quinta-feira, 11 de setembro de 2008

11 de setembro de 2001


Onde você estava em 11 de setembro de 2001? Se você já sabia ler e escrever nessa data certamente há de se lembrar. Eu estava na redação da Folha da Gente quando minha amiga - e hoje colunista - Tânia d'Avila me ligou perguntando se eu havia visto pela TV o avião que caiu em Nova York. "A notícia do dia é a morte do Toninho (do PT)", respondi. Coitado de mim e do prefeito de Campinas assassinado na véspera. O atentado daquele dia ofuscaria o crime na cidade vizinha, fazendo com que que até hoje não se saiba quem matou - ou mandou matar - Antônio da Costa Santos.

Eric Hobsbawn considera que o curto século XX começou na deflagração da I Guerra Mundial, em 1914, e terminou com o fim da União Soviética, em 1991. Mas já há um consenso de que o século XXI começou em 11 de setembro de 2001. Então o que foram esses dez anos de intervalo? O curtíssimo período da Nova Ordem Mundial anunciada por Bush Sênior? O apogeu do Império Americano? A Era da Ilusão de Fukuyama? O que quer que fosse, acabou naquele dia há sete anos. E suas conseqüências marcaram o mundo desde então.

Após o ataque a Pearl Harbor, os americanos quiseram dar uma resposta imediata aos japoneses. Então bolaram um ataque quase suicida com bombardeiros médios decolando de porta-aviões que sobrevoariam Tóquio por 30 segundos, despejariam suas bombas e aterrisariam na China. Era tudo o que os recursos da época permitiam. Quatro anos depois, haveria a bomba atômica para retaliar.
Depois do 11 de setembro, a resposta da superpotência era igualmente inevitável. Supunha-se que o inimigo Osama Bin Laden estaria no Afeganistão, então lá foram os americanos depor os fundamentalistas do Talibã e vasculhar o país atrás da Al Qaeda. Só que o presidente Bush Jr. queria aproveitar o embalo e acertar as contas com Saddam Hussein, além de garantir para a América as ricas reservas de petróleo do Iraque. Tentaram em vão ligar Bin Laden ao ditador e, finalmente, inventaram umas armas de destruição em massa para justificar a invasão. Como resultado, o único elemento unificador - na marra, é verdade - do país foi eliminado, o Iraque mergulhou numa guerra civil entre xiitas, sunitas e curdos, com os americanos e sua coalizão no meio. À exemplo do Vietnã, mais uma aventura militar inútil, porque não havia Al Qaeda ou armas de destruição em massa no Iraque, as empresas ianques não conseguem explorar o petróleo como desejavam com toda essa bagunça e ainda por cima a presença americana fortaleceu o Irã na região.

Outro complicador pós-11 de setembro para a América é o ressurgimento da Rússia como potência mundial. Nos dez anos de intervalo entre os séculos XX e XXI, Moscou parecia carta fora do baralho, com sua crise econômica, obsolência de sua máquina militar e conflitos internos. A mão de ferro de Wladimir Putin, aliada à alta nos preços do petróleo deram novo fôlego à Rússia. A rápida intervenção na Geórgia em resposta ao ataque contra região separatista da Osétia surpreendeu o mundo e principalmente Washington, a quem só restou protestar veementemente, mas inutilmente.

As respostas ao 11 de setembro, ao invés de reforçar a hegemonia americana no mundo, atolou sua máquina de guerra em dois fronts sem conclusão visível, que permite os desafios abertos Mahamoud Ahmadinejad, do Irã; as bravatas de Hugo Chavez, na Venezuela; as chantegens de Kim Jong, da Coréia do Norte; e a eterna pedra no sapato que é Cuba. Isso sem falar no crescimento da China, no ressurgimento da Rússia e na sobrevivência de Osama Bin Laden, que por si só é uma zombaria ao poderio americano.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Texto de Plínio Marcos conta a história de Noel Rosa no Ciaei

A sala Acrísio de Camargo, no Ciaei, recebe na próxima quarta-feira, dia 17, às 20 horas, o espetáculo “O Poeta da Vila e seus Amores”, com direção de Carlos Ribeiro e produção do setor de artes cênicas Conservatório de Tatuí. A obra foi escrita por Plínio Marcos sob encomenda de Osmar Rodrigues Cruz, diretor do Teatro Popular do Sesi, para a inauguração da casa de espetáculos na Avenida Paulista há 30 anos. O autor chamou o texto de “roteiro”, pois privilegia as músicas do compositor e utiliza as cenas dramáticas para ilustrá-las e fornecer um mosaico sobre a vida de Noel. A entrada é gratuita.
A peça começa com Noel Rosa já doente e moribundo e o que se segue é um flash back de sua vida, narrado em ordem não-cronológica, uma espécie de delírio do músico em seu leito de morte. Por este “delírio” desfilam figuras emblemáticas do Rio de Janeiro da década de 30, como Araci de Almeida, Marília Batista, o radialista Casé, o sambista Wilson Batista e todo o clima poético da era do rádio, dos grandes carnavais, da boemia, dos cabarés e arcos da Lapa.

Noel de Medeiros Rosa nasceu em 11 de dezembro de 1910 no Rio de Janeiro em parto difícil – para não perder mãe e filho, os médicos usaram fórceps para ajudar, o que acabou causando-lhe uma lesão no queixo, que o acompanhou por toda a vida. Magro e debilitado desde muito cedo, dona Marta, sua mãe, vivia preocupada com o filho, pedindo-lhe que não se demorasse na rua e que voltasse cedo para casa. Foi para a faculdade de medicina – alegria da família – mas acabou abandonando-a para dedicar-se à música popular.

Noel usou seu talento para realizar nas suas músicas uma brilhante crônica social do Rio de Janeiro que se urbanizava com rapidez, das injustiças sociais do país, da política, das relações amorosas e das mudanças culturais provocadas pelo crescimento da comunicação de massa, particularmente o cinema falado e o rádio. Sua obra é precursora e influenciou de toda a música popular brasileira produzida ao longo do século XX. Noel Rosa faleceu em 4 de maio de 1937, há 70 anos.

“O Poeta da Vila e Seus Amores” traz, no elenco, Bianco Marques, que interpreta o próprio Noel Rosa. Também atuam Gilmara Pereira, Fernanda Mendes, Alba Mariela, Ana Paula de Arruda, Dalila Ribeiro, Adriana Afonso, Carlos Alberto Agostinho, Marcos Caresia, Flávio de Paula, Odilon Lamego, Bernard Nascimento, Andreza Tagliaferro, Rafaele Breves, Ângela Maria de Oliveira, Bárbara Rodrigues, Carolina Câmara, Débora Ester, Kaline Leigue, Karine Andrade, Lara Giordana, Renata Ramos e o próprio diretor Carlos Ribeiro. O acompanhamento musical é feito por Hugo Muneratto (violão), Tiago Rodrigues (violão de 7 cordas), Daniel do Bandolim (bandolim), Fernando Martinez e Flora Kuri (percussão).

A cenografia é de Jaime Pinheiro, os figurinos de Carlos Alberto Agostinho, a maquiagem de Alba Mariela e a iluminação de Carlos Ribeiro.

Serviço:

O POETA DA VILA E SEUS AMORES, com o núcleo de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí

Dia 17 de setembro, às 20 horas, na sala Acrísio de Camargo – Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei). ENTRADA FRANCA

Cursos gratuitos no Senai-Indaiatuba

São Paulo, 10/09/08 - De 15 a 26 de setembro, o Centro de Treinamento SENAI Comendador Santoro Mirone abre inscrições para 86 vagas gratuitas para o Curso Técnico de Eletrotécnica, com turmas nos períodos da manhã, tarde e noite.
Em todo o Estado de São Paulo, serão ofertadas 5.741 vagas, sendo 1.989 na Capital, 998 na Grande São Paulo e 2.754 no interior. As aulas começam no início de 2009.
O objetivo dos Cursos Técnicos do SENAI-SP é proporcionar habilitação em áreas tecnológicas específicas do setor industrial. Os cursos têm duração mínima de 1.600 horas (o equivalente a dois anos), incluindo estágio supervisionado, que é obrigatório.
No ato da inscrição, os candidatos devem apresentar cédula de identidade original e comprovante de conclusão do Ensino Médio ou documento que ateste estar matriculado em curso que lhe permita concluir o Ensino Médio até a data do início das aulas. A inscrição custa R$ 32,50 e inclui o Manual do Candidato.
O candidato poderá se inscrever em uma única habilitação, exclusivamente na Escola SENAI em que pretende realizar o curso. Poderá também se candidatar para outro turno do curso pretendido em 2º opção.
Não serão aceitas inscrições de alunos regularmente matriculados em cursos oferecidos gratuitamente pelo SENAI-SP e que pretendam cursá-los simultaneamente.

Prova - A prova de seleção será realizada dia 19 de outubro, domingo, e terá 60 questões de múltipla escolha em nível de conclusão do ensino médio. Serão aferidos conhecimentos das disciplinas de Língua Portuguesa (20 questões), Matemática (20 questões) e Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia), também com 20 questões. Será concedido tempo de 2h30 para a resolução das questões. O gabarito será divulgado no website www.sp.senai.br a partir das 14 horas do dia 20 de outubro. A lista dos aprovados também poderá ser aferida no site, a partir das 14 horas, no dia 10 de novembro.
Os cursos do SENAI-SP estão sintonizados com as tendências mais modernas do mercado de trabalho no setor industrial, o que se reflete nos índices de absorção dos formandos. Segundo pesquisa feita com ex-alunos após um ano da conclusão, 87% estavam empregados.

  • Inscrições:
  • De 15 a 26 de setembro, nas escolas SENAI-SP que oferecem o curso pretendido.
  • Comparecer com cédula de identidade original e comprovante de conclusão do Ensino Médio ou de estar matriculado em curso que lhe permita concluir o Ensino Médio até a data de início das aulas.
  • Preencher o requerimento de inscrição.
  • Pagar taxa de R$ 32,50.
  • Prova:
  • Dia 19 de outubro de 2008 (domingo), com duração de 2h30.
  • A prova é composta por 60 questões de múltipla escolha (20 de Língua Portuguesa, 20 de Matemática e 20 de Ciências da Natureza / Física, Química e Biologia), em nível de Ensino Médio, conforme programa apresentado no manual do candidato.
  • O candidato deve comparecer munido do guia de inscrição, cédula de identidade original ou outro documento oficial de identidade que contenha fotografia do candidato, caneta esferográfica azul ou preta, lápis e borracha.
  • Resultados:
  • O gabarito será divulgado no website www.sp.senai.br a partir das 14h do dia 20 de outubro.
  • Os aprovados na primeira chamada deverão matricular-se de 10 a 12 de novembro e os candidatos da lista de suplentes, no dia 13 de novembro.
INFORMAÇÕESwww.sp.senai.br
Tel. (11) 3528-2000



Serviço:

Centro de Treinamento SENAI Comendador Santoro Mirone
Endereço : Alameda Comendador Santoro Mirone, s/n – Bairro Pimenta – Indaiatuba.
Tel.: (19) 3935-2773

Casa Magazine nas ruas

A edição nº 4 da Casa Magazine chegou hoje às principais bancas de Indaiatuba, Salto, Itu, Cabreúva, Itupeva, além dos melhores condomínios horiozontais dessas cidades e também de Campinas, município em que a revista começou a circular já edição passada e ganha força a partir dessa.
A matéria de capa traz a arte pop do arquiteto Paulo Lara, radicado em Itu, que mostra o contraste do interior paulista segundo sua ótica. A nova edição tráz também a nova linha Natural Tech da Todeschini; os lançamentos da Lanxess no tradicional Pó Xadrez; Incepa; Claris; Gyotoku; os projetos dos arquitetos Aquiles Nicolas Kílaris e Raul Penteado, além do projeto de iluminação de Regina Boccia para um edifício comercial. E claro, as noticias sociais de quem circula no meio da construção, arquitetura e decoração por Kleber Patrício.
Quem quiser receber a revista em casa gratuitamente, através da promoção da Casa Editorial Paulista, responsável pela publicação, pode se cadastrar pela internet através do site www.casamagazine.com.br.

***

Trata-se de um projeto dos amigos Jair Italiani e Carla Machado, uma revista que privilegia o conteúdo e não apenas o lado comercial, o que a faz ser uma exceção em Indaiatuba.

Deixem que digam, que pensem, que falem... mas eu vou!


A 2ª feijoada anual do Andarilho Bar-Restaurante, Mesa de Bamba, será realizada no próximo sábado, das 12h às 20h, na fazenda Pau d'Alho, em Campinas, SP. Este ano o evento conta com as apresentações de Jair Rodrigues (foto), do grupo de pagode Gabana e da DJ Patty Godoi. Essa tarde de sábado será ideal para quem gosta de aproveitar o final de semana na companhia dos amigos.

O nome Mesa de Bamba foi inspirado nos "bambas" do samba carioca, apelido dado aos mestres do samba de raiz. Os bambas do samba são famosos por se reunirem em botequins e fazerem samba em volta das mesas em clima de descontração. De acordo com um dos proprietários do bar, Rodrigo Rossi, o encontro dos bambas é uma reunião de grandes amigos, que passam horas
festejando. "Esse é exatamente o espírito da nossa feijoada", ressalta.

No ano passado, a 1ª feijoada reuniu cerca de 600 pessoas. Para este ano, Rodrigo Rossi ampliou o numero de convidados e serão disponibilizados 800 convites. A novidade é que haverá dois modelos de camiseta convite para agradar homens e mulheres: o masculino tradicional e o feminino no estilo babby look. "Pensamos em algo atual e moderno, assim ninguém precisa ficar
se preocupando em cortar camiseta", explica Rossi.

A feijoada servida pelo Andarilho é de dar água na boca. Além do tradicional feijão preto, haverá carne seca, costela, lombo defumado, paio e lingüiça. Cada carne será servida em suportes separados. Para acompanhar esse tradicional prato brasileiro, serão servidos arroz, couve, farofa, banana à milanesa, vinagrete, laranja e abacaxi, além de um incrível buffet de saladas. Para petiscar durante o bate-papo com os amigos, nada melhor do que porções de mandioca frita, de torresmo e de calabresa acebolada. Tudo será regado à cerveja, caipirinha e caipiroska de frutas da época, além de espumante MUM. A combinação entre a feijoada e o espumante promete
surpreender, já que a compatibilidade entre a acidez elevada dos espumantes e a feijoada é garantida.

Serviço - 2ª Feijoada Mesa de Bamba do Andarilho Bar-Restaurante. Data: 13 de setembro. Local: Fazenda Pau D'Alho. Rodovia Dr. Ademar Barros, Km 118,5 / SP 340 - Sentido Campinas/Mogi Mirim. Horário: Das 12h às 20h
Convite: Primeiro Lote R$ 80 mulher e R$ 130 homem (com direito a camiseta,
feijoada, sobremesa, cerveja, espumante, caipirinhas, caipiroskas e bebidas
não alcoólicas)
Informações e venda de convites pelo telefone: (19) 3254-3721

Seminário da Mann-Hummel

A MANN+HUMMEL realizará, em parceria com a Direção Cultura, o primeiro seminário intitulado “Responsabilidade Social e Leis de Incentivo – como ser socialmente responsável utilizando os incentivos fiscais”. O evento, que acontecerá no dia 11 de setembro, tem por objetivo difundir a importância da responsabilidade social e esclarecer informações sobre as leis de incentivo – Rouanet, PAC (Programa de Ação Cultural), FMDCA (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente) e Esporte. Além disso, durante o evento serão apresentados cases de projetos da MANN+HUMMEL e do Instituto Robert Bosch, que utilizam as leis de incentivo.

Outro destaque do seminário é estimular o uso das leis de incentivo fiscal como forma de alavancar o desenvolvimento e as oportunidades para comunidades menos favorecidas, situadas próximas às empresas participantes.

O evento é destinado aos executivos e profissionais das áreas contábil e de responsabilidade social de empresas tributadas pelo lucro real (empresas com faturamento igual ou superior a R$ 48 milhões).

“O seminário foi idealizado pela Direção Cultura, neste formato, já há dois anos, pela necessidade que nossos clientes têm apresentado para compreender as leis de incentivo e poder utilizá-las nas práticas de responsabilidade social”, justifica Antoine Kolokathis, sócio-diretor da Direção Cultura.

“Essa é a primeira vez que a MANN+HUMMEL promove um seminário com este foco nas ações de responsabilidade social. Vamos aproveitar essa oportunidade para conscientizar os participantes sobre como é possível fazer uso das leis de incentivo e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento e crescimento da comunidade local”, avalia Érica Rüesch, consultora em Eventos e Comunicação da MANN+HUMMEL.

Programação

Lei do FMDCA
Palestrante: Paulo Pinese
Sócio-diretor da Delloite Touche Thomatsu e presidente da GEAC (Grupo dos Empresários Amigos das Crianças)

Lei Rouanet e PAC/ICMS
Palestrante: Antoine Kolokathis
Sócio-diretor da Direção de Cultura Produções e Eventos

Lei do Esporte
Palestrante: Erb Ubarana
Diretor de Planejamento da empresa Escallato – projetos em Qualidade de Vida

Case Instituto Robert Bosch
Palestrante: Otavio Antoniacci Junior
Instituto Robert Bosch

Case MANN+HUMMEL
Palestrante: Érica Rüesch
Responsável pelos projetos de Responsabilidade Social da MANN+HUMMEL

SERVIÇO
Seminário: Responsabilidade Social e Leis de Incentivo
Dia: 11 de setembro, das 8h às 12h
Local: Auditório MANN+HUMMEL
Endereço: Alameda Filtros Mann, 555, Jardim Tropical, Indaiatuba

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Candidatos brasileiros ao Oscar

MinC divulga lista de candidatos a representar o Brasil no Oscar

Da Redação UOL

O Ministério da Cultura recebeu catorze inscrições de filmes de longa-metragem interessados em concorrer à seleção para a indicação brasileira ao prêmio de melhor filme em língua estrangeira na 81ª edição do Oscar, prêmio concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. O prazo para as inscrições foi encerrado nesta segunda-feira(8).

Uma comissão indicará o longa brasileiro que concorrerá à seleção internacional. Seis profissionais de mídia e da área audiovísual fazem parte dela: Antonio Alfredo Torres Bandeira, o jornalista Cléber Eduardo, Silvia Maria Sachs Rabello, a professora Maria Dora Genis Mourão, o montador Giba Assis Brasil e o diretor Paulo Sérgio Almeida. A presidência será assumida pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin.

O título escolhido será divulgado no dia 16 de setembro, no Rio de Janeiro, após reunião da Comissão. Confira a lista dos títulos inscritos, em ordem alfabética:

- "A Casa de Alice", de Chico Teixera
- "A Via Láctea", de Lina Chamie
- "Chega de Saudade", de Laís Bodanski
- "Era Uma Vez", de Breno Silveira
- "Estômago", de Marcos Jorge
- "Meu nome não é Johnny", de Mauro Lima
- "Mutum", de Sandra Kogut
- "Nossa vida não cabe num Opala", de Reinaldo Pinheiro
- "Olho de Boi", de Hermano Penna
- "Onde andará Dulce Veiga?", de Guilherme de Almeida Prado
- "O Passado", de Hector Babenco
- "Os Desafinados", de Walter Lima Júnior
- "O Signo da Cidade", de Carlos Alberto Riccelli
- "Última Parada 174", de Bruno Barreto

O ministério avisa ainda que cabe aos organizadores da premiação, nos Estados Unidos, selecionar os cinco filmes, dentre os títulos indicados por mais de 90 países, que concorrerão na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A cerimônia de entrega do Oscar 2009 está marcada para 23 de fevereiro.

***

Todo ano optam por viabilidade ao invés de qualidade, tentando adivinhar o gosto dos velhinhos da Academia de Hollywood. Com cara de Oscar só "Meu nome não é Johnny", mas os americanos já conhecem essa história de "Profissão de Risco". Mas, a princípio, acho que não vai ser este ano que o Brasil leva a estatueta.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A Bossa Nova segundo Antônio da Cunha Penna


No último sábado, meu amigo Antônio da Cunha Penna realizou seu bate-papo sonoro sobre a Bossa Nova no Cine Café, em frente ao Multiplex Topázio. Como escrevi em minha última edição de Gente etc, deve ser o único evento na cidade a celebrar os 50 anos desse jeito de tocar samba inventado por João Gilberto que mudou a música popular brasileira.
Na verdade, a pelestra deveria ter se chamado "Caminhos até a Bosa Nova", porque, à exemplo de Silvana Mantoanelli quando começa a contar uma história, Penna começou no Big Bang da MPB, com o ecnontro dos portugueses de Cabral com os índios. Daí que, de bossa nova, só restou João Gilberto. Mas ele prometeu para o público presente uma continuação do bate-papo, confirmado pelo dono do espaço, Paulo Antônio Lui. Assim, quem perdeu, pode ter a oportunidade de saber o que é que a bossa nova tem em breve.

Penna é um pesquisador amador - no sentido que não ganha nada pra isso - da MPB, e um de seus maiores prazeres é mostrar sua vasta coleção de LPs e CDs às visitas interessadas, e explicar cada gravação que toca. Infelizmente, só foi possível tocar um trechinho das canções ilustrativas de sua explanação.
Meu caro amigo me brindou com o elogio em público de meu artigo publicado junto com a matéria sobre a palestra, publicada na edição de 30 de agosto, mas a desvantagem de um texto impresso sobre o assunto é a ausência de ilustração sonora. Explicar em palavras o que é batida de João Gilberto é uma tarefa ingrata. Mas mesmo se alguém no Brasil nunca tivesse escutado o baiano, toda da MPB depois dele até hoje está impregnada da revolução que ele promoveu. Isso tanto revela como oculta sua contribuição, já que a famosa batida se diluiu ao longo do tempo. Por isso, conhecer como era a música que tocava nas rádios antes de "Chega de Saudade" é fundamental para entender sua importância.

Um subproduto triste, mas inevitável, da bossa nova foi justamente a obsolência do status quo anterior. Isso acontece em toda revolução: foi assim com o Impressionismo - que mudou todo panorama das artes plásdticas no final do século XIX; a Nouvelle Vague - que se contrapôs ao cinema acadêmico que prevalecia na França - ; o cinema novo - cujas críticas a "Pagador de Promessas" deixaram em Anselmo Duarte um ódio mortal - ; o bebop - que os negros Charlie Parker, Dizzie Gillespie e Bud Powell inventaram para que os brancos não conseguissem imitar; e tantos outras revoluções estéticas. Não houve, portanto, uma "injustiça" contra o samba-canção por parte dos bossanovistas, mas apenas a "limpeza de cenário" que acontece sempre que uma coisa nova sobe à ribalta.

Se tudo der certo, ainda este ano teremos mais um evento lembrando o Cinquentanário da Bossa Nova, que será o lançamento do livro "Eis aqui os bossa nova", de Zuza Homem de Mello, em Indaiatuba. Na verdade, trata-se de uma reedição ampliada e revista de um trabalho publicado originalmente em 1976.

***
A foto é de Fábio Alexandre.

Vai dizer que o Lula não ajudou?


Após as besteiras ditas por Júlio Cesar - vai cuidar da mulher lá em Milão! - quem há de negar a contribuição do presidente Lula na vitória da seleção brasileira ontem sobre o Chile? Tudo bem que o time de Valdívia é uma droga, mas os comandados de Dunga jogaram com uma disposição há muito não vista. O pênalti perdido por Ronaldinho dá fôlego ao temor que assombra muita gente: estará acabado o ex-maior jogador do mundo? Foi uma defesaça do goleiro Bravo? Sem dúvida, mas penalidade bem batida ninguém pega. Juca Kfouri prossegue na campanha contra Diego, mas ontem ele foi um dos melhores em campo. Quem sabe na nova formação tática ele não reedita seu entrosamento com Robinho? Capítulo à parte é Luis Fabiano, que deve ter se consolidado como centroavante titular de Dunga. É o atacante que nos faltou em Pequim.
Não há chances do Brasil não se classificar nas Eliminatórias, seja porque não há três equipes melhores que a nossa na América do Sul, seja porque a camisa amarela é sempre a maior atração de uma Copa do Mundo. Como disse o Bielsa, "cinco títulos mundiais não se compram na farmácia da esquina".

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Novos cardápios no Hotel Vitória

Na quarta-feira passada, o Kindai, restaurante oriental do Hotel Vitória, convidou a imprensa da região para uma degustação de seus novos pratos. Ontem, foi a vez do outro restaurante do hitel, o Bellini, apresentar aos jornalistas seu menu retrô, com pratos que eram sucesso em décadas passadas e hoje praticamente caíram no esquecimento. O Kindai foi eleita por quatro vezes o Melhor Oriental de Campinas pela Vejinha, enquanto o Bellini faturou este ano os cobiçadíssimos prêmios de Restaurante e Chef do Ano.

No Kindai provamos as entradas sushi Jyo Danson (rolinho de jyo salmão com geléia de damasco), Jyo Italiano (rolinho de jyo de atum com cebola empanada e  alcaparas), Kiuri Gunka Espeical (rolinho de liuri gunka de cavalinha) e Black Umeboshi (anchova negra com ameixa japonesa), todos muito bons e criativos.

Os pratos quentes da degustação foram Saigon Rolls (rolinho de massa de arroz, recheados com camarão, alface, pepino e manga, acompanhada de molho agridoce), Won Ton (massa típica asiática recheada com camarão e peixe branco, servida com molho de soja e gengibre), Curry Verde de Frutos do Mar (camarões, lulas e peixe branco salteados, servidos com molho de curry verde, acompanhados de arroz tailandês e bananas fritas), Filet oriental (bocados de filé mignon ao molho de shoyu e hoisin, servidos com minilegumes e shiitakes salteados no azeite de gergelin e sake), com destaque para mim para o Won Ton e o Curry. A sobremesa foi um delicioso Pistache Cake. (bolo de pistache servido com creme inglês ao perfume de laranja e sorvete ao creme).

Já no Bellini, o cardápio em questão vale apneas para a seman de 8 a 14 próximos. Como entrada, o Coquetel de Camarão (camarões servidos com olho à base de maionese, mostarda e conhaque sobre alface americana à Juliana) já saiu na desvantagem contra o do nosso Le Triskell: um camarão médio contra quatro do bistrô indaiatubano. Na primeira leva dos pratos quentes, degustamos a Lagosta a Termidor (lascas de lagosta ao creme, gratinadas com queijo gruyére, boa), Linguado a Le Belle Meuniére (linguado, meio ressecado, grtelhado servido com manteiga de alcaparras, chapanhe e camarões, acompanhado de arroz com amêndoas) e Frango a Kiev (supremo de frango recheado com manteiga de alho e ervas, empanado e servido com vegetais, muito sabroso, mas não ganhei vegetais). Em seguida, Filé Ula Ula  (filé mignon grelhado servido com molho de framboesa e hortelã, acompanhado de abacaxi e arroz branco, bom), Costeletas au Sauces Marchand du Vin (costeletas de carne precoce grelhadas, servidas com molho de manteiga e redução de vinho tinto, cebola roxa e manteiga, muito boa) e Beef Wellington (filé mignon grelhado envolto em presunto de parma e cogumelos Paris, assado com folha de massa acompanhado de creme de espinafre, boa). A sobremesa foi o manjadíssimo Petit Gateau, que novamente perdeu para a comparação com o Le Triskell.

Um amigo meu com muito mais conhecimento de causa e comida que eu se disse supreso com a eleição do Bellini como melhor restaurante de Campinas, já que todas as vezes que comeu lá saiu decepcionado com o sabor e escandalizado com o preço. Da outra vez que comi lá, fiquei feliz com comida e atendimento. Desta vez, em visita profissional, não fiquei completamente satisfeito com nenhum dos dois. O Kindai, que já frequentei mais vezes, sempre me agrada, tanto pela proposta quanto atendimento e comida em si.

Quem me lê sabe que não sou exatamente um crítico gastronômico, mas aprecio como tantos os prazeres da mesa e, uma vez convidado como jornalista a participar de uma degustação sinto-me na obrigação de escrever a respeito e compartilhar minhas opiniões com os leitores.