era o verdadeiro sobrenome de Diane e “Annie” seu apelido. O personagem era, portanto, a própria, àquela altura já rompida romanticamente com Allen. As gags são geniais, como a discussão na fila do cinema sobre Marshall McLuhan (o criador do conceito da Aldeia Global), com a intervenção do próprio; a famosa cena das lagostas e quando Allen espirra na
carreira na primeira vez que vai experimentar cocaína. Foi sua consagração em termos de Academia: ganhou os Oscar de Filme, Diretor, Roteiro e Atriz, para Diane Keaton.
Animado com o sucesso dessas comédias ambiciosas, ele faz sua primeira tentativa de fazer cinema sério, no estilo de seus amados mestres europeus. “Interiores” (1978) é um sub-Bergman que foi recebido com frieza pela crítica e ignorado pelo público. Mas em seguida ele realizaria seu filme mais belo, esteticamente falando. “Manhattan” (1979) é uma ode visual à cidade de Nova York. A abertura ao som de “Rhapsody in Blue” – de Gershwin, de quem, aliás, são todas as canções do filme – é antológica. O monólogo final, em que ele arrola as coisas que fazem a vida valer a pena também é inesquecível. Meryl Streep em começo de carreira faz sua ex-mulher que o trocou por outra (mulher), em mais uma piada autodestrutiva.
“Memórias” (1980) não tem mais Diane Keaton fisicamente no elenco, mas ela é obviamente a inspiração para a personagem de Charlotte Rampling, no que é o “Oito e Meio” de Woody Allen. A abertura com o sonho dos trens marca a estréia de Sharon Stone no cinema.
Fase Mia Farrow – A mais famosa sra. Allen foi a musa mais duradoura do cineasta. Tudo começa com o divertido “Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão” (1982), uma divertida paródia de “Sonhos de Uma Noite de Verão”, uma das poucas comédias de Bergman. Logo em seguida, eles fazem “Zelig” (1983), com Allen interpretando um camaleão-humano que é salvo pela psiquiatra vivida por Mia. Talvez seja o melhor filme do diretor nesta fase, concorrendo diretamente com “Hannah e suas Irmãs”, que tem mais fãs. “Broadway Danny Rose” (1984) pode ser considerado um filme menor que anuncia uma seqüência de sucessos. “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985), “Hannah e suas irmãs” (1986) e “A Era do Rádio” (1987) marcam o ápice de popularidade e da relação-afetiva a profissional do casal. No entanto, faltava a Mia o Oscar, que Allen como diretor não apenas havia conseguido para sua ex, Diane Keaton, como para seus parceiros de elenco de “Hannah...”, Michael Caine e Diane Wiest. A pressão por papéis que lhe conseguissem uma estatueta dourada fizeram com que eles embarcassem no
bergmaniano “Setembro” (1987) e no sem graça “A Outra” (1988). Um episódio em “Contos de Nova York” (1989), filme dividido com outros célebres nova-iorquinos Francis Ford Coppola e Martin Scorcese e Woody Allen finalmente alcança o que sempre almejou, um filme sério à européia convincente. “Crimes e Pecados” (1989) é sua maior realização como diretor de cinema, e sua maior atuação como ator. A cena em que a câmera mostra seu rosto diante da realização do seu maior temor é um primor, principalmente considerando que ninguém o está dirigindo. Martin Landau é um dentista que é pressionado por sua amante de anos e decide matá-la para salvar sua família. Allen é um diretor de documentários que vive à sombra do cunhado bem sucedido, Alan Alda. A história dos dois se cruza no final, numa contundente confissão.
Como Mia teve pouco espaço no triunfo artístico do marido, este resolve fazer um novo veículo para ela, “Alice” (1990), que não funciona. “Neblinas e Sombras” (1992) reúne um elenco galáctico (John Malkovich, Jodie Foster, Kathy Bates, Madonna, John Cusack) para fazer uma homenagem ao neo-expressionismo alemão. O casamento já estava no fim e Allen resolve fazer um retrato dele em “Maridos e Esposas” (1992), a mais descarada desconstrução que um cineasta jamais fez de uma esposa, e sendo interpretada pela própria! Como é que Mia não percebeu isso é um mistério, pois o marido incluiu até um flerte dele com uma garota muito mais nova (Juliette Lewis, a ninfeta da moda na época) no roteiro, dando todos os sinais do escândalo que acabaria com o casamento – e qusase com a carreira dele.
Os anos de liberdade – Após o escândalo da revelação do motivo da separação de Mia Farrow e Woody Allen – o affair dele com a enteada Soon-Yi Previn – não parecia claro que o diretor sobreviveria a ele, principalmente com a ex-mulher fazendo seu papel preferido, o de vítima. Mas nada resiste a um bom trabalho, e em “Assassinato Misterioso em Manhattan” (1993) ele não apenas volta a fazer um filme divertido como retoma a parceria com a ex Diane Keaton, e se isso não for uma provocação, eu não sei o que é. Inspirado pela nova mulher – que felizmente não é atriz – Allen engatou dois grandes trabalhos, “Tiros na Broadway” (1994) e “Poderosa Afrodite” (1995). Um deu o segundo Oscar de Atriz Coadjuvante para Diane West – o segundo trabalhando com Allen – e o outro o mesmo prêmio para Mira Sorvino.
Ah, fazer filme com Woody Allen dá Oscar? Estrelas começaram a fazer fila para participar de projetos do diretor pelo salário do sindicato. “Todos Dizem Eu Te Amo” (1996) tinha no elenco Goldie Hawn, Julia Roberts, Drew Barrymore e Natalie Portman. “Desconstruindo Harry” (1997), considerado um dos melhores dessa fase, teve Demi Moore, Elisabeth Shue, Judy Davis, Robin Williams, Tobey Maguire e Billy Cristal. “Celebridades” (1997) contou com Kenneth Branagh (que faz uma hilária imitação de Allen), Winona Ryder, Leonardo DiCaprio, Charlize Theron e Joe Mantegna.
As celebridades o adoram, mas a verdade é que os filmes de Allen fazem bilheterias cada vez menores e elogios da crítica cada vez mais escassos. “Poucas e Boas” (1999), “Trapaceiros” (2000), “A Maldição do Escorpião de Jade” (2001), “Dirigindo no Escuro” (2002), “Igual a Tudo na Vida” (2003) e “Melinda e
Melinda” (2004) têm uma ou outra coisa interessante, mas muito aquém do que Allen já produzira, até que chega Scarlett Johansson e “Match Point” (2005). O encontro do já idoso cineasta com sua nova musa marcou um renascimento cinematográfico, e justamente longe de sua querida Nova York. É praticamente um remake de “Crimes e Pecados” com um elenco mais jovem e com o acréscimo de um elemento ausente no primeiro filme: a paixão sexual. Com Scarlett exalando sensualidade não poderia ser de outra forma. Essa sexualidade escancarada da atriz foi novamente explorada por Allen – agora num tom cômico – em “Scoop” (2006) – e depois de um intervalo de um filme, ele retoma a parceria com a musa em “Vicky Crsitina Barcelona”, seu último trabalho. Aqui ela tem a companhia de outra estrela literalmente caliente, Penélope Cruz, e um equivalente masculino, Javier Barden (ninguém faz Huevos de Oro impunemente).
É curioso que Allen tenha previsto essa mudança para a Europa em “Dirigindo no Escuro”, que termina com ele gritando “Graças a Deus que existe a França”, onde seus filmes são cultuados. Ironia ou não, o fato é que nessa fase européia, o cineasta já filmou em Londres – “Match Point”, “Scoop” e “Um Sonho de Cassandra” (2007) – e, agora, em Barcelona, mas não em Paris (é verdade que parte de “Todos Dizem eu te amo” foi feito lá, e com o diretor-ator de boina e baguette embaixo do braço como manda o figurino). Perguntado por que escolheu Barcelona como locação de seu trabalho mais recente, Allen respondeu: “porque me pagaram para filmar aqui, ora!”
Festa estranha com gente esquisita

Fui convidado pela assessoria de imprensa Texto Imagem para um café da manhã de inauguração da Dicicco em Indaiatuba hoje e lá chegando não tinha ninguém para receber a imprensa. Não tinha ninguém para receber nem tinha café da manhã, pois os funcionários que lá estavam aguardavam os clientes que chegariam às 10h, e não convidados para o tal café da manhã imaginário. Ficamos eu, o Mazzini da Clip FM e a Barbara do Jornal Votura dando um tempo, quando chegou a Carla da revista Casa Magazine e o Jair da Assessoria da Câmara Municipal. Ficamos comentando a estranheza da situação, quando o prefeito José Onério chega com o secretário de Engenharia Amadeu Tachinardi, e esses foram encaminhados para o depósito, onde deduzimos que aconteceria a cerimônia de inauguração. Detalhe, o prefeito foi escoltado por funcionários de coletinho, que certamente não eram executivos da rede anunciados pela assessoria. O que estava acontecendo lá era uma palestra motivacional com o que deduzi ser o gerente da loja, que sacudia um bastão. Logo pensei em Robert De Niro em "Os Intocáveis" e antes que um incauto tivesse o crânio rachado me mandei de lá. E assim uma das maiores redes de lojas de material de construção aterrisou em Indaiatuba.
Abaixo, o convite:
Olá,
Dia 27 de novembro (quinta-feira), a Dicico – uma das maiores varejistas de materiais de construção do país – inaugura sua loja em Indaiatuba (localizada na Av. Presidente Kennedy, 303). Aproveitamos para convidá-lo para o CAFÉ DA MANHÃ DE INAUGURAÇÃO, que acontece entre 8 e 10 horas. Na ocasião, os principais executivos da Dicico estarão disponíveis para entrevista.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Alceu Valença no Andarilho

Amigo e parceiro de Heberth Azzul, idealizador do projeto, Alceu Valença dará o tom da noite com seus grandes sucessos como Tropicana, Como dois animais, Forró lunar e Anunciação. Além da apresentação musical, os presentes terão um show de encantamento, alegria e fascinação. O músico tem mais de 30 anos de carreira e mais de 20 CDs lançados. Em 2006, lançou o CD e DVD Marco Zero, seu mais recente trabalho.
O projeto Balaio Musical, idealizado por Heberth Azzul, visa à valorização da MPB e a aproximação do artista com o público. A idéia surgiu nos anos 90, quando o compositor apresentava shows sobre a música popular brasileira e também sobre a música nordestina e seus poetas, no Teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro. Para tornar o espetáculo mais aconchegante, Azzul decidiu levá-lo para os bares e o local escolhido para sediar o Balaio Musical em Campinas foi o Andarilho Bar-Restaurante, com capacidade para 180 pessoas sentadas.
Serviço:
Projeto Balaio Musical com Alceu Valença, no Andarilho Bar-Restaurante
Datas: 08 e 09 de dezembro de 2008, a partir das 20h30
Endereço: Rua Sampainho, 197 - Cambuí
Telefone: (19) 3254-3721
Preço: R$ 240,00 (mesa para quatro pessoas)
Capacidade do bar: 180 pessoas sentadas
Deu no Terra

Falcão é visto com nova namorada em show do Skank
Depois de ser fotografado com seu novo affair na quadra da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro no último sábado, Falcão, vocalista da band O Rappa, levou a jovem para prestigiar o show da nova turnê do Skank, no domingo.
E ao que tudo indica, o casal se divertiu bastante. Embalados pelo som da banda mineira, eles trocaram beijos, carícias e deram muita risada durante a apresentação, realizada no Canecão, no Rio de Janeiro. Assim como na quadra do Salgueiro, o cantor não se importou com a presença dos fotógrafos e não evitou a troca de carinhos com a nova companheira.
Bom pra ele que pintou uma folga, né?
Dia 29 tem Ben Jor de graça no Parque
Jorge Ben Jor se apresenta no próximo dia 29 no Parque Ecológico a partir das 18h, em concerto aberto ao público indaiatubano. A realização é da Toyota, que comemora seus 50 anos de Brasil juntamente com os 178 anos de Indaiatuba. Além do cantor e compositor, se apresentam da Banda Maddame Butterfly, Kika e Sara – Vozes da MPB e “Acorde Para o Meio Ambiente”, com a Orquestra Sinfônica de MPB e regência do maestro Roberto Sion. “Alô, alô, W Brasil...” Entre 1991 e 92 era quase impossível passar um dia sem ouvir essa música no rádio. A homenagem a Tim Maia foi o maior sucesso da carreira de Jorge Ben Jor, mas Jorge Ben já havia vivido grandes momentos em sua carreira, que começou com a Bossa Nova, no Beco das Garrafas, Rio de Janeiro. A mudança de nome foi justificada pela numerologia, mas na verdade tinha um motivo mais materialista. É que no forte mercado japonês, onde Jorge e George são escritos da mesma forma em caracteres kataganá, ele era frequentemente confundido com o guitarriste e cantor George Benson. E um ano após a mudança de nome, em 1989, ele gravou “W Brasil”, que estouraria nos anos seguintes. Se você acredita nessas coisas...
Como dissemos anteriormente, ele surgiu dentro do contexto bossanovista, mas seu suingue pessoal logo se sobressaiu a partir do seu primeiro sucesso, “Mas que nada”. É a mesma música gravada há dois anos por Sérgio Mendes e Black Eyed Peãs e chegou a figurar nas paradas de músicas dançantes. Se ela era moderna o bastante para sobreviver mais de 40 anos, na época não foi aceita facilmente justamente por não se encaixar nos parâmetros existentes: o pré e o pós Bossa Nova. O próprio Sérgio Mendes, já radicado nos EUA nos anos 60, se encarregou de divulgar a música por lá, e ela chegou a ser gravada por Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie e Al Jarreau entre outros.
Mas aqui no Brasil ele faria sucesso com “Cadê Tereza”, “Chove Chuva” (gravada até por Topo Giggio), “País Tropical” (principalmente na gravação de Wilson Simonal), “Que Pena” e “Que Maravilha” (esta em parceria com Toquinho). Outra maravilha aconteceria em sua carreira com a canção “Fio Maravilha”, que venceu o VII Festival Internacional da Canção, em 1972, na voz de Maria Alcina. Era inspirada num golaço do jogador do Flamengo João Batista de Sales, apelidado pela torcida de Fio Maravilha, e que depois do sucesso da música quis receber royalties. O cantor passou anos cantando “Filho Maravilha”, mas no ano passado, o ex-jogador autorizou o uso do seu apelido e o público indaiatubano poderá cantar com Ben Jor o refrão correto: “Fio Maravilha, nós gostamos de você!”
Os anos 70 veriam ainda o sucesso da música-tema do filme “Xica da Silva”, da Banda do Zé Pretinho (cuja chegada é obrigatória em todo show de Ben Jor) e do dueto mais que afetivo com Caetano Velos em “Ive Brussel”. Curiosamente, a década do rock não foi boa com o inventor do samba-rock, que só ganharia esse nome nos anos 90.
A influência de Ben Jor na música nacional e internacional é enorme. Basta lembrar que Rod Stewart plagiou “Taj Mahal” em “Do Ya Think I’m Sexy”, que Caetano Veloso o chama de gênio, que os Racionais Mc’s regravaram “Jorge da Capádócia” em “Sobrevivendo no Inferno”, Marisa Monte resgatou a esquecida “Balança a Pema” em “Cor de Rosa e Anil” entre outras.
Serviço – Show de Jorge Ben Jor, com abertura de Maddame Butterfly, Kika e Sara – Vozes da MPB e “Acorde Para o Meio Ambiente”, com a Orquestra Sinfônica de MPB e regência do maestro Roberto Sion. Dia 29, a partir das 18h, Parque Ecológico com entrada franca.
sábado, 22 de novembro de 2008
Show do O Rappa subiu no telhado
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Em cartaz
Um terror psicológico com Jack Bauer e uma corrida de morte com o motorista de “Carga Explosiva” são as novidades da semana do Multiplex Topázio.
“Espelhos do Medo” traz Kiefer Sutherland – o astro do seriado “24 Horas” – como um policial suspenso por ter morto por acidente seu próprio parceiro e que agora tem que trabalhar como vigia noturno de um prédio abandonado após um incêndio. Atormentado por demônios interiores, ele começa a ter alucinações com reflexos em espelhos e na água, mas logo se convence que as aparições são fantasmas de verdade. Naturalmente, ninguém acredita nele, e o espectador também fica em dúvida se ele está pirando ou se criaturas de outra dimensão estão assombrando o prédio. Trata-se de mais uma refilmagem de um terror asiático – o coreano “Espelho”, de 2003 – dirigido pelo francês Alexandre Aja, responsável por outro remake, o de “Quadrilha de Sádicos”, o clássico (?) de Wes Craven dos anos 70, rebatizado de “Viagem Maldita”. No elenco ainda estão as belas Paula Patton (“Dejá Vu”) e Amy Smart (“Efeito Borboleta”).
Jason Statham dirigindo a toda velocidade enquanto seus inimigos tentam matá-lo de todas as formas. Não, não é o terceiro “Carga Explosiva” – que ainda vai estrear – mas “Corrida da Morte”, dirigida por Paul W.S. Anderson, da trilogia “Resident Evil”. É a refilmagem (outra!)
de um filme de 1975 produzido pelo lendário Roger Corman e estrelado por David Carradine (logo após o fim do seriado “Kung Fu”) e Sylvester Stallone (um ano antes de ficar famoso com “Rocky”). Num futuro próximo – no filme de Corman era o ano 2000 – o governo dos EUA fale e entrega a administração dos presídios para empresas privadas, que têm carta branca para obter retorno financeiro do jeito que quiserem. Na prisão administrada pela diretora Henessey (a ótima Joan Allen, escalada por causa de seu papel na série “Bourne”) a grana vêm da transmissão pela TV de corridas de carros equipados com armas mortais, em que só o vencedor sobrevive. Statham é Jensen Ames, um ex-piloto de corridas condenado pela morte de sua mulher e acaba sendo “recrutado” por Henessey quando esta perde uma de suas maiores atrações, o corredor Frankenstein, fuzilado por Metralhadora Joe Mason (Tyreese Gibbs, de “Transformers”). A diretora promete a Ames a liberdade se ele vencer, mas aparentemente essa hipótese não passa em sua cabeça. É um filme-videogame como de habito na filmografia do diretor Anderson, mas com uma elenco de respeito, em que se inclui ainda o inglês Ian MacShane, famoso por causa do seriado da HBO “Deadwood”. A bela estreante Natalie Martinez aparece só para aumentar a audiência. Está no texto do roteiro!
Cinema-Olho
Sacadas como “A Bruxa de Blair” e “Cloverfield” parecem inovadoras, mas retomam a teoria do russo Dziga Vertov que nos primórdios da Sétima Arte advogava o uso da câmera como se fosse o olho do cineasta. Cartaz do Centercine esta semana, o espanhol [Rec] foi lançado
meses antes e “Cloverfield” e guarda com ele diversas semelhanças. Tudo começa com a gravação de uma reportagem de TV rotineira sobre o trabalho do Corpo de Bombeiros, que logo se transforma num pesadelo de terror e sangue. A dupla de cineastas que assina o trabalho, Jaume Balagueró e Paco Plaza, vem inovando o cinema e TV da Espanha, e com [Rec] conseguiu colecionar prêmios pela Europa, incluindo um Goya (o Oscar espanhol) para a atriz principal Manoela Velasco. O filme mais interessante da semana vai passar só no cinema do Center Jeans.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Nova Casa Magazine
Começou nesta quinta-feira a distribuição da nova edição da revista Casa Magazine nos principais condomínios horizontais de Indaiatuba, Salto, Itu, Cabreúva, Itupeva e em alguns de Campinas, além de distribuído para um seleto mailing de engenheiros, arquitetos, decoradores e paisagistas. Nesta edição a revista traz como destaque a In Fidelity e um sofisticado sistema de áudio e vídeo para você ter em casa. Tem também a Polo Arquidec, uma associação de lojistas voltados para o setor onde a revista foca suas ações que deu certo em Campinas. Paula Figueiredo escreve um artigo sobre processo sustentável na edificação e ainda uma matéria sobre a paciência e o profissionalismo de Eduardo Furtuoso, que pesquisa em antigos registros de Cartórios para regularizar documentos, muitas vezes, escritos de próprio punho na hora de vender ou comprar, como o caso em que está trabalhando atualmente e foi escrito pelo Papa Pio X. Junte tudo isso as últimas notícias sociais apontadas por Kleber Patrício e você terá uma leitura agradável que o deixará bem informado.
Para receber a revista em casa gratuitamente, durante a promoção, basta enviar e-mail para circulacao.cmagazine@bol.com.br .
***
A Casa Magazine está tão mais bonita que a concorrência que perto dela as outras parecem folheto de supermercado, com o perdão dos supermercados....
Cineclube do Casarão
Tudo Sobre Minha Mãe
Censura: 14 Anos
Direção: Pedro Almodóvar
SINOPSE: No dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), uma ida para ver a nova montagem da peça "Um bonde chamado desejo", estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após a peça, ao tentar pegar um autográfo de Huma, Esteban é atropelado e termina por falecer. Manuela resolve então ir de encontro ao pai, que vive em Barcelona, para dar-lhe a notícia, quando encontra no caminho o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo.
MATINÊ DO CASARÃO (sábado e domingo às 15h)
O Bicho vai Pegar
SINOPSE: Na comédia de ação e aventura Open Season (O Bicho vai Pegar), o primeiro longa-metragem animado da Sony Pictures Animation, BOOG (Martin Lawrence), um feliz urso pardo domesticado, tem sua vida perfeita virada de cabeça para baixo depois que conhece ELLIOT (Ashton Kutcher), um esquelético cervo tagarela. Na tranqüila cidade de Timberline, o urso de 400 Kg Boog tem a vida que pediu a Deus. Ele passa seus dias como a estrela dos shows ecológicos da cidade e suas noites em suas luxuosas acomodações na garagem da Guarda Florestal BETH (Debra Messing) que o criou desde filhote. Toda cidade tem um valentão e Timberline tem o paranóico caçador SHAW (Gary Sinise). Shaw acredita que os animais estão conspirando contra os humanos, “Então nós temos que pegá-los antes que eles peguem a gente”! Quando ele chega na cidade com o cervo de um só chifre – Elliot - amarrado ao capô de sua caminhonete, Boog pensa duas vezes antes de interferir. Mas, motivado pelos pedidos de socorro de Elliot, Boog – indo contra o bom senso – o liberta.Ele nunca imaginaria ver Elliot de novo.
CINECLUBE DE DOMINGO
Em Novembro não haverá a sessão de domingo no Cine Clube Casarão, em função da peça “A vovó é um barato”, com o grupo Faces e direção de Fernando Moreira. A vovó é um barato é estrelada por Imacula-da de Carvalho, Afonso Linder, Thaís Linder e Willy Pinheiro, com direção de Fernando Moreira.
Serviço: Lotação máxima: 60 pessoas. Os convites devem ser retirados no dia da exibição, a partir das 13 horas. Casarão Pau Preto: Rua Pedro Gonçalves, 477 – Jd. Pau Preto – Tel.: (19) 3875-8383
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Morre ex-presidente da Câmara Municipal de Indaiatuba
O empresário Antéro Joaquim Santiago, de 88 anos, que presidiu a Câmara de Vereadores de Indaiatuba no ano de 1969, faleceu na noite de terça-feira e foi velado no plenário Joab José Puccinelli, na sede do Legislativo. Santiago foi vereador durante quatro mandatos, de janeiro de 1960 a janeiro de 1977. O enterro aconteceu às 15h no Cemitério da Candelária.
Semana da Consciência Negra em Indaiatuba
20/11 – 19:30
Praça Dom Pedro II
Grupo de Capoeira da Sesla
22/11 – 19:30
Praça Prudente de Morais
Grupos : Decreto Verbal e Amigos do Samba
23/11 – 17h
Parque Ecológico
Grupos: Ziczira e Força Natural (reggae)
25/11 – 09h
Parque Corolla - Sala de aula da Secult
Workshop com Dj Marcelo
26/11 – 19:30
Praça Dom Pedro II
Grupo de Capoeira do Projeto Nova Guiné
27/11 - 14h
Cras 1 - Jardim Oliveira Camargo
Workshop Dj marcelo
TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUÍTAS.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Cidade grande
No dia 29 tem show do Jorge Benjor de graça no Parque Ecológico a partir das 17h - abertura do grupo MPB de Ontem e de Hoje, liderado pela cantora Kika Baldasseirine e a banda vencedora do Festival de Rock de 2008, a Fantástica Madame Butterfly. No dia seguinte, acontece a apresentação do comediante Diogo Portugal às 19h no Tom da Terra.
E no dia 6 de dezembro haverá o concerto do maestro João Carlos Martins à frente da Bachiana Chamber Orchestra às 20h30, no Ciaei, com ingresso em troca de uma lata de leite em pó.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Em Itu, já começou (do Jornal Periscópio)
| ||
| Itu - Essa semana a Promotoria de Itu recebeu documentos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) sobre a Home Care, porém, segundo Dr. Amaury Arfelli, os documentos não contém a parte específica da operação. “Os documentos apresentam de forma genérica o modus operandi da Home Care”, enfatiza o promotor. |
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Os americanos enlouqueceram
A Rolling Stone americana elegeu os 100 maiores cantores de todos os temp0s, na área de sua cobertura, ou seja em rock-pop-rythm'n blues-soul-funk-soul-country. Dêem uma olhada e comentem.
The 100 Greatest Singers of All Time
1 | Aretha Franklin by Mary J. Blige
3 | Elvis Presley by Robert Plant
5 | John Lennon by Jackson Browne
6 | Marvin Gaye by Alicia Keys
8 | Otis Redding by Booker T. Jones
11 | Paul McCartney
12 | Little Richard
13 | Roy Orbison
14 | Al Green
15 | Robert Plant
16 | Mick Jagger by Lenny Kravitz
17 | Tina Turner
18 | Freddie Mercury
19 | Bob Marley
20 | Smokey Robinson
21 | Johnny Cash
22 | Etta James
23 | David Bowie
24 | Van Morrison
25 | Michael Jackson by Patrick Stump of Fall Out Boy
26 | Jackie Wilson
27 | Hank Williams
28 | Janis Joplin
29 | Nina Simone
30 | Prince
31 | Howlin' Wolf
32 | Bono by Billie Joe Armstrong
33 | Steve Winwood
34 | Whitney Houston
35 | Dusty Springfield
36 | Bruce Springsteen
37 | Neil Young
38 | Elton John
39 | Jeff Buckley by Chris Cornell
40 | Curtis Mayfield
41 | Chuck Berry
42 | Joni Mitchell
43 | George Jones by James Taylor
44 | Bobby "Blue" Bland
45 | Kurt Cobain
46 | Patsy Cline
47 | Jim Morrison
48 | Buddy Holly
49 | Donny Hathaway
50 | Bonnie Raitt
51 | Gladys Knight
52 | Brian Wilson
53 | Muddy Waters by Ben Harper
54 | Luther Vandross
55 | Paul Rodgers
56 | Mavis Staples
57 | Eric Burdon
58 | Christina Aguilera
59 | Rod Stewart
60 | Björk
61 | Roger Daltrey
62 | Lou Reed
63 | Dion
64 | Axl Rose
65 | David Ruffin
66 | Thom Yorke
67 | Jerry Lee Lewis
68 | Wilson Pickett
69 | Ronnie Spector
70 | Gregg Allman
71 | Toots HIbbert
72 | John Fogerty
73 | Dolly Parton
74 | James Taylor
75 | Iggy Pop
76 | Steve Perry
77 | Merle Haggard
78 | Sly Stone
79 | Mariah Carey
80 | Frankie Valli
81 | John Lee Hooker by Bonnie Raitt
82 | Tom Waits
83 | Patti Smith
84 | Darlene Love
85 | Sam Moore
86 | Art Garfunkel
87 | Don Henley
88 | Willie Nelson
89 | Solomon Burke
90 | The Everly Brothers
92 | Morrissey
93 | Annie Lennox
94 | Karen Carpenter
95 | Patti LaBelle
96 | B.B. King
97 | Joe Cocker
98 | Stevie Nicks
99 | Steven Tyler
100 | Mary J. Blige
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Aleluia!
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
A decisão do STF (supremo Tribunal Federal) de que o direito a greve não se aplica aos policiais civis do Estado de São Paulo coloca fim a greve da categoria, segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado, José Martins Leal. A paralisação da categoria foi iniciada no dia 16 de setembro e, se os grevistas permanecerem de braços cruzados hoje, ela completará 59 dias.
A decisão de quarta-feira (12) do ministro Eros Grau atendeu a uma ação movida pelo governo do Estado de São Paulo que questiona a legalidade do movimento grevista. Na prática ela só terá vigor a partir da data de sua publicação no "Diário Oficial" da Justiça, prevista para a próxima terça-feira (18), segundo a secretaria judiciária do STF e o gabinete do ministro.
Ontem os deputados estaduais da Alesp (Assembléia Legislativa do Estado e São Paulo) aprovaram projetos que tratam da reestruturação das carreiras de delegados da Polícia Civil e concede reajuste salarial de 6,5% aos policiais.
Leal afirmou nesta quinta-feira que a volta ao trabalho dos grevistas pode ocorrer até antes da próxima terça-feira. "Talvez nem todos os delegados tomaram conhecimento ainda [da decisão do STF] mas vamos optar pelo bom senso e saber que é hora de voltar a atender novamente a população", afirmou o presidente do sindicato dos delegados.
Ele afirmou que a assembléia geral extraordinária dos policiais civis prevista para a próxima terça-feira pode até perder seu efeito prático ante a decisão do STF e aprovação dos projetos na Alesp.
Apesar de o acordo estar muito aquém do que os policiais civis queriam,de aumento salarial de 15% neste ano, 12% no ano que vem e 12% em 2010, entre outras exigências, Leal vê como positiva a mobilização dos policiais civis. "Desde o início o que queríamos era que nossas reivindicações fossem atendidas para que a população tenha uma polícia melhor", disse.
Segundo o dirigente, o acordo firmado com os deputados estaduais da base aliada do governador José Serra (PSDB) prevê ainda uma retomada das negociações a partir de março de 2009 para atender outras reivindicações não abarcadas nos projetos aprovados ontem.
Projetos
Na tarde e na noite de ontem, os deputados aprovaram a extinção da quinta classe na Polícia Civil, a aposentadoria especial (aos 30 anos de trabalho) e dois reajustes salariais de 6,5%, um neste ano e outro em 2009.
Com o fim da quinta classe, o governo acaba com a menor faixa de remuneração para delegados: R$ 3.708,18 (piso adotado no interior, em cidades com menos de 200 mil habitantes).
O piso sobe então, segundo o governo, para R$ 4.967. Assim, São Paulo passará de último lugar no ranking de pisos entre os 26 Estados mais Distrito Federal para o 24º lugar. Até o final de 2009, segundo o governo, o piso chegará a R$ 5.200 (o que hoje ainda manteria o Estado no 24º posto no ranking). Os salários das outras unidades da Federação são de levantamento feito em agosto.
O governo afirma que o fim da quinta classe beneficia 3.500 delegados e mais 16 mil policiais nas demais carreiras. A categoria é formada por cerca de 35 mil policiais civis. O comando de greve informou não ter feito cálculos nesse sentido.
Os reajustes aprovados são dois: um para este mês e outro para 2009. O governo precisa enviar nova mensagem informando que o reajuste do próximo ano será dado em agosto.
Também como parte do acordo firmado anteontem, o governador José Serra (PSDB) terá de enviar novo projeto à Casa para exigir o nível universitário para o ingresso na carreira de investigador e escrivão.
Momento tiete
Em cartaz
Duas importantes produções brasileiras são as estréias da semana em Indaiatuba. "Última Parada 174", de Bruno Barreto, é o concorrente oficial do País ao Oscar,
e "Os Desafinados", de Walter Lima Jr, tenta reconstituir os tempos da Bossa Nova.
O primeiro é baseado na vida do rapaz Sandro do Nascimento, menino de rua que sobreviveu à chacina da Candelária e, em 2000, sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro, com transmisão ao vivo pela TV. O incidente acabou na morte de uma refém, morta numa ação desastrada do Bope, e depois do próprio Sandro, morto dentro da viatura que o levou á delegacia. Em 2002 o diretor José Padilha, de "Tropa de Elite", transformou a história no documetário "Ônibus 174". Bruno Barreto tenta chegar pela segunda vez entre os cinco finalistas ao Oscar de Filme Estrangeiro, 11 anos depois de "O Que é Isso, Companheiro?". Para isso, vai atrás de um trabalho que embarca descartadamente na onda "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite". Ou é mera coincidência que André Ramiro, de "Tropa de Elite", repita o papel de policial neste filme? Opinião do meu amigo Thiago Tarran em seu blog SaTHIsfaction:
Acabei de assistir o filme ("Última Parada 174") ... A temática é a mesma de 99% dos filmes nacionais.
A conclusão que cheguei foi a seguinte:
Os dois ''Sandros'' vieram desgraçadamente ao mundo em famílias inexistentes ou destroçadas, tal qual o ''Meu Guri'' do Chico.
O filme mostra a realidade cruel do RJ com relação a essas crianças e o porque de 98% virarem marginais. Alguém tem dúvida de que se o aborto fosse legalizado a situação não seria outra ? Ou vocês acham que essas crianças foram concebidas e planejadas para serem amadas???
Antes que me acusem de Hitler, preconceituoso e o escambau leiam o reflexo que a legalização do aborto teve quando aplicada em Nova York, se não me engano na década de 60 ... É um dos capítulos do livro Freakonomics.
"Os Desafinados" é o primeiro longa de Walter Lima Jr. desde o belo "A Ostra e o Vento" (1996) e é uma leitura pessoal da geração Bossa Nova - da qual ele fez parte - e sua trajetória até os dias de hoje. Um grupo de amigos resolve embarcar na onda musical que brasileira que conquistou o mundo e vai a Nova Urok em busca do sucesso. Lá encontram Gloria, uma brasileira de pai americano que não apenas abriga o grupo, mas se torna vocalista e namorada de um deles. A dura realidade, no entanto, não tarda em bater à porta dos sonhadores e eles acabam voltando ao Brasil deixando Gloria, que parte para a carreira-solo. O filme começa nos dias atuais, com a notícia da morte dela e a decisão de um dos Desafinados de fazer um documentário sobre o grupo.
Embora fictícia, a trajetória dos amigos baseia-se em pessoas que o diretor conheceu e resume um pouco aqueles anos 60 que começaram com "um banquinho e um violão" e terminaram no AI-5, nas torturas e no desaparecimento de muita gente. No elenco estão Rodrigo Santoro, Selton Mello, Cláudia Abreu, Angelo Paes Leme, André Moraes, Alessandra Negrini e Vanessa Gerbelli.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Jovens astros
Periodicamente, Hollywood lança uma fornada de promessas que podem ou nçao vingar como superstars do futuro. O nome da vez é, aparentemente Shia
LaBeouf, o jovem (22 anos) astro de "Transformers" e herdeiro de Harrison Ford em "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal". O filme que chamou a atenção para ele não foi nem lançado nos cinemas aqui, mas fez relativo sucesso nos EUA por se basear num romance de sucesso por lá, "O Mistério dos Escavadores" (2003). Depois disso ele foi escalado para coadjuvar produções importantes como "As Panteras Detonando", "Eu, Robô", "Constantine", "Bobby" (em atuação hilária) e finalmente protagonizar "Paranóia" e "Transformers" no ano passado. Este ano, o rapaz já estreou o derradeiro "Indiana Jones" e "Poder Absoluto". No caminho do sucesso, no entanto, está no acidente de trânsito em que cehgou a ser acusado de dirigir alcoolizado. O abuso de bebidas é um problema recorrente em estrelas que fizeram sucesso ainda menores de idade - vide Macualay Culkin e Lindsay Lohan.
O escocês James McAvoy é mais velho, 29 anos, e apareceu para o grande público pela primeira vez em "Crônicas de Nárnia" (2005).
Mas virou astro do dia para a noite mesmo no ano seguinte com "O Último Rei da Escócia", que deu o Oscar a Forest Withaker como Idi Amin Dada. Ano passado - este ano no Brasil - ele estrelou o belíssimo "Desejo e Reparação" e estourou nas bilheterias ao lado de Angelina Jolie em "O Procurado".
Emile Hirsh talvez seja o mais talentoso do time, embora o mais novo. Foi lançado no interessante "Clube do Imperador" (2002) e logo em seguida fez o divertido "Um Show de Vizinha" (2003), com Elisha Cuthbert. Papéis fortes em "Alpha Dog" (2006) e "Na Natureza Selvagem" (2007) lhe garantiram o respeito da crítica, e mesmo o relativo fracasso da superprodução "Speed Racer" este ano não deve comprometer sua carreira, já que o erro foi de concepção dos irmãos Wachowski, e não de sua composição do personagem, muito fiel ao original, diga-se de passagem.
Entre as atrizes com menos de 30, algumas apostas praticamente se consolidaram, casos de Scarlett Johansson, Natalie Portman,
Keira Knightley e Anne Hathaway. A primeira estreou ainda criança em "O Anjo da Guarda" (1994), estrelado pelo hobbit Elijah Wood e por Bruce Willis, depois foi filha de Sean Connery no péssimo "Justa Causa" (1995) e atuou com Robert Redford em "O Encantador de Cavalos" (1998). Fez uma ninfeta erótica em "O Homem que não estava lá" (2001), dos irmãos Cohen mas virou sensação mesmo com "Encontros e Desencontros" (2003), ao lado de Bill Murray dirigida por Sophia Coppola. No mesmo ano fez o belo "Moça com Brinco de Pérola". Ela prossegue escolhendo bons papéis em "Uma Canção de Amor para Bobby Long", "Uma Boa Mulher" e "Em Boa Companhia" e tem uma atuação arrasadora em "Match Point", o melhor filme de Woody Allen em anos, que por causa disso elege Scarlett sua nova musa, a primeira com quem ele não vai para cama, pelo menos que se sabe. O pavoroso "A Ilha" (2005) foi uma lamentável exceção em sua carreira, mas o tio Woody a dirigiu de novo no divertido "Scoop - O Grande Furo" no ano seguinte, quando ela participaria também dos notáveis "Dália Negra" e "O Grande Truque". Este ano, ela voltou a ser dirigda por Allen em "VIcky Cristina Barcelona" e se juntou a outra atriz mirim que virou adulta de sucesso, Nalalie Portman, em "A Outra".
Natalie Portman surgiu como um furacão aos 13 anos em "O Profissional" 1994), como a jovem protegida do assassino Jean Reno.Em seguida fez uma ponta em "Fogo contra Fogo" (1995), suposto primeiro encontro na tela de Robert De Niro e Al Pacino; encarou o elenco de mulheres sexies de "Brincando de Seduzir" (1996) - Uma Thurmam, Mira Sorvino e Lauren Holly - e foi escalada para o gigantesco elenco de "Todos Dizem Eu Te Amo", de Woody Allen. No mesmo ano, Tim Burton a chamou para seu "Marte Ataca!" e, três anos depois, ela se tornaria o sonho de consumo dos nerds ao interpretar pela primeira vez Padmé Amidala em "Star Wars Episódio 1 - A Ameaça Fantasma" (1999). Aos 18 anos, já era um rosto reconhecido no mundo inteiro e considerada uma das mulheres mais bonitas do cinema. Faltavam ainda desafios dramáticos em sua carreira, que vieram em "Closer" (2004), "V de Vingança" (2005) e "Fantasmas de Goya" (2006). Fez uma ótima participação em "Um Beijo Roubado", de Wong Kar Wei, lançado este ano no Brasil.
A beleza de Keira Knigthley começou a chamar a atenção em dois filmes em que ela não era a atriz principal: o terror "O Buraco" (a
protagonista era Tora Birch, de "Beleza Americana") e o esportivo "Driblando o Destino", sucesso na Inglaterra. Ainda em seu país, a inglesa fez o papel de Lara na adaptação para a TV de "Doutor Jivago" (2002) e, no ano seguinte iniciou a milionária trilogia "Piratas do Caribe" e ainda participou da comédia romântica da Working Title, "Simplesmente Amor". Fez uma Guinevere fora dos padrões habituais em "Rei Arthur" (2004) e no ano seguinte recebeu uma indicação ao Oscar por "Orgulho e Preconceito", baseado no romance de Jane Austen. Em "Desejo e Reparação", lançado este ano no Brasil, protagonizou com James McAvoy o que muitos consideraram a mais bela cena de sexo filmada nos últimos anos e no ano quem vem será irmã de Gwyneth Paltrow e Naomi Watts no "Rei Lear" de Anthony Hopkins.
Anne Hathaway escapou da armadilha de seu primeiro sucesso, "O Diário da Princesa" (2001), que poderia marcá-la indelevelmente no papel de princesinha. Ela até fez um conto de fadas às avessas, "Uma Garota Encantada" (2004), mas foi com papéis ousados em "Garotas sem Rumo" (2005) e "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005) que ela passou a ser levada mais a sério. Os megassucessos "O Diabo veste Prada" (2006) e "O Agente 86" (2008), somados à sua beleza, juventude e versatilidade (ela é uma soprano treinada) a colocam numa posição privilegiada no mercado atual.
No time das que estão numa encruzilhada na carreira há Kate Hudson que tem mãe famosa - Goldie Hawn - mas sempre manteve sua
carreira longe dela. Começou em filmes menores, entre eles, "Intrigas" (2000), com a atual Sarah Connor da TV, Lena Headey. No mesmo ano explodiu com "Quase Famosos", de Cameron Crowe, como a luminosa Penny Lane, que lhe deu uma indicação ao Oscar.Em 2003, veio "Como Perder um Homem em 10 Dias", que parece ter feito dela a herdeira de Meg Ryan como Rainha das Comédias românticas. Mas até hoje não conseguiu repetir o sucesso desse trabalho, nem repetindo a parceria com Mathew MaConaughey em "Um Amor de Tesouro" (2008).
Outra com histórico familiar de primeira é Bryce Dallas-Howard, filha do ator e diretor Ron Howard ("O Código Da Vinci"), de quem muito se esperava a partir do momento em que brilhou em "A Vila" (2004). Na época, achava-se que o fato de garantir o papel principal no próximo filme de M. Night Shyamalan e de substituir Nicole Kidman na trilogia América de Lars von Trier garantiria a carreira da moça. Não foi o que aconteceu. "A Dama da Água" (2006) foi o primeiro grande fracasso de público e crítica do golden boy indiano e "Manderlay" (2005) não chegava ao pés de "Dogville", com Nicole. Aí ela fez um Shakespeare digirido por Kenneth Branagh, "Como Gostais", que ninguém viu, e uma ponta em "Homem-Aranha 3". Agora, o próximo papel anunciado da moça é o quarto filme da franquia "Exterminador do Futuro", como mulher de John Connor (Christian Bale).
Já na casa dos 30 está Colin Farrell, aposta certa de se tornar um suprestar há alguns anos mas que até hoje não se concretizou. O motivo, para mim, é a
superestimação de sua capacidade dramática, alérm da equivocada versão de "Alexandre", de responsabilidade dele e do diretor Oliver Stone. O fracasso de público e crítica da cinebiografia do maior general da Antiguidade interrompeu a trajetória ascendente de Farrell, que começa a aparecer em "A Guerra de Hart" (2002, com Bruce Willis) e "Minority Report" (coadjuvando Tom Cruise), e proseggue em "Por um Fio", "O Novato"(2003, com Al Pacino), "Demolidor" (sua melhor atuação) e "SWAT". Esteve bem em "Miami Vice" (2006), mas o filme não foi um sucesso. Ano passado, foi escalado por Woody Allen em "O Sonho de Cassandra".
By the way
Sorry...
Nos quadrinhos, ele foi adaptado na série "Vagabond".
Quando terminar comento mais.
sábado, 8 de novembro de 2008
O estrelado de Indaiatuba

A edição 2009 do Guia Quatro Rodas trouxe uma ótima notícia para Indaiatuba: o Bistrô Le Triskell entrou para a lista dos restaurantes estrelados. Apenas 240 estabelecimentos em todo o País foram incluídos nessa lista, que concede no máximo três estrelas, honraria restrita a seis restaurantes, entre eles o Fasano, o D.O.M. (do chef Alex Atala, considerado um dos 50 melhores do mundo) e o Antiquarius. As avaliações do Guia Quatro Rodas são consideradas o equivalente brasileiro ao Guide Michelin, a famosa publicação francesa que também usa estrelas para classificar os melhores restaurantes do mundo.
Para se ter uma idéia do que a estrela do Le Triskell significa, nenhum francês da cidade de São Paulo tem mais de uma – entre eles os tradicionais La Casserole, Freddy e Le Coq Hardy by Pascal Valero – e nenhum restaurante de Campinas está entre os estrelados.
Desde que abriu as portas, em 21 de novembro de 2002, o Le Triskell recebe visitas técnicas do Guia Quatro Rodas, em geral em janeiro. “A pessoa vem sozinha ou com acompanhante e só depois se identifica como funcionário do guia, sempre pagando a conta. Ai ele visita a cozinha e faz uma série de perguntas sobre armazenamento, higiene e outros. Eles devem ter uma base de dados porque costumam conferir informações dadas em visitas anteriores”, conta Gilles Mourier, proprietário do bistrô. Ganhar uma estrela da publicação era um sonho desde que foi incluído no guia – o que significa que a publicação considera a casa “regular”. “No começo, só tinha o Le Triskell e mais um. Depois ficamos sozinhos um bom tempo e só agora foram incluídos outros três: a Pepis, a Máster Beef e a Villa Santo Antônio”, comenta.
Em busca de sua estrela, Gilles ligou para a redação para saber quais os critérios eram considerados para saber onde agir. “Eles dizem que essa informação é sigilosa ou nem respondem”, lamenta. Bom, de alguma forma, ele acertou onde devia.
Um dos trunfos do Le Triskell é o chef Kerjinaldo Silva, o Keijo, que está na casa praticamente desde a abertura. “O primeiro nós demitimos antes de inaugurar. Tentamos outro que tinha problemas de relacionamento e comportamento”, relembra. Sua esposa, Vera, chegou a ir para a cozinha do restaurante durante algum tempo. “Finalmente apareceu o Keijo, que está conosco até hoje”, relata o restaurateur.
Inicialmente, a casa era uma creperia que aos poucos foi incorporando pratos tradicionais franceses e, pouco a pouco, tornou-se mediterrânea. Os crepes são uma mínima parte do menu hoje em dia, que tem os óbvios Coq au Vin (frango caipira cozido ao vinho tinto com tagliatelli na mateiga) e Escargots de Bourgogne (meia dúzia de caracóis gratinados na manteiga com alho e salsinha), e inovações como o Couscous Marin (cuscuz marroquino com camarão, polvo e marisco) e o próprio Gambas Taj Mahal (camarões grelhados ao curry, acompanhados de arroz com abacaxi e brócolis), prato descrito no Guia Quatro Rodas.
O desafio de Gilles, Keijo e equipe agora é manter a estrela conquistada. Este ano, o Le Triskell contratou a consultoria do chef serge Fel, com passagens por importantes restaurantes da Capital, para melhorar os processos na cozinha. “O objetivo é otimizar os procedimentos para reduzir o tempo de espera dos pratos e aumentar a lucratividade”, explica Gilles.
Vinhos
A carta de vinhos do Le Triskell é resultado do gosto pessoal do proprietário e sugestões dos clientes. Filho de franceses nascido no Brasil, Gilles Mourier não dispensa um vinho nas refeições, principalmente no jantar, quase invariavelmente no seu restaurante. No início, a oferta de rótulos era muito mais acanhada, mas com o tempo, a demanda dos clientes, especialmente dos condomínios de Helvetia e Itaici, levou a uma ampliação da oferta. A garrafa mais cara do Le Triskell é o Brunello de Montalcino, que custa R$ 288. Em compensação, há bons vinhos a preços acessíveis, como o argentino Finca Daniela, que custa R$ 58 e o chileno Touro de Piedra, por R$ 64, que são vendidos também em taças. O rose JP Chenet, R$54, foi outra inclusão de gosto pessoal do proprietário. O Le Triskell tem ainda uma confraria, que além de uma reunião mensal, organiza excursões enofílicas. A próxima será no início do ano para conhecer vinícolas chilenas.
Serviço: Le Triskell, aberto para almoço de terça a domingo e para jantar de terça a sábado. Avenida Eng. Fábio Barnabé, 723. Telefone: 3934-6408. Site: WWW.letriskell.com.br
Guia Quatro Rodas 2009. Preço: R$ 39,99. Site: http://viajeaqui.abril.com.br/g4r/
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Em Cartaz
Numa rara decisão, os distribuidores brasileiros desistiram de encontrar um título em português para “Quantum of Solace” e lançaram o filme assim mesmo. Na
verdade, mesmo em inglês o significado não é tão claro – algo como “quantidade de estímulo ou consolo” – e é tirado de um pequeno conto publicado no livro “For your eyes only”. Na verdade, não chega a ser uma aventura de James Bond, mas uma história que llhe contam durante o jantar. Portanto, ao contrário de “Cassino Royale”, onde a trama original era preservada, “007 – Quantum of Solace” é uma história inteiramente nova.
O filme começa imediatamente após o final de “Cassino...”. Para quem não lembra, James Bond (Daniel Craig) prende Mr. White (Jasper Christensen, de “A Intérprete”), o homem que supostamente chantageava Vesper Lynd, obrigando-a a trair seu país e o homem que amava. 007 e M (Judi Dench) interrogam-no e descobrem que a organização por trás de tudo é mais complexa e perigosa que imaginavam.
A investigação do serviço de inteligência liga um traidor do MI6 a uma conta bancária no Haiti, onde um caso de identidades trocadas apresenta Bond à bela, porém perigosa, Camille (Olga Kurylenko, de “Hitman”), uma mulher empenhada em sua própria vingança. Camille leva Bond diretamente a Dominic Greene (Mathieu Amalric, de “O Escafandro e a Borboleta”), um empresário impiedoso e poderoso dentro da misteriosa organização.
Numa missão que o leva à Áustria, Itália e à América do Sul, Bond descobre que Greene, conspirando para assumir o controle de um dos mais importantes recursos naturais do mundo, está prestes a fechar negócio com o exilado general Medrano (Joaquín Cosio). Usando seus associados na organização e manipulando seus poderosos contatos na CIA e no governo britânico, Greene promete derrubar o atual regime da Bolívia, dando ao general o controle do país em troca de um pedaço de terra aparentemente árido.
Num campo minado de traições, assassinatos e fraudes, Bond se alia a velhos amigos na luta para desvendar a verdade. Quanto mais perto chega de descobrir o homem responsável pela traição de Vesper, mais 007 precisa se manter um passo à frente da CIA, dos terroristas e até mesmo de 'M', para desvendar o plano sinistro de Greene e deter a 'Quantum'.
Também estão no elenco Giancarlo Giannini (“Pasqualino Sete Belezas”) como Mathieu, Jeffrey Wright (“Syriana”) como Felix Leiter e Gemma Aterton (“Rock´nrolla”) como Strawberry Fields. A direção é do talentoso Marc Foster de “Em Busca da Terra do Nunca” e “Mais Estranho que a Ficcção”.
Chanchada
“A Guerra dos Rocha” é mais um produto Globofilmes com elenco e diretor da Rede Globo e faz pensar na velha máxima de Paulo Emilio Salles Gomes de que “qualquer filme nacional é mais importante que qualquer filme estrangeiro”. Antes que achem que o fundador da Cinemateca Brasileira era louco, o que ele queria dizer é que todo filme brasileiro trazia de alguma forma elementos da cultura e momento sócio-econômico do País e ajudava a entendê-lo melhor.
Se comédias como “A Casa da Mãe Joana” e “A Guerra dos Rocha” forem um retrato do momento atual do Brasil, estamos bem arranjados. Ary Fontoura é Dina Rocha, que após criar seus três filhos adultos - Marcos Vinicius, César e Marcelo – agora se vê em meio a um jogo de empurra para ver com quem ela fica. Durante uma das muitas batalhas familiares, Dona Dina some e até os irmãos se darem conta para começarem a procurar, parece que já é tarde demais. Recebem a trágica notícia no IML de que uma velhinha cuja descrição é de sua mãe foi atropelada por um ônibus. Enquanto os irmãos preparam o velório da mãe, mal sabiam eles que ela na verdade estava na casa ao lado com sua amiga Nonô, onde as duas foram seqüestradas por dois desastrados e divertidos aprendizes de ladrões. A direção é de Jorge Fernando, que comanda um elenco de noval das oito, com Marcello Antony, Lúcio Mauro Filho, Diogo VilelLa (os filhos),Taís Araújo, Giulia Gam, Ludmila Dayer (as noras), mais Nicete Bruno, Cecília Dassi, Felipe Dylon, Ailton Graça, Ângelo Paes Leme, Antonio Pedro e o cantor Zéu Britto.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Outro clássico
Seven, seven, seven... 7!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Renato Borghi em "Admirável Mundo Novo" sábado no Ciaei

A fábula de Aldous Huxley, de 1931, retrata uma realidade aparentemente utópica, mas que em análise mais rigorosa, percebe-se uma íntima relação com a História da Humanidade. Para comemorar o cinqüentenário de profissão do ator Renato Borghi uma adaptação dramatúrgica deste clássico literário foi criada com grande competência e é a última atração deste ano do Circuito Cultural Paulista em Indaiatuba. A peça será apresentada na sala Acrísio de Camargo, no Centro de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei), no dia 8 de novembro, às 20 horas, com entrada gratuita. O Circuito Cultural Paulista é uma parceria entre as secretarias de Cultura do Estado e do Município.
O livro se passa em um futuro hipotético, no qual as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com leis e regras sociais, em meio a uma sociedade organizada por castas. Sem ética religiosa ou valores morais, os cidadãos têm dúvidas, incertezas e inseguranças dissipadas pelo consumo de uma certa droga. A educação sexual começa ainda na primeira infância e o conceito de família inexiste.
Na peça, Borghi vive Bernard Max, personagem que é a prova da falibilidade do sistema. Ele é um homem de casta superior com características de casta inferior e que se recusa a usar a droga que inibe suas incertezas, por isso é capaz de criticar a sociedade em que vive e interessar-se por outras formas de organização social. Bernard é um homem profundamente dividido entre o programa e a necessidade de livrar-se dele. A peça adaptada se passa em um terrível período: após Guerra dos Nove Anos- e de um grande colapso econômico. Os homens têm que escolher entre uma “direção mundial” fundamentada em determinados princípios de controle, ou a destruição da humanidade.
Serviço: ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, de Aldous Huxley. Com Renato Borghi e Teatro Promíscuo. Dia 8 de novembro às 20 horas – ENTRADA GRÁTIS. Local: Sala Acrísio de Camargo – Ciaei (Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jd. Regina)
Duração: 2h. Classificação indicativa: 16 anos.
I have a dream...
Quarenta anos depois do assassinato de Martin Luther King um negro é eleito presidente dos Estados Unidos. Quarenta anos não são nada na longa marcha da
História, mas o salto que isso representa na mentalidade de uma nação é gigantesco.
Lembro ter visto num das sessões da tarde da vida um filme de 1972 chamado originalmente "The Man", mas não lembro o título em português. Nele, o presidente e o presidente da Câmara morrem num desabamento, o vice presidente se recusa a assumir e o governo acaba nas mãos do presidente do Senado, interpretado por James Earl Jones. Uma vez no poder, ele ficava entre as pressões para a renúncia e suas próprias convições. Note que, na época, para que os Estados Unidos tivesse um presidente negro, só após uma uma série de acidentes para ser plausível.
Há dez anos, Morgan Freeman era o presidente americano no disaster movie "Impacto Profundo". Nos anos 90, a figura elegante do ator, que transpira dignidade, era natural como chefe da Nação. Afinal, na década seguinte ele seria promovido a Deus.
No seriado "24 Horas", de 2001, Dennis Hilbert assumia o papel de David Palmer, presidente a quem Jack Bauer segue até mesmo depois dele deixar a Casa
Branca. Os complôs para derrubá-lo ou matá-lo não têm nada a ver com o fato dele ser negro mas com suas convicções morais e políticas. Um político como pouco se vê na vida real
Essa naturalidade com que esse produtos culturais mostravam um chefe da Nação negro nos últimos 10 anos mostra evolução na forma como a indústria do entretenimento passou a abordar o tema, o que é um reflexo de como o próprio público médio encara a questão racial. No entanto, da ficção para a realidade há uma grande distância.
Barack Obama chega à Casa Branca depois de enfrentar o establishment do Partido Democrata, para quem Hillary Clinton era a candidata natural, e provocando um verdadeiro maremoto eleitoral, mobilizando não só os jovens, mas as minorias e todos que esperam uma América diferente a partir de 2009. Claro que a crise foi uma grande eleitora, mas a onda Obama foi tão impressionante que, dadas as previsões desta madrugada de que ele faça mais de 300 delegados no Colégio Eleitoral, faz pensar que ele ganharia mesmo sem o desastre das bolsas em setembro.
Muitos comparam sua figura carismática á de John Kennedy. As circunstãncias da eleição dos dois difere muito, no entanto. Kennedy venceu Nixon por muito pouco, e assumiu um país surfando na era de prosperidade de Eisenhower. O cenário atual é mais próximo à da primeira vitória de Franklin Delano Roosevelt, eleito em 1932 em plena Depressão. Com um forte programa de obras públicas, tentou reverter o desmprego e recessão econômica com o que chamou de New Deal. Entretanto, se não fosse a 2a Guerra Mundial, dificilmente os EUA sairiam do buraco. Foi o fornecimento de armas aos Aliados a princípio e posterior engajamento de todo o parque industrial quando o país entrou no conflito para valer que fez a América
emergir como superpotência. As guerras em que os EUA estão atoladas atualmente só aumentam o déficit gigantesco e minam o prestígio do país no exterior.
O que Obama deve tirar de Roosevelt - único presidente eleito quatro vezes - é usar o Estado para tirar melhorar a vida das pessoas lançadas na miséria, regular o mercado para tentar impedir novos desastres como esse e buscar o diálogo com os outros países envolvidos na crise em busca de uma solução conjunta, como fez a Comunidade Européia; em contraste com o laissez-faire defendido pelos republicanos, que acabou nisso que está aí. O desafio é grande, com conseqüências óbvias para todo o planeta, mas o cacife eleitoral do presidente eleito também é enorme.
O presidente negro
terça-feira, 4 de novembro de 2008
O melhor de 007
Esta semana estréia o mais novo filme de James Bond, Quantum of Solace, o segundo com Daniel Craig no papel do agente secreto mais famoso do mundo (uma contradição em termos). Desde que comecei a ir ao cinema sozinho que assisto a todos os filmes de 007 e reconheço que é uma perversão para um cinéfilo. Para a maioria dos críticos, a série toda copia as inovações criadas por Alfred Hitchocock em "Intriga Internacional" (que ainda pode ser encontrado nas bancas na coleção Videoteca Veja). O primeiro filme da série, "O Satânico Dr. No" (1962), foi beneficiado pela Crise dos Mísseis de Cuba, momento em que a Guerra Fria chegou mais perto de esquentar de vez, mas ao invés de usar como vilã a agência soviética Smersh - criada nos livros de Fleming - preferiram substituí-la pela Spectre, uma organização privada que pretendia dominar o mundo. O vilão, Dr. No, foi inspirado no Dr. Fu Manchu e interpretado por Joseph Wiseman. A primeira Bond girl foi Ursula Andress, que virou estrela depois disso. Mas o elemento mais importante para o sucesso desse primeiro filme foi o ator principal, Sean Connery. Ele não era o James Bond dos sonhos de Ian Fleming - que queria David Niven - mas o escritor acabou se rendendo ao charme e sucesso que Connery obteve no papel. Note que nesse filme não havia outro elemento que marcaria a série, os gadgets mirabolantes.
O primeiro, de "Moscou Contra 007" (1963), era simples: a maleta que depois foi chamada de 007 e que continha
uma adaga embutida, uma lata de talco que ocultava uma bomba de gás lacrimogêneo, um rifle AR-7 disfarçado mais 25 munições e 25 moedas de ouro. Neste segundo filme, aparece a primeira bond girl russa, Tatiana Romanova, que, como suas sucessoras foi interpretada por uma atriz de outra nacionalidade, a italiana Daniela Bianchi, Miss Universo 1960. As outras soviéticas de araque foram Rosa Klebb (Lotte Lenya, austríaca) também em "Moscou contra 007"; Anya Amasova (Barbara Bach, americana) em "O Espião que me Amava" (de 1977, o melhor de Roger Moore); Kara Milovy (Maryam D'Abo, inglesa) em "Marcado para a Morte" (1987); Natalya Simonova (Isabella Scorupco, polonesa) e Xenya Onatopp (Famke Janssen, holandesa) em "Goldeneye" (1995). Assim, a ucraniana Olga Kurylenko (foto), de "Quantum of Solace", será a primeira atriz nascida na ex-USSR a ser Bond Girl, só que no papel de uma espiã... boliviana!
A longa série iniciada por "Dr. No" acabou em "Um Novo Dia para Morrer" (2002), o 20o da filmografia oficial de 007, em que foram homenageados os 19 filmes anteriores em diversos detalhes dispostos ao longo da narrativa. Também se chegou ao exagero máximo nas bugigangas tecnológicas, como o carro invisível e a cirurgia plástica genética capaz de transformar um coreano num caucasiano. A arma de destruição em massa, por outro lado, era reciclada de "Os Diamantes são Eternos": um canhão laser montado num satélite capaz de destruir qualquer alvo na Terra. Como o 11 de setembro provou, não é necessária alta tecnologia para causar o máximo de danos, e a fórmula vilão-com-arma-superpoderosa caiu em desuso.
Com "Cassino Royale", James Bond foi reinventado para se tornar um Jason Bourne (mesmas iniciais?) que trabalha para o governo. Em "Goldeneye" foi tentado algo assim, mas sem a mesma profundidade. Mantendo a mesma M e Q de Pierce Brosnan, o novo Bond acaba de ganhar a licença para matar e como nunca antes, algo que aconteceu no filme anterior - a morte da namorada - vai pautar Bond em sua nova aventura.
Já tem gente chamando Daniel Craig de "Bond Supremo", o que é um desrespeito a Sean Connery, que tornou o personagem um ícone cultural dos anos 60. Simplesmente não existiria a franquia sem o hoje semi-aposentado ator escocês. Craig merece ser o segundo James Bond por ter ressuscitado o personagem que já ameaçava virar uma autoparódia, sem a Guerra Fria que o definia. Em terceiro, afetivamente deveria indicar Roger Moore, o 007 mais prolífico, mas acho que empata com Pierce Brosnan. Já George Lazenby e Timothy Dalton disputam quem foi o pior.
Do alto de 30 anos acompanhando a série regularmente, seleciono alguns dos melhores personagens da série.
Vilões
Um bom vilão tem que falar macio enquanto oculta uma crueldade sem limites. E para um bom vilão da série James Bond, é preciso ter um plano diabólico capaz de afetar todo o planeta. Por isso o patético Le Chiffre de "Cassino Royale" ficou de fora. ![]()
Auric Goldfinger - O alemão Gert Fröbe já tinha participado de alguns filmes famosos - "O Mais Longo dos Dias" (assim como o próprio Sean Connery) e "Paris Está em Chamas?" - mas certamente é mais lembrado como o milionário inescrupuloso que tenta açambarcar o mercado de ouro contaminando as reservas americanas em Fort Knox. Como num bom seriado dos anos 40, tentar cortar 007 ao meio, não com uma serra circular, mas com um laser.
Ernst Blofeld - Foram quatro atores a interpretar o Número 1 da Spectre. O primeiro foi Anthony Dawson, que só aparece de costas em "Moscou contra 007" e "Chantagem Atômica" acariciando um gato. Donald Pleasence (foto) finalmente dá rosto ao personagem em "Só se Vive Duas Vezes", seguido por Telly Savalas em "A Serviço Secreto de Sua Majestade" e Charles Grey em "Os Diamantes são Eternos". O vilão desaparece durante os quatro primeiros filmes de Roger Moore, só retornando brevemente em "Somente para Seus Olhos", na tradicional seqüência antes dos créditos. Final inglório para um grande vilão.
Rosa Klebb - A ex-chefe dos assassinos da Spectre em "Moscou contra 007" é vivida por Lotte Lenya, viúva e Kurt Weil e estrela do famoso Ensemble de Bertold Brecht. É ela que escolhe Red Grant para matar Bond e quase liquida o agente britânico ao final com seu sapato-canivete com ponta envenenada.![]()
Karl Stromberg - O mega-armador que quer destruir o mundo da superfície e para isso seqüestra submarinos nucleares em "O Espião que me Amava" foi interpretado pelo alemão Curd Jurgens, que na juventude contracenou com Brigitte Bardot em "E Deus fez a Mulher" e foi antagonista de Robert Mitchum em "A Raposa do Mar". Galã na juventude, aparece nesse filme como um apreciador de coisas belas, como a sua mega-base submergível, sua piloto Naomi e a Major Anya Amasova, a quem sequestra - para variar.
Emilio Largo - O Número 2 da Spectre aparece em "A Chantagem Atômica" e é vivido pelo italiano Adolfo Celi, ex-marido de Tonia Carrero. Grande, com peitoral de cantor de ópera e um tapa-olho para dar mais estilo, Largo era inteligente, cruel e ainda bom de briga o suficiente para sair no braço com James Bond. O cara era muito mau, pois além de manter a pobre Domino Derval como escrava sexual, mandou matar o irmão dela e depois a tortura quando fica sabendo que ela o traiu com 007. Tonia Carrero, entretanto, jura que Adolfo era um amor de pessoa.![]()
Alec Trevalyan - Ex-parceiro de Bond, revela-se agente duplo em "Goldeneye". Interpretado por Sean Bean, especialista em fazer bad guys, marca o retorno de um vilão armado com uma arma de destruição em massa, após os bandidos meia-boca enfrentados por Timothy Dalton. Entra na lista por causa disso, porque ele foi um vilão melhor para Harrison Ford em "Jogos Patrióticos".
Capangas
Uma mente criminosa precisa sempre de um bom capanga para fazer o serviço sujo. Se ele usar um método peculiar para matar, melhor ainda.
Oddjob - O assassino coreano de "Goldfinger" foi interpretado pelo havaiano Harold Sakata, um lutador olímpico medalhista de prata em Roma. Além de ser muito forte, ele tinha como arma um chapeú de metal que arremessava como um frisbee. Como na mão não dava para ganhar dele, James Bond o eletrocutou em Fort Knox.
Jaws - Único capanga a aparecer em dois filmes da franquia, "O Espião que me Amava" e "O Foguete da Morte", o
assassino dos dentes de aço interpretado por Richard Kiel, ator com 2,17 metros, era invencível numa luta mano a mano. Seus dentes eram capazes de matar um tubarão e cortar até o cabo do bondinho do Pão de Açucar! Uma curiosidade: além de "O Espião que me Amava" ele lutou - ou bateu - na atriz Barbara Bach em outro trabalho, "Comando 10 de Navarone", estrelado por outro capanga da série 007, Robert Shaw.
Red Grant - O assassino de "Moscou contra 007" é um ator que se tornaria importante nos anos seguintes: Robert Shaw (na foto, com Lotte Lenya como Rosa Klebb), mais conhecido do público como o pescador Quint, de "Tubarão". Ele é um inglês renegado que trabalha para a Spectre e deve matar Bond como conclusão de um plano apra desacreditar o agente e o Serviço Secreto Britânico. Seu métido favorito é o fio de aço que estrangula e corta a garganta. Sua luta com 007 no trem é um dos momentos mais violentos e emocionantes de toda a série.
Tee Hee - O assassino com uma prótese de gancho ao invés da mão direita de "Viva e Deixe Morrer" foi um dos que mais trabalho deu a James Bond. Intepretado pelo americano Julius Harris, era capanga de Kananga, vivido por Yaphet Koto, que usava vodu para controlar sua gente na Jamaica e assumia a identidade do gangster Mr. Big quando lidava com o tráfico no Harlem.
Mr. Kidd e Mr. Wint - A impagável dupla de assassinos gay de "Os Diamantes são Eternos" complementavam o clima camp do filme. Feito logo após a tentativa de
emplacar George Lazenby como 007, os produtores resolveram pagar o que Sean Connery queria para voltar ao papel e deram um clima mas típico da nova década para ganhar a audiência americana. Daí o filme ser rodado em grande parte em Las Vegas, entre mocinhas desinibidas (uma delas, Plenty O'Toole, vivida pela irmã de Natalie Wood, Lana) que se atiravam em cima dele e uma dupla de capangas que fazia uma casal homossexual.
Mulheres fatais
Muitos tentam matar 007, mas a coisa complica quando é uma bela mulher. O molóide do Pierce Brosnan quase foi morto por três delas.
Fiona Volpe - Bela, cruel e ninfomaníaca, a assassina de "Chantagem Atômica" vivida pela italiana Lucian Paluzzi foi o modelo de Fatima Blush (do não-oficial "Nunca mais Outra vez") e Xenya Onatopp ( de "Goldeneye"), ou seja, tenta matar Bond depois de transar com ele. É ela que pilota um dos gadgets mais legais de toda a série, uma moto equipada com lança-foguetes.
Elektra King - Interpretada pela atriz francesa Sophie Marceau, em "O Mundo não é o Bastante" é a herdeira de um magnata do petróleo que ela mesma mandou matar. Seduz o psicopata Renard para que seja o laranja da operação que lhe renderá uma fortuna e ainda faz com que 007 se apaixone por ela. A rigor, ela deveria entrar na categoria Vilões, já que é o cérebro por trás de toda a trama.
Xenya Onatopp - Assassina a mando de Alec Trevanyan, é vivida pela mesma Famk Janssen que ficaria famosa como Fênix dos "Xmen". Mas ela é muito melhor sufocando suas vítimas entre suas coxas - ui!
- do que vaporizando inimigos no último filme da triologia mutante. Onatopp é um trocadilho infame, especialmente para quem gosta de transar e matar on top...
Miranda Frost - Loura gelada (frost), a agente dupla faz com que o James Bond de Pierce Brosnan de apaixone - de novo! - por ela em "Um Novo Dia para Morrer". Estréia da atriz Rosamund Pike, de "Orgulho e Preconceito".
May Day - Papel sob medida para a cantora Grace Jones, ela é a assassina de Max Zorin em "Na Mira dos Assassinos". Alta, andrógina e musculosa, não sei o que era pior para o pobre James Bond de Roger Moore aos 57 anos na época: brigar ou fazer amor com ela. Ofuscou a ex-pantera Tanya Roberts, uma das bond girls mais sem graça.![]()
Naomi - A piloto pessoal de Stromberg aparece muito pouco em "O Espião que me Amava" e é a única da lista que não rala e rola com 007. Mas ela foi vivida por Caroline Munro, uma rainha dos filmes B dos anos 70, entre eles "As Viagens de Simbad" e "Drácula no Mundo da Minissaia", e que era um pedaço de mau caminho. Pena que James Bond teve que mandá-la para o espaço com um missil polaris de seu carro-submarino...
Bond Girls
Costuma-se classificar como bond girlr todas as moças que participaram de uma filme de James Bond. Eu não acho. Bond girl é a garota com quem James Bond transa no fim do filme, marca registrada da série tanto quanto a abertura com o cano da arma apontada para o agente secreto. A mistica começou com Ursula Andress saindo do mar com um biquini branco e uma concha na mão em "O Satânico Dr. No", então não poderia ser outra a bond girl número 1.
Honey Rider - Ursula Andress virou um ícone pop dos anos 60 graças à sua aparição em "O Satânico Dr. No" intepretando a moça que vivia de coletar conchas raras na ilha em que aconteciam coisas misteriosas na costa da Jamaica. Ingênua mas vingativa, ela matou o
homem que a estuprou com uma aranha viúva negra. No livro, o Doutor No a amarra nua na praia no caminho de milhares caranguejos, mas a produção do filme poupou a pobre Ursula do suplício, provavelmente por falta de orçamento para obter tantos crustáceos amestrados.
Pussy Galore - A atriz Honor Blackman foi a bond girl mais velha aos 37 anos, como a líder de uma quadrilha de garotas-aviadoras. Seu nome é um trocadilho abominável, especialmente para uma personagem que deveria ser lésbica (no romance era explícito, mas no filme há insinuações). Foi a primeira a encarar uma briga e se era chegada numa pussy, James Bond tratou de curá-la dando-lhe um golpe de judô num monte de feno.
Anya Amasova - Em "O Espião que me Amava" tudo era top: vilão, capanga, mulher fatal e a bond girl, vivida pela futura senhora Ringo Starr, Barbara Bach, que era agente Triplo X muito antes de Vin Diesel, só que a serviço da KGB. Era tão culta, sofisticada e esperta quanto Bond, com quem fez a princípio uma competição divertida. Na verdade, a moça buscava vingança contra o assassino de seu amante, também espião soviético. Adivinha quem era?![]()
Vesper Lynd - Um dos trunfos de "Cassino Royale" era a bond girl vivida pela bela e talentosa Eva Green, que dá profundidade a uma função muitas vezes restrita a enfeitar o filme. Ela resiste como pode a Bond, mas acaba se sacrificando por ele. Na seqüência, "Quantum of Solace", 007 vai em busca dos responsáveis pela traição e morte dela.
Miss Solitaire - A estréia de Roger Moore como James Bond também foi a estréia de Jane Seymour no cinema. "Viva e Deixe Morrer" tinha ainda música-tema de Paul McCartney, que foi regravada muitos anos depois pelo Guns 'n Roses. Jane, posteriormente estrela de "Em Algum Lugar no Passado" e rainha dos telefilmes, era a vidente que só mantinha os poderes proféticos enquanto continuasse virgem. Depois que conheceu 007, não conseguia nem prever se ia chover amanhã.
Jinx - Halle Berry foi a primeira bond girl vencedora do Oscar - no ano do lançamento do filme "Um Novo Dia para Morrer". A agente da
Agência Nacional de Segurança dos EUA foi a primeira negra a ser escalada como bond girl principal, já que Rosie Carver, de "Viva e Deixe Morrer", era secundária. Além de amante, era colega e competidora de Bond, como Anya de "O Espião que me Amava" e Wai Lin de "O Amanhã Nunca Morre".
Tracy di Vicenzo - O único James Bond de um filme só, George Lazenby estrelou o que muitos chamam de melhor da série, "A Serviço Secreto de Sua Majestade", cuja música-tema foi usada pelo infame Amaral Neto, o repórter a serviço nada secreto da ditadura brasileira . Se ninguém conhecia
George Lazenby, a mocinha Diana Rigg era famosa por conta do seriado inglês "Os Vingadores", que virou um filme na década passada com Uma Thurman à bordo de um macacão de couro negro. Tracy foi a única que conseguiu levar 007 ao altar, para ser em seguida morta pelo arquivilão Blofeld.
As francesas - Além de Eva Green, outras duas atrizes francesas foram bond girls. A primeira foi Claudine Auger, ex-Miss França, como Dominique "Domino" Derval, que 007 resgata das mãos do malvado Emilio Largo em "A Chantagem Atômica". A outra foi Carole Bouquet, estrela do último Buñuel, "Esse Obscuro Objeto do Desejo". Ele viveu Melina Havelock, meio inglesa, meia grega, que busca vingança com sua besta após seu pai ser morto por
assassinos contratados. Curiosamente, no ano do lançamento do filme Frank Miller cria sua maior personagem original para a Marvel,
Elektra, cuja origem é muito parecida.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Chá Beneficente domingo
A Volacc (Voluntárias de Apoio no Combate ao Câncer) promoverá no próximo dia 9 de novembro às 14h na Tejusa (r. 13 de Maio 1491, na Cidade Nova) um Chá Beneficente. Haverá também sorteios de diversos brindes.
Os convites custam R$10,00, dão direito a dez cartelas e estão à venda com a volaquitas ou na própria Volacc. As volaquitas prometem ainda que quem levar um litro de leite longa vida terá direito a uma cartela grátis de uma rodada surpresa.
Do Blog do Livio Oricchio (Estadão)
Livio Oricchio
Houve um momento, depois da bandeirada do GP do Brasil, ontem em Interlagos, em que as duas famílias celebravam a conquista do título. A de Felipe Massa, nos boxes da Ferrari, e a de Lewis Hamilton, nos da McLaren. E os dois pilotos, no cockpit de seus carros, perguntavam desesperadamente pelo rádio às equipes quem havia sido o campeão. A maioria dos 75 mil torcedores nas arquibancadas comemorava da mesma forma, com euforia, a conquista do Mundial. Esse quadro dá bem idéia da intensidade das emoções vividas por todos na incrível etapa de encerramento da temporada, a mais espetacular da história. Alguns segundos depois de cruzar a linha de chegada, a dura verdade no autódromo: Hamilton é o campeão!
Parte importante das pessoas que desejavam ver Massa dar à nação um campeonato que o Brasil não vence desde 1991, com Ayrton Senna, começaram a chorar. “Meu engenheiro me avisou quando eu estava na curva 3 (saída do S do Senna) que o Lewis Hamilton havia ultrapassado o Timo Glock e era o campeão”, disse Massa, com a voz embargada. Muitos não sabiam ainda o que estava acontecendo, não sabiam o que pensar. O dia 2 de novembro de 2008 já está na antologia da Fórmula 1. Desde que a competição começou a ser disputada, em 1950, nunca uma prova decisiva foi tão carregada de tudo: tensão, ansiedade, vibração, emoções antagônicas.
Hamilton foi campeão a 700 metros da linha de chegada, na última curva da última volta da última etapa do campeonato. Na história do autódromo também, iniciada em 1940, nunca um evento teve tanta importância e nunca seu desenvolvimento gerou tamanha carga emotiva. Massa venceu o GP do Brasil, sua sexta vitória no ano, e Hamilton às duríssimas penas classificou-se em quinto, ao ganhar a posição de Glock na curva da Junção, sob a chuva que mudou o cenário da corrida. Se terminasse na sexta colocação, como estava até encontrar o alemão da Toyota com pneus para pista seca, Massa seria o campeão.
Como nem todos se deram conta de que o piloto que o fantástico Sebastian Vettel, da Toro Rosso, quarto, e Hamilton haviam ultrapassado na Junção era Glock, os integrantes da Ferrari e da McLaren não sabiam se podiam celebrar ou lamentar. “Meu coração estava prestes a explodir. Eu rezava para poder me aproximar do Glock e não acreditei quando o vi na saída da curva 10. Só posso dizer ‘Obrigado, meu Deus’”, contou, em extase, Hamilton.
A variação da condição do tempo foi a maior responsável por tantas alternativas ao longo das 71 voltas do GP do Brasil. A rápida pancada de água atrasou a largada em 10 minutos e quando voltou a cair, a oito voltas da bandeirada, gerou uma mexida na classificação que ninguém sabia mais o que iria acontecer.
Assim como o alemão Vettel colocou em xeque o título de Hamilton, ao ultrapassá-lo a três voltas do fim, outro alemão, Glock, foi o responsável pelo mais jovem campeão do mundo, aos 23 anos, conquistar seu primeiro título. O quinto lugar era o mínimo que necessitava. Ontem, no entanto, seu trabalho não representou o que fez na temporada, responsável pelo merecido título. Hamilton foi amplamente ofuscado por Massa. Num certo sentido, o resultado do GP do Brasil, Massa, Fernando Alonso, da Renault, em segundo, e Kimi Raikkonen, Ferrari, em terceiro, além das colocações de Massa e Hamilton, não deixou de agradar todos os lados envolvidos na competição. O piloto da McLaren está até agora comemorando o título, Massa de certa forma ficou feliz com a vitória em casa com performance de campeão, e a torcida, definitivamente, acredita nele agora.
Não acabou: a Ferrari conquistou o Mundial de Construtores, a torcida assistiu a um dos maiores espetáculos esportivos já realizados no Brasil e Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, viu pela quarta vez seguida o campeonato ser definido na última etapa do calendário, sempre em Interlagos, e, como em 2007, campeão e vice separados por apenas um ponto, 98 a 97. O GP do Brasil de 2008 não será esquecido jamais!
***
Falou e disse.
domingo, 2 de novembro de 2008
Rubinho vai parar!
Corrida Maluca

O que foi o Grande Prêmio Brasil de hoje???? A prova mais emocionante em muuuuito tempo. Felipe Massa merece todos os elogios mas como é que o Vettel chegou no Hamilton depois de sair do pit stop com o tanque cheio e os pneus frios? A arregada do Glock era previsível, já que ele foi no sacrifício para tentar alguma coisa. Não deu pro Massa, mas que a corrida foi sensacional, isso é inegável.





