domingo, 30 de maio de 2010

Nada mais importa

copa-do-mundo-2010-planetaboleiros
Esse é o slogan da ESPN para a Copa do Mundo. E, de fato, em junho, nada mais importa. A decisão da Champions League foi o último momento relevante do futebol pré-África do Sul. O Campeonato Brasileiro ora em andamento é um pobre aperitivo e os times que a disputam nem serão os mesmo depois da Copa. Todos os olhares se voltam para  terra de Nelson Mandela.
A Copa do Mundo não é para qualquer um. Apenas sete seleções a venceram: o Brasil cinco vezes (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), a Itália quatro (1934, 1938, 1982 e 2006), Alemanha tres (1954, 1974 e 1990), Uruguais (1930 e 1950) e Argentina duas (1978 e 1986), Inglaterra (1966) e França (1998) uma cada. Até o clube dos vices que nunca chegaram lá é pequeno: Tchecoslováquia (1934 e 1962), Hungria (1938 e 1954), Holanda (1974 e 1978) e Suécia (1958).
O Brasil é a única superpotencia do futebol que foi a todas as Copas, a única que nunca foi derrotada por timeco e a a única que venceu fora de seu continente (seja lá quem for o campeão deste ano, deve quebrar esta exclusividade brasileira).
A Alemanha nunca perdeu uma disputa de penaltis em Copa, mas perdeu todas as partidas contra a Itália e a única para o Brasil. A única disputa de penaltis que a Itália venceu foi na final da última Copa, contra a França. O Brasil venceu a itália em duas finais, 1970 e 1994, ganhou uma disputa de terceiro lugar em 1978, mas perdeu nas duas vezes em que cruzou com a Azzurra nos mata-mata (1938 e 1982). Só vencemos a França uma vez, na semifinal de 58, depois disso, perdemos todas (86, 98 e 2006).  O retrospecto contra a Argentina nos é favorável: duas vitórias (74 e 82), um empate (78) e uma derrota (90). Contra uruguaios, uma vitória para cada lado, mas a a deles foi o nunca superado Maracanazzo de 1950.
A Inglaterra só venceu a Alemanha na polemica final de 66, com o gol que não entrou. Depois disso, foi eliminada pelos germanicos todas as vezes em que se cruzaram. Os ingleses, inventores do futebol, consideram os alemães seus grandes rivais, seguidos pela Argentina. Por que? Por causa das duas vezes em que se cruzaram: em 1966, numa partida disputada às botinadas, que resultou na invenção dos cartões vermelhos e amarelos na Copa seguinte por causa da expulsão de Rattin, que fez que não entendia o juiz e se recusou a sair de campo. A segunda, quase todo mundo se lembra. Foi o jogo de La Mano de Diós e do gol mais bonito das copas, ambos marcado por Diego Armando Maradona.
Falando em jogadores, Pelé, como todos sabem, foi o único a ser campeão tres vezes. Cafu é o unico a disputar tres finais. Ronaldo é o maior artilheiro das Copas, com 15 gols, mas o maior em uma única edição foi o frances Just Fontaine, com 13 tentos em 1958. O goleiro mexicano Antonio Carbajal e meia alemão Lothar Matthäus foram os únicos a participar de cinco torneios, mas o segundo jogou mais partidas e foi campeão. Paolo Maldini foi quem jogou mais tempo – em minutos – nas Copas, mas nunca venceu. 
Na primeira Copa na Ásia, em 2002, a coanfitriã Coréia do Sul conseguiu ser a primeira semifinalista do continente. A África, que recebe a competição pela primeira vez, tem jogadores superiores, mas nunca chegaram à quartas. Será a vez de um dos países do continente ir mais adiante? A taça ficará com um dos Sete Campeões ou alguém vai conseguir entrar no clube exclusivo? Holanda ou Espanha são boas apostas. A Champions League foi decidida por Inter de Milão e Bayern de Munique, duas equipes que tem holandeses como jogadores decisivos: Sneijder pelos italianos e Robben pelos alemães. Fez uma campanha invicta nas eliminatórias, sendo os primeiros europeus a garantirem passagem para a Áfric do Sul. A Espanha chega à Copa pela primeira vez com chances reais de vence-la. Tem um timaço que joga bonito e já ganhou a última Eurocopa. A surpreendente derrota para os EUA na Copa das Confederações pode ter servido de lição, e a Fúria pode chegar à África do Sul mais focada. Se o torneio fosse na Europa, eu colocava minhas fichas nela.
O mais provável entretanto, é que um dos sócios do Clube do Sete leve. Bom, dos seis, já que o Uruguai não impressiona nem tem time há muito tempo. Dessas, o Brasil é que chega com melhor retrospecto, mas a escalação não entusiasma o torcedor. A equipe joga bem no contra-ataque, mas tem dificuldades contra retrancas. E depende muito de Kaká, que não está bem. A Argentina, por outro lado, tem os melhores atacantes do momento, mas ainda não fez uma sequencia boa como equipe. Esnobar Cambiasso, um volante raro, pode não ter sido uma boa idéia. A Alemanha chega sem Ballack, um grande desfalque para quem não tem um grande elenco. Mas a Alemanha é sempre a Alemanha. A Itália também não chega a ter uma equipe temível, e não tem pinta de ser bi pela segunda vez. A França anda com problemas, mas tem elenco, ainda que meio envelhecido. A Inglaterra tem um bom time também, mas vive problemas internos sérios. Vai depender muito de Rooney.
Enfim, o dia 11 está aí e  a gente mal pode esperar para a bola rolar. Que vença o melhor… desde que seja o Brasil!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Rock'n roll!


Quem gosta do bom e verdadeiro rock, não pode perder a festa O Tempo Não Para, que trará de volta os sucessos de Creedence, Pink Floyd, Legião Urbana, entre outros ícones dos anos 70, 80 e 90. O evento está marcado para acontecer neste sábado, dia 29, no João Coragem, com a participação da banda Santo Remédio e outras atrações musicais.

O grupo indaiatubano acaba de lançar uma música de composição própria Oásis - uma balada inspirada no livro de Paulo Coelho, O Alquimista, composta por Gil Foschiani e Sérgio Duarte Matheus. A canção já ganhou festivais locais e em breve estará tocando nas rádios de todo o interior paulista. Quem quiser conferir Oásis é só acessar o clip da música no Youtube.

O Santo Remédio iniciou seu trabalho musical em 2007, desenvolvendo durante seis meses a roupagem das músicas. O diferencial da banda é a sua composição, que traz quatro grandes músicos da cidade, Maurício Martins (baixo, violões e vocal), Eduardo Previatto (vocal), Gil Foschiani (guitarra, violões e vocal) e Oscar Segóvia (bateria), que colocam em prática, ao vivo, toda a sua bagagem e experiências nas letras de Queen, Creedence, Pink Floyd, Pearl Jam, Coldplay, Legião Urbana, Capital Inicial, Cazuza, Ira, entre outros ícones do rock.

SERVIÇO

Festa: O Tempo Não Para

Atração musical: Santo Remédio, DNA, 600ml e DJs

Data: 29/05/2010

Ingressos: R$ 15 (homem) e R$ 10 (mulher)

Local: João Coragem

Informações: 3875-1055

terça-feira, 25 de maio de 2010

Rir é o melhor (único?) remédio

Para quem não viu...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

E eu que achava a política brasileira uma piada

Leia post do blog de Ariel Palácios sobre as festividades do bicentenário da Argentina aqui.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Amanhã tem Virada em Indaiatuba!

VIRADA CULTURAL 2010

CONCHA ACÚSTICA DO PARQUE ECOLÓGICO

Dia 22 às 18h30 : DJ SAYER [MÚSICA]

Natural de Marília, Sayer é um DJ extremamente experiente. Influenciado no início do trabalho pela acid house, leva à pista uma verdadeira viagem musical, passeando dentro das tendências da house music e flertando sempre com o techno e o tech house. O resultado é um set totalmente energético e dançante, com destaque para sua técnica apurada nas mixagens

Dia 22 às 19h : TINHO ( INTERVENÇÃO DE GRAFFITI)

Walter Tada Nomura ou simplesmente Tinho, 34 anos, cresceu na periferia onde conheceu o skate e o movimento punk. Andava de skate e pixava paredes até se iniciar no graffiti, movimento que ele ajudou a desenvolver no Brasil, Argentina e Chile, sendo parte da primeira geração de grafiteiros nesses 3 países.

Neste ano, Tinho faz parte de uma exposicao coletiva em Londres, na Embaixada Brasileira e uma exposicao solo na galeria O Contemporary, em Londres – UK.

Dia 22 às 19h30 : MACACO BONG [MÚSICA]

O trio de Cuiabá faz um rock moderno e contagiante, que veio para agradar em cheio a quem esperava por novidades na música brasileira. As canções são instrumentais e, mesmo sem letra, Bruno Kayapy, Ynaiã Benthroldo e Ney Hugo conseguem passar seu recado ao público, que se entrega ao ritmo acelerado e envolvente.

Dia 22 às 20h30 , 22h e 23h30 : ARRASTÃO MUSICAL – BATUNTÃ [MÚSICA]

Espetáculo musical de rua inspirado nos desfiles dos blocos e cortejos populares. O grupo apresenta ritmos como maracatu, samba-reggae, baião e funk, convidando o público a acompanhá-lo no percurso. Toda essa festa é comandada pela figura do mestre do apito.

Dia 22 às 21h : REVERENDO KARABINA [MÚSICA]

A banda aposta em um rock moderno, radical e pesado, com versões turbinadas de clássicos nacionais e composições próprias. O grupo, formado por Campa (vocal), Mauro Tzero (bateria), Pé (guitarra), Thiago (baixo), Clayton Santiago (guitarra) e Nic Boombox (DJ), foi o grande vencedor do Festival de Rock de Indaiatuba no ano de 2009.

Dia 22 às 22h30 : VÊNUS VOLTS [MÚSICA]

Banda indie da cidade de Campinas, criada em 2002, tem inspiração em influências do rock inglês dos anos 80 ao final da era grunge. As letras – sempre em inglês - misturam vocais femininos e masculinos apoiados por uma base experimental compacta. Os integrantes Pellê, Du, Dinho e Trinity fazem um som cheio de energia, com traços alternativos de punk e distorções e ainda arrumam espaço para outras referências fora do universo rock.

Dia 22 às 0h : PITTY [MÚSICA]

A roqueira apresenta o show de seu novo trabalho, “Chiaroscuro”, um dos lançamentos mais aguardados de 2009. Ainda que o rock seja predominante, há diversas influências como soul, tango, bolero e até música erudita. Além do vocal forte e preciso que já conhecemos, Pitty prova seu amadurecimento também como compositora, com letras sobre fatos do cotidiano e sentimentos íntimos das pessoas vistos por outros ângulos. No repertório, novidades como “Desconcertando Amélia” e “Fracasso”, além do sucesso “Me Adora

Dia 23 às 1h30 : DJ SAYER [MÚSICA]

Dia 23 às 14h: CHORO DAS 3 [MÚSICA]

O grupo é composto pelas irmãs Corina (flauta), Lia (violão) e Elisa (bandolim) e pelo pai, Eduardo (pandeiro). A família se dedica a resgatar e divulgar o choro, autêntico gênero musical brasileiro. O primeiro CD, Meu Brasil Brasileiro consagrou o trabalho que garantiu ao Choro das 3 o prêmio de Melhor Grupo de Música Popular de 2008 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Dia 23 às 15h e 16h30: RISOTERAPEUTAS COM FUSCALHAÇO [INTERVENÇÃO / CIRCO]

Dr. Chu Estrovenga e Dr. Delfino Petrúcio circularão pelas ruas da cidade na Virada Cultural Paulista "curando" quem precise: pessoas de todas as idades; semáforos; cães com e sem coleira; guias rebaixadas de calçada e/ou outros. Os doutores estarão a bordo do Fuscalhaço, um consultório ambulante, brilhante e musical,que funciona
à base de gasolina e empurrão. Assim, só rindo mesmo!

Dia 23 às 15h30 : BRASOV [MÚSICA]

Inovadora, a banda desafia o repertório do público, misturando ritmos já familiares aos brasileiros, como rock, samba e jazz a sonoridades do leste europeu, com ênfase na música cigana. O show é uma animada viagem no tempo e no espaço, que traz, além das criativas canções de autoria própria, versões de sucessos de Fábio Jr. e Roberto Carlos.

Dia 23 às 17h : BEBEL GILBERTO [MÚSICA]

A cantora faz uma bossa bem brasileira, cantada em voz doce, mas povoada de referências eletrônicas modernas. A fórmula a tornou referência no Brasil e no exterior, onde tem músicas incluídas em trilhas sonoras de filmes e séries de TV. Com o álbum “All in One”, Bebel reafirma a identidade abrangente de seu trabalho, que, além de canções inéditas, traz novas versões para sucessos como “Chica Chica Boom Chic”, de Carmen Miranda, e “Bim Bom”, composta e gravada por seu pai, o mestre João Gilberto.


PALCO INTERNO SALA ACRÍSIO

Dia 22 às 18h : JAZZ SINFÔNICA [MÚSICA]

Orquestra singular por sua formação sinfônica acrescida de uma big-band, a Jazz Sinfônica explora domínios musicais pouco conhecidos. É incomparável no dinamismo das composições, adaptações e arranjos especialmente criados, que constituem a preciosidade de seu acervo de partituras.

Dia 22 às 20h , 22h e 0h : NAMACAKA [Intervenção/ circo]

E NÓIS NA XITA: Espetáculo infanto-juvenil que recorre intensivamente ao humor; descontraído, dinâmico e cheio de variedades e atrações, mostra em 45 minutos o convívio entre três personagens: os palhaços Cara de Pau, Montanha e Cafi, que disputam os aplausos do público, aceitando os próprios equívocos como fonte de inspiração e improvisação.

Dia 22 às 20h30 : O HOMEM INESPERADO [TEATRO]

Uma comédia romântica que trata do amor, amizade, trabalho, desejos e encontros.

Esses são os temas abordados pela autora francesa Yasmina Reza na peça O Homem Inesperado. Nicette (Marta) é fã incondicional dos livros de Paulo (Paul Brodsky). Uma viagem inesquecível com um desfecho inesperado!

Dia 22 às 23h : MÔNICA SALMASO, TECO CARDOSO E NELSON AYRES [MÚSICA]

Aproveitando a formação erudita e jazzística dos músicos Nelson Ayres e Teco Cardoso e a curiosidade do trio pela música brasileira em geral, o repertório reune obras de Villa-Lobos, valsas do começo do século passado (repertório de Orlando Silva), sambas escondidos e músicas líricas de Tom Jobim. Fala muito do Brasil, de maneira elegante, mas também divertida.

Dia 23 às 02h : BERLAN E BANDA LARGA [MÚSICA]

Os músicos fazem uma apoteótica performance, que faz o público se divertir ao lema de “pense e dance”. Com atitude irreverente, subvertem vários estilos musicais por meio do humor e das letras inusitadas. Valendo-se de uma voz potente e presença marcante, Berlan improvisa e seduz. Completam a banda o guitarrista Mica Farina, o baixista San Paixão e o baterista Caio Colorado.

Dia 23 às 03h30 : STAND UP – FÁBIO PORCHAT [STAND-UP]

Uma das grandes revelações do humor brasileiro, o ator Fábio Porchat, paulista radicado no Rio de Janeiro, é integrante do grupo carioca Comédia em Pé. Atualmente, é contratado pela Globo como ator e roteirista do programa Zorra Total. Escreveu e interpretou as peças “Infraturas” e “Dose Dupla” e dirigiu o clássico “Piquenique no Front”, de Fernando Arrabal.

Classificação Indicativa: A partir de 14 anos


Dia 23 às 4h30 : ZOOMBEATLE [MÚSICA]

Formada em 1999, a fantástica ZOOMBEATLES, em sua melhor forma, traz este maravilhoso espetáculo que tem levado platéias do Brasil todo a momentos de grande emoção como em um autêntico show dos BEATLES

Anderson Ambrifi (John Lennon), Reinaldo Almeida (Paul McCartney), Rony Almeida (George Harrison), Thiago Colli (Ringo Starr) e Helton Oliveira (George Martin, Billy Preston e demais arranjos adicionais) impressionam também pela idade, entre 23 e 29, tal qual os Beatles em toda sua existência, estão no auge de suas capacidades vocais e como instrumentistas, proporcionando um show muito jovem e cheio de energia

Dia 23 às 10h30 : ZÉ PREGUIÇA – NAMACAKA [TEATRO INFANTIL]

Com palhaçadas, malabarismos e contação de história, o Grupo Namakaca narra as peripécias de Zé Preguiça - um camponês indolente que, ao ser forçado a trabalhar, se envolve em uma série de trapalhadas e situações inusitadas. A peça é uma adaptação de Lazy Jack, conto folclórico britânico que imortalizou a figura do preguiçoso presente em diversas culturas. A trilha musical e os efeitos sonoros feitos ao vivo pontuam os momentos cômicos do espetáculo.

Dia 23 às 11h30 : RISOTERAPEUTAS COM FUSCALHAÇO [INTERVENÇÃO / CIRCO]

Dr. Chu Estrovenga e Dr. Delfino Petrúcio circularão pelas ruas da cidade na Virada Cultural Paulista "curando" quem precise: pessoas de todas as idades; semáforos; cães com e sem coleira; guias rebaixadas de calçada e/ou outros. Os doutores estarão a bordo do Fuscalhaço, um consultório ambulante, brilhante e musical, que funciona
à base de gasolina e empurrão. Assim, só rindo mesmo!

Dia 23 às 13h30 : AO VIVO – FOCUS CIA DE DANÇA [DANÇA MODERNA COM MÚSICA AO VIVO]

O espetáculo é a coletânea de três peças distintas: “Um a Um”, “Interpret.” e “Strong Strings”, que foram criadas especialmente para o Rio International Cello Encounter. Bailarinos e músicos dividem o palco, proporcionando ao espectador uma experiência viva através da música e da dança.

Dia 23 às 15h : SOMBRAS DA NOITE – IVO 60 [TEATRO]


No espetáculo, o grupo
faz uma reflexão sobre a busca humana por um caminho de dignidade em meio ao caos social. A peça itinerante partiu de estudos sobre as linguagens do bufão e do palhaço, foco do trabalho da diretora Silvia Leblon. “Sombras da Luz' foi criada a partir de uma pesquisa sobre a feiúra e a sombra, além de contar com depoimentos de frequentadores do Parque da Luz, que assistiram e participaram do resultado deste trabalho.


Dia 23 às 16h30 : CARMEN, DE BIZET – DIREÇÃO CÊNICA DE CLÉBER PAPA [POCKET ÓPERA]

Esta é uma boa oportunidade para conhecer a história e ouvir as mais conhecidas árias e duetos do repertório mundial de ópera reunidos no clássico Carmen – baseado na ópera homônima de Georges Bizet. Dirigida por Cléber Papa, a trama se desenvolve com ares de grande drama, de intensas cores românticas e tudo isto aliando as magníficas peças da ópera, o conteúdo do conto original, o libreto e uma dose de liberdade criativa que torna este espetáculo uma obra original.



PALCO PARQUE COROLLA

Dia 22 às 19h : DOM QUIXOTE , CAVALARIA CAMINHANTE [TEATRO]

O espetáculo promove a interação entre o público e os personagens Dom Quixote e Sancho Pança, destacando temas pelos quais a obra de Cervantes foi eternizada: o sonho, a coragem, a perseverança e a amizade. A performance faz referência, ainda, ao gari e ao morador de rua; figuras às quais normalmente damos pouca atenção e que aqui encarnam os ideais de cavalaria, romance e aventura de uma das duplas mais conhecidas da história da literatura mundial.

Dia 22 às 21h30 : DECRETO VERBAL [MÚSICA]

O grupo mostra que o rap não é um gênero exclusivo das grandes metrópoles. Naturais de Indaiatuba (SP), os músicos estão na estrada há mais de 15 anos, difundindo o estilo musical pelo interior do Estado.

Dia 23 às 14h30 : NEM DIA NEM NOITE – GRUPO CAIXA DE IMAGENS [TEATRO]

Três minutos podem durar uma eternidade. E uma caixa pode ter a dimensão de um oceano. O espetáculo "Nem Dia Nem Noite" apresenta, no seu pequeno palco, o transbordar do mar que traz a possibilidade de sonhar e de sentir a dor, a beleza, a contradição da experiência de navegar pelos oceanos da vida.

Duração: 3 minutos (um espectador por vez)

IGREJA SANTA RITA DE CÁSSIA

Dia 23 às 10h30 : CORO JOVEM DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS [MÚSICA]

Criado em 2005 pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, o Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos tem a proposta de educar, formar e preparar futuros cantores profissionais. O projeto oferece cerca de 150 vagas para jovens com idades entre 16 e 30 anos, sendo até 26 anos para o núcleo iniciante e 30 anos para núcleo avançado.

EXPOSIÇÃO : CENTRO CULTURAL WANDERLEY PERES

ABERTURA : dia 22 às 20h

A HISTÓRIA DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS


SESSÃO DE CURTAS NO CENTRO CULTURAL WANDERLEY PERES

Dia 22 às 21h :

Viva Volta”

Dir.: Heloisa Passos

Documentário/ 15 min.

Sobre o trombonista brasileiro Raul de Souza, que desde 1996 vive em Paris e sofre com a falta de reconhecimento em seu país. Com som de seu trombone ao fundo, o filme leva o personagem de volta a Bangu (RJ) e reconstrói sua trajetória.

“A Última do Amigo da Onça”

Dir.: Terencio Porto

Ficção/18 minutos

Encontro do cartunista Péricles de Andrade Maranhão com sua criatura, o Amigo da Onça, no último dia de 1961.

(Melhor Ator para Fábio Lago – Guarnicê de Cinema)

(Melhor Trilha Sonora Original – Curta Canoa, Ceará)

“A Resistência do Vinil”

Dir.: Eduardo Castro

Documentário/20 minutos

Uma revisita aos sebos, colecionadores e amantes de vinil tentando trazer a tona está paixão obsessiva pelo disco, depois de mais de 10 anos de substituição do mesmo pelo CD e agora DVD e MP3.

ENCONTRO DE BANDAS DE ROCK NA PRAÇA DOM PEDRO II

Dia 22 às 18h :

BANDA ADREDE ( Rock )

Na ativa desde 2005, o Adrede completa 4 anos de estrada, e tem acumulado muito respeito entre nomes consagrados no meio musical como: Igor Cavalera (Sepultura, Cavalera Conspiracy), Andreas Kisser (Sepultura) e Caio Ribeiro (Produtor musical e engenheiro de som Ira, Charlie Brown Jr.)
2008 marca o ano em que o primeiro álbum do Adrede, “Em Nome da Sujeira” foi lançado. Logo após o lançamento a banda abriu um show gratuito do Ratos de Porão com um público estimado em 2.000 pessoas. O disco tem músicas que refletem toda a trajetória desta banda única dentro de um estilo musical ainda novo no Brasil. Títulos como “Impunidade”, “Mídia Urbana” e “O Troco”, não vão decepcionar os fãs.

BANDA PROTOTYPE

A banda Prototype-X foi formada em 2006, quando ainda chamava-se Razzard. Ao longo da sua existência passou por algumas alterações de integrantes, tais como participações em festivais de música, e shows por todo o Estado de São Paulo.

Atualmente a banda está gravando o seu primeiro EP contando com composições de autoria próprias que seguem a linha Metal/ Hardcore.

Hoje a banda é formada por, Anderson (baixo), Marcelo (vocal), Turco (bateria), Adolfo (guitarra) e tem como influências bandas como: Sepultura, Hatebreed e Lamb of God.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Avatar que não deu certo

intolerance20set
Aproveitando recente convalescença, assisti “Intolerância”, um clássico que todo estudioso de cinema deve ver. Filme mudo, de 1916, com 3 horas e 16 minutos de duração não é ara um simples cinéfilo. Já foi, mas não hoje em dia. Com olhos contemporâneos é muito difícil assistr a uma estética morta, que com menos de 100 anos parece tão distante de nós quanto a Bablônia que ela retrata de forma nunca mais repetida.
D.W. Griffith era o mais repeitado cineasta daqueles primórdios da indústria cinematográfica americana, e provavelmente um dos poucos a considerarem o cinema como forma de arte. Foi um dos introdutores do conceito de longametragem em Hollywood, consgrando-se com o épico “O Nascimento de uma Nação”, de 1915, mas incomodou-se com a críticas sobre racismo, já que em sua obra, os membros da Klu Klux Klan eram os “mocinhos” e os negros libertos os “bandidos” (interpretados ridiculamente por brancos pintados de preto).
Decidiu então investir o que hoje é calculado entre US$ 400 mil e US$ 2 milhões – não importa, era orçamento recorde na época – num gigantesco painel histórico sobre a intolerância. São quatro histórias que são narradas paralelamente: uma, no tempo em que filme foi feito, outra na época da Noite de São Bartolomeu, na Paris do século 16; partes da vida de Cristo e a Queda da Babilônia. Tragédias do passado serviriam como alerta para a intolerancia nos dias de hoje.
A partir desse ponto de partida ambicioso, Griffith ergue um monumento às coquistas da Sétima Arte até então. Como já disseram outros estudiosos, a Paixão de Cristo é filmada dentro dos cânones consagrados até então para contar a história de Jesus, a corte de Catarina de Médicis é filmada no estilo Cinema de Arte francesa, a guerra entre Ciro dos Persas e Baltahzar dos babilonios segue a estética dos épicos italianos e a tragédia contemporânea tem a sintaxe do próprio Griffith, ou o melhor de Hollywood até então, à exceção das comédias.
O objetivo manifesto do cineasta era estabelecer um novo padrão ao cinema, fazer com que fosse reconhecido como Arte. Embora os méritos de "Intolerância" a tenham inscrito na história da Sétima Arte, no todo a obra é irregular, longa demais e pretensiosa. O resultado foi um gigantesco fracasso de bilheteria e um caminho possível para o cinema que foi abortado.
O paralelo que fiz com "Avatar" no título deste texto é que James Cameron também quis mudar o cinema, em crise por causa da pirataria e de outras opções de lazer doméstico, como a Internet, videogames e TV por assinatura. É longo, politicamente ingênuo, mas definitivamente apontou parta um novo caminho para a Sétima Arte. A tecnologia 3D que ele desenvolveu para o filme elevou o valor agregado da experiência de ir ao cinema e também tornou irreversível a conversão da projeção em película pelo digital. Se vai conseguir salvar a industria de Hollywood é outra conversa, mas que deu no mínimo um sobrevida, isso é certo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Morre Frank Frazetta


O ilustrador norte-americano Frank Frazetta, autor de imagens de personagens clássicos como Conan e Tarzan, morreu aos 82 anos, informa o blog "ARTSBEAT", do jornal norte-americano “The New York Times".

Segundo seus agentes, Rob Pistella e Steve Ferzoco, o artista teria sofrido um AVC (acidente vascular cerebral) e sido levado a um hospital em Fort Myers, na Flórida (Estados Unidos), onde ele morreu na madrugada desta segunda-feira (10).

Nascido no dia 9 de fevereiro de 1928, Frazetta publicou suas primeiras histórias em 1944, aos 16 anos. Mais tarde, fez séries para DC Comics ("The Shining Knight" em Adventure Comics) e ME ("White Indian" em Durango Kid). Ele também trabalhou com Dão Barry na HQ de Flash Gordon.

Após pausa na carreira, ele retomou os trabalhos de ilustração nos anos 1960. Foi dele, por exemplo, a caricatura de Ringo Starr, do grupo bitânico The Beatles, publicada na quarta capa da edição nº 90 da MAD americana, em outubro de 1964.

Seus personagens e seu estilo fantasioso influenciaram grandes nomes do desenho que vieram a seguir, como Jeff Jones, Berni Wrightson, Michael Whelan, Dom Maitz e Boris Vallejo.

"O bárbaro"
O desenhista também ilustrou a capa de centenas de livros e é conhecido por ter criado o ar sombrio que marcou personagens como Conan, do escritor pulp Robert E. Howard.

Suas ilustrações também viraram capas de álbuns de grupos de rock, como "Expect no Mercy", do Nazareth, e o disco de estreia homônimo do Wolfmother.

Saiba mais sobe Frazetta no blog do André Forastieri.


Enfim, a seleção!


No fim, deu o que, no fundo, todo mundo sabia o que ia dar. Dunga chamou seus 23 anões e deixou de fora os badalados Neymar e Paulo Henrique Ganso. A grande surpresa foi a troca de Adriano por Grafite, mas mesmo aí o técnico manteve a coerência, já que uma das grandes críticas ao grupo de Parreira em 2002 foi a forma física com que alguns atletas se apresentaram, entre eles Adriano, que à exemplo da última Copa, está completamente fora de forma e aparentemente alheio à seleção brasileira. Não merecia ir mesmo.

Há quem deva ter ficado tão indignado com a convocação que pretenda torcer contra. Não chego a tanto, mas acho que é difícil que cheguemos a ir longe com esse time. Em todas as Copas que ganhamos algum craque - ou mais de um - estava em estado de graça e, desta vez, temos um apenas a quem chamar de craque e este não parece estar em condições nada abençoadas, que é o caso de Kaká. Luis Fabiano, nosso matador, é um ótimo centroavante mas não é Romário. Fora isso, quem mais terá condição de decidir quando a coisa apertar, o que é uma constante numa Copa do Mundo?
Senão, vejamos: em 1958, além dos emblemáticos Garrincha e Pelé, havia um iluminado Didi dando passes de 40 metros e chamando a responsabilidade para si quando foi necessário. Em 1962, quando Pelé saiu machucado, Garrincha assumiu a condição de craque do time e o carregou até a final. Em 1970... bom, além de Pelé, tivemos um Tostão genial contra a Inglaterra e um Clodoaldo garoto que se mandou para o ataque para empatar a semifinal contra o Uruguai, nos dois momentos mais difíceis daquela Copa.
1994 ainda está na memória da maioria e nem é preciso lembrar que sem Romário em sua melhor forma não haveria Tetra. Em 2002, Rivaldo e Ronaldo fizeram a diferença em grande parte do torneio, mas contra a Inglaterra, o adversário mais temível e tradicional antes da final contra os alemães, quem resolveu foi Ronaldinho, mesmo tendo sido expulso no final do jogo.

Outras seleções, como a Alemanha e a Itália, podem ganhar sem ter um grande time ou um craque iluminado em campo. Não o Brasil, ao menos não até hoje. Houve momentos inusitados, como Josomar em 1986 e seus dois gols espíritas que dera a impressão a quem nunca o tinha visto de que se tratava de um craque (longe disso), ou Denilson em 2002, quando fez a defesa da Turquia inteira correr atrás dele. Mas para sustentar uma campanha inteira tem que ser craque.

Neste exato momento em que escrevo esta linhas Dunga está justificando a ausencia de Neymar e Ganso com a falta de experiencia deles na seleção e sua responsabilidade para ganhar esta Copa. Acho até que ele tem razão, mas vamos à história de novo. Em 1994, Parreira apostava tudo em Raí, então, o craque do time. Chegou a Copa e o ex-meia do Paris Saint Germain estava em má fase técnica. O técnico tentou insistir nele, mas logo viu que ele não poderia fazer o que dele se esperava. Aí ele montou o esquema tão criticado, com dois meias que eram uma espécie de apoiadores dos laterais, com Mazinho pela direita e Zinho pela esquerda. Romário e Bebeto ficavam meio isolados lá na frente, mas quando a bola chegava neles, geralmente eles resolviam.
Hoje, Kaka passa por uma fase técnica ruim, ou pior, com um problema físico que não se sabe s será sanado até a Copa. Qual o esquema altenativo? E, no caso, Luis Fabiano e Robinho (ou Nilmar) podem compensar a eventual falta de criatividade do meio de campo?
Agora Dunga justifica a convicação dos reservas em seus times, Luis Fabiano e Doni. Não acho que isso seja problema também. Gilmar dos Santos Neves era reserva do indaiatubano Laério Milani no Santos em 1958. Foi para a Copa como titular, virou campeão, e como é que o técnico Lula poderia voltar a colocá-lo no banco? Azar de Laércio. Em tempo, Gilmar já era um goleiro consagrado, mas deixou o Corinthians de forma conturbada e quando chegou ao Santos encontrou Laércio como dono da posição. Há quem diga que a convocação foi um favor pessoal de Feola para levantar a bola de Gilmar, mas o fato é que tratava-se do maior goleiro da história da seleção e a reserva era uma questão eventual e não de competência.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Deu na Folha Online


Prefeito Gilberto Kassab anuncia demolição do Minhocão
EVANDRO SPINELLI
da Reportagem Local

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), anunciou na manhã desta quinta-feira a demolição do elevado Costa e Silva, o Minhocão, no centro da cidade. O projeto faz parte de uma série de mudanças urbanas previstas para as regiões Lapa/Brás, Mooca/Vila Carioca e Rio Verde/Jacu.

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Até que enfim! Erguido por Paulo Maluf para provar que era melhor que seu antecessor Faria Lima, o Minhocão foi respnsável pela desvalorização de uma vasta área do centro de São Paulo. Um dos maiores absurdos urbanisticos do mundo enfim vai acabar, mas, preparem-se paulistanos. Serão meses de transtorno até derrubar e retirar os entulhos do elevado. É como se o atentado de 11 de setembro espalhasse destroços por 3,4 quilometros.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Deu no Blog do Fernando Rodrigues

O fim da farra dos assessores na Esplanada

Verba de R$ 1,179 bi de propaganda não poderá ir para consultores e pesquisas

Foi sancionada na semana passada uma nova lei (12.232) que altera os procedimentos para seleção de agências de publicidade em todos os órgãos públicos no país –governos federal, estaduais e municipais. Estão também abrangidos pela lei o Judiciário e o Legislativo em todos os níveis.

Além de tornar mais claros os critérios para a escolha de agências de publicidade, a lei 12.232 tem uma grande novidade que, em tese, acabará com uma farra que existe há anos na Esplanada dos Ministérios e em várias secretarias estaduais e municipais: a contratação “por fora” de assessores de imprensa e de empresas de consultoria em geral –que muitas vezes oferecem serviços de pesquisas com finalidade eleitoral e não administrativa.

A partir de agora, fica proibido um Ministério contratar uma agência de publicidade e por meio desse contrato receber os serviços de assessoria de imprensa ou para a realização de pesquisas. Essa burla ocorria porque órgãos públicos não têm como oferecer salários compatíveis com os da iniciativa privada na hora de contratar assessores.

O problema era resolvido por meio das agências de publicidade, que contratavam os assessores para prestar algum serviço para o governo. Agora, esse jeitinho está proibido. Será necessário definir de maneira precisa os serviços de publicidade a serem prestados. Se houver desvio de função, o contrato poderá ser impugnado. Para contratar assessores de imprensa, serviços de consultoria ou pesquisas, os órgãos públicos terão de especificar claramente esses itens nos processos de licitação. Fica, portanto, mais difícil para um órgão público realizar uma pesquisa com finalidade eleitoral e esconder esse serviço do público. Essa individualização do objeto dos contratos facilitará o controle e a verificação sobre os serviços efetivamente prestados.

A lei 12.232 nasceu de uma ideia do deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP) logo depois do escândalo do mensalão, em 2005. Como se sabe, esse escândalo teve participação ativa de algumas agências de publicidade no manuseio de recursos ilegais. É claro que a lei 12.232 não será o remédio definitivo para todos os males relacionados à publicidade estatal.

No ano passado, o governo Lula gastou R$ 1,179 bilhão em propaganda. Esse valor vem se mantendo estável desde o governo passado, de Fernando Henrique Cardoso –cujo pico foi em 2001, com uma despesa de R$ 1,137 bilhão (em valores atualizados). Não é necessário muita imaginação para saber que onde há tanto dinheiro assim há também a possibilidade de desvios. A lei 12.232 ajuda a impedir (um pouco) a ocorrência desses desvios. Mas o melhor mesmo seria o país refletir se precisa gastar tantos recursos para ser informado que o “Brasil, um país de todos”.

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E não é só em Brasília que a jiripoca vai piar.

Noite de autógafos no Tonico's

O jornalista Bruno Ribeiro
convida para o lançamento do livro Antologia da Noite em Claro, que acaba de ser publicado. O lançamento acontece na próxima quarta-feira, dia 5 de maio, das 19h às 21h, no Tonico´s Boteco (Rua Barão de Jaguara, 1.373, Centro, f. 3236-1664), em Campinas.
Seu primeiro livro de poesia e reúne grande parte do material produzido nos últimos quinze anos. O livro tem o formato de bolso e será vendido a R$ 10,00. Aqui segue um dos poemas:
Lágrima Selvagem
Meu coração é um
Botequim antigo
Habitado por moças tristes
E um velho solitário
Que toma seu conhaque
Escorado no alcatrão.
.
Meu coração tem
Bilhetes de loteria e teias de aranha
Acumuladas nos cantos
E uma flor absurda e aquática
Que desabrocha de noite
Feito uma lágrima selvagem.

Na ocasião e na mesma mesa, o jornalista Mouzar Benedito, que trabalhou no Pasquim, também irá lançar o seu novo livro, Meneghetti - O Gato dos Telhados, pela editora Boitempo. Trata-se da biografia do legendário ladrão paulistano.
Leia um trecho da obra:

Meneghetti era isso: uma lenda, até então viva. Seu nome virou sinônimo de ladrão em boa parte do Brasil. Na minha infância no sul de Minas, por exemplo, eu me lembro que, para xingar alguém de ladrão, chamava-se a pessoa de Meneghetti ou de Sete Dedos. Eram os ladrões mais famosos da história de São Paulo. Os dois chegaram a conviver na prisão, numa das passagens de Meneghetti. Sete Dedos era um mulato bem falante, que tinha mesmo apenas sete dedos. Era famoso também. Mas aqui na Pauliceia, embora Meneghetti e Sete Dedos fossem sinônimos de ladrão, os dois xingamentos tinham sentidos diferentes. Chamar alguém de Sete Dedos equivalia a xingá-lo de ladrão. Mas de Meneghetti era diferente. Era ladrão, mas não um ladrão ruim. Era esperto, humano, adepto da não violência, anarquista, contestador da sociedade capitalista, da burguesia e da aristocracia... Enfim, um herói popular. Um sujeito que fazia com a burguesia o que muita gente tinha vontade de fazer: roubá-la e gozá-la. O mesmo em relação à polícia, que ele provocava pelos jornais. Era uma polícia violenta e extremamente preconceituosa contra imigrantes pobres, como a maioria dos italianos. Meneghetti, enfim, “era isso”, “era aquilo”... Parecia uma figura da literatura, resultado da imaginação de um escritor policial e incorporado ao imaginário popular.
Depois das 21h, para quem quiser continuar no bar, vai rolar um tributo musical a Raul Seixas.

Trágica Obsessão

tragica obsessão

Existem alguns filmes que perseguimos por anos sem conseguir ver e quando conseguimos, tanto pode ser uma realização como uma decepção. A primeira vez que ouvi falar de Trágica Obsessão foi numa sátira da Mad, numa coletânea O Melhor de...., publicada anos depois do lançamento do filme, em 1976. Depois, quando virei fã de Brian De Palma, vi o título ser constantemente arrolado como um dos grandes trabalhos do diretor, cuja obra conheço quase toda.

Não lembro de te-lo visto em locadoras, seja em VHS ou DVD, e só foi exibido nos cinemas quando foi lançado. Mas graças à Internet consegui, enfim, assistí-lo, superando uma frustração que se arrastava há décadas.

Trágica Obsessão faz parte do ciclo hitchcockiano de De Palma, fimes que levam ao limite as perversões contidas na obra do Mestre do Suspense. Começa com Irmãs Diabólicas, de 1973; prossegue com Trágica Obsessão; depois, o mais famoso, Vestida para Matar (1980); Um Tiro na Noite (1981); Duble de Corpo (1984); e finalmente, Síndrome de Caim (1992). Os Hitchcock favoritos de De Palma são Um Corpo que Cai, Janela Indiscreta e Psicose, que participam de uma forma ou de outra de todos os supracitados.

Nosso filme em questão é uma versão – ainda mais – perversa de Um Corpo que Cai, para muitos, a obra-prima de Hitchcock. Cliff Robertson ( o tio de Peter Paarker em Homem-Aranha) é um empresário cuja esposa (Genvieve Bujold, chamada á época de Glenda Jackson francesa) e filha são seqüestradas e, após uma tentativa desastrada de resgate, ambas morrem. Ele se torna morbidamente obcecado pela mulher morta, construindo um memorial para ela, impedindo que o terreno em que se encontra seja loteado, para desapontamento de seu sócio minoritário (John Lithgow, em seu segundo filme, o primeiro de três com Brian de Palma). Anos depois, numa viagem de negócios em Veneza, ela conhece uma moça igualzinha à falecida e passa a assediá-la até que ela concorda em se casar com ele.

Ok, até aí temos a repetição da necrofilia de James Stewart por Kim Novak, mas De Palma acrescenta uma perversão nova e surpreendente: o incesto. Sim, a nova versão da esposa morta é sua própria filha, que durante anos achou que o pai tinha sido responsável pela morte da mãe, ao tentar enganar os seqüestradores ao invés de pagar o resgate.

Em termos lógicos, a resolução da trama é pouco convincente, principalmente o confronto entre Robertson e Lithgow, uma ridícula reencenação do crime de Disque M para Matar. Mas a seqüência final é poderosa, mesmo para hoje em dia quando já se viu de tudo. A filha arrependida corre para os braços do pai elouquecido em busca de vingança e pode acontecer tanto uma tragédia shakespeariana quanto um happy end. Embora pareça o segundo, o desfecho não é um nem outro, deixando claro que, depois de tudo o que aconteceu, a relação pai e filha nunca poderá ser o que consideramos normal.

Se o final de Chinatown nos horroriza pelo pelo que é sugerido, em Trágica Obsessão o tabu fundador da nossa civilização – segundo Freud – é praticamente atirado na cara do espectador. Falta a Robertson o talento para dar a dimensão trágica a seu personagem, enquanto Genevieve até que se saiu bem no papel-duplo, ainda que nunca tenha sido uma Glenda Jackson em termos dramáticos. Lithgow inaugura aqui a sua principal persona cinematográfica, o tipo sinistro que repetiria em diversos trabalhos, incluindo a quarta temporada de Dexter, que lhe valeu o Globo de Ouro este ano.

MP consegue liminar que barra rodeio de Jaguariúna (Cosmo)

Leia a matéria aqui.

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Em verdade, da mesma forma como foi, no mínimo, insensibilidade tentar continuar o rodeio do ano passado após a tragédia após quatro jovens serem pisoteados até a morte, até por respeito às famílias deles , realizar o evento esse ano como se nada tivesse acontecido é uma afronta. Sem alvará, sem vistoria do Corpo de Bombeiros, os organizadores estavam mais do que dispostos a abrir o Rodeio de Jaguariuna como se nada houvesse acontecido. "Uma fatalidade", devem pensar.
Pelas leis atuais, se você oferece estacionamento e um carro é roubado lá, a responsabilidade é sua. Sendo assim, o que acontece quando quaro pessoas são mortas por "despreparo da equipe e seguranças particulares, número insuficiente de brigadistas, socorristas, médicos, enfermeiros e ambulâncias; divergências entre os projetos gerais e específicos apresentados às autoridades; não execução de projetos aprovados relacionados à segurança, e a superlotação do local, com público excedente em torno de 42% da capacidade do local", como diz o laudo pericial que faz parte do inquérito policial da tragédia de 2009? No mínimo, deveria haver a responsabilidade civil no caso, e se este fosse um país sério, deveria sobrar cadeia para alguém. Como não é, na prática a punição aos responsáveis será na forma indireta do prejuízo que acarrtará o adiamento, ou mesmo o cancelamento, do evento. Não serei eu a verter lágrimas por isso.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mudando de Pato pra Ganso


A grande discussão futebolística no Brasil pré-Copa do Mundo é a convocação ou não de Neymar e – principalmente – Paulo Henrique Ganso. O Santos é um time estranho, bonito de ver jogar, mas estranho. Prova disso é que suas melhores partidas foram justamente as que perdeu: para o Palmeiras e Santo André no Paulistão e para o Atlético Mineiro pela Copa do Brasil. Aliás, essas derrotas foram os melhores jogos de futebol do primeiro semestre no Brasil.

Mas se o time ainda é desequilibado e desatento em momentos cruciais, Ganso e Neymar estão onde devem e fazendo o que devem, ou seja, carregando o Santos nas costas. Não que não haja outras boas peças no elenco, mas sem os dois, o time de Dorival Junior é comum.

Há dois anos, todo mundo só falava no Pato e a conversa agora mudou para Ganso.Atacantes da moda vem e vão, como Nilmar, e agora Neymar, mas nosso Paulo Henrique é diferente. Parece contrariar a impressão geral de que o futebol atual não abriga mais o meia esquerda clássico. Zinedine Zidane já havia contrariado essa crença, mas no Brasil não vemos um grande jogador nessa posição há décadas, muito menos no atual grupo de Dunga.

Visão de jogo, postura em campo, liderança e, ontem, maturidade e personalidade em perceber que, mesmo esgotado, era mais útil em campo segurando a bola do que dar lugar a um reserva descansado. A mim, particularmente impressiona como ele para na frente da marcação, que fica imaginando o que ele fará em seguida. E o que acontece geralmente é uma surpresa.

Hoje, no Linha de Passe da ESPN, Juca Kfouri disse ter certeza que a convocação de Neymar e Ganso acontecerá no dia 11 de maio, o deadline de Dunga. Falou mais pela certeza que um técnico de seleção por mais teimoso que seja não pode ser cego ao futebol apresentado pelos dois. E o for, pobre do Brasil na África do Sul.