Futebol, mulher, cinema, música, política e outros assuntos de botequim.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Verdade ou Primeiro de Abril?
terça-feira, 1 de março de 2011
Notas sobre o Oscar
Sei que meus 17 leitores aguardam alguma manifestação minha sobre o Oscar, entregue domingo á noite, mas como segunda é dia de fechar edição de terça da Tribuna, só agora tenho tempo e disposição para comentar. Deu o óbvio, num ano em que não houve grandes filmes, bem diferente de três anos atrás, quando três obras de gente grande disputaram a estatueta principal: “Onde os fracos não tem vez”, “Sangue Negro” e “Desejo e Reparação”. Mas é assim mesmo, há safras boas e outras nem tanto, como esta.
Não sei o que alguns vêem em James Franco (minha cena favorita de “Besouro Verde” é quando ele confronta Cristoph Waltz, que o manda pelos ares), para mim um canastrão incorrigível. Anne Hattaway fez o que se esperava dela: foi linda, sorridente e vestiu uma infinidade de modelitos deslumbrantes durante a festa. Alguém comentou com razão que em três minutos Billy Cristal arrancou mais gargalhadas que a dupla oficial de apresentadores durante a noite toda.
Clemance pediu que eu dissesse algo sobre Kirk Douglas, para ela a reencarnação de Moon-Rá. O inesquecível Spartacus, mesmo alquebrado, mostrou do que eram feitos os astros de antigamente, cantou a bela Anne, fez graça com sua idade e roubou a cena. Incrível como seu filho Michael, um ator inferior, tem um Oscar e ele não. O currículo de Kirk tem “A Montanha dos Sete Abutres”, “Assim estava escrito”, “Sede de Viver”, “Sem lei e sem alma”, “Glória feita de sangue” e “Spartacus entre outros”. Não é para qualquer zé mané.
Voltando à premiação propriamente dita, curiosamente, a maioria dos críticos brasileiros consideram “Toy Story” 3 o melhor dos 10 filmes indicados, mas sem chances de ganhar. Na categoria Longa e Animação era a barbada absoluta, ainda mais concorrendo contra apenas dois adversários, “Como treinar seu dragão” e “O Mágico”, deixando de fora “Meu malvado favorito”, “Shrek para sempre” e “Enrolados”. Pela presente produção e o nível da categoria atualmente, já era hora de colocaram cinco finalistas para lutar pelo prêmio.
No mais, Natalie Portman consolida-se como estrela de primeira grandeza (note, só o Oscar não garante isso, vide Hilary Swank, que tem dois, mas que não é nem uma grande estrela nem um ícone da interpretação), Colin Firth entra para o rol dos atores britânicos que os americanos adoram reverenciar e pouca coisa muda para os coadjuvantes Melissa Leo – que vai continuar coadjuvante – e Christian Bale – que vai continuar alternar superproduções como a franquia “Batman” e produções independentes.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Fim da linha para o Fenômeno
À parte a evidente comoção que marcou o anuncio oficial da aposentadoria de Ronaldo Nazário, o Fenômeno, a única notícia de fato foi a informação de que ele sofre de um mal-funcionamento da tieróide que faz que seu metabolismo seja mais lento e tenha mais dificuldade para perder peso. Mais tarde no Bem, amigos do Sportv, Alberto Helena Jr. questiou a falta de transparência sobre o distúrbio, que se tivesse sido noticiada antes poderia ter evitado as piadas e brincadeiras sobre seu peso. Bem, na verade não é o primeiro caso na carreira do jogador em que se oculta alguma coisa relevante.
Quem não se lembra do misterioso piripaque que ele sofreu antes da final da Copa do Mundo de 1998? Foi uma convulsão como se tornou a explicação oficial? Crise de ciúmes por causa da Suzana Werner como dizia um inistente boato? Resultado de uma infiltração mal-feita, como afirma Joge Kajuru? Até hoje não houve uma explicação convincente para o incidente que, segundo a maioria dos brasileiros, nos custou uma Copa (Não acho. Talvez não fosse aquela surra, mas o monento da França era melhor).
As eras do futebol brasileiro são representadas por craques que as marcaram. Houve Friedereich nos anos 10 e 20, Leonidas da Silva nos anos 30, Zizinho nos anos 40, Pelé nos anos 50 e 60, Zico na virada dos anos 70 para 80, Romário na virada dos 80 para 90 e finalmente Ronaldo na virada do século. Cada um marcou suas respectivas geações não apenas pelo talento indivudual, mas pelo carisma e conquistas. Se o Fenômeno fosse americano certamente o que ele fez na Copa de 2002 já teria virado filme, ou pelo menos um telefilme. Que roteirista de Hollywood resistiria? Craque dado como acabado para o futebol consegue vencer e ser o artilheiro da maior competição do esporte, marcando dois gols na apoteótica final. No cinema, os letreiros começariam a subir logo após ele levantar a taça no Japão, mas na vida real, a história acabou de forma bem menos glamurosa, numa coletiva provocada pelas agressões vindas da torcida que até outro dia dizia amá-lo.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Comida: a grande mãe das revoluções
Uma das frases mais marcantes da Revolução Francesa foi atribuída a Maria Antonieta, que ao saber que o povo não tinha pão para comer, teria dito: “que comam brioches!” Comida, ou a falta de, é a mãe das revoluções. Crise econômica na França provocada pelas longas guerras mantidas por Luis XIV resultou na carestia de alimentos que levou à queda da Bastilha e do ancient regime. A fome na Rússia resultante da I Guerra Mundial levaram à Revolução de Outubro, que pegou Lenin de surpresa na Suíça.
Não foi diferente desta vez no Egito. O preço alto dos alimentos, aliado ao efeito dominó tão temido pela diplomacia americana nos tempos de Guerra Fria, detonou as manifestações populares que levaram à queda de Hosni Mubarak. O problema é o que acontece depois que a fome do povo derruba o tirano. Intelecutais, por vezes bem intencionados, acabam assumindo o poder e promovendo banhos de sangue, como aconteceu no Terror francês, no bolchevismo soviético ou no maoismo chinês (nos dois últimos casos, as mortandades foram resultados de políticas econômicas desastrosas).
Lembrando que, em grande parte, o apoio da classe média ao Golpe de 64 no Brasil deveu-se à inflação provocada pela construção de Brasília, assim como a queda do regime militar aconteceu após a crise do início da década de 80. Quando acaba a comida, acaba amizade.
Na terra dos faraós
Cairo: o governo local está decadente, o povo tomas as ruas e parte da cidade é incendiada. Militares assumem o poder aproveitando uma viagem do chefe de Estado. Embora semelhante em linhas gerais, os fatos acima ocorreram em 1952, quando os Oficias Livres assumiram o governo, mandando o rei Farouk, um fantoche dos interesses britânicos, para o exílio. Inicialmante, o poder foi assumido pelo general Mohamed Nagib, mas o verdadeiro chefe do movimento era o coronel Gamal Abdel Nasser, que se tornaria o grande líder dos povos árabes nas décadas seguintes.
O “Campeão do arabismo” foi ambicioso no cenário interno, ao promover uma reforma agrária, lançar o projeto da represa de Assuã, incentivos à industrialização do país e nacionalizar o Canal de Suez. Aqui reside sua maior vitória. Em 1956, numa operação conjunta entre o Reino Unido e Israel, o canal foi retomado pelos ingleses, mas os interesses geopolíticos de EUA e URSS fizeram com que o primeiro-ministro Anthony Eden voltasse atrás e devolvesse Suez ao Egito. No campo externo foi ainda mais longe, ao criar o grupo dos não-alinhados (embora mantivesse acordos militares com a Cortina de Ferro) e liderar a luta contra Israel. Esse foi seu grande fracasso. Ao ser derrotado na Guerra dos Seis Dias, ele assumiu a responsabilidade pelo desastre e anunciou que estava encerando sua carreira naquele instante. Milhões de egípcios encheram as ruas do Cairo exigindo sua volta ao poder. Que diferença em relação ao seu sucessor que hoje deixa o governo do Egito.
Nasser morreu em 1970, e foi sucedido por Anuar Sadat, outro guerreiro, que também foi derrotado por Israel em 1973 na Guerra do Yom Kipur. Não se sabe até hoje se por estar convencido que não era possível vencer o estado judeu ou por ter se vendido aos EUA, o fato é que Sadat tomou a iniciativa de propor paz a Telaviv, resultando no histórico acordo de Camp David, em 1978. Sadat recebeu o Premio Nobel da Paz mas foi assassinado em 1981 num atentato atribuído à Irmandade Muçulmana, e o poder foi para seu vice, Hosni Mubarak, que deixa o poder apenas hoje.
Como se vê, o Egito nunca soube o que é democracia, e o seu futuro ainda é nebuloso. A junta militar que assumiu o o governo de transição vai resistir à tentação de permanecer no poder? O fundamentalismo islâmico é de fato uma ameaça ou era só um subterfúgio de Mubarak para permanecer no cargo como sustentáculo dos interesses americanos no Oriente Médio? Seja como for, a exemplo do contragolpe na ex-URSS há 20 anos, são momentos assim que alimentam nossa fé no poder do povo de, se não conduzir, ao menos tentar mudar fatos que parecem inexoráveis a primeira vista. Seja lá no que de no final, o povo egípcio está de parabéns.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Jovens atrizes favoritas
Recentemente vista em "Atração Perigosa", Rebecca Hall já havia chamado a atenção em "O Grande Truque", "Frost/Nixon" e, principalmente, "Vicky Cristina Barcelona", embora para muitos tenha sido ofuscada pelo duelo entre Penélope Cruz e Scarlett Johansson. Mas no filme de Ben Affleck ela cria um contraponto imporante para a habitual canastrice do ator/diretor, dando consistencia ao romance e à trama. Tem só 28 anos e ainda deve decolar.
Uma das minhas favoritas era Evan Rachel Wood, de quem vi uma atuação de gente grande num episódio do seriado "Once and Again" (1999-2002) quando ainda era uma menina e por iso passei a acompanhar sua carreira. Já fez filmes interessantes como "Aos Treze" (2003), "Garotas Malvadas" (2005), "Vale Proibido" (2005), "Across the Universe" (2007), "O Lutador" (2008) e "Tudo Pode dar Certo" (2009), mas ela continua a ser mais conhecida como ex-namorada de Marilyn Manson (argh). Mas tem apenas 23 anos e ainda pode acontecer.
Emma Stone tem 22 anos e já participou de dois cults, "Superbad" e "Zumbilandia". Sua carreira está mais ou menos garantida com o paple de Gwen Stacy no novo Homem-Arranha. Tem atitude e deve virar estrela.
Anna Kendrick é coadjuvante da saga "Eclipse" mas vinha de uma carreira bem sucedida nos palcos, e quando teve a chance num filme serio e bom, aproveitou. Sua atuação em "Amor sem Escalas" lhe valeu uma merecida indicação ao Oscar, uma verdadeira comenda em Hollywood para uma atriz de 25 anos.
Emily Blunt é conhecida do grande público como a outra assistente de Meryl Streep em "O Diabo veste Prada" (na foto, ao lado de Gisele Bündchen), mas é uma das mais talentosas atrizes inglesas de sua geração. Fez uma elogiada "Jovem Rainha Vitória" e está em "Trabalho sujo", em que divide a cena com a ex-promessa que vingou, a ótima Amy Adams.
A australiana Abbie Cornish surgiu como um raio de sol em "Um Bom Ano", o divertido filme de Ridley Scott e Russell Crowe, e depois em "Elizabeth: Os Anos de Ouro". Em "Brilho de uma Paixão" ela se consolidou como um intérprete séria, aos 28 anos. Tem muito chão pela frente.
Alison Lohman andou prometendo como fiha de Nicholas Cage em "Os Vigaristas" (2003) e a versão jovem de Jesica lange em "Peixe Grande" (2003). Como a jornalista que investiga a um assassinato do passado em "A Verdade Nua" (2005) parecia que ela ia decolar, mas após o gracasso de blheteria que foi "Arraste-me para o Inferno" (2009), ela não lançou nada este ano, apesar do filme de Sam Raimi ("Homem-Aranha") ser interesante, a seu modo. Já tem 31 anos, a mesma idade de Sandra Bullock quando virou estrela em "Enquanto você Dormia".
Tem ainda as jovens que já são estrelas, como a já citada Scarlet Johansson, Natalie Portman, Anne Hathaway, Keira Knghtley e Ellen Page, as quatro últimas já indicadas ao premio da Academia.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Segundo a Prefeitura
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O melhor do mundo
Quer os brasieliros queiram ou não, vivemos a Era Messi. O agentino é e vai ser por muito tempo a referência futebolística do mundo, como foi Di Stéfano em seu tempo, Pelé depois dele, Cruiff, Maradona e Zidane consecutivamente. Falta a Messi a consagração numa Copa, mas ele tem idade para realizar isso, talvez até no Brasil… Abaixo, alguns motivos para que ele tenha sido eleito o melhor jogdor de futebol de 2010.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Mudanças drásticas na Prefeitura
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O que isso significará? O primeiro passo rumo á privatização do Saee?
