terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Trinta anos depois, Elis Regina está mais viva do que nunca


MARCOS KIMURA

Carlos Gardel morreu em 1935, mas os argentinos dizem que ele “canta cada vez melhor”. Elis Regina morreu no dia 19 de janeiro de 1982, ou seja, na próxima quinta-feira serão completados 30 anos de seu súbito desaparecimento. Pegue qualquer um de seus discos dos anos 1970 e qualquer um dirá que ninguém mais cantou como ela. No entanto...
Nem sempre foi assim. Na época em que ela morreu, alguns experts discutiam quem era a maior cantora da MPB, ela ou Gal Costa, que vivia uma fase esplendorosa, tanto de crítica como de vendas. A comoção popular provocada por sua morte repentina surpreendeu todo mundo. Uma procissão acompanhou o féretro do velório no Teatro Bandeirantes, na Brigadeiro Luis Antonio, até o cemitério no Morumbi.
O povo reconheceu que, mesmo Elis tendo se transformado numa intérprete sofisticada, muito distante de seu início meteórico na Era dos Festivais, quando apresentava O Fino da Bossa ao lado de Jair Rodrigues, ela era a grande intérprete de seu tempo. Os críticos reticentes de então se uniram aos inúmeros admiradores e, posteriormente, a consagraram como a maior cantora da Música Popular Brasileira em todos os tempos.
Em matéria publicada segunda-feira, dia 9, na Folha de S. Paulo, o jornalista Marcus Preto recordou que em 1992 as efemérides sobre os dez anos de sua morte lançavam a pergunta “como o Brasil pode se esquecer tão rapidamente daquela que tantas vezes foi considerada sua maior cantora?”.

Filha
Duas décadas depois e Elis, “ao lado de Gal Costa e Nara Leão”, é de novo uma das maiores influências sobre as novas gerações, como Mariana Aydar, que gravou dela Menino das Laranjas, em seu CD Kavita. Para Preto, o surgimento de sua filha Maria Rita, há uma década, é um dos fatores mais importantes por essa redescoberta.
Sua estreia em 2003, foi cercada de expectativa, principalmente depois da crônica de Walter Silva, o radialista Pica-Pau, escrita há dez anos e denominada “Eu ouvi Maria Rita e chorei”. No texto, o veterano comunicador contava sua primeira audição privada da filha de Elis, saudando não o surgimento de um nova cantora, mas a ressurreição de sua velha amiga. Naturalmente, não foi isso o que aconteceu, e Maria Rita foi crucificada pelos antigos fãs da mãe por não ser Elis. Felizmente, uma legião de jovens admiradores que não tinham nada a ver com aquilo passou a gostar da jovem intérprete que, à parte a assombrosa semelhança vocal com a genitora, buscou trilhar seu próprio caminho.
Agora, consolidada num mercado pós-gravadoras, ela tenta fazer as pazes com sua herança no Auditório Ibirapuera dia 17 de março, quando sua mãe faria 67 anos. Se ela havia passado de raspão no repertório materno em Entradas e Despedidas, agora Maria Rita vai com tudo na interpretação dos clássicos que Elis imortalizou. O show deve seguir para Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio e Recife. Também o meio-irmão de Maria Rita, João Marcelo Bôscoli, está à frente de uma exposição chamada Viva Elis, com abertura marcada para o dia 14 de abril, no Centro Cultural São Paulo, reunindo fotos da cantora, imagens de entrevistas, cenas de shows e especiais de TV, ingressos e pôsteres, objetos pessoais, roupas, documentos e música.

Gravadora vai lançar caixa especial

A Universal Music prepara uma caixa com a discografia de Elis Regina na gravadora, reunindo discos lançados entre 1965 e 1979. Entre os álbuns está a versão integral do show Transversal do Tempo, de 1977. O mesmo João Marcelo Bôscoli,  junto com o pesquisador Rodrigo Faour, recuperou o registro, na época lançado em um LP com apenas 12 faixas. Desta vez, serão 25 canções em CD duplo com registros inéditos.
Outra apresentação importante a ser resgatada é a do Montreaux Jazz Festival, realizado em 1979, mas lançado meses após a morte de Elis, em 1982. O produtor André Midani conta em seu livro Música, Ídolos e Poder (2008), que a cantora o havia feito prometer nunca lançar sua performance naquele festival em disco. No entanto, após a morte da cantora e amiga em 1982, a lembrança de seu dueto ao lado de Hermeto Paschoal passou a assombrá-lo, até que ele se rendeu e lançou o show em LP, com nove faixas.
O pesquisador Marcelo Froes reuniu os dois shows de Elis naquele dia, um à tarde, com a cantora descansada, e outro à noite, já extenuada. Dois CDS trarão cada uma das performances em separado, já que o disco de 1982 misturava as duas apresentações em um LP. Vai se chamar Um dia.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Obra de arte valoriza entrada do Soho, da Congesa


O SOHO, novo lançamento da Congesa em Indaiatuba, teve sua arquitetura inspirada no bairro de Nova York.  Além dos elementos presentes na fachada, o projeto terá uma escultura na praça de entrada, que também remete ao estilo das construções do SoHo.
Quem assina a obra é o artista plástico Rodrigo Camargo de Andrade, de Indaiatuba, convidado pela Congesa para desenvolver esse trabalho que enriquece a arquitetura e o paisagismo da entrada do empreendimento.
“É um desafio interessante porque terei um prazo grande para me dedicar a essa obra. Fiz os primeiros estudos que a construtora aprovou e o resultado ficou muito bonito”, conta o artista. Entre seus trabalhos estão a criação e a execução de algumas esculturas do Parque D. Pedro Shopping, de Campinas, como as de troncos na entrada das árvores e os pássaros que estão na área interna do shopping.
Com 1,5m de diâmetro, a obra do SOHO tem formato circular e será feita de bronze envelhecido. “Por ser um local aberto, optamos por não utilizar o ferro, pois com o tempo o material pode oxidar”, explica Rodrigo, que já produziu a miniatura da peça para a maquete do condomínio, exposta no plantão de vendas.
Sobre o SOHO
O SOHO terá 136 apartamentos divididos em duas torres de 17 andares, a West e a East. As unidades são compostas por três dormitórios, sendo uma suíte, e todas com duas vagas de garagem. O condomínio localiza-se à Rua das Primaveras, 502, próximo a outros empreendimentos de sucesso da Congesa, numa região que atrai cada vez mais investimentos por sua proximidade com o Parque Ecológico e o centro da cidade e o fácil acesso às rodovias e ao Aeroporto Internacional de Viracopos.
O plantão de vendas, com apartamento decorado, maquete e departamento jurídico fica na Rua Sergipe, número 43. Informações pelo telefone 19 3875-7714 ou pelo site www.congesa.com.br.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Ponte de Waterloo


Harue Kimura

No dia 29 se outubro, sábado, tivemos mais uma Manhã Nostálgica, com show seguido do filme imperdível: A Ponte de Waterloo, sempre precedida com o maravilhoso café com guloseimas oferecido pelo filantropo senhor Paulo Lui e a super simpática esposa, Zuleika.
O ator Robert Taylor, lindo “de morrer”, como se costumava dizer no meu tempo (da onça) e a bela Vivian Leigh. Uma história de amor que os jovens da atualidade não conseguem acreditar, talvez... Afinal durante todo o filme não acontece sexo, só beijos ardentes.
Um encontro fortuito de um homem e uma mulher, na Ponte de Waterloo ( Waterloo, local onde o comandante inglês Nelson vence os soldados de Hither, daí a ponte recebeu o nome do local histórico) e a historia se desenrola de encontros e desencontro, em meio a uma guerra. A jovem é órfã e estuda balê em uma academia  liderada por uma professora super rígida, e se apresenta em teatros. . Por ter infringido a regra da academia para ir ao encontro do homem, capitão do exercito (Robert Taylor), a jovem Myra (Vivian Leigh) é expulsa. . Uma amiga e companheira de quarto sai em sua defesa de Myra e é expulsa também. Ambas acreditam conseguir um emprego em bares. Londres não oferece chance nenhuma, afinal é época  de recessão devido a guerra.
Myra vê no jornal a lista das baixas durante a batalha e fica  atordoada quando vê o nome de seu  perdendo os sentidos. Se recompõe diante da futura sogra, esconde a notícia da morte de seu filho e não expõe a difícil situação em que vivem
Encurtando a história, a amiga sustenta ambas se prostituindo. Myra não concorda mas acha que não deve viver Às custas do sacrifício da amiga e entra no negocio de venda do corpo, já que o amado está morto.Pouco tempo depois na estação de trem, Myra à procura de “trabalho”vê um contingente de soldados regressando do front e com alegria e ao mesmo tempo de terror encontra seu amado capitão.
Às véspera do casamento Myra foge por compreender que seu passado sempre acompanhará  ainda mais que a família do capitão é da nobreza de  tradição.
No desespero, sem saída se joga em frente aos caminhões de guerra. A musica tocada tradicionalmente no réveillon é o tema “Adeus amor que vou partir...”É um lindo filme!
Os japoneses filmaram baseado neste enredo em capítulos e  intitulou “Kimi no Nawa?” Qual é o seu nome? em português.Um encontro de um homem e uma mulher numa ponte...dai a história dos encontros e desencontros. Chorei muito em ambos os filmes.
Durante o show, um senhor disse que nós indaiatubanos somos sortudos pois existe Paulo Lui que nos presenteia com este filme maravilhosa  de outrora. Também acho.
  
Comemorações festivas
No dia 11 de outubro, véspera do feriado (Dia das Crianças e da Padroeira) viajei para São Jose do Rio Preto para as comemorações da Bodas de Ouro do casal Kayoko e Tadami Hattori,  amigos de longa data..
Na Sede Regional da BSGI, da cidade de São Jose do Rio Preto, realizou-se a cerimônia religiosa budista, às 10 horas da matina, razão pelo qual viajamos (eu e o casal Kuniko e Akio Umeda) na véspera..
No salão de um bufet um almoço super chique  requintado e grande variedade de quitutes nos aguardava.
Jamais esquecerei a gratidão dessa família Hattori, que daquela lonjura vieram visitar Tetsuo, meu falecido marido doente e hospitalizado. Cinco anos depois no meu aniversário de 70 anos vieram para me felicitar.São essas “coisas”que faz a vida mais feliz.Daqui até Rio Preto, assim o povo abrevia o nome da sua cidade leva mais de seis horas de ônibus. É longe prá caramba!
Quando mais jovem, um pouco mais jovem fui pela primeira vez para essa cidade conhecido como cidade das jóias (existem muitas industrias de jóias), e conheci a família Hattori que eram os responsáveis pela Organização da BSGI (budistas). Muitas vezes me hospedei em sua casa, e quantas vezes “filei” comida  deles. Tinham na epoca duas bancas de frutas e verduras no Mercado Municipal da cidade. Hoje o filho mais velho Tadao toca uma pastelaria com  12 funcionários, dentro do mercado. Existem regras no funcionamento do mercado. Somente em dias estabelecidos  pelo município é que pode-se fechar para descanso. É um trabalho extenuante!  Domingos e feriados, trabalha-se até  ás 13 horas.
Oro pela longevidade do casal e saúde e felicidades para toda a família
Nascido no dia 12 de outubro, senhor Minoru Oba comemorou seu aniversário de 92 anos no dia 16, domingo. Morou durante alguns anos no Vale das Laranjeiras em Indaiatuba. A saúde de sua esposa Olga era delicada e optaram pela nossa linda Indaiatuba pelo seu clima mais seco..Com o falecimento de Dona Olga, senhor Minoru foi morar junto de sua única filha dentre cinco irmãos, perto de Atibaia.
Seu primogênito ainda reside  no Vale e nos deu carona até o local dos festejos.  Seu Minoru estava bem saudável o que  me alegrou. Dentre muitos pratos deliciosos, aprendi dois patês e uma salada de berinjelas, saudáveis e deliciosos.
Seu filho mais velho, George, presente seu pai com um quadro em grafite tendo um navio preso a um imenso mar de gelo. O navio Endurance empreendeu Ä lendária expedição `Antártida”. Muitos tentaram. O que o diferencia é a sobrevivência de toda tribulação em meio ao frio, doenças, fome, etc.Comprei o livro mas estou no começo.Gosto de ler sobre epopéias, jornadas corajosas e biografias de pessoas vencedoras em qualquer setor.
Infelizmente a chuva atrapalhou , pois a chácara da filha Lucia era amplo com locais de caminhadas.
Após o lauto almoço, doces e bolos, nos despedimos desejando mutuamente saúde e longevidade. . 

Medos


Harue Kimura

Todos nós temos medos de alguma coisa. Isto é normal. Eu, por exemplo tinha medo do escuro. Tinha de ter uma luzinha no quarto senão não entrava na cama.Às vezes mesmo com a lamparina acesa tinha sobressaltos com o barulho, principalmente de batidos roucos e sincopados. Influencia das história de
lobisomem com corpo de cachorro com orelhas enormes que ao andar batiam no chão fazendo plot...plot...Então cresci e os medos foram de outras coisas.
Sabrina Assayo, minha neta tinha medo de mulher muito pintadas (maquiadas), palhaços e até do coelhos enormes que as lojas colocavam nas vitrines nas épocas de páscoa. Nos finais dos anos havia o enorme homem que fazia ho..ho...ho, o nosso conhecido Papai Noel. A criançada fazia filas para sentar no seu colo para ganhar algumas balas e dizer que presente gostaria de ganhar. Sabrina se escondia atrás dos
pais, e não chegava perto de jeito maneira..
Estava ela, a Sabrina com seus dois prá três anos, os avós (eu e Tetsuo, meu falecido marido) para ver desfile de carnaval. Enquanto Tetsuo foi procurar um local para estacionar o carro, ficamos esperando perto do local onde estavam os carros alegóricos e os carnavalescos, fantasiados que iriam desfilar.
Quando minha neta viu homens e mulheres fantasiados de índios, com todos adereços e pintados da cabeça aos pés, começou a berrar e com as perninhas rechonchudas correu prá longe daquilo e eu corria também para não a perder de vista.
“Sabrina, disse eu, são pessoas que estão fantasiadas.”Não quis saber de nada e até tremia de medo.Ela pegou na minha mão puxando-me prá longe , mais prá longe. Tinha que ficar pois Tetsuo iria nos procurar após deixar o carro estacionado. Não queria saber de nada e queria, queria ir prá casa.
Não teve nada que a segurasse.por lá.
Começamos a andar, a Sabrina me guiando...A principio devagar, eu torcendo pra que Tetsuo chegasse e nos visse. Quando a banda começou a tocar, isto é deu inico ao desfile, Sabrina agarrou minhas pernas pedindo colo pra se proteger.A menina já nasceu maior que a maioria dos bebês e aos dois anos e meio era muito pesada. Não tendo outro jeito carreguei a Sabrina e andei por dois quarteirões. “Vamos descansar
um pouco” e sentamos na calçada. “Ba, disse ela depois de alguns minutos: “Já deu pra descansar, vou andar você segurando minhas mãos”. “Tou cansada, me carrega um pouco?”
Desde o trevo da avenida Conceição até a minha casa é um bocado de chão. Enfim chegamos. Eu quase sem fôlego e Sabrina além de cansada morrendo de sono. E pra piorar mais a situação a chave da casa estava com Tetsuo. Abrimos o portão, felizmente a chave do cadeado do portão estava comigo. Tirei o agasalho, sou prevenida . mesmo em pelo verão nunca saio sem uma blusinha a mais. Forrei o chão com a blusa e deitei Sabrina que fechou os olhos e dormiu. Já eram vinte e três horas. Daí a uma hora mais
ou menos chega Tetsuo preocupadíssimo. Respirou aliviado quando nos viu.
Da outra vez, levei-a para o SESI, na semana das Crianças que a entidade sempre promove brincadeiras e eventos próprias para as crianças. Gostou do pula pula., escorregador, mas de repende aparece um palhaço oferecendo doces. O dia estava perdido, não houve palavras ou promessas que a demovesse do seu intuito de ir embora.
Agora, Rui Daisaku, meu neto menor, tem medo dos pesadelos. Muitas vezes no meio da madrugada vem ao meu quarto, pedindo para dormir comigo. Minha cama é de solteiro, e não cabe mais um, mesmo criança. Uma madrugada o Rui Daisaku se esgueirou de tal forma que só percebi quando me vi
na beirinha da cama. “Aposto que sonhou com os monstros dos quais aparecem nos seus
jogos”, falei. Daí muito sem graça concordou com a cabeça. Eram 1h3. Tirei a cama de reserva que está em baixo da minha, o que dá um trabalhão. “Eu ajudo, bá”. Não é que o menino tem força...Forrei com uma colcha e lençol.. Rui se encarregou de trazer seus travesseiros (dois) o ededron mais cobertor . Deitou e dormiu o sononos “justos”. Mas a Harue demorou prá aconchegar-se nos braços do Morfeu.

Seminários


Harue Kimura

No dia primeiro de setembro, Rui Daisaku, meu neto participou de um seminário na escola onde estuda, o Colégio Escala. O tema era sobre alimentação.
Vários alunos se revezaram para falar da necessidade de escolher os alimentos que dê sustâncias nutricionais ao corpo humana.
Nesse corre corre diário a tendência é comprar pratos prontos e congelados que bastam alguns minutos no microonda .
Aparece três garotos. Um carregando placa com desenho de cenoura, o outro, o tomate e Rui um peixe.
Cá entre nós escolher o peixe para o Rui foi uma boa, pois não gosta de peixe. O alimento cenoura fala ;” Alimentos funcionais ou nutracêuticos são aqueles que colaboram para melhorar o metabolismo e prevenir problemas de saúde.”
O alimento tomate diz ;”Eu por exemplo, estou relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata. Evito e reparo os danos dos radicais livres que alteram o DNA das células que desencadeiam o câncer.
E o nosso peixe (Rui Daisaku) continua: “No meu caso, ajudo a diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Reduzo os níveis de triglicerídeos e do colesterol total do sangue, sem acumulá-lo nos vasos sanguíneos do coração.”
Foram meses de ensaios. Parabéns aos professores, foi um ótimo seminário. A família inteira, inclusive o pai Marcos Lopes veio especialmente para o acontecimento.
Rui teve uma participação pequena. Achei uma pena, pois ele se empenhou muito e em casa vivia repetindo os trechos  que , com seriedade decorou.
Agora resta saber se alguma coisa foi aprendido com o seminário. Nada daqueles salgadinhos de pacotes, frituras.e guloseimas . De vez em quando, tudo bem
No final do Seminário, a Sonia, uma das proprietárias disse que recebeu uma carta de um ex aluno que agora na faculdade pedindo para continuar com os seminários. “Graças aos  seminários no Escala pude falar em publico com desenvoltura “dizia o ex aluno.,Que bom, não acham ?   .
Hoje até as crianças tem problemas cardíacos, pressão alta e obesidade então nem conta.
Rui tem muito de : “Não gosto disso. Este não gostei”. E é teimoso a ponto de passar fome a comer o alimento que não gosta. Considero isso preocupante.
Meu falecido marido, Tetsuo, dizia que na sua casa, todos se sentavam à mesa e Junzo, meu sogro dizia: “Mamãe preparou toda a comida que vocês estão vendo com todo carinho e empenho, assim vamos saborear.”E o pai Junzo colocava nos pratos de todos um pouco de cada alimento. Graças à esta educação, não tive problemas no preparo de comida para Tetsuo..
A Harue mais viveu com o casal de tios, meus segundos pais, que sempre tiveram trabalhos que exigiam horas e horas de trabalho, nunca estavam quando nas horas das refeições. Meu avô , pai de minha mãe e tio, Fukutaro é quem cuidava de me alimentar e tudo o mais. A tia Yamashita deixava as refeições prontas antes de sair para o trabalho, levando marmita para si e meu tio; regressando, muitas vezes quando eu já estava dormindo. O trivial era quase a mesma coisa.  Arroz e misturas, geralmente cozidos de carne ou frango com verduras. O feijão não fazia parte do cardápio.
Quando almoçava ou jantava em casas de parentes ou amigos, estranhava o montante de  misturas diferentes. Isto foi até mudarmos para Lins. Meus tios contrataram uma menina pouco mais velha que eu para o trabalho de babá e cuidar de casa aliviando minha tia de suas obrigações domesticas. Tereza, o nome da ajudante, introduziu o feijão no dia a dia, pois em casas adotivas em que viveu (perdeu a mãe quando muito pequena) o clássico arroz e feijão era o constante. As variantes era uma raridade.
Minha mãe Assayo cozinhava bem. Os familiares diziam que ela cozinhava com amor (não existia o Sazon) por isso um simples cozido tinha um sabor todo especial
Das tarefas de casa, só gosto de cozinhar. Detesto faxina, lavar louças, lavar e passar roupas. É como diz a propaganda de maquina de lavar louças :”Você não foi feita para lavar louças, ela (mostrando a maquina) sim....

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Humorista de Bagé


Depois de serem festejados como uma renovação do humor e até jornalismo brasileiro - não são uma coisa muito menos a outra - o CCQ se viu na posição de vidraça quando uma de suas estrelas, Rafinha Bastos, passou do limite e acabou sendo suspenso. Insatisfeito de ter virado bode expiatória, a coluna de Flávio Rico, no UOL, noticia que ele teria pedido demissão à direção da Band. O episódio da piada infeliz com a cantora Wanessa foi apenas a gota d'água de uma série de frases e declarações quedemonstram que o sucesso subiu à cabeça dele e de outros CCQs. Tendo como mentor Marcelo Tas, deviam ter aprendido com ele o segredo do sucesso de seu Marcelo Tas, nos anos 80: o personagem conseguia encurralar seus entrevistados se fazendo de bobo. Os CCQs, pelo contrário, abordam suas vítimas como donos da verdade, com o objetivo explicito de humilhá-los. Quando não conseguem, a edição com as animaçõezinhas engraçadinhas se encarregam de faze-lo.
Um video na Internet estrelado pelo próprio Rafinha nesse período sabático mostra que o episódio não serviu para que ele calçasse as sandálias da humildade. Numa sequencia ambientada numa churrascaria, ele dá a entender que agora não pode fazer piada com criança para evitar encrenca. Ou seja, que ele está sendo censurado. Não é bem assim. Censura é quanto o governo quer intervir num quadro do Zorra Total que brinca com o cotidiano de milhões e cariocas que usam o metro. Satiriza algo do cotidiano que é a "encochação" nos vagões lotados, que é responsabilidade do sistema de transporte público e não dos criadores do quadro. O caso de Rafinha é diferente, trata-se do tenue limite entre o que é engraçado e o que é ofensivo pura e simplesmente. Alguém me disse que, ao brincar com Wanessa, ele errou a velha piada do cúmulo da pontaria. Sim, porque nem piada não foi, porque não teve graça. Nada pode condenar mais um comediante do que não ter graça.A última foi uma grosseria contra uma repórter que questionou sua piadas que teria feito durante um show: “Chupa o meu grosso e vascularizado cacete”:
Rafinha talvez ache que siga a linhagem de Lenny Bruce e Andy Kaufman, mas na verdade acabou caindo no estereótipo do gaúcho grosso imortalizado por Luis Fernando Verissimo. Ou seja, o Humorista de Bagé.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A morte de Steve Jobs


Poucas notícias de falecimento me chocaram tanto nos últimos anos, seja pela precocidade - 56 anos - como pela relevância. Steve Jobs é o Thomas Alva Edson da virada do século XX para o XXI.. Só que ao contrário daquele ganancioso inventor, ele não criou praticamente nada, mas enxergou o futuro como ninguém fez, nem mesmo sua nemesis - e posteriormente aliado - Bill Gates.
Jobs era amigo de Steve Wozniak quando este criou o primeiro microcomputador amigável. Mas foi a visão de  Jobs, filho da contracultura, que deu origem à Apple. Foi ele que viu o potencial dos computadores pessoais, que eram desprezados pela IBM. Foi ele que viu o potencial do mouse, uma invenção patenteada pela Xerox, que a cedeu por praticamente nada a ele, já que estava preocupada somente em alugar máquinas de fotocópias. Todo mundo sabe que o Macintosh foi a primeira interface gráfica bem sucedida, que usava "janelas", depois copiado por Gates numa adaptação de seu DOS, batizado como... Windows. Quando a Apple estava se transformando numa corporação, contratou um gestor profissional, John Sculley, que acabou demitindo-o da sua própria empresa. A essa altura, ele já era um herói na cultura popular americana e mundial, mas ainda estava na metade de suas realizações de visionário.
Cheio grana mas sem ter o que fazer, durante os anos em que esteve afastado da Apple, acabou comprando a divisão de animação digital da Industrial Magic & Light, a famosa empresa de efeitos especiais fundada por George Lucas, e a rebatizou de Pixar. O que veio depois é história.
O telefilme Piratas do Vale do Silício (1999), começa com a filmagem da famosa propaganda da Apple usando 1984, de George Orwell, e acaba na imagem de Jobs voltando a Apple e Bill Gates aparecendo num telão com o Big Brother após comprar parte das ações da empresa da maçã. Parecia que o dono da Microsoft tinha vencido a guerra á quela altura, mas o novo século ainda nem havia começado. Sob sua nova liderança, o iMac tornou-se objeto de desejo dos nerds, mas seu próximo grande passo alcançaria um público muito maior que os usuários de computador: o iPod, que ajudaria a  mudar as relações entre consumidores e produtores de música ainda mais que o lançamento do walkman da Sony nos naos 80. En seguida, novamente sob sua supervisão pessoal, foi lançado o iPhone, o celular-computador-máquina fotográfica-music player que tornou a concorrencia subitamente obsoleta.
A última revolução foi o iPad, que consolidou o conceito de tablet e que fez seus concorrentes se unirem para tentar derrubá-lo. Infelizmente, à essa altura a doença já estava consumindo seu irriquieto organismo, levando-o a se demitir da Apple ainda este ano.
Se Mark Zuckerberg mereceu um ótimo A Rede Social, certamente Steve Jobs merece uma cinebiografia que faça jus ao que representou ao mundo desde o final dos anos 70, quando a Apple praticamente inventou o conceito de computador pessoal. No mínimo sua morte merece um episódio de The Big Bang Theory, mesmo que ele esteja em 99o na lista dos 100 mais de Sheldon...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

População informada e atuante pode mudar as coisas (publicado na Tribuna de sábado)

• “Conserto” prometido pelo prefeito demonstra poder de mobilização da comunidade

Inutil paisagem Obelisco deve ser reconstrúido em local próximo ao original
Não pretendia retornar ao assunto, mas já que o prefeito Reinaldo Nogueira resolveu consertar o erro, retomamos o assunto. Para quem não sabe, em entrevista na última quarta-feira à Rádio Jornal – em cujos estúdios ele se sente cada vez mais “em casa” – nosso alcaide reconheceu que houve um erro e que vai reconstruir o obelisco da rotatória do “Telhadão” em local próximo. A informação foi confirmada pela Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura. Lógico que ele não citou a Tribuna de Indaiá em sua fala, mas é inegável que o barulho provocado pelo jornal acendeu o debate que pegou fogo pela internet, principalmente no Facebook, onde surgiu uma nova comunidade, Indaiatuba Ativa, criado na segunda-feira e que até quinta-feira já tinha 278 membros.
A exemplo do Doutor Hélio, quando quis desqualificar a votação do seu impeachment, o prefeito Reinaldo Nogueira disse que a movimentação em torno do assunto era “política”. Ora, mas certamente que é. Tudo o que se refere a vida da cidade é política, ou  “arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). Nos regimes democráticos, a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância.”
Então, quando cidadãos protestam e debatem assuntos relativos a nossa cidade é sempre política, independente de partidos. O fenômeno internet permite que as mobilizações aconteçam em tempo muito curto e que os assuntos repercutam em tempo real. Mas ainda assim, um “empurrãozinho” das mídias tradicionais são necessárias, como se vê nesse caso e no impeachment do Doutor Hélio.
O prefeito de Campinas caiu nem tanto por conta da mobilização de seus opositores, mas pela indignação dos cidadãos diante da gravidade das denúncias do Ministétrio Público, suficientes para que a Justiça decretasse prisão temporária de vários denunciados, inclusive do vice-prefeito Demétrio Vilagra, atualmente no comando do Executivo. Tudo com uma cobertura histórica dos meios de comunicação, principalmente da EPTV, que mudou a habitual pauta “água com açucar” de seu telejornal vespertino para bombardear o espectador diariamente com repercussão do caso ou com novas denúncias. Mesmo que nada ligasse diretamente o nome de Hélio de Oliveira Santos aos escândalo da Sanasa, o envolvimento de sua esposa, tida como chefe da quadrilha, provocou o seu impeachment. “Não basta à mulher de César ser honesta, ela tem que parecer honesta.”
Em Indaiatuba, a destruição do obelisco é um elemento a mais dentro diversos outros assuntos, como o muro milionário da Câmara erguido por empresas fantasmas e a desapropriação pelo Município de terreno do próprio prefeito – tudo denunciado e apurado pela imprensa – , que vem causando uma crescente indignação pública manifestada na internet. A reconstrução do monumento é, certamente, uma vitória da mobilização pública apartidária em conjunto com a mídia. Mas ela não deve ficar restrita a isso. A luta para contruir a cidade que sonhamos, mais humana, mais segura, com maior transparência, passa pela informação, discussão e ação.
PS: fora o custo da reconstrução que vai recair sobre os impostos que todos pagamos, não vejo nada de errado na reconstrução, já que se trata de um projeto do artista José Paulo Ifanger e não uma escultura. Da mesma forma, a manutenção do muro de taipa do Pau Preto, que na verdade ruiu há muitos anos atrás, também é importante pela questão simbólica. No Japão, o Templo de Ise, erguido em madeira há 1.500 anos e que é reconstruído a cada 20 anos seguindo o projeto e método originais. Então, há mais antiga estrutura civil da cidade merece ser também ser preservada pelo mesmo método, como testemunha de nossas origens.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Brasil e Argentina nem sempre foi assim

O programa Bate-Bola da ESPN fala sobre a rivalidade Brasil e Argentina e o PVC lembra que em 1974, no primeiro confronto entre as duas seleções em Copa do Mundo, o peso das duas camisas era muito diferente. Enquanto o Brasil havia se consagrado tricampeão mundia el 1970, los hermanos sequer haviam se classificado para o México. Apesar da contabilidade nos confrontos diretos na época ser francamente favorável aos argentinos, nos Mundiais pós-1950, a participação portenha era ridícula, com frequentes vexames. O grande rival sulamericano do Brasil era o Uruguai, graças ao fantasma do Maracanazzo e de uma dificil semifinal em 1970.
Àquela altura, no início dos anos 70, apenas fósseis que se lembravam do domínio argentino no futebol continental, anos de La Máquina do River Plate, levavam eles a séria. Nós, então garotos, no perguntávamos, mas porque tanto respeito com a Argentina. Mesmo o titulo de 1978 - na marra - não fez com que levássemos o país vizinho a sério. Mesmo com o aparecimento de Maradona, levamos vantagem nos primeiros confrontos contra eles, até 1986. Aí, podemos dizer, os argentinos recuperaram o prestígio internacional e começou, de fato, uma nova fase da rivalidade com o Brasil (na época eles foram bi e nós éramos tri).
Nas minhas memórias de garoto crescido em pleno Regime Militar, também não registrei a animosidade contra os argentinos como vemos na mídia hoje em dia. Sabíamos que as Forças Armadas Brasileiras faziam habitualmente jogos de guerra em cenários contra a Argentina, e que Itaipu era vista por ambos os lados como potencial instrumento bélico (dizem que se as comportas da hidrelétrica forem todas abertas de uma só vez, Buenos Aires ficará debaixo d'água). Mas nos jornais e na TV, não se explorava essa rivalidade, talvez desestimulada pelos próprios militares, temendo criar constrangimentos com seus parceiros de Operação Condor.
Hoje em dia, a competição entre os países já extrapolou para outros esportes, para a economia,  e outros setores. Mas, por outro lado, buscamos conhecer mais a riqueza cultural e o melhor que o país vizinho tem a oferecer, o que não acontecia nos anos de chumbo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Reflexões sobre uma cidade que desaparece aos poucos

Marcos Kimura
Publicado na Tribuna de Indaiá de 10/09/2011

E se fosse um desses marcos a ser demolido? A indiferença seria a mesma?

Quando o antigo prédio da Prefeitura foi vendido para virar uma loja comercial, diziam que ele não tinha valor histórico porque tinha apenas algumas décadas de existência. Bom, com esse raciocínio, nada chegará a ser  centenário em Indaiatuba, já que tudo vai para o chão sem nenhuma cerimônia, em nome de um suposto progresso.
A última vítima foi o obelisco da rotatória do “Telhadão”, de autoria daquele que talvez seja nosso maior artista plástico, José Paulo Ifanger. A Prefeitura enviou por escrito a informação de que “Solicitou uma avaliação por parte da Fundação Pró-Memória, que concluiu que a remoção e transporte do monumento da rotatória da Avenida Conceição para outro local na cidade despenderia de alto custo, por isso não foi feito”. O presidente da fundação, Antônio Reginaldo Geiss, se sabia disso, moitou para a imprensa e para os conselheiros. Já não bastasse os imóveis particulares de interesse histórico serem derrubados ou deformados por falta de qualquer regularização, agora os próprios bens do patromônio público desaparecem sem que haja qualquer discussão com a sociedade. E a entidade que supostamente deveria centralizar esse tipo de discussão – já que mantém um Conselho de Preservação – deu luz verde. E se fosse um dos marcos do Rotary ou do Lions Clube que ornamentam algumas praças e rotatórias, a atitude seria a mesma?
Outro obelisco da cidade viveu uma epopeia, descrita num opúsculo do arquiteto Fernando Martins Gomes, que sequer era daqui, mas se interessou pela história. Em 1930, o prefeito Major Alfredo Camargo da Fonseca encomendou o Hino Indaiatubano para comemorar o centenário da cidade e também mandou erguer um monumento comemorativo na Praça da Matriz. Depois que ele deixou o poder, seu inimigo político eleito prefeito, Scyllas Leite Sampaio, mandou retirar o obelisco, que foi levado para um depósito e depois teve diversos destinos ao longo dos anos, até ser recolocado no seu lugar original. A placa comemorativa, recuperada pelo próprio presidente da Fundação Pró-Memória, Antônio Reginaldo Geiss, foi recolocada no monumento. Sem seu pedestal original e com uma placa adicional que marca a reforma da Praça Leonor Barros Camargo pela administração Reinaldo Nogueira, não é tão imponente quando de sua inauguração e virou monumento multiuso. Ainda assim, o velho bloco de granito está lá, ao contrário da obra de José Paulo Ifanger, erguida pelo então prefeito José Carlos Tonin para celebrar a inauguraçãoda Avenida Conceição, destruída para sempre.
Quando a Fundação Pró-Memória completou 10 anos, houve celebração na Sala Acrísio de Camargo, na qual o prefeito Reinaldo Nogueria, na época em seu segundo mandato, discursou. Ele falou da saudade que tinha dos velhos prédios do entorno da Praça da Candelária, e que tinham desaparecido. Pensei: Peraí! Quase todos tinham ido abaixo durante a administração dele! Então porque não tomou nenhuma atitude? Ah, a administração pública não tem instrumentos para impedir a demolição de imóveis particulares. Mas também não os tem para reprimir invasões de terrenos privados, mas o faz com rapidez exemplar. Ou seja, é uma questão de vontade política.
Na vizinha Campinas, a demolição do Teatro Municipal por conta da ampliação da Avenida Francisco Glicério gera debates apaixonados até hoje. Muitos contestam o laudo da prefeitura que alegou falta de condições do prédio de resistir às obras do entorno, e apontam o equívoco que foi e é o Castro Mendes, que o substituiu, e atualmente se encontra em estado de reforma eterna. Aqui, tivemos um Paço Municipal, que reunia Prefeitura, Câmara Municipal e Cadeia, no meio da Praça Prudente de Moraes até os anos 60, quando os poderes Executivo e Legislativo se mudaram para a Brasilinha, como o Paço da Rua Cerqueira César foi chamado. Os dois prédios poderiam ter sido aproveitados como equipamento público, mas os mandatários da vez preferiram demolir um e vender o outro. A atual Prefeitura, erguida sob a justificativa de poder reunir toda a adminisração num só lugar, com menos de dez anos de existência já será reformada por não conseguir mais abrigar o funcionalismo público que ali trabalha. Vai dar conta dos próximos 10 anos? Orgulhoso cartão-postal do governo Reinaldo Nogueira, quem garante que, no futuro, outro prefeito não decida vendê-lo para que ele vire um shopping center? Com o que, aliás, o prédio se parece bastante.