A coleguinha Bárbara Midori Nomura toda-toda depois que Paulo Zulu a convidou para tirar uma foto com ele ontem, durante a gravação de um comercial em Indaiatuba.Tem muita gente que deve estar exalando inveja... por dentro e por fora!
Futebol, mulher, cinema, música, política e outros assuntos de botequim.
Duas importantes produções brasileiras são as estréias da semana em Indaiatuba. "Última Parada 174", de Bruno Barreto, é o concorrente oficial do País ao Oscar, e "Os Desafinados", de Walter Lima Jr, tenta reconstituir os tempos da Bossa Nova.
O primeiro é baseado na vida do rapaz Sandro do Nascimento, menino de rua que sobreviveu à chacina da Candelária e, em 2000, sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro, com transmisão ao vivo pela TV. O incidente acabou na morte de uma refém, morta numa ação desastrada do Bope, e depois do próprio Sandro, morto dentro da viatura que o levou á delegacia. Em 2002 o diretor José Padilha, de "Tropa de Elite", transformou a história no documetário "Ônibus 174". Bruno Barreto tenta chegar pela segunda vez entre os cinco finalistas ao Oscar de Filme Estrangeiro, 11 anos depois de "O Que é Isso, Companheiro?". Para isso, vai atrás de um trabalho que embarca descartadamente na onda "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite". Ou é mera coincidência que André Ramiro, de "Tropa de Elite", repita o papel de policial neste filme? Opinião do meu amigo Thiago Tarran em seu blog SaTHIsfaction:
Acabei de assistir o filme ("Última Parada 174") ... A temática é a mesma de 99% dos filmes nacionais.
A conclusão que cheguei foi a seguinte:
Os dois ''Sandros'' vieram desgraçadamente ao mundo em famílias inexistentes ou destroçadas, tal qual o ''Meu Guri'' do Chico.
O filme mostra a realidade cruel do RJ com relação a essas crianças e o porque de 98% virarem marginais. Alguém tem dúvida de que se o aborto fosse legalizado a situação não seria outra ? Ou vocês acham que essas crianças foram concebidas e planejadas para serem amadas???
Antes que me acusem de Hitler, preconceituoso e o escambau leiam o reflexo que a legalização do aborto teve quando aplicada em Nova York, se não me engano na década de 60 ... É um dos capítulos do livro Freakonomics.
"Os Desafinados" é o primeiro longa de Walter Lima Jr. desde o belo "A Ostra e o Vento" (1996) e é uma leitura pessoal da geração Bossa Nova - da qual ele fez parte - e sua trajetória até os dias de hoje. Um grupo de amigos resolve embarcar na onda musical que brasileira que conquistou o mundo e vai a Nova Urok em busca do sucesso. Lá encontram Gloria, uma brasileira de pai americano que não apenas abriga o grupo, mas se torna vocalista e namorada de um deles. A dura realidade, no entanto, não tarda em bater à porta dos sonhadores e eles acabam voltando ao Brasil deixando Gloria, que parte para a carreira-solo. O filme começa nos dias atuais, com a notícia da morte dela e a decisão de um dos Desafinados de fazer um documentário sobre o grupo.
Embora fictícia, a trajetória dos amigos baseia-se em pessoas que o diretor conheceu e resume um pouco aqueles anos 60 que começaram com "um banquinho e um violão" e terminaram no AI-5, nas torturas e no desaparecimento de muita gente. No elenco estão Rodrigo Santoro, Selton Mello, Cláudia Abreu, Angelo Paes Leme, André Moraes, Alessandra Negrini e Vanessa Gerbelli.
Periodicamente, Hollywood lança uma fornada de promessas que podem ou nçao vingar como superstars do futuro. O nome da vez é, aparentemente Shia LaBeouf, o jovem (22 anos) astro de "Transformers" e herdeiro de Harrison Ford em "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal". O filme que chamou a atenção para ele não foi nem lançado nos cinemas aqui, mas fez relativo sucesso nos EUA por se basear num romance de sucesso por lá, "O Mistério dos Escavadores" (2003). Depois disso ele foi escalado para coadjuvar produções importantes como "As Panteras Detonando", "Eu, Robô", "Constantine", "Bobby" (em atuação hilária) e finalmente protagonizar "Paranóia" e "Transformers" no ano passado. Este ano, o rapaz já estreou o derradeiro "Indiana Jones" e "Poder Absoluto". No caminho do sucesso, no entanto, está no acidente de trânsito em que cehgou a ser acusado de dirigir alcoolizado. O abuso de bebidas é um problema recorrente em estrelas que fizeram sucesso ainda menores de idade - vide Macualay Culkin e Lindsay Lohan.
O escocês James McAvoy é mais velho, 29 anos, e apareceu para o grande público pela primeira vez em "Crônicas de Nárnia" (2005). Mas virou astro do dia para a noite mesmo no ano seguinte com "O Último Rei da Escócia", que deu o Oscar a Forest Withaker como Idi Amin Dada. Ano passado - este ano no Brasil - ele estrelou o belíssimo "Desejo e Reparação" e estourou nas bilheterias ao lado de Angelina Jolie em "O Procurado".
Emile Hirsh talvez seja o mais talentoso do time, embora o mais novo. Foi lançado no interessante "Clube do Imperador" (2002) e logo em seguida fez o divertido "Um Show de Vizinha" (2003), com Elisha Cuthbert. Papéis fortes em "Alpha Dog" (2006) e "Na Natureza Selvagem" (2007) lhe garantiram o respeito da crítica, e mesmo o relativo fracasso da superprodução "Speed Racer" este ano não deve comprometer sua carreira, já que o erro foi de concepção dos irmãos Wachowski, e não de sua composição do personagem, muito fiel ao original, diga-se de passagem.
Entre as atrizes com menos de 30, algumas apostas praticamente se consolidaram, casos de Scarlett Johansson, Natalie Portman, Keira Knightley e Anne Hathaway. A primeira estreou ainda criança em "O Anjo da Guarda" (1994), estrelado pelo hobbit Elijah Wood e por Bruce Willis, depois foi filha de Sean Connery no péssimo "Justa Causa" (1995) e atuou com Robert Redford em "O Encantador de Cavalos" (1998). Fez uma ninfeta erótica em "O Homem que não estava lá" (2001), dos irmãos Cohen mas virou sensação mesmo com "Encontros e Desencontros" (2003), ao lado de Bill Murray dirigida por Sophia Coppola. No mesmo ano fez o belo "Moça com Brinco de Pérola". Ela prossegue escolhendo bons papéis em "Uma Canção de Amor para Bobby Long", "Uma Boa Mulher" e "Em Boa Companhia" e tem uma atuação arrasadora em "Match Point", o melhor filme de Woody Allen em anos, que por causa disso elege Scarlett sua nova musa, a primeira com quem ele não vai para cama, pelo menos que se sabe. O pavoroso "A Ilha" (2005) foi uma lamentável exceção em sua carreira, mas o tio Woody a dirigiu de novo no divertido "Scoop - O Grande Furo" no ano seguinte, quando ela participaria também dos notáveis "Dália Negra" e "O Grande Truque". Este ano, ela voltou a ser dirigda por Allen em "VIcky Cristina Barcelona" e se juntou a outra atriz mirim que virou adulta de sucesso, Nalalie Portman, em "A Outra".
Natalie Portman surgiu como um furacão aos 13 anos em "O Profissional" 1994), como a jovem protegida do assassino Jean Reno.Em seguida fez uma ponta em "Fogo contra Fogo" (1995), suposto primeiro encontro na tela de Robert De Niro e Al Pacino; encarou o elenco de mulheres sexies de "Brincando de Seduzir" (1996) - Uma Thurmam, Mira Sorvino e Lauren Holly - e foi escalada para o gigantesco elenco de "Todos Dizem Eu Te Amo", de Woody Allen. No mesmo ano, Tim Burton a chamou para seu "Marte Ataca!" e, três anos depois, ela se tornaria o sonho de consumo dos nerds ao interpretar pela primeira vez Padmé Amidala em "Star Wars Episódio 1 - A Ameaça Fantasma" (1999). Aos 18 anos, já era um rosto reconhecido no mundo inteiro e considerada uma das mulheres mais bonitas do cinema. Faltavam ainda desafios dramáticos em sua carreira, que vieram em "Closer" (2004), "V de Vingança" (2005) e "Fantasmas de Goya" (2006). Fez uma ótima participação em "Um Beijo Roubado", de Wong Kar Wei, lançado este ano no Brasil.
A beleza de Keira Knigthley começou a chamar a atenção em dois filmes em que ela não era a atriz principal: o terror "O Buraco" (a protagonista era Tora Birch, de "Beleza Americana") e o esportivo "Driblando o Destino", sucesso na Inglaterra. Ainda em seu país, a inglesa fez o papel de Lara na adaptação para a TV de "Doutor Jivago" (2002) e, no ano seguinte iniciou a milionária trilogia "Piratas do Caribe" e ainda participou da comédia romântica da Working Title, "Simplesmente Amor". Fez uma Guinevere fora dos padrões habituais em "Rei Arthur" (2004) e no ano seguinte recebeu uma indicação ao Oscar por "Orgulho e Preconceito", baseado no romance de Jane Austen. Em "Desejo e Reparação", lançado este ano no Brasil, protagonizou com James McAvoy o que muitos consideraram a mais bela cena de sexo filmada nos últimos anos e no ano quem vem será irmã de Gwyneth Paltrow e Naomi Watts no "Rei Lear" de Anthony Hopkins.
Anne Hathaway escapou da armadilha de seu primeiro sucesso, "O Diário da Princesa" (2001), que poderia marcá-la indelevelmente no papel de princesinha. Ela até fez um conto de fadas às avessas, "Uma Garota Encantada" (2004), mas foi com papéis ousados em "Garotas sem Rumo" (2005) e "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005) que ela passou a ser levada mais a sério. Os megassucessos "O Diabo veste Prada" (2006) e "O Agente 86" (2008), somados à sua beleza, juventude e versatilidade (ela é uma soprano treinada) a colocam numa posição privilegiada no mercado atual.
No time das que estão numa encruzilhada na carreira há Kate Hudson que tem mãe famosa - Goldie Hawn - mas sempre manteve sua carreira longe dela. Começou em filmes menores, entre eles, "Intrigas" (2000), com a atual Sarah Connor da TV, Lena Headey. No mesmo ano explodiu com "Quase Famosos", de Cameron Crowe, como a luminosa Penny Lane, que lhe deu uma indicação ao Oscar.Em 2003, veio "Como Perder um Homem em 10 Dias", que parece ter feito dela a herdeira de Meg Ryan como Rainha das Comédias românticas. Mas até hoje não conseguiu repetir o sucesso desse trabalho, nem repetindo a parceria com Mathew MaConaughey em "Um Amor de Tesouro" (2008).
Outra com histórico familiar de primeira é Bryce Dallas-Howard, filha do ator e diretor Ron Howard ("O Código Da Vinci"), de quem muito se esperava a partir do momento em que brilhou em "A Vila" (2004). Na época, achava-se que o fato de garantir o papel principal no próximo filme de M. Night Shyamalan e de substituir Nicole Kidman na trilogia América de Lars von Trier garantiria a carreira da moça. Não foi o que aconteceu. "A Dama da Água" (2006) foi o primeiro grande fracasso de público e crítica do golden boy indiano e "Manderlay" (2005) não chegava ao pés de "Dogville", com Nicole. Aí ela fez um Shakespeare digirido por Kenneth Branagh, "Como Gostais", que ninguém viu, e uma ponta em "Homem-Aranha 3". Agora, o próximo papel anunciado da moça é o quarto filme da franquia "Exterminador do Futuro", como mulher de John Connor (Christian Bale).
Já na casa dos 30 está Colin Farrell, aposta certa de se tornar um suprestar há alguns anos mas que até hoje não se concretizou. O motivo, para mim, é a superestimação de sua capacidade dramática, alérm da equivocada versão de "Alexandre", de responsabilidade dele e do diretor Oliver Stone. O fracasso de público e crítica da cinebiografia do maior general da Antiguidade interrompeu a trajetória ascendente de Farrell, que começa a aparecer em "A Guerra de Hart" (2002, com Bruce Willis) e "Minority Report" (coadjuvando Tom Cruise), e proseggue em "Por um Fio", "O Novato"(2003, com Al Pacino), "Demolidor" (sua melhor atuação) e "SWAT". Esteve bem em "Miami Vice" (2006), mas o filme não foi um sucesso. Ano passado, foi escalado por Woody Allen em "O Sonho de Cassandra".

Numa rara decisão, os distribuidores brasileiros desistiram de encontrar um título em português para “Quantum of Solace” e lançaram o filme assim mesmo. Na verdade, mesmo em inglês o significado não é tão claro – algo como “quantidade de estímulo ou consolo” – e é tirado de um pequeno conto publicado no livro “For your eyes only”. Na verdade, não chega a ser uma aventura de James Bond, mas uma história que llhe contam durante o jantar. Portanto, ao contrário de “Cassino Royale”, onde a trama original era preservada, “007 – Quantum of Solace” é uma história inteiramente nova.
O filme começa imediatamente após o final de “Cassino...”. Para quem não lembra, James Bond (Daniel Craig) prende Mr. White (Jasper Christensen, de “A Intérprete”), o homem que supostamente chantageava Vesper Lynd, obrigando-a a trair seu país e o homem que amava. 007 e M (Judi Dench) interrogam-no e descobrem que a organização por trás de tudo é mais complexa e perigosa que imaginavam.
A investigação do serviço de inteligência liga um traidor do MI6 a uma conta bancária no Haiti, onde um caso de identidades trocadas apresenta Bond à bela, porém perigosa, Camille (Olga Kurylenko, de “Hitman”), uma mulher empenhada em sua própria vingança. Camille leva Bond diretamente a Dominic Greene (Mathieu Amalric, de “O Escafandro e a Borboleta”), um empresário impiedoso e poderoso dentro da misteriosa organização.
Numa missão que o leva à Áustria, Itália e à América do Sul, Bond descobre que Greene, conspirando para assumir o controle de um dos mais importantes recursos naturais do mundo, está prestes a fechar negócio com o exilado general Medrano (Joaquín Cosio). Usando seus associados na organização e manipulando seus poderosos contatos na CIA e no governo britânico, Greene promete derrubar o atual regime da Bolívia, dando ao general o controle do país em troca de um pedaço de terra aparentemente árido.
Num campo minado de traições, assassinatos e fraudes, Bond se alia a velhos amigos na luta para desvendar a verdade. Quanto mais perto chega de descobrir o homem responsável pela traição de Vesper, mais 007 precisa se manter um passo à frente da CIA, dos terroristas e até mesmo de 'M', para desvendar o plano sinistro de Greene e deter a 'Quantum'.
Também estão no elenco Giancarlo Giannini (“Pasqualino Sete Belezas”) como Mathieu, Jeffrey Wright (“Syriana”) como Felix Leiter e Gemma Aterton (“Rock´nrolla”) como Strawberry Fields. A direção é do talentoso Marc Foster de “Em Busca da Terra do Nunca” e “Mais Estranho que a Ficcção”.
Chanchada
“A Guerra dos Rocha” é mais um produto Globofilmes com elenco e diretor da Rede Globo e faz pensar na velha máxima de Paulo Emilio Salles Gomes de que “qualquer filme nacional é mais importante que qualquer filme estrangeiro”. Antes que achem que o fundador da Cinemateca Brasileira era louco, o que ele queria dizer é que todo filme brasileiro trazia de alguma forma elementos da cultura e momento sócio-econômico do País e ajudava a entendê-lo melhor.
Se comédias como “A Casa da Mãe Joana” e “A Guerra dos Rocha” forem um retrato do momento atual do Brasil, estamos bem arranjados. Ary Fontoura é Dina Rocha, que após criar seus três filhos adultos - Marcos Vinicius, César e Marcelo – agora se vê em meio a um jogo de empurra para ver com quem ela fica. Durante uma das muitas batalhas familiares, Dona Dina some e até os irmãos se darem conta para começarem a procurar, parece que já é tarde demais. Recebem a trágica notícia no IML de que uma velhinha cuja descrição é de sua mãe foi atropelada por um ônibus. Enquanto os irmãos preparam o velório da mãe, mal sabiam eles que ela na verdade estava na casa ao lado com sua amiga Nonô, onde as duas foram seqüestradas por dois desastrados e divertidos aprendizes de ladrões. A direção é de Jorge Fernando, que comanda um elenco de noval das oito, com Marcello Antony, Lúcio Mauro Filho, Diogo VilelLa (os filhos),Taís Araújo, Giulia Gam, Ludmila Dayer (as noras), mais Nicete Bruno, Cecília Dassi, Felipe Dylon, Ailton Graça, Ângelo Paes Leme, Antonio Pedro e o cantor Zéu Britto.