quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Renato Borghi em "Admirável Mundo Novo" sábado no Ciaei


A fábula de Aldous Huxley, de 1931, retrata uma realidade aparentemente utópica, mas que em análise mais rigorosa, percebe-se uma íntima relação com a História da Humanidade. Para comemorar o cinqüentenário de profissão do ator Renato Borghi uma adaptação dramatúrgica deste clássico literário foi criada com grande competência e é a última atração deste ano do Circuito Cultural Paulista em Indaiatuba. A peça será apresentada na sala Acrísio de Camargo, no Centro de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei), no dia 8 de novembro, às 20 horas, com entrada gratuita. O Circuito Cultural Paulista é uma parceria entre as secretarias de Cultura do Estado e do Município.
O livro se passa em um futuro hipotético, no qual as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com leis e regras sociais, em meio a uma sociedade organizada por castas. Sem ética religiosa ou valores morais, os cidadãos têm dúvidas, incertezas e inseguranças dissipadas pelo consumo de uma certa droga. A educação sexual começa ainda na primeira infância e o conceito de família inexiste.
Na peça, Borghi vive Bernard Max, personagem que é a prova da falibilidade do sistema. Ele é um homem de casta superior com características de casta inferior e que se recusa a usar a droga que inibe suas incertezas, por isso é capaz de criticar a sociedade em que vive e interessar-se por outras formas de organização social. Bernard é um homem profundamente dividido entre o programa e a necessidade de livrar-se dele. A peça adaptada se passa em um terrível período: após Guerra dos Nove Anos- e de um grande colapso econômico. Os homens têm que escolher entre uma “direção mundial” fundamentada em determinados princípios de controle, ou a destruição da humanidade.

Serviço: ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, de Aldous Huxley. Com Renato Borghi e Teatro Promíscuo. Dia 8 de novembro às 20 horas – ENTRADA GRÁTIS. Local: Sala Acrísio de Camargo – Ciaei (Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jd. Regina)
Duração: 2h. Classificação indicativa: 16 anos.

I have a dream...

Quarenta anos depois do assassinato de Martin Luther King um negro é eleito presidente dos Estados Unidos. Quarenta anos não são nada na longa marcha damartin luther king História, mas o salto que isso representa na mentalidade de uma nação é gigantesco.
james earl jonesLembro ter visto num das sessões da tarde da vida um filme de 1972 chamado originalmente "The Man", mas não lembro o título em português. Nele, o presidente e o presidente da Câmara morrem num desabamento, o vice presidente se recusa a assumir e o governo acaba nas mãos do presidente do Senado, interpretado por James Earl Jones. Uma vez no poder, ele ficava entre as pressões para a renúncia e suas próprias convições. Note que, na época, para que os Estados Unidos tivesse um presidente negro, só após uma uma série de acidentes para ser plausível.
Há dez anos, Morgan Freeman era o presidente americano no disaster movie "Impacto Profundo". Nos anos 90, a figura elegante do ator, que transpira dignidade, era natural como chefe da Nação. Afinal, na década seguinte ele seria promovido a Deus.
No seriado "24 Horas", de 2001, Dennis Hilbert assumia o papel de David Palmer, presidente a quem Jack Bauer segue até mesmo depois dele deixar a Casamorgan Branca. Os complôs para derrubá-lo ou matá-lo não têm nada a ver com o fato dele ser negro mas com suas convicções morais e políticas. Um político como pouco se vê na vida real

7a-8a palmerEssa naturalidade com que esse produtos culturais mostravam um chefe da Nação negro nos últimos 10 anos mostra evolução na forma como a indústria do entretenimento passou a abordar o tema, o que é um reflexo de como o próprio público médio encara a questão racial. No entanto, da ficção para a realidade há uma grande distância.

Barack Obama chega à Casa Branca depois de enfrentar o establishment do Partido Democrata, para quem Hillary Clinton era a candidata natural, e provocando um verdadeiro maremoto eleitoral, mobilizando não só os jovens, mas as minorias e todos que esperam uma América diferente a partir de 2009. Claro que a crise foi uma grande eleitora, mas a onda Obama foi tão impressionante que, dadas as previsões desta madrugada de que ele faça mais de 300 delegados no Colégio Eleitoral, faz pensar que ele ganharia mesmo sem o desastre das bolsas em setembro.

Muitos comparam sua figura carismática á de John Kennedy. As circunstãncias da eleição dos dois difere muito, no entanto. Kennedy venceu Nixon por muito pouco, e assumiu um país surfando na era de prosperidade de Eisenhower. O cenário atual é mais próximo à da primeira vitória de Franklin Delano Roosevelt, eleito em 1932 em plena Depressão. Com um forte programa de obras públicas, tentou reverter o desmprego e recessão econômica com o que chamou de New Deal. Entretanto, se não fosse a 2a Guerra Mundial, dificilmente os EUA sairiam do buraco. Foi o fornecimento de armas aos Aliados a princípio e posterior engajamento de todo o parque industrial quando o país entrou no conflito para valer que fez a América Barack Obama Official smallemergir como superpotência. As guerras em que os EUA estão atoladas atualmente só aumentam o déficit gigantesco e minam o prestígio do país no exterior.

O que Obama deve tirar de Roosevelt - único presidente eleito quatro vezes - é usar o Estado para tirar melhorar a vida das pessoas lançadas na miséria, regular o mercado para tentar impedir novos desastres como esse e buscar o diálogo com os outros países envolvidos na crise em busca de uma solução conjunta, como fez a Comunidade Européia; em contraste com o laissez-faire defendido pelos republicanos, que acabou nisso que está aí. O desafio é grande, com conseqüências óbvias para todo o planeta, mas o cacife eleitoral do presidente eleito também é enorme.

O presidente negro


Com a vitória consolidada no "campo de batalha" decisivo de Ohio, já dá para os democratas estourarem a champanhe.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O melhor de 007

bonds james bonds

Esta semana estréia o mais novo filme de James Bond, Quantum of Solace, o segundo com Daniel Craig no papel do agente secreto mais famoso do mundo (uma contradição em termos). Desde que comecei a ir ao cinema sozinho que assisto a todos os filmes de 007 e reconheço que é uma perversão para um cinéfilo. Para a maioria dos críticos, a série toda copia as inovações criadas por Alfred Hitchocock em "Intriga Internacional" (que ainda pode ser encontrado nas bancas na coleção Videoteca Veja). O primeiro filme da série, "O Satânico Dr. No" (1962), foi beneficiado pela Crise dos Mísseis de Cuba, momento em que a Guerra Fria chegou mais perto de esquentar de vez, mas ao invés de usar como vilã a agência soviética Smersh - criada nos livros de Fleming - preferiram substituí-la pela Spectre, uma organização privada que pretendia dominar o mundo. O vilão, Dr. No, foi inspirado no Dr. Fu Manchu e interpretado por Joseph Wiseman. A primeira Bond girl foi Ursula Andress, que virou estrela depois disso. Mas o elemento mais importante para o sucesso desse primeiro filme foi o ator principal, Sean Connery. Ele não era o James Bond dos sonhos de Ian Fleming - que queria David Niven - mas o escritor acabou se rendendo ao charme e sucesso que Connery obteve no papel. Note que nesse filme não havia outro elemento que marcaria a série, os gadgets mirabolantes.

O primeiro, de "Moscou Contra 007" (1963), era simples: a maleta que depois foi chamada de 007 e que continha Olga Kurylenko5 uma adaga embutida, uma lata de talco que ocultava uma bomba de gás lacrimogêneo, um rifle AR-7 disfarçado mais 25 munições e 25 moedas de ouro. Neste segundo filme, aparece a primeira bond girl russa, Tatiana Romanova, que, como suas sucessoras foi interpretada por uma atriz de outra nacionalidade, a italiana Daniela Bianchi, Miss Universo 1960. As outras soviéticas de araque foram Rosa Klebb (Lotte Lenya, austríaca) também em "Moscou contra 007"; Anya Amasova (Barbara Bach, americana) em "O Espião que me Amava" (de 1977, o melhor de Roger Moore); Kara Milovy (Maryam D'Abo, inglesa) em "Marcado para a Morte" (1987); Natalya Simonova (Isabella Scorupco, polonesa) e Xenya Onatopp (Famke Janssen, holandesa) em "Goldeneye" (1995). Assim, a ucraniana Olga Kurylenko (foto), de "Quantum of Solace", será a primeira atriz nascida na ex-USSR a ser Bond Girl, só que no papel de uma espiã... boliviana!

A longa série iniciada por "Dr. No" acabou em "Um Novo Dia para Morrer" (2002), o 20o da filmografia oficial de 007, em que foram homenageados os 19 filmes anteriores em diversos detalhes dispostos ao longo da narrativa. Também se chegou ao exagero máximo nas bugigangas tecnológicas, como o carro invisível e a cirurgia plástica genética capaz de transformar um coreano num caucasiano. A arma de destruição em massa, por outro lado, era reciclada de "Os Diamantes são Eternos": um canhão laser montado num satélite capaz de destruir qualquer alvo na Terra. Como o 11 de setembro provou, não é necessária alta tecnologia para causar o máximo de danos, e a fórmula vilão-com-arma-superpoderosa caiu em desuso.

Com "Cassino Royale", James Bond foi reinventado para se tornar um Jason Bourne (mesmas iniciais?) que trabalha para o governo. Em "Goldeneye" foi tentado algo assim, mas sem a mesma profundidade. Mantendo a mesma M e Q de Pierce Brosnan, o novo Bond acaba de ganhar a licença para matar e como nunca antes, algo que aconteceu no filme anterior - a morte da namorada - vai pautar Bond em sua nova aventura.

Já tem gente chamando Daniel Craig de "Bond Supremo", o que é um desrespeito a Sean Connery, que tornou o personagem um ícone cultural dos anos 60. Simplesmente não existiria a franquia sem o hoje semi-aposentado ator escocês. Craig merece ser o segundo James Bond por ter ressuscitado o personagem que já ameaçava virar uma autoparódia, sem a Guerra Fria que o definia. Em terceiro, afetivamente deveria indicar Roger Moore, o 007 mais prolífico, mas acho que empata com Pierce Brosnan. Já George Lazenby e Timothy Dalton disputam quem foi o pior.

Do alto de 30 anos acompanhando a série regularmente, seleciono alguns dos melhores personagens da série.

Vilões

Um bom vilão tem que falar macio enquanto oculta uma crueldade sem limites. E para um bom vilão da série James Bond, é preciso ter um plano diabólico capaz de afetar todo o planeta. Por isso o patético Le Chiffre de "Cassino Royale" ficou de fora. Frobe1

Auric Goldfinger - O alemão Gert Fröbe já tinha participado de alguns filmes famosos - "O Mais Longo dos Dias" (assim como o próprio Sean Connery) e "Paris Está em Chamas?" - mas certamente é mais lembrado como o milionário inescrupuloso que tenta açambarcar o mercado de ouro contaminando as reservas americanas em Fort Knox. Como num bom seriado dos anos 40, tentar cortar 007 ao meio, não com uma serra circular, mas com um laser.

Blofeldpleasance67Ernst Blofeld - Foram quatro atores a interpretar o Número 1 da Spectre. O primeiro foi Anthony Dawson, que só aparece de costas em "Moscou contra 007" e "Chantagem Atômica" acariciando um gato. Donald Pleasence (foto) finalmente dá rosto ao personagem em "Só se Vive Duas Vezes", seguido por Telly Savalas em "A Serviço Secreto de Sua Majestade" e Charles Grey em "Os Diamantes são Eternos". O vilão desaparece durante os quatro primeiros filmes de Roger Moore, só retornando brevemente em "Somente para Seus Olhos", na tradicional seqüência antes dos créditos. Final inglório para um grande vilão.

Rosa Klebb - A ex-chefe dos assassinos da Spectre em "Moscou contra 007" é vivida por Lotte Lenya, viúva e Kurt Weil e estrela do famoso Ensemble de Bertold Brecht. É ela que escolhe Red Grant para matar Bond e quase liquida o agente britânico ao final com seu sapato-canivete com ponta envenenada.Karl_Stromberg_by_Curt_Jürgens

Karl Stromberg - O mega-armador que quer destruir o mundo da superfície e para isso seqüestra submarinos nucleares em "O Espião que me Amava" foi interpretado pelo alemão Curd Jurgens, que na juventude contracenou com Brigitte Bardot em "E Deus fez a Mulher" e foi antagonista de Robert Mitchum em "A Raposa do Mar". Galã na juventude, aparece nesse filme como um apreciador de coisas belas, como a sua mega-base submergível, sua piloto Naomi e a Major Anya Amasova, a quem sequestra - para variar.

Emilio_Largo_by_Adolfo_Celi_200x200 Emilio Largo - O Número 2 da Spectre aparece em "A Chantagem Atômica" e é vivido pelo italiano Adolfo Celi, ex-marido de Tonia Carrero. Grande, com peitoral de cantor de ópera e um tapa-olho para dar mais estilo, Largo era inteligente, cruel e ainda bom de briga o suficiente para sair no braço com James Bond. O cara era muito mau, pois além de manter a pobre Domino Derval como escrava sexual, mandou matar o irmão dela e depois a tortura quando fica sabendo que ela o traiu com 007. Tonia Carrero, entretanto, jura que Adolfo era um amor de pessoa.Alec_Trevelyan_by_Sean_Bean

Alec Trevalyan - Ex-parceiro de Bond, revela-se agente duplo em "Goldeneye". Interpretado por Sean Bean, especialista em fazer bad guys, marca o retorno de um vilão armado com uma arma de destruição em massa, após os bandidos meia-boca enfrentados por Timothy Dalton. Entra na lista por causa disso, porque ele foi um vilão melhor para Harrison Ford em "Jogos Patrióticos".

Capangas

Uma mente criminosa precisa sempre de um bom capanga para fazer o serviço sujo. Se ele usar um método peculiar para matar, melhor ainda.

oddjob2 Oddjob - O assassino coreano de "Goldfinger" foi interpretado pelo havaiano Harold Sakata, um lutador olímpico medalhista de prata em Roma. Além de ser muito forte, ele tinha como arma um chapeú de metal que arremessava como um frisbee. Como na mão não dava para ganhar dele, James Bond o eletrocutou em Fort Knox.

Jaws - Único capanga a aparecer em dois filmes da franquia, "O Espião que me Amava" e "O Foguete da Morte", o jawsassassino dos dentes de aço interpretado por Richard Kiel, ator com 2,17 metros, era invencível numa luta mano a mano. Seus dentes eram capazes de matar um tubarão e cortar até o cabo do bondinho do Pão de Açucar! Uma curiosidade: além de "O Espião que me Amava" ele lutou - ou bateu - na atriz Barbara Bach em outro trabalho, "Comando 10 de Navarone", estrelado por outro capanga da série 007, Robert Shaw.

grant rosaRed Grant - O assassino de "Moscou contra 007" é um ator que se tornaria importante nos anos seguintes: Robert Shaw (na foto, com Lotte Lenya como Rosa Klebb), mais conhecido do público como o pescador Quint, de "Tubarão". Ele é um inglês renegado que trabalha para a Spectre e deve matar Bond como conclusão de um plano apra desacreditar o agente e o Serviço Secreto Britânico. Seu métido favorito é o fio de aço que estrangula e corta a garganta. Sua luta com 007 no trem é um dos momentos mais violentos e emocionantes de toda a série.

Tee Hee - O assassino com uma prótese de gancho ao invés da mão direita de "Viva e Deixe Morrer" foi um dos que mais trabalho deu a James Bond. Intepretado pelo americano Julius Harris, era capanga de Kananga, vivido por Yaphet Koto, que usava vodu para controlar sua gente na Jamaica e assumia a identidade do gangster Mr. Big quando lidava com o tráfico no Harlem.

Mr. Kidd e Mr. Wint - A impagável dupla de assassinos gay de "Os Diamantes são Eternos" complementavam o clima camp do filme. Feito logo após a tentativa de wintkiddemplacar George Lazenby como 007, os produtores resolveram pagar o que Sean Connery queria para voltar ao papel e deram um clima mas típico da nova década para ganhar a audiência americana. Daí o filme ser rodado em grande parte em Las Vegas, entre mocinhas desinibidas (uma delas, Plenty O'Toole, vivida pela irmã de Natalie Wood, Lana) que se atiravam em cima dele e uma dupla de capangas que fazia uma casal homossexual.

Mulheres fataisLuciana Paluzzi

Muitos tentam matar 007, mas a coisa complica quando é uma bela mulher. O molóide do Pierce Brosnan quase foi morto por três delas.

sophie marceau5Fiona Volpe - Bela, cruel e ninfomaníaca, a assassina de "Chantagem Atômica" vivida pela italiana Lucian Paluzzi foi o modelo de Fatima Blush (do não-oficial "Nunca mais Outra vez") e Xenya Onatopp ( de "Goldeneye"), ou seja, tenta matar Bond depois de transar com ele. É ela que pilota um dos gadgets mais legais de toda a série, uma moto equipada com lança-foguetes.

Elektra King - Interpretada pela atriz francesa Sophie Marceau, em "O Mundo não é o Bastante" é a herdeira de um magnata do petróleo que ela mesma mandou matar. Seduz o psicopata Renard para que seja o laranja da operação que lhe renderá uma fortuna e ainda faz com que 007 se apaixone por ela. A rigor, ela deveria entrar na categoria Vilões, já que é o cérebro por trás de toda a trama.

Xenya Onatopp - Assassina a mando de Alec Trevanyan, é vivida pela mesma Famk Janssen que ficaria famosa como Fênix dos "Xmen". Mas ela é muito melhor sufocando suas vítimas entre suas coxas - ui! MSDGOLD EC002- do que vaporizando inimigos no último filme da triologia mutante. Onatopp é um trocadilho infame, especialmente para quem gosta de transar e matar on top...

miranda frostMiranda Frost - Loura gelada (frost), a agente dupla faz com que o James Bond de Pierce Brosnan de apaixone - de novo! - por ela em "Um Novo Dia para Morrer". Estréia da atriz Rosamund Pike, de "Orgulho e Preconceito".

May Day - Papel sob medida para a cantora Grace Jones, ela é a assassina de Max Zorin em "Na Mira dos Assassinos". Alta, andrógina e musculosa, não sei o que era pior para o pobre James Bond de Roger Moore aos 57 anos na época: brigar ou fazer amor com ela. Ofuscou a ex-pantera Tanya Roberts, uma das bond girls mais sem graça.caroline9

Naomi - A piloto pessoal de Stromberg aparece muito pouco em "O Espião que me Amava" e é a única da lista que não rala e rola com 007. Mas ela foi vivida por Caroline Munro, uma rainha dos filmes B dos anos 70, entre eles "As Viagens de Simbad" e "Drácula no Mundo da Minissaia", e que era um pedaço de mau caminho. Pena que James Bond teve que mandá-la para o espaço com um missil polaris de seu carro-submarino...

Bond Girls

ursula andress dr no 02Costuma-se classificar como bond girlr todas as moças que participaram de uma filme de James Bond. Eu não acho. Bond girl é a garota com quem James Bond transa no fim do filme, marca registrada da série tanto quanto a abertura com o cano da arma apontada para o agente secreto. A mistica começou com Ursula Andress saindo do mar com um biquini branco e uma concha na mão em "O Satânico Dr. No", então não poderia ser outra a bond girl número 1.

Honey Rider - Ursula Andress virou um ícone pop dos anos 60 graças à sua aparição em "O Satânico Dr. No" intepretando a moça que vivia de coletar conchas raras na ilha em que aconteciam coisas misteriosas na costa da Jamaica. Ingênua mas vingativa, ela matou o honor blackman6homem que a estuprou com uma aranha viúva negra. No livro, o Doutor No a amarra nua na praia no caminho de milhares caranguejos, mas a produção do filme poupou a pobre Ursula do suplício, provavelmente por falta de orçamento para obter tantos crustáceos amestrados.

Pussy Galore - A atriz Honor Blackman foi a bond girl mais velha aos 37 anos, como a líder de uma quadrilha de garotas-aviadoras. Seu nome é um trocadilho abominável, especialmente para uma personagem que deveria ser lésbica (no romance era explícito, mas no filme há insinuações). Foi a primeira a encarar uma briga e se era chegada numa pussy, James Bond tratou de curá-la dando-lhe um golpe de judô num monte de feno.

barbara bach9 Anya Amasova - Em "O Espião que me Amava" tudo era top: vilão, capanga, mulher fatal e a bond girl, vivida pela futura senhora Ringo Starr, Barbara Bach, que era agente Triplo X muito antes de Vin Diesel, só que a serviço da KGB. Era tão culta, sofisticada e esperta quanto Bond, com quem fez a princípio uma competição divertida. Na verdade, a moça buscava vingança contra o assassino de seu amante, também espião soviético. Adivinha quem era?eva green007

Vesper Lynd - Um dos trunfos de "Cassino Royale" era a bond girl vivida pela bela e talentosa Eva Green, que dá profundidade a uma função muitas vezes restrita a enfeitar o filme. Ela resiste como pode a Bond, mas acaba se sacrificando por ele. Na seqüência, "Quantum of Solace", 007 vai em busca dos responsáveis pela traição e morte dela.

jane seymour05Miss Solitaire - A estréia de Roger Moore como James Bond também foi a estréia de Jane Seymour no cinema. "Viva e Deixe Morrer" tinha ainda música-tema de Paul McCartney, que foi regravada muitos anos depois pelo Guns 'n Roses. Jane, posteriormente estrela de "Em Algum Lugar no Passado" e rainha dos telefilmes, era a vidente que só mantinha os poderes proféticos enquanto continuasse virgem. Depois que conheceu 007, não conseguia nem prever se ia chover amanhã.

Jinx - Halle Berry foi a primeira bond girl vencedora do Oscar - no ano do lançamento do filme "Um Novo Dia para Morrer". A agente da Halle berry19 Agência Nacional de Segurança dos EUA foi a primeira negra a ser escalada como bond girl principal, já que Rosie Carver, de "Viva e Deixe Morrer", era secundária. Além de amante, era colega e competidora de Bond, como Anya de "O Espião que me Amava" e Wai Lin de "O Amanhã Nunca Morre".

Tracy di Vicenzo - O único James Bond de um filme só, George Lazenby estrelou o que muitos chamam de melhor da série, "A Serviço Secreto de Sua Majestade", cuja música-tema foi usada pelo infame Amaral Neto, o repórter a serviço nada secreto da ditadura brasileira . Se ninguém conhecia diana riggGeorge Lazenby, a mocinha Diana Rigg era famosa por conta do seriado inglês "Os Vingadores", que virou um filme na década passada com Uma Thurman à bordo de um macacão de couro negro. Tracy foi a única que conseguiu levar 007 ao altar, para ser em seguida morta pelo arquivilão Blofeld.

As francesas - Além de Eva Green, outras duas atrizes francesas foram bond girls. A primeira foi Claudine Auger, ex-Miss França, como Dominique "Domino" Derval, que 007 resgata das mãos do malvado Emilio Largo em "A Chantagem Atômica". A outra foi Carole Bouquet, estrela do último Buñuel, "Esse Obscuro Objeto do Desejo". Ele viveu Melina Havelock, meio inglesa, meia grega, que busca vingança com sua besta após seu pai ser morto por claudine auger10assassinos contratados. Curiosamente, no ano do lançamento do filme Frank Miller cria sua maior personagem original para a Marvel, melina Elektra, cuja origem é muito parecida.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Chá Beneficente domingo

A Volacc (Voluntárias de Apoio no Combate ao Câncer) promoverá no próximo dia 9 de novembro às 14h na Tejusa (r. 13 de Maio 1491, na Cidade Nova) um Chá Beneficente. Haverá também sorteios de diversos brindes.

Os convites custam R$10,00, dão direito a dez cartelas e estão à venda com a volaquitas ou na própria Volacc. As volaquitas prometem ainda que quem levar um litro de leite longa vida terá direito a uma cartela grátis de uma rodada surpresa.

Do Blog do Livio Oricchio (Estadão)

GP do Brasil
Livio Oricchio

Houve um momento, depois da bandeirada do GP do Brasil, ontem em Interlagos, em que as duas famílias celebravam a conquista do título. A de Felipe Massa, nos boxes da Ferrari, e a de Lewis Hamilton, nos da McLaren. E os dois pilotos, no cockpit de seus carros, perguntavam desesperadamente pelo rádio às equipes quem havia sido o campeão. A maioria dos 75 mil torcedores nas arquibancadas comemorava da mesma forma, com euforia, a conquista do Mundial. Esse quadro dá bem idéia da intensidade das emoções vividas por todos na incrível etapa de encerramento da temporada, a mais espetacular da história. Alguns segundos depois de cruzar a linha de chegada, a dura verdade no autódromo: Hamilton é o campeão!

Parte importante das pessoas que desejavam ver Massa dar à nação um campeonato que o Brasil não vence desde 1991, com Ayrton Senna, começaram a chorar. “Meu engenheiro me avisou quando eu estava na curva 3 (saída do S do Senna) que o Lewis Hamilton havia ultrapassado o Timo Glock e era o campeão”, disse Massa, com a voz embargada. Muitos não sabiam ainda o que estava acontecendo, não sabiam o que pensar. O dia 2 de novembro de 2008 já está na antologia da Fórmula 1. Desde que a competição começou a ser disputada, em 1950, nunca uma prova decisiva foi tão carregada de tudo: tensão, ansiedade, vibração, emoções antagônicas.

Hamilton foi campeão a 700 metros da linha de chegada, na última curva da última volta da última etapa do campeonato. Na história do autódromo também, iniciada em 1940, nunca um evento teve tanta importância e nunca seu desenvolvimento gerou tamanha carga emotiva. Massa venceu o GP do Brasil, sua sexta vitória no ano, e Hamilton às duríssimas penas classificou-se em quinto, ao ganhar a posição de Glock na curva da Junção, sob a chuva que mudou o cenário da corrida. Se terminasse na sexta colocação, como estava até encontrar o alemão da Toyota com pneus para pista seca, Massa seria o campeão.

Como nem todos se deram conta de que o piloto que o fantástico Sebastian Vettel, da Toro Rosso, quarto, e Hamilton haviam ultrapassado na Junção era Glock, os integrantes da Ferrari e da McLaren não sabiam se podiam celebrar ou lamentar. “Meu coração estava prestes a explodir. Eu rezava para poder me aproximar do Glock e não acreditei quando o vi na saída da curva 10. Só posso dizer ‘Obrigado, meu Deus’”, contou, em extase, Hamilton.

A variação da condição do tempo foi a maior responsável por tantas alternativas ao longo das 71 voltas do GP do Brasil. A rápida pancada de água atrasou a largada em 10 minutos e quando voltou a cair, a oito voltas da bandeirada, gerou uma mexida na classificação que ninguém sabia mais o que iria acontecer.

Assim como o alemão Vettel colocou em xeque o título de Hamilton, ao ultrapassá-lo a três voltas do fim, outro alemão, Glock, foi o responsável pelo mais jovem campeão do mundo, aos 23 anos, conquistar seu primeiro título. O quinto lugar era o mínimo que necessitava. Ontem, no entanto, seu trabalho não representou o que fez na temporada, responsável pelo merecido título. Hamilton foi amplamente ofuscado por Massa. Num certo sentido, o resultado do GP do Brasil, Massa, Fernando Alonso, da Renault, em segundo, e Kimi Raikkonen, Ferrari, em terceiro, além das colocações de Massa e Hamilton, não deixou de agradar todos os lados envolvidos na competição. O piloto da McLaren está até agora comemorando o título, Massa de certa forma ficou feliz com a vitória em casa com performance de campeão, e a torcida, definitivamente, acredita nele agora.

Não acabou: a Ferrari conquistou o Mundial de Construtores, a torcida assistiu a um dos maiores espetáculos esportivos já realizados no Brasil e Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, viu pela quarta vez seguida o campeonato ser definido na última etapa do calendário, sempre em Interlagos, e, como em 2007, campeão e vice separados por apenas um ponto, 98 a 97. O GP do Brasil de 2008 não será esquecido jamais!

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Falou e disse.

domingo, 2 de novembro de 2008

Rubinho vai parar!



Quer dizer, a novidade é que ele vai parar com a carreira caso não consiga patrocínio. Mas duas marcas se dispõem a manter o piloto brasileiro na Fórmula 1.

É de pequeno que se torce o pepino

Corrida Maluca


O que foi o Grande Prêmio Brasil de hoje???? A prova mais emocionante em muuuuito tempo. Felipe Massa merece todos os elogios mas como é que o Vettel chegou no Hamilton depois de sair do pit stop com o tanque cheio e os pneus frios? A arregada do Glock era previsível, já que ele foi no sacrifício para tentar alguma coisa. Não deu pro Massa, mas que a corrida foi sensacional, isso é inegável.

Babem