quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

As heroínas mais mortais (fodásticas) do cinema

Assisti "Kickass 2" e mais um show da Chloe Grace Moritz como a Hitgirl. Eu diria que ela encarava a Noiva da Uma Thurman em "Kill Bill" de igual para igual. E nesta sexta, ela assume "Carrie, a estranha", papel que tornou Sissy Spacek uma estrela. Inspirado nessas moças que não levam desaforo para a casa, resolvi voltar com minhas listas de cinema (veja aqui, aqui e aqui) com As Mulheres mais mortais do cinema. Vamos a elas.


1 - A Noiva, ou Beatrix Kiddo, de "Kill Bill" (Uma Thurman, 2003/2004)). A personagem criada por Quentin Tarantino e por sua musa Uma Thurman surgiu na verdade de uma história de "Pulp Fiction". Nesse filme, Uma é a mulher de um traficante, ex-aspirante a atriz que chegou a estrelar um piloto de um seriado sobre uma equipe de espiãs, em que cada integrante era especialista em uma forma de matar. Na primeira parte, Beatrix Kiddo (nome verdadeiro da personagem, que também é conhecida como Black Mamba), massacra uma quadrilha de yakuzás num festival de sangue digno dos melhores "chambara" (como eram conhecidos os filmes de samurais), culminando no belíssimo duelo contra O-Ren Ishii (Luci Liu, a melhor vilã do díptico). No segundo, Tarantino homenageia os filmes de kung fu, destacando o cruel aprendizado com o mestre Pai-Mei (Gordon Liu) que não apenas ajuda a heroína escapar do caixão onde foi enterrada viva como também lhe dá a arma para matar Bill (Keith Carradine), que é a razão de ser do filme desde o título. The Bride rules!


Hit Girl: de ninja infantil a ninfeta fatal
2 - Hit Girl, ou Mindy Macread, de "Kickass" (Chloe Grace Moritz, 2010/2013). A garotinha enfezada do primeiro filme deu lugar a uma ninfeta capaz de usas suas habilidades ninja tanto para combater o crime como sobreviver ao sistema de castas do high school, o maior trauma da vida dos americanos em geral. Chloe Grace Moritz foi revelada nesse papel, que a credenciou para grandes produções como "A Invenção de Hugo Cabret", "Deixe-me entrar", "Sombras da Noite" e para o vestibular para o estrelato na próxima versão de "Carrie". Lembrando que, se a personagem de Stephen King colocou Sissy Spacek no mapa, fez Emily Bergl despontar para o anonimato em "A Maldição de Carrie". Boa sorte, Chloe.


Angelina Jolie no auge da boa forma como Lara Croft
2 - Lara Croft em "Lara Croft: Tomb Rider" (Angelina Jolie, 2001). Tudo fazia crer que as mulheres iriam quebrar o monopólio masculino de action heros estelares de Hollywood. Um ano antes, Cameron Diaz, Drew Barrymore e Luci Liu haviam emplacado "As Panteras" exibindo charme, adrenalina e humor como as detetives comandadas pelo misterioso Charlie. Angelina então encarnou a heroína dos videogames com propriedade e credibilidade com ótima atuação física e todas as caras e bocas (e que boca!) a que tinha direito. Mas, então, o que aconteceu? Duas sequencias meia-boca (por isso estou ignorando "A Origem da Vida") se seguiram, enterraram as duas franquias e o que parecia ser o nascimento de um novo subgênero. Angelina ainda tentou em "Capitão Sky e o Mundo do Amanhã" - praticamente uma ponta - ; "Senhor e Senhora Smith" - mas dividindo a cena com o futuro marido - ; "O Procurado" - como ama seca do protagonista James MacAvoy - e "Salt" - um voo solo mal-sucedido, que ela vai tentar ressuscitar numa sequencia.


Viúva Negra invadindo o QG do vilão de Homem de Ferro 2
3 - Viúva Negra, ou Natasha Romanova, em "Homem de Ferro 2" e "Os Vingadores" (Scarlett Johansson, 2010/2012). Não muito maior que a Hit Girl em 2010 (na verdade, Chloe Nicole Moritz é até mais alta que ela atualmente), ninguém diria que Scarlett Johansson teria physique du role para uma super-heroína. Mas ela surpreendeu todo mundo nocauteando um pelotão de capangas em "Homem de Ferro 2" e encarando, nada mais, nada menos, que o Hulk em "Os Vingadores". Graças a Bourne (e ao MMA), não parece tão irreal que uma garota de 1,60 m de conta de caras muito maiores. E Scarlett sempre parece perigosa. 


Milla Jovovich armada até os dentes para combater os zumbis
4 - Alice da franquia "Resident Evil" (Milla Jovovich, 2002 a 2012). Em termos de longevidade, não há dúvida que esta é a heroína de ação mais bem sucedida. Cinco longas lançados mais um anunciado para o ano que vem colocariam a Alice de Milla Jovovich no topo da categoria. Colocaria, porque a franquia originada de um videogame não tem qualquer preocupação com coerência, mesmo para um tipo de filme  que não leva esse tipo de coisa muito em consideração. No começo ela era uma garota no lugar e hora erradas, depois, cobaia da grande corporação que destruiu o mundo, mais à frente, um ser superpoderoso que lidera uma legião de clones, aí ela perde os poderes e os clones... Na verdade, seria possível prosseguir a franquia com outros personagens dos games (Jill Valentine, a heroína original, virou figurante no cinema), mas Milla é casada com o diretor - e depois produtor executivo - da série, Paul W.S. Anderson. É um porto seguro para a atriz, cuja carreira começou ainda na puberdade no sexploitation "De volta á Lagoa Azul", decolou em "O Quinto Elemento" (com outro diretor-marido, Luc Besson) e se estabilizou no emprego fixo de "Resident Evil". Até trabalhos fora da franquia se parecem com este, como "Ultravioleta".


5 - Nikita, de "Nikita - Criada para matar" (Annie Paurillaud, 1990). A personagem criada por Luc Besson já foi vivida por quatro atrizes - Anne Paurilaud e Bridget Fonda no cinema; Peta Wilson e Maggie Q na TV - mas é a francesa Anne que causou impacto no longa original. O papel da junkie condenada à morte por causa de um assalto que termina em mortes e recrutada por uma agência governamental para ser a assassina perfeita  lhe deu o Cesar, o Oscar francês, Ela fez aulas de judo por três meses antes das filmagens e superou a aversão por armas de fogo, dizendo que parecia que um demônio tomava conta dela ao encarnar Nikita no set. Uma revolução em termos de papéis femininos no cinema.

6 - Mulher-Gato, ou Selina Kyle, de "Batman -  Cavaleiro das Trevas Ressurge" (Anne Hathaway, 2012). Anne Hathaway vai se lembrar de 2012 muito provavelmente por causa de seu Oscar de Atriz Coadjuvante por "Les Miserables". Mas para milhões de nerds, ela será a atriz que resgatou a Mulher-Gato da hecatombe que foi o longa estrelado por Halle Berry. Com sua cara de princesa (não é à toa que seu primeiro filme foi "Diário da Princesa") e corpo muito mais para Julie Newmar que para Michelle Pfeiffer, ela remete à Selina Kyle esboçada por Frank Miller em "Batman: Ano Um" (A "namorada" foi sugerida, mas a prostituição foi totalmente eliminada), mas se integra a visão dos irmãos Nolan de Gotham City e Batman. Após as duas Rachel Dawes dos filmes anteriores muito sem graça, Anne Hathaway surge como interesse um romântico convincente a um amargo Bruce Wayne. Para concorrer com ela, tinham mesmo que escalar alguém do nível de Marion Cotillard,a grande surpresa de "O Cavaleiro das Trevas Ressurge".


Jennifer Garner com suas adagas Sai em "Demolidor"
6 - Elektra de "Demolidor, o Home sem Medo" (Jennifer Garner, 2003). À exceção do prólogo, que parece tirado das páginas de Frank Miller, o filme-solo da ninja não merece menção. Mas no detestado filme do Homem sem Medo e principal razão por todos temerem a escalação de Ben Affleck com novo Batman, a Elektra de Jennifer Garner é um das poucas coisas boas. Vindo do seriado "Alias", onde sobravam cenas de ação, ela mostra muito melhor forma nas lutas que o protagonista e futuro marido. A sequencia de sua luta com o Mercenário (melhor papel mainstream de Colin Farrell) é ipsis literis a que foi desenhada pelo mestre Miller. Então, como não gostar? Pena que a chance da personagem decolar foi abortada - novamente - num segundo filme.


7 - Selene da série "Anjos da Noite" (Kate Beckinsale, 2003 a 2012). Kate Beckinsale, uma das atrizes mais bonitas de Hollywood (não que as citadas acima não o sejam, muito pelo contrário), começou sua carreira cinematográfica - quem diria - com Shakespeare. Foi em "Muito Barulho por Nada" adaptação da comédia do Bardo por Kenneth Branagh. Dez anos depois ela vestiria a capa da vampira que se apaixona por um inimigo milenar, um lobisomem. Praticamente um Romeu e Julieta dos personagens de terror. Curiosamente, a situação de "Resident Evil" se repete: a estrela e o diretor - depois produtor - se apaixonaram durante as filmagens e se casaram.






A vampira sexy Kate Beckinsale





Dream team de mulheres bonitas e duronas num filme de 2a divisão
9 - As garotas de D.O.A. (Jaime Pressly, Holly Valance, Devon Aoki, Sarah Carter e Natassia Malthe, 2006). A produção de baixo orçamento tinha tudo para ser um sucesso entre os adolescentes: tinha belas garotas de biquini lutando entre si e dando porrada em marmanjos e era baseado em um videogame de sucesso. Por que não deu certo? Faltou cinema. As boas cenas de ação não se conectam, os personagens são muito bobos e as interpretações canastronicas até para seu público-alvo. No elenco, Jaime Pressly, mais conhecida pela TV, que usa sua formação de bailarina; Devon Aoki, modelo que já havia feito uma espadachim mortal em "Sin City"; Nastassia Malthe, que foi a vilã Typhoid no desastre "Elektra"; Holly Valance, que trabalhou em "Busca Implacável" e Sarah Carter, do seriado "Falling Skies". Mas o melhor do filme pode ser visto neste teaser, com a piada da imagem acima. Ótimo, mas não tem nada a ver com o resto filme.



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