terça-feira, 26 de maio de 2009

I, Geek

a vingança dos nerds

Segunda-feira foi comemorado (?) o Dia Mundial do orgulho Geek, que no Brasil chamamos de Nerd. Há uma sutil diferença entre um termo e outro no original em inglês, mas aqui adotamos o segundo principalmente por causa do filme “A Vingança dos Nerds”, de 1984, um dos hits da Sessão da Tarde. O termo associou-se aos CDFs que não tinham vida social e eram tiranizados pelos caras populares, como os brutamentes astros do esporte no colégio.

Ironicamente, nessa mesma época já estava em pleno curso a revolução geek, em que sujeitos como Steven Spielberg, George Lucas, Steve Jobs, Bill Gates, entre as estrelas mais fulgurantes, começavam a dominar o mundo. Ao mesmo tempo, as histórias em quadrinhos estavam chegando ao ápice criativo que faria com que 20 anos depois o cinema se curvasse à linguagem até então subestimada da Nona Arte, as Sagradas Escrituras dos Nerds.

Os anos 90 viram a popularização da informática e da Internet, e aqueles caras esquisitos do colégio passaram a ter um propósito: dominar tudo o que se referia a computadores e o mundo virtual. Os demais habitantes do planeta, especialmente aqueles que até então mandavam, passaram a ficar preocupados. Durante a década, filmes passaram a retratar os novos magnatas tecnológicos como vilões em filmes como “A Rede” (1995), “Hackers – Piratas de Computador” (1995) e “007 – O Amanhã Nunca Morre” (1997). O próprio Bill Gates foi retratado como um oportunista sem escrúpulos em “Piratas do Vale do Silício” (1999), competindo contra um idealista Steve Jobs (interpretado por Noah Wyle, de “ER”).

Mas a verdadeira Nêmesis de Jobs não foi Gates, mas John Sculley, um executivo colarinho branco que o próprio fundador da Apple tirou da Pepsi para tornar sua empresa uma potência. Foi o verdadeiro duelo entre a filosofia gerencial americana tradicional contra a nova mentalidade trazida pelos geeks ao mundo dos négócios. O primeiro round foi vencido por Sculley, que tirou o cara que o contratou da empresa que criou nos fundos de uma garagem. Mas não demorou muito para o próprio Sculley sair da Apple, depois de quase falir a empresa. Enquanto o executivo que fez a Pepsi vender mais que a Coca-Cola nos EUA entrou para a política e em alguns negócios menos visíveis; logo que saiu da Apple, Jobs pagou US$ 10 milhões pela divisão de animação digital da Lucas Film, uma brincadeira chamada Pixar que só dava despesa. O que aconteceu a partir de “Toy Story”, em 1995, é história, e a poderosa Disney se rendeu à união de alta tecnologia com ótimos roteiros que a Pixar criou.

Em 1996, a Apple comprou a NeXT que Jobs fundou ao ser demitido por Sculley e o criador se reencontra com a criatura. Logo o fundador da empresa da maçã reassumiu assumiu a chefia começou a retomar a vanguarda perdida, lançando produtos como o iMac, o iPod e o iPhone. Virou ícone pop e ídolo de milhões de geeks, que apontariam incontinenti para ele caso fossem abordados por ETs com a clássica frase “leve-me ao seu líder”. Porque se Setve Jobs não foi um inventor como Thomas Alva Edson, soube entender como ninguém as implicações do que seu amigo e xará Wozniak fez ao montar um computador na garagem de casa. Os colarinhos brancos da IBM não achavam que as pessoas iriam querer um computador em casa. Também foi Jobs que viabilizou as janelas no Mac, e que depois batizariam o sistema operacional do concorrente Microsoft.

A frase com que convenceu Sculley a ir para a Apple resume sua visão dos negócios: “Você quer passar o resto da vida vendendo água açucartada para crianças ou quer ter a chance de mudar o mundo?”

steve_jobs

A tragédia de Jaguariúna

Passado algum tempo da tragédia da madrugada de sexta para sábado em Jaguariúna, e entre dúvidas sobre a responsabilidade, algumas coisas me parecem certas.
Em primeiro lugar, não restava às autoridades oura saída que não o cancelamento dos shows de sábado e domingo. Na verdade, a iniciativa deveria ter partido da organização, uma vez que é inconcebível quatro mortes brutais dentro do recinto do segundo maior rodeio do Brasil (acho que Jaguariúna compete cabeça a cabeça com Americana, mas deixa pra lá). O show tem que continuar e as bilheterias têm que faturar independentemente da "fatalidade"? O público realmente ia passar pelo mesmo local em que aconteceu a tragédia pensando apenas em se divertir? O católico Roberto Carlos ia simplesmente cantar "Nossa Senhora" em memória dos jovens pisoteados?

Em segundo lugar, não é a primeira vez que tumultos acontecem em recintos de rodeio. Lembro-me pelo menos de um tiroteio em Americana em que estavam alguns amigos meus e da muvuca na época da Faici, quando houve um show de Sandy e Junior de graça, e fui carregado pela turba tal qual uma canoa à deriva no mar. Nas duas ocasiões, não houve vítimas fatais por pura sorte. Agora, a sorte acabou. O modelo e desenho dos rodeios-shows - cada vez mais lotados - precisam ser revistos, assim como a forma de garantir a segurança. Parece que havia até o ano passado algum tipo de convênio da organização com a Polícia Militar, que de alguma forma não foi renovado este ano. Mas Eliana Belo, em comentário em post anterior, tem razão: é preciso repensar a quem cabe fazer a segurança interna em eventos privados. Tirar policiais das ruas para trabalhar em jogos de futebol e e rodeios-shows parece ter virado algo tão comum que ninguém repara, mas não é para isso que nós, contribuintes, pagamos seus salários. Quem está faturando que arque com as despesas e não a sociedade como um todo.

Em terceiro lugar, já tem gente pegando carona no tragédia e falando em acabar com os rodeios. Também não sou adepto do "segura peão", mas não é por aí. O que é urgente e já atrasado são providências para que as festas de peão não se preocupem apenas em ganhar dinheiro, mas também em pensar no conforto e segurança de seus clientes, frequentemente tratados como gado.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

Nota oficial

"COMUNICADO OFICIAL RODEIO DE JAGUARIÚNA

A ORGANIZAÇÃO DO JGUARIÚNA RODEO FESTIVAL VEM, POR MEIO DESTE, INFORMAR QUE ESTÁ EM NEGOCIAÇÃO JUNTO AOS ARTISTAS, PARA UMA NOVA DATA DE REALIZAÇÃO DOS SHOWS QUE ACONTECERIAM NOS DIAS 23 E 24 DE MAIO. AMANHÃ, DIA 25 DE MAIO, O DEPARTAMENTO JURÍDICO DO EVENTO TEM UMA REUNIÃO COM OS ÓRGÃOS COMPETENTES PARA REVER AS DATAS.

A PARTIR DE AMANHÃ, DIA 25 DE MAIO, NA PARTE DA TARDE, AS PESSOAS INTERESSADAS EM OBTER INFORMAÇÕES SOBRE A TROCA DE INGRESSOS OU NOVA DATA PARA OS SHOWS, DEVEM ENTRAR EM CONTATO COM O CALLCENTER DO EVENTO (19) 3867-7000, OU PELO SITE OFICIAL: www.rodeiodejaguariuna.com.br."

sábado, 23 de maio de 2009

Jaguariúna Rodeo Festival cancelado, incluindo show de Roberto Carlos


As atividades do Jaguariúna Rodeo Festival, incluindo os shows da dupla Victor & Léo neste sábado e de Roberto Carlos no domingo (24), foram canceladas pela Justiça. A ordem de proibição das atividades foi expedida pelo juiz Fabrício Reali Zia, da Justiça de Amparo, no início da tarde deste sábado (23) e atendendo a pedido do Ministério Público. A decisão de Zia está fundamentada no artigo 144 da Constituição Federal: “A segurança pública é dever do estado”, cita o juiz na ordem. Dessa maneira, de forma preventiva, o juiz entendeu prudente determinar o cancelamento das apresentações.

A organização do evento ainda não se pronunciou sobre a decisão judicial, o que deve fazer ainda hoje. A organização também vai anunciar as medidas quanto aos ingressos já vendidos e os shows cancelados.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Em Cartaz

uma noite no museu 2

 

Chegam ao Multiplex Topázio esta semana “Um Noite no Museu 2”, em lançamento mundial, e “Delírios de Consumo de Becky Bloom”. O primeiro é a continuação do megassucesso de 2006 e o segundo uma comédia baseada no best-seller de Sophie Kinsella.

Franquias têm sido a resposta de Hollywood à queda nas bilheterias nos últimos anos. Um filme é um investimento enorme que se der errado, é um prejuízo considerável. Por outro lado, uma fórmula consagrada é uma garantia de retorno da grana aplicada. Simples assim.

O ex-vigia e hoje empresário de sucesso Larry Daley parece ter resolvido todos os seus problemas: ficou rico e agora seu filho o admira. Mas como nada é perfeito, ele descobre que o Museu de Nova York vai passar por uma reforma, substituindo seus amigos de cera por holografias. Assim, o ex-presidente Teddy Roosevelt, a índia Sacajawea, os cowboy e o romano em miniatura Jedediah Smith e Octavius vão para um depósito no Museu Smithsonian, o maior do mundo. Sentindo-se culpado por não ter mais visitado a turma que mudou sua vida na aventura anterior, Larry vai a Washington, onde fica o Instituto Smithsonian, para adquirir seus companheiros. Ele acaba recebendo um crachá de vigia e descobrindo eu um faraó malévolo, aliado a Ivan, o Terrível; Napoleão Bonaparte e Al Capone, deseja tomar a placa que dá vida às estátuas e animais empalhados para despertar seu exército e conquistar o mundo.

“Uma Noite no Museu 2” é a seqüência natural de um grande sucesso, e nesse caso o diretor Shawn Levy (“A Pantera Cor de Rosa”), os roteiristas Robert Ben Grant e Thomas Lemmon, o astro principal Ben Stiller e os coadjuvantes Robin Williams, Owen Wilson e Syeve Coogan voltaram a se reunir para este novo trabalho.

A novidade fica por conta de Amy Adams, que começou a chamar a atenção no divertido “Encantada” e depois integrou o extraordinário elenco de “Dúvida”, recebendo uma indicação ao Oscar por esta atuação. Ela substitui Carla Gugino como interesse romântico do ex-vigia Stiller como a aviadora Amelia Earheart, heroína americana e feminista antes do termo ter sido inventado. As resenhas têm elogiado a moça como a melhor coisa do filme, além dos efeitos especiais de sempre.

Outros atores que se juntam ao elenco são Hank Azaria (“Godzilla” e “Quero ficar com Polly”) como o faraó Kahmunrah, e o francês Allain Chabat (de “O Gosto dos Outros”) como Napoleão.

Consumismo em tempos de crise

delirios de consumo de becky bloom

Existe um bom motivo para conferir “Delírios de Consumo de Becky Bloom”: o diretor australiano P.J. Hogan. Cineasta bissexto, ele se revelou ao mundo em 1994 com “O Casamento de Muriel”, que revelou duas ótimas atrizes, a na época gordinha Toni Collette (a mãe de “O Sexto Sentido”) e Rachel Griffths (das séries “A Sete Palmos” e “Brothers and Sisters”). Três anos depois, reconduziu Julia Roberts à condição de maior estrela de Hollywood com “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, revelando, de quebra a veia cômica de Cameron Diaz. Ficou cinco anos sem filmar, fez o fraco “Amor à Toda Prova” e, em seguida, o belo “Peter Pan”. Seis anos depois ele retorna com essa comédia baseada em um best-seller e que ficou oito anos esperando para ir para telona.

Rebecca é uma jovem jornalista recém-formada que adora moda e compras, não necessariamente nesta ordem. Acaba quebrada e sem emprego até que se candidata a uma vaga em uma revista de finanças e ganha o cargo. Lá conhece Brandon, seu editor, que se encanta com ela e a ajuda no novo emprego, que é justamente dar dicas de economia, coisa que ela não sabe fazer em sua própria vida.

Parece uma mistura de “O Diabo veste Prada” (a inimiga de Rebecca é uma jornalista de moda alta e loira vivida por Leslie Bibb, de “Homem de Ferro”) com “Legalmente Loira”. Mas o trunfo é novamente a atriz principal Isla Fisher, em seu primeiro trabalho como protagonista. Ela divide a cena com um bom elenco formado por Hugh Dancy (“Sangue e Chocolate”), Krysten Ritter (“Jogo de Amor em Las Vegas”), John Goodman (“Speed Racer”), John Lithgow (da série “3rth Rock form the Sun”), Kristin Scott-Thomas (“O Paciente Inglês”) e Joan Cusak (“Será que ele é?”).

Primeira filha


Nasceu ontem Laura, filha do prefeito Reinaldo Nogueira com Cristiane Correia, às 13h45, com 3, 370 kg e 47 cm.

Resta saber se as lembrancinhas da recém-nascida trarão recados para que os visitantes não se esqueçam do titio Rogério Nogueira e de seu ex-colega de motociclismo Nuno Narezzi nas próximas eleições...

Morre Zé Rodrix (Folha on Line)


O cantor e compositor Zé Rodrix, 61, morreu na madrugada desta sexta-feira (22), em São Paulo. O músico deixa mulher, seis filhos e dois netos.
Zé Rodrix ganhou destaque na música durante a década de 70, ao lado de Sá e Guarabyra
De acordo com informações do "Bom Dia São Paulo", o músico se sentiu mal e foi levado às pressas ao Hospital das Clínicas, onde morreu.
A assessoria de imprensa do hospital afirma que o músico deu entrada às 0h30 e morreu às 0h45. A causa da morte ainda não foi informada.
Rodrix, cujo nome de batismo é José Rodrigues Trindade, apareceu para o grande público em 1967, em um festival da Record.
Sua carreira ganhou destaque nos anos 70, quando trabalhou com o grupo Som Imaginário --banda criada para acompanhar uma turnê de Milton Nascimento-- e ao lado dos músicos Sá e Guarabyra. Entre suas canções mais famosas estão "Casa no Campo", famosa na voz de Elis Regina, "Mestre Jonas" e "Soy Latino Americano".
Nas décadas de 80 e 90, Rodrix abandonou a carreira musical para se dedicar à publicidade.
Em 2001, voltou a se reunir com os companheiros Sá e Guarabira para uma apresentação do "Rock in Rio". No mesmo ano, o trio lançou um DVD ao vivo, reunindo seus maiores sucessos: "Sá, Rodrix & Guarabyra: Outra Vez Na Estrada - Ao Vivo".

***

Quem era vivo nos anos 70 certamente se lembra do figura cantando "Soy latinonamoericano, e nunca me engano...", mas seu hit imortal foi na voz de Elis Regina: "Eu quero uma casa no caaampo..." que embalou os sonhos dos bichos-grilos da época. Foi parceiro de Sá e Guarabira, outros ícones de feira hippie, mas acabou fazendo o que seus fãs odiavam: carreira na publicidade.

Participou de momentos importantes da música brasileira, primeiro no Momento Quatro, acompanhando Edu Lobo e Marília Medalha em "Ponteio", música que ganhou o lendário Festival da MPB de 1967, concorrendo contra "Roda Viva" do Chico, "Alegria, Alegria" do Caetano e "Domingo no Parque" do Gil). Depois integrou o Som Imaginário, que acompanhava o jovem Milton Nascimento e logo montou o Sá, Rodrix e Guarabira, com clássicos ripongas "Mestre Jonas" e "O Pó da Estrada". Na carreira solo explodiu com "Soy Lationamericano", que chegou a desbancar Roberto Carlos das paradas. Nos anos 80 participou do grupo punk-gozador Joelho de Porco ao lado do aamigo e sócio Tico Terpins, do argentino Billy Bond, do gordo Próspero Albanese e do fotógrafo David Drew Zing, mas sua atividade principal na época era a publicidade.

Inteligente e irreverente, ao ver que o mercado não estava pra peixe no ínício dos anos 80, montou sua empresa de jingles e e lá fez alguns "clássicos" da publicidade, como a música para um comercial da GM entre outros. Após a morte do sócio Tico Terpins, fechou sua empresa Voz do Brasil e acabou reencontrando seu passado no Rock'n Rio 2001, com Sá e Guarabira. De lá para cá o trio retomou o pó da estrada, reunindo uma platéia de velhos fãs, seus filhos que ouviram falar deles e os netos que não faziam a menor idéia de quem eram aqueles três senhores tocando rock rural. É uma perda que surpreende e entristece, porque há cada vez menos vida inteligente na música pop.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Anhanguera está com inscrições abertas para o Vestibular de Inverno 2009

A Anhanguera está com inscrições abertas para o Vestibular de Inverno 2009. Relação de cursos, calendário de provas, ficha de inscrição e o edital estão disponíveis no site www.vestibulares.br.

A prova do Vestibular de Inverno será promovida no dia 7 de junho, às 9h30, mas os candidatos poderão optar pelas provas agendadas entre os dias 15 de junho e 31 de julho. O período de inscrições vai até o dia 30 de julho. A taxa de inscrição é de R$ 25.

Aqueles que optarem por substituir a prova objetiva e a redação pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem entregar o comprovante legal das notas no ato da inscrição. Os pontos considerados serão os obtidos na parte objetiva e na redação do exame, de acordo com o edital do processo seletivo.

Em Indaiatuba serão oferecidos os seguintes cursos: Administração, Ciência da Computação, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Letras (Habilitação em Português e Inglês), Pedagogia e Serviço Social.

Além dos cursos de bacharelado e licenciatura, a Anhanguera oferece a opção dos cursos superiores de graduação em tecnologia, que têm duração reduzida entre dois ou três anos. São eles: Gestão de Recursos Humanos, Logística e Marketing.

Os cursos da Anhanguera são realizados no modelo presencial pleno ou semi-presencial e o aluno pode optar por estudar no período noturno ou em horários especiais, com aulas em dois ou três períodos na semana, com as opções as sextas à noite e aos sábados de manhã ou à tarde, ou ainda somente aos sábados, em período integral.

O francês que inventou a MPB


Acompanhando a história da música popular brasileira moderna (pós-Bossa Nova), esbarramos constantemente com o nome de André Midani. Sírio-francês que desembarcou no Brsil nos anos 50, por meio de Ruy Castro em "Chega de Saudade" ficamos sabendo de sua importante participação na criação da Bossa Nova, como executivo da Odeon que "bancou" João Giberto e, mais tarde, como presidente da Philips no Brasil, que abrigava a creme-de-la-creme da MPB entre o final dos anos 60 e início dos 70. Quem quer que tenha colecionado os velhos LP vai perceber a quantidade de clássicos que ostentavam no centro o selo azul da gravadora holandesa: os grandes discos de Chico Buarque, do quarto até "Vida"; todos os Caetanos e Gils antes e depois do exilio, toda Bethânia a partir de "Drama", toda Elis, Gal, Tim Maia, Jorge Ben etc, a ponto dele pagar uma página dupla de Manchete - revista que foi uma mistura de Veja com Caras - com todos seus contratados com a legenda: "Só falta o Roberto" Sim, porque até Erasmo Carlos era da Philips.
Num terceiro momento, já na Warner e amargando prejuízos com a crise econômica do inícios dos anos 80, ele se "descobre" o rock nacional contratando Kid Abelha, Ultraje a Rigor, Titãs, Barão Vermelho, a ponto do Rock'n Rio 1 ter como metade das atrações - entre brazucas e gringos - contratados da gravadora.
Graças ao que realizou no Brasil,Midani acabou se tornando um dos mais poderosos executivos da indústria fonográfica no mundo e recentemente foi nomeado pelo ministro e seu ex-contratado Gilberto Gil como comissário-geral do ano Brasil na França em 2005.

Sempre desconfiei que, se a MPB é o que é - ou foi o que foi - mutito se deve à Midani e o modo comos e relacionava com o principal ativo de uma gravadora: os artistas. Essa história de sucesso é contada pelo seu protagonista em "André Midani - Música, Ídolos e Poder", lançado no segundo semestre do ano passado pela Nova Fronteira, e que li em uma noite, de ontem para hoje.
Nessa livro de memórias, descobrimos que Midani não testemunhou apenas o nascimento da Bossa Nova e a profissionalização, apogeu e decadência da indústria fonográfica; como também o desembarque dos Aliados na Normandia.
A trajetória profissional do autor acompanha a evolução do negócio dos discos do ponto em que ele chegou, ainda na França, como um empreendimento de apaixonados pela música, passando pela modernização nos anos 60 e 70 até chegar à mercantilização total e que já anunciava a decadência da indústria assolada pela pirataria e pela falta de visão dos tecnocratas, poucos anos depois. Tudo entrecortado por incríveis histórias de como a MPB e alguns de seus discos memoráveis foram sendo criadas.
É um livro indispensável para quem quer compreender como nossa música popular se tornou um artigo de exportação tão valioso quanto o futebol - ao menos na Europa e Japão - e porque hoje nossos ouvidos são assaltados pela mediocridade generalizada.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Nasce uma promessa

Sara e Guilherme, sexta na Câmara Municipal, pelo Maio Musical

Em meio à agitação com a Virada Cultural Paulista, quase ia me esquecendo do Maio Musical, que teve como atração na sexta a dupla Sara e Guilherme, os vencedores do Festival de MPB de Indaiatuba 2008. Eles, especialmente Sara, confirmaram a forte impressão que deixou em todos os presentes ao evento no ano passado, com uma bela voz que não cai na gritaria nem semitona, com leituras muito pessoais de canções nacionais e internacionais, em que ela não deixa o ingles cair no embromation. na verade, chama a atenção a clareza da pronúncia de cada sílaba, seja em português ou ingles, o que dá poder à interpretação. Muito boa mesmo, a moça. O violonista Guilherme a acompanha com destreza e até arrisca um vocal, safando-se bem. O ótimo público para uma noite chuvosa não deixou de corresponder ao ótimo show proporcionado pela dupla, um saboroso aperitivo para a Virada que aconteceria no dia seguinte.

Sabemos que a carreira artística ainda é uma incerta, mas torço para que a moça não abandone o microfone. Se por um lado, a decadência inevitável da industria fonográfica, mais e mais artistas são revelados em performances ao vivo ou pela Internet. Falando nisso, confiram a canção "Calafrios", de autoria da dupla.

Novo blog, novo parceiro



Tem blog novo no ar! É o da Faculdade Anhanguera de Indaiatuba, cujo link já está n nossa lista de imperdíveis, e que é o primeiro anunciante desta Conversa de Botequim On Line.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nota oficial da Secretaria de Estado da Cultura

A Secretaria de Estado da Cultura esclarece que as informações de público da Virada Cultural Paulista divulgadas na manhã desta segunda-feira, 18/5, referem-se a uma contagem parcial realizada pelos produtores locais, sem levar em conta todos os espaços utilizados para as apresentações.

A coordenação geral do evento contabiliza os números junto às Prefeituras e em breve divulgará os números oficiais da Virada Cultural Paulista 2009.

Obrigada,

Flavia Faiola
Imprensa
Secretaria de Estado da Cultura

Vixe!


A Secretaria de Estado da Cultura acaba de divulgar seus números oficiais da Virada Cultural Paulista: não deu o um milhão de pessoas esperados na soma das 20 cidades, mas em Indaiatuba foram 71.950 de espectadores, mais do dobro do ano passado. É praticamente a população de Arujá e o terceiro maior público entre as 20 cidades participantes.

A Virada em Indaiatuba foi ótima

A fila para ver a Osesp domingo de manhã

Noves fora, quem pode negar que a Virada Cultural Paulista em Indaiatuba foi um sucesso? Talvez quem não conseguiu entrar no concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) ontem de manhã. Era evidente que para garantir lugar era necessario chegar cedo, já que a Sala Acrísio de Camargo tem capacidade para uma setecentas e poucas pessoas. No entanto, teve gente que apareceu às 10h30 – quando a apresentação era às 10h - e reclamou que não entrou! No contraponto, o vice-prefeito Antonio Carlos Pinheiro, estava na fila como todo mundo, aguardando de de pé e debaixo do sol. Devia ser a regra, mas no país do “você sabe com quem está falando”, merece aplausos. E olha que teve funcionária pública graduada que deu piti com a secretária da Cultura, Erika Novachi, que apenas seguia o regulamento da Secretaria do Estado da Cultura: na Virada, quem chega mais cedo entra.

Para se ter um idéia, teve uma turma de Campinas que dormiu na porta do Ciaei e, de, manhãzinha, pediu para usar os banheiros para escovar os dentes e lavar a cara. Assim é a procura pela Osesp. Aí teve quem reclamou que o concerto poderia ser ao ar livre. Era essa a idéia inicialmente, até vir o roçamento para a montagem de um palco com as especificações e equipamento de som exigidos pela orquestra: mais de R$ 100 mil, mais do que a Prefeitura gastou em toda a infraestrutura da Virada. Descartado o concerto ao ar livre, restava o Ciei – onde a apresentação foi ao natural, sem amplificação - ou dizer para a Osesp “obrigado, deixa para a próxima”. É lógico que ninguém seria louco de dispensar a atração que todo mundo queria. O regente Wagner Polistchuk regeu praticamente o mesmo programa da Sala São Paulo esta semana: as Sinfonias no 6 em Ré Maior – Le Metin e no 8 em Sol Maior – Le Soir, de Haydn, e exertos de sinfonias sacras de Giovanni Gabrielli, as canzonas, que a sessão de metais executou nos corredores da Sala Acríso de Camargo. Belíssimo!

Lenine esquentou o início da madrugada no Parque Ecológico

Fiquei preocupado na abertura com Móveis Coloniais de Acaju, às 18h do sábado. O público presente conhecia mesmo o trabalhando da banda de Brasília, mas era meio decepcionante. Mas logo aquela área do Parque Ecológico foi tomada pelo povo que veio ver Marcelo Nova – numa apresentação ainda mais fraca que a do Casarão no ano passado – e o Dead Fish, com a indaiatubana Alien Groove de troco, que fez um show surpreendente entr eo progressivo e o fusion.

E entre os capixabas do Dead Fish e Lenine, a platéia mudou radicalmente, ainda que ainda mais gente tenha aparecido, enfrentando o frio de 15 graus à meia-noite. Desconfio que boa parte era de fora.

Fechei minha Virada Cultural com Yamandu Costa, mas como toda a programação da Virada de domingo no Ciaei atrasou, assisti um pouco da Chilena dos Irmãos Lara e dos Repentistas de Corpo. Mas a cereja do bolo era mesmo o violonista gaúcho, que apresentou com o violonista Nicholas Krassik e o contrabaixista Guto Wirtti músicas de seu novo CD, “Lida”.

Yamandú Costa e seus parceiros de lida

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Virada em Indaiá City!

Os Heartbreakers ano passado na Virada Cultural no Parque Ecológico

Amanhã é o dia da Virada Cultural Paulista em Indaiatuba e mais 19 cidades do Estado de São Paulo.Já publiquei a programação, então vamos a possíveis roteiros no sábado. Os roqueiros podem acampar no Parque a partir das 18h, com a abertura com Móveis Coloniais Coloniais de Acaju, banda emergente de Brasília, seguido pela indaiatubana Alien Groove às 20h, que vai "abrir" para Marcelo Nova, às 21h. O Dead Fish, banda capixaba já razoavelmente conhecida toca às 22h30, para à uma da matina, correr para o Ciaei e assistir a Patife Band, ressurreição de um dos ícones da Vanguarda Paulistana dos anos 80.

Os mais sofisticados podem escolher abrir a Virada com o Cisne Negro, a mais prestigiada companhia de dança brasileira, ás 19h no Ciaei, seguido pelo cantor Danilo Moraes às 21h30; os Parlapatões às 23h com o espetáculo solo "Prego na Testa"; e depois correr para o Parque para pegar o show do Lenine à meia-noite.

A madrugada terá o Dj Eduardo Brechó transformando o Parque Ecológico numa rave das 2h às 4h da matina e o humor do Clube do Improviso ás 3h, no Ciei.

O domingo abre às 10h no Ciaei, com o obrigatório concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), o primeiro em Indaiatuba desde que ela foi reformulada por John Neschling, tornando-se uma das melhores da América Latina. Ao meio-dia, o premiado grupo Furunfunfun traz a peça "O Meninotauro", no Ciaei, o programão para que tem filhos. Às 13h30, o Bicho de Pé vai montar um forro no Parque Ecológico. Às 16h, Yamandú Costa se apresenta no Ciaei e às 17h o CPM22 encerra a Virada em Indaiatuba às 17h no Parque Ecológico. Note que há outras atrações que não conheço mas que podem sempre surpreender, e quem tiver tempo deve aproveitar a oportunidade anual de nao apenas ver artistas consagrados mas também alguns de outras cidades que jamais veríamos se não fosse a Virada Cultural Paulista.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Teatro infantil

Em cartaz: Anjos e Demônios


Estréia nos cinemas de todo o planeta – incluindo o Multiplex Topázio – “Anjos e Demônios”, baseado na primeira aventura do professor de Simbologia Religiosa, Robert Langdon, o herói de “O Código Da Vinci”. Existe um motivo para que Dan Brown tenha “estourado” apenas naquele segundo livro: “Anjos e Demônios” é muito ruim. Não que “O Código...” seja uma obra-prima, mas ao menos em seu mega-best-seller o autor nos poupa de seqüências constrangedoras, que não sei como o diretor Ron Howard vai driblar na versão cinematográfica.

No mais, está tudo lá: uma sociedade secreta perseguida pela Igreja (Templários x Illuminati), gênios do Renascimento envolvidos (Leonardo da Vinci x Galileu Galilei), pistas escondidas em cenários célebres (Paris x Roma) e uma beldade incrivelmente sexy e intelectual (Sophie Neveau, criptologista x Vittoria Vetra, física nuclear) com quem Langdon vai se envolver romanticamente.

No primeiro filme, o roteiro descartou o clichê e Audrey Tatou – nem de longe parecida com a descrição babona de Brown no livro, que para mim era a própria Emmanuelle Béart – não namora Tom Hanks. A mocinha Vittoria Vetra – cuja primeira cena no romance veste camiseta e shortinho – será a israelense Ayelet Zurer (tenho certeza que o escritor tinha Monica Bellucci ou outra diva italiana em mente), que fez a mulher de Eric Bana em “Munique”. Também estão no elenco Ewan McGregor, no papel do Carmelengo Patrick MacKeena; Stellan Skarsgard como o chefe da Guarda Suíça, Richter e Armin Mueller-Stahl como o cardeal Strauss.

A ação começa nos laboratórios do Conselho Europeu para Pesquisa Nuclear (CERN), o mesmo que construiu o gigantesco equipamento de aceleração e colisão de partículas, quando o cientista Leonardo Vetra é assassinado e encontrado com o símbolo Illuminati marcado a ferro no peito. Além disso, uma quantidade de antimatéria capaz de devastar uma cidade inteira também foi roubada. Robert Langdon é chamado para investigar o caso e as pistas o levam a Roma, onde está acontecendo o conclave para eleger o novo papa. Langdon descobre que a antiga sociedade secreta Illuminati – da qual até Galileu Galilei fez parte – pretende se vingar de um massacre de seus membros promovido pela Igreja Católica destruindo o Vaticano.

Diante do sucesso do filme “O Código da Vinci”, a adaptação de “Anjos e Demônios” era inevitável. Repetem-se ainda a direção de Ron Howard (“Uma Mente Brilhante”), a caracterização de Tom Hanks como Robert Langdon e os protestos da Igreja Católica, maior promotora involuntária dos dois filmes. Quem é que resiste à tentação – com exceção de ex-coroinhas como Antônio da Cunha Penna – de conferir o que há de tão herético num filme hollywoodiano? Na verdade, Dan Brown é discípulo confesso de Sidney Sheldon, que descobriu nas teorias conspiratórias envolvendo o Vaticano um grande filão. Está sendo anunciado para este ano seu quinto romance, a terceira aventura de Robert Langdon chamada “O Símbolo Perdido”, que envolveria os maçons e se passaria em Washington. Chegou tarde: “A Lenda do Tesouro Perdido” esteve lá antes...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Festival de rock

Nesta sexta-feira (16) encerra o prazo para as inscrições do Festival de Música de Indaiatuba – Rock 2009 realizado pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria da Cultura. Podem participar do festival: solos, duplas e bandas formadas em Indaiatuba ou nas cidades da região. As eliminatórios serão realizadas nos dias 6, 7, 13 e 14 de junho e a final, no dia 21 de junho. Os interessados podem se inscrever na Secretaria da Cultura, que fica na Praça Dom Pedro II s/nº, no Centro, das 8h às 16h. Para mais informações, ligue para (19) 3825.2056 ou 3825.2057. O regulamento está no site da Prefeitura Municipal de Indaiatuba: http://www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/festival-de-rock.

Sábado tem feijoada na Catedral

Sábado é dia de .... feijoada! E tem muita gente preparada para se deliciar com a feijoada deste sábado, na Catedral do Chopp. O grupo Gabana, com afinado repertório de samba e pagode, vai compor com todo o cenário e clima do prato nacional. Para aumentar a alegria, nesse dia 16, a Catedral do Chopp comemora três anos de funcionamento. E o melhor de tudo é saber que o evento tem metade da renda revertida para o Banco de Olhos de Campinas, uma entidade sem fins lucrativos e que trabalha ativamente em prol da visão em Campinas.

SERVIÇO

Data/horário: 16 de Maio (sábado)

Local: Catedral do Chopp

Convite: R$ 90,00

Grupo Gabana

A Catedral do Chopp fica na Rua Cel. Francisco A. Coutinho, 299, no Cambuí, em Campinas-SP. Tel. (19) 3295.0110.

A Associação Banco de Olhos de Campinas tem sua Unidade Oftalmológica na Irmandade Misericórdia (Santa Casa de Campinas) Rua Benjamin Constant, 1771, no Cambuí, em Campinas-SP. Tel. (19) 3737.7040.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Há três anos...

Vejam esta ótima reportagem do UOL Notícias sobre os três anos da Semana Sangrenta, a guerra não-declarada entre o PCC e as polícias paulistas deflagrada na véspera do Dia das Mães de 2006, que vitimaram mais de 400 pessoas, muitas das quais, inocentes asassinados no fogo cruzado.

Cineclube no dia 26: O Leitor


Mesmo já tendo sido lançado em DVD, "O Leitor" será a atração do Cineclube Indaiatuba no próximo dia 26, às 19h30. O filme, como se sabe, deu finalmente o Oscar de Melhor Atriz a Kate Winslet, em sua sexta indicação. Lembro-me quando a vi em sua estréia, "Alma Gêmeas", do então novato Peter Jackson, e Kate, muito jovem, iluminava a tela com sua beleza e talento. Em seguida, já se consagrou como uma das mais promissoras intérpretes de sua geração em "Razão e Sensibilidade", de Ang Lee. De lá para cá, chegou ao auge de popularidade ao estrelar o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos, "Titanic", ao mesmo tempo que se engajava em produções polêmicas e desfiadoras, como "Fogo Sagrado" e "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças". A seguir, a resenha de Rubens Edwald Filho publicada hoje em sua coluna de lançamentos em DVD no UOL:

Em um episódio de 2005 da série de TV britânica "Extras", Kate Winslet interpreta a si própria e diz que, depois de tantas indicações, o único jeito de finalmente ganhar o Oscar seria atuando em algum filme sobre o Holocausto. A piada se tornou realidade, e Kate finalmente levou o tão esperado Oscar (em sua sexta indicação) depois de um atribulado processo de nomeação.

O problema é que Kate concorria com ela mesma, já que teve outro papel grande em 2008, em "Foi Apenas um Sonho". No Globo de Ouro, ela concorreu como coadjuvante por este "O Leitor" (em que sua participação é realmente menor) e como protagonista no outro filme. Assim, ela conseguiu ganhar os dois prêmios do evento.

Mas o mesmo não aconteceu no Oscar, e ela acabou indicada apenas como atriz principal por "O Leitor", que ainda foi indicado aos prêmios de melhor filme, direção, fotografia e roteiro. Acabou sendo preferido até por sua temática, e também por uma razão sentimental, já que foi o último trabalho de dois grandes cineastas que faleceram e que o co-produziram: Sidney Pollack e Anthony Minghella.

Mas "O Leitor" não chega a ser o grande filme pretendido. Mesmo dirigido pelo inglês Stephen Daldry (dos notáveis "Billy Elliot" e "As Horas"), demora muito para revelar o que não é uma surpresa tão grande assim em uma história muito particular.

Ralph Fiennes é o protagonista Michael Berg, que, já maduro, relembra um romance da juventude. O ator foi o grande injustiçado do ano passado, porque não ganhou nada e está esplêndido aqui, em "A Duquesa", "Na Mira do Chefe" e no telefilme "Bernard e Dóris".

Em 1958, quando tinha 15 anos, Michael Berg (interpretado pelo alemão David Kross), perdeu a virgindade com Hanna (Winslet), uma cobradora de bondes 18 anos mais velha. Durou um só verão, mas foi uma grande paixão para ele. Hanna gostava que o rapaz lesse para ela, até o dia em que sumiu sem explicações.

Mais tarde, quando estudante de direito, o rapaz descobre que Hanna está sendo julgada por ter sido carcereira em um campo de concentração. E o rapaz, agora com 24 anos, tem uma informação que poderia salvá-la da condenação.

Pode a mulher amada ser um monstro? Quais são os limites do dever? Certos segredos devem ser mantidos? Essas são alguns dos questionamentos levantados pelo longa. Para Hanna, era mais importante ter seu segredo guardado do que se responder pela morte de inocentes. Kate assumiu o papel de Hanna quando Nicole Kidman ficou grávida e Juliette Binoche o recusou.

***

Opa! As sessões do Cineclube Indaiatuba acontecem no Multiplex Topázio, no Shopping Center Jaraguá, com ingresso a R$4 e seguido por debate com a platéia.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Relatório do fim de semana

Sábado fui cobrir a atração do Maio Musical meio como rotina. Era a Big Band Samjazz, do Conservatório de Tatuí, um dos grupos estáveis da instituição mantida pelo governo do Estado se São Paulo. Após a abertura com uma “Aquarela do Brasil” muito bem executada, eis que o diretor do grupo – Sérgio Oliveira, o Lagartixa – anuncia “Na Baixa do Sapateiro”, com solo do professor Hector Costita! Então uma das lendas do saxofone no Brasil vem a Indaiatuba sem avisar? O mestre argentino está velhinho mas ainda toca muito. Sem dúvida, elevou o patamar do grupo como um todo, que fez uma apresentação irretocável – para não dizer sensacional – sábado à noite no Ciaei.

Fiquei pensando na minha infância e adolescência passadas aqui quando ansiava pela cultura e conhecimento oferecidos por São Paulo. Quando iria pensar que um dia assistiria Wagner Tiso, Cesar Camargo Mariano, Roberto Sion, Nelson Ayres, o grupo Pau Brasil e, agora, Hector Costita em Indaiatuba e ainda por cima de graça?

Posso dizer que foi a apresentação musical que mais me deu prazer em meses e que, felizmente, contou com um bom público.

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enterprise

Ontem fui conferir o novo “Star Trek” na companhia do meu velho amigo Arabaci e de sua mulher Sonia, uma trekker de verdade. O veredito unânime foi “sensacional”. O diretor J.J. Abrahams conseguiu atualizar a franquia mas remetendo à série clássica por meio de citações divertidas. Mas mesmo sem elas – reconhecíveis apenas pelos aficcionados – o filme se sustenta muito bem, garantindo a diversão do que não conhecem ou até não gostam muito do “Jornada nas Estelas” original.

Estão ali o design original da Enterprise, os uniformes coloridos e os personagens principais muito próximos dos originais. Citações estão espalhadas por todo o roteiro (a partir de agora, quem não viu o filme e não quer saber de detalhes é melhor parar de ler): 1) O teste do Kobayashi Maru é citado em “Star Trek 2 - A Ira de Khan”, no qual Kirk conta sua proeza comendo uma maçã, como faz agora durante o exame; 2) a garota verde com quem Kirk tem um caso remete à versão escrava orioniana de Vina do piloto da série e à personagem de Yvonne Craig (a Batgirl da série “Batman”) em um episódio da terceira temporada; 2) o verme-da-verdade usado no capitão Pike remete ao bicho similar implantado em Checov em “Star Trek 2 – A Ira de Khan”, mas, como bem notou a doutora Sonia, pela boca o animal vai parar no sistema digestivo, enquanto no ouvido – como feito em Checov – sim, ele poderia ir ao sistema nervoso central; 3) o Spock do futuro mostra a Scotty a solução de um problema que ele inventaria daqui a algum tempo, numa alusão a “Star Trek IV – De Volta para Casa”, em que o engenheiro é criticado por repassar uma invenção do século XXIII a um fabricante do século XX e ele responde: “e quem disse que não foi ele que intentou?”; e 4) o capitão Spike termina a aventura numa cadeira de rodas, como no episódio duplo “Zoológico”, que usa imagens do episódio piloto como fatos ocorridos 13 anos antes de Kirk assumir a Enterprise.

Mas a brincadeira mais cruel talvez seja a da entrada de Uhura para a tripulação. Inicialmente escalada para outra nave, ela dá uma intimada em Spock, que a inclui na sua nave imediatamente. Não tenho dúvidas que é uma alusão á forma como Nichele Nichols – a Uhura original – entrou para o elenco da série: ela tinha na época um caso com Gene Roddenberry, o criado de Star Trek. Sim, o namoro do vulcano com a oficial de comunicações é provavelmente a novidade que mais pode chocar os trekkers. Acho que Abrahams quis causar uma comoção do tipo que o beijo interrracial de Kirk e Uhura provocou nos anos 60. Como hoje isso não é mais novidade, fazer Spock ter um tórrido caso de amor é que “causaria”. Sem dúvida, surpreendeu.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Em cartaz

star trek

Calma, Zachary, você é Spock, não Sylar!

Estréia esta semana em todo o planeta Terra o aguardado “Star Trek - O Futuro Começa”, a retomada da maior franquia de ficção-científica de todos os tempos (desculpe, George Lucas). “O espaço: a fronteira final.” Se você não sabe de onde vem essa frase – ou até sabe, mas não liga – então você não é um trekker. Um trekker é um iniciado no universo crido por Gene Roddenberry no início dos anos 60. São vários graus de iniciação, desde os que preferem aos seriados mais recentes – heresia! – até os que colecionam livros, DVDs de todas as série filmes e miniaturas das diversas Enterprises e seus tripulantes. Encontro-me num nível intermediário: assisti todos os spin off televisivos – não integralmente – e longas-metragens. Até li um livro sobre a série original em inglês. Mas, acredite, tem gente muito pior. Por exemplo a Sônia, médica-oncologista que me emprestou o tal livro. E pensar que o doutor McCoy compara a quimioterapia com a Inquisição em um dos filmes da franquia...

O corajoso J.J. Abrahms, criador de “Lost”, “Alias” e “Cloverfield, O Monstro” – sabia muito bem o tamanho da encrenca em que estava se metendo quando topou pegar a saga da Enterprise e sua tripulação desde o início. Não se jogam fora cinco seriados, 10 longas e uma série de subprodutos que incluem uma série de animação e HQs de uma hora para outra.

O diretor do último “Missão: Impossível” pode ser ousado, mas não é louco. Mesmo confessando não ser fã da franquia, teve o cuidado de convocar o mais icônico personagem de “Jornada nas Estrelas” (para quem não sabe, o título em português da franquia até outro dia): o senhor Spock, Leonard Nimoy. Tendo assegurado um link confiável com o passado, Abrahams se dedicou a desconstruir a mitologia, ou pelo menos trazê-la para o século XXI, ainda que ela se passe ironicamente no sáculo XXIII.

O filme conta como o jovem James Tiberius Kirk (Chris Pine, par romântico de Lindsay Lohan em “Sorte no Amor”) entra na Academia Estelar, após uma juventude transviada. Na escola militar conhece aqueles que serão seus amigos e colegas de tripulação durante toda sua vida: o oficial de ciências vulcano Spock (Zachary Quinto, o vilão Syler de “Heroes”), o médico Leonard “Bonés” McCoy (Karl Urban, de “Senhor dos Anéis” e “Doom – O Filme”), o engenheiro escocês Scotty (Simon Pegg, de “Chumbo Grosso”) e a oficial de comunicações Nyota Uhura (Zoe Saldana, de “Ponto de Vista” e “O Terminal”). Também estão presentes os personagens Hikaru Sulu (John Cho, ator com currículo televisivo) e Pavel Checov (Anton Yelchin, de “Alphadog”). Todos se unirão contra a ameaça representada pelo romulano Nero (Eric Bana, de “Munique” e “Tróia”), que volta do futuro junto com um velho Spock (o próprio Leonard Nimoy) em busca de vingança contra o vulcano e contra a Frota Estelar.

O site Rotten Tomatoes (tomates podres) – que recolhe resenhas de jornais, publicações e sites especializados de todos EUA – dava inacreditáveis 94% de opiniões positivas sobre o filme, o que é bom indicador, mas não decisivo, especialmente para o público brasileiro, que nem sempre acompanha o gosto dos americanos (felizmente!). Mas o Omelete – portal tupiniquim de cinema, HQ e games – publicou um crítica do nerdíssimo Eric Borgo amplamente favorável ao trabalho de J.J. Abrahams.

paz plaster of paris

Plaster, que na verdade é de Madrid, ameaça o Spirit

Espírito sem alma

Finalmente chega a Indaiatuba “The Spirti”,a verão para o cinema do herói das HQs dos anos 40/50. O diretor e roteirista Frank Miller teve a bênção do próprio Will Eisner, um orçamento decente e um elenco de mulheres maravilhosas para fazer jus ao espetacular elenco de vilãs do Spirit. O que podia dar errado? Aparentemente, tudo. Miller é um gênio dos quadrinhos – maior que Alan Moore, na minha opinião – mas não é cineasta. A experiência que o animou a tentar de novo a Sétima Arte (após a desastrosa experiência como roteirista em “Robocop 2 e 3”) foi a parceria com Robert Rodriguez em “Sin City”. Por mais que o filme seja calcado na HQ original do criador d’”O Cavaleiro das Trevas”, tinha a larga experiência de Rodriguez por trás das câmeras. Sozinho, Miller não soube perceber os limites entre cinema e quadrinhos.

Também o estilo de Eisner não é tão filmável quanto o de Miller. É Arte Gráfica, como o próprio Eisner denominou. As histórias clássicas do Spirit eram contadas em rigorosas sete páginas, num primor de concisão e diagramação que nunca mais foram alcançadas por nenhum outro artista dessa linguagem. Miller era um legítimo discípulo de Eisner, mas trabalhava no formato revista, com muito mais liberdade para desenvolver suas tramas. O Spirti era engessado pelas páginas reservadas a ele nas edições de domingo dos jornais e foi sob essa limitação que seu autor desenvolveu sua arte.

Dito isso, vamos ao filme. Denny Col (Gabriel Mach, de “O Bom Pastor”) é um policial que depois de levar vários tiros de um bandido, descobre que tem um “fator cura”, para usar um termo mutante (nas HQs, a prodigiosa capacidade de recuparação do herói nunca é explicada, simplesmente acontece). Passando a atuar como o detetive independente Spirit, incomoda o chefão Octopus (cujo rosto nunca é mostrado nos quadrinhos mas no filme ganha a cara de Samuel L. Jackson) que manda para cima do mocinho uma impressionante galeria de femme fatales: a enfermeira Silken Floss (Scarlett Johanson), a ladra internacional Sand Saref (Eva Mendes), a sereia Lorelei Vox (Jamie King, de “Sin City”) e a dançarina exócia Plaster of Paris (a espanhola Paz Vega, de “Espanglish” e “Lúcia e o Sexo”). Do lado do Spirit estão o comissário Nolan (Dan Lauria, mais conhecido como pai de Kevin Arnold em “Anos Incríveis”) e sua filha Ellen (Sarah Paulson, de “Abaixo o Amor”), que também é médica e namorada oficial do herói.

evocando espíritos

É tudo verdade ou efeito da quimioterpia?

Sessão espírita no hospital

“Evocando Espíritos” é baseado num livro que conta a experiência de uma família em Connecticut, quando para lá se mudaram em 1986 em busca de um tratamento do câncer do jovem Matt. O pai tenta de livrar do alcoolismo enquanto a mãe faz\ de tudo parta tentar salvar seu filho.Mas quando o rapaz começa a terapia, ele começa a sentir e ver coisas, que podem estar ou não ligadas à sua doença. Chama a atenção ao fato do roteirista Adam Simons ser autor do celebrado documentário “American Nightmare”, sobre a era de ouro dos filmes de terror ianques, nos anos 70 e 80. No elenco estão Kyle Gallner, do seriado “Big Love”; Virginia Madsen, indicada ao Oscar por “Entre umas e outras” e Elias Koteas, de “Zodíaco”.

Nova assessora da Câmara

Desde de 6 de maio de 2009, assumiu o cargo de diretora de Comunicação da Câmara Municipal a jornalista Rachel Severo Alves Neuberger, Especialista e Mestre em Comunicação. Em Indaiatuba, já atuou como repórter na Rádio Jornal, foi jornalista responsável pelo jornal Semana em Destaque, foi repórter e diretora de jornalismo da Nova TV Sol e jornalista responsável pela Revista Imediata. Com amplo conhecimento acadêmico na área de jornalismo, também possui experiência nacional e internacional em Consultoria e Assessoria de Imprensa, sendo, atualmente, diretora da Palavra Comunicação.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O lançamento oficial da Virada Cultural Paulista

Lá do outro lado da primeira fila de autoridadades – entre as quais João Sayad, José Serra e André Sturm – está o cantor Tinoco

Hoje aconteceu o lançamento oficial da Virada Cultural Paulista, que acontece nos próximos dias 16 e 17, no Salão Nobre da Secretaria de Estado da Cultura. A cerimônia estava marada para as 11h30, mas foi adiada para às 13h em função da agenda do governador José Serra, deixando diversos representantes de prefeituras e imprensa do Interior tomando chá de cadeira por uma hora e meia. Felizmente, rolou um coquetel em que não faltou pão com mortadela para pessoas que vieram de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Araçatuba, entre os rincões mais distantes. Até mesmo uma das atrações programadas para animar a festa, a atriz Angela Dip, desertou em função do atraso.

À uma e tanto da tarde, o secretário estadual da Cultura, João Sayad, chegou acompanhado pelo adjunto Ronaldo Bianchi e pelo coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural, André Sturm. Mesmo sem Serra, começaram as apresentações, primeiro a dupla do Circo Vox, depois Heraldo do Monte executando “Trenzinho Caipira” de Villa-Lobos e fechando os pocket-shows, os Parlapatões. Ou seja, das três amostra-grátis, Indaiatuba verá duas delas na íntegra. Assistindo tudo ao lado das autoridades, Tinoco, sobrevivente da mais famosa dupla caipira de todos os tempos, que fazia a função de embaixador da cultura do interior paulista.

O governador José Serra chegou finalmente antes dos Parlapatões entrarem em campo, e ao fim da performance da trupe, começaram os discursos. André Sturm, que comanda na prática toda a Virada Cultural Paulista, agradeceu a todos os envolvidos e lembrou que, apesar da crise, conseguiu até aumentar o número de cidades envolvidas, de 19 em 2008 para 20 este ano. João Sayad lembrou que 13 cidades-sede de regiões administrativas receberão a Virada, além de sete que não o são (entre elas, Indaiatuba).Também destacou o Circuito Cultural, que programa anualmente 700 atrações para 50 cidades que não fazem parte da Virada a cada 15 dias. “Não é um evento esporádico e, segundo depoimentos que recolhi, tem ajudado a recuperar os centros urbanos das cidades do interior”, contou.

Carlos Augusto Calil, secretário municipal da Cultura de São Paulo, lembrou quando o então prefeito José Serra o chamou para montar uma programação que abrangesse 24 horas de um final de semana. O evento acontecia inicialmente em toda a Capital, mas com o tempo acabou encontrando seu verdadeiro lugar no Centro de São Paulo. “Hoje em dia, na maioria das grandes cidades, o centro virou periferia também. A perspectiva de circular pelo centro, de torná-lo também como nosso bairro funcionou muito bem e hoje é um fenômeno, a festa da cidade. Eu vejo que pelo estímulo do governador a Virada se tornou uma onda que só avança, como as viradas Social, Esportiva e esperamos que aconteça também uma Virada Econômica e, principalmente, uma Virada Ética”, concluiu, sob os plausos do público presente.

O governador José Serra pegou o gancho de Calil e disse, com uma ponta de ciúme pela frase ser do outro, que essa história de Virada Ética seria um pelo discurso de campanha. Lembrou que, embora a idéia fosse dele, Serra, o nome da Virada Cultural quem deu foi Calil. “Como era o nome que eu queria mesmo? Ah, São Paulo 24 horas! Não podia dar certo mesmo”, brincou. Lembra plantão de farmácia e Serra, além de notório hipocondríaco, foi o ministro da Saúde. São Paulo 24 Horas ia virar piada do Zé Simão…

Serra lembra que, além de proporcionar lazer à população, a Virada cria oportunidades à classe artística de divulgar seus trabalhos fora das capitais. “Não é nem pelo dinheiro, que se paga pouco, mas se tornou algo para se por no currículo”, reconheceu.

A idéia do governador é que a idéia da Virada se alastre pelo interior, a ponto de, num futuro, acontecer independentemente do governo do Estado. Também reforça a idéia de que, mesmo que algumas cidade não o façam, que se use a programação para recuperar e revitalizar os centros urbanos.

Circo Vox: intervenções irreverentes e acrobáticas estarão sábado à noite em frente ao palco do Parque Ecológico de Indaiatuba

Heraldo do Monte, um dos maiores guitar players do mundo interpreta o oportuno “Trenzinho Caipira”

Apesar dos quatro Parlapatões em campo hoje, somente Hugo Possolo, de preto, vem a Indaiatuba com a peça “Prego na Testa”, às 23h no Ciaei

A programação em Indaiatuba

Talvez o secretário da Cultura de Campinas fosse movido pelo ciúme ao retirar sua cidade da Virada, já que, fosse como fosse, a programação da vizinha Indaiatuba é melhor. É provavelmente uma das melhores de todas as 20 cidades participantes, a começar pela Orquestra Sinfônca do Estado de São Paulo (Osesp), atração cobiçada e exclusiva. Também teremos a mais renomada companhia de dança brasileira, a Cisne Negro; um dos principais compositores-cantores da MPB depois de 1990, Lenine; um dos mais reconhecidos grupos de teatro infantil, o Furufunfun; uma das melhores banda de forró pé-de-serra, o Bicho de Pé; o maios famoso violonista brasileiro da atualidade, Yamandú Costa; um roqueiro “clássico” dos anos 80, Marcelo Nova; outros consagrados neste século, CPM22, além dos emergentes Dead Fish. Registro ainda as participações indaiatubanas, além da Alien Groove aqui mesmo no sábado, da banda Ziczira, domingo, em São João da Boa Vista e da Sinfonieta dos Devotos de Nosa Senhora dos Prazeres, orquestra idealizada e liderada pelo nosso maestro Marcelo Antunes Martins que se dedica ao resgate da música dos mestres mulatos brasileiros, dos escravos-músicos do período colonial até Pixinguinha, às 10h em Caraguatatuba.

Sou um entusiasta da Virada Cultural por acreditar no poder transformador da cultura. A cidade de São Paulo já vivencia isso na sua versão, mais velha e mãe da estadual. Mais do que as autoridades responsáveis dissseram hoje, é uma oportunidade única para para que o interior paulista entre em contato com o muito de cultura que se produz Brasil afora. Os artistas enxergam isso e abraçam a Virada com todo o entusiasmo apesar de, como o própio Serra reconheceu, o cachê não ser essas coisas.

A programação completa em Indaiatuba segue abaixo. Os campineiros que quiserem usufruir dela, já que ficaram órfãos este ano, estejam convidados.

Palco do estacionamento do Parque Ecológico

Móveis Coloniais de Acaju – das 18h20 às 19h20

É possível perceber rock, ska e a influência de ritmos de todo o mundo e da música brasileira. Ao longo de quase dez anos, os Móveis puderam conquistar seu espaço. "A banda começou a tocar em 1998, mas somente agora, depois de tocar em diversos festivais e fazer muitos shows, chegaram ao disco que, pela sua qualidade, garante a passagem para o primeiro time da música brasileira

A banda tem passagem por eventos e locais dos mais importantes do país como o Brasília Music Festival (2003), Curitiba Rock Festival (2005), Bananada (2003 e 2004), Porão do Rock (2000, 2005 e 2007), MADA (RN), Se Rasgum (PA), Canecão (RJ), Humaitá pra Peixe (RJ), Via Funchal (SP), Festival Indie Rock (RJ e SP), Festival No Ar (PE), Circo Voador (RJ), Festa da Música (DF), Goiânia Noise Festival (GO) e RecBeat (PE, 2008). Entre shows e festivais, o grupo esteve ao lado de artistas e bandas importantes como as americanas Weezer, Live, Alanis Morissete, Simple Red, Slackers e Voodoo Glow Skulls, a venezuelana Desorden Publico e a francesa Gotan Project, a inglesa The Rakes, e as brasileiras Charlie Brown Jr, Ultraje a Rigor, Ira, Pato Fu, Barão Vermelho, Dead Fish, Los Hermanos, Nação Zumbi, Maria Rita, Orquestra Imperial.

Alien Groove – das 20h às 20h40

Marcelo Nova – das 21 as 22h

Foi vocalista da banda baiana de punk rock Camisa de Vênus, no início dos anos 80, onde permaneceu até 1987. Em 1988 iniciou então sua carreira solo, gravando, no ano seguinte, um LP intitulado A Panela do Diabo, ao lado de Raul Seixas com quem realiza uma turnê de 50 apresentações pelo Brasil. Em 1995 volta para a Camisa de Vênus, permanecendo até 1997e retornando à carreira solo, no ano seguinte.Em 2007, Marcelo Nova se reúne novamente com a banda Camisa de Vênus para algumas apresentações ao redor do Brasil

Arruaça – Circo Vox (intervenção de rua – perto do palco) das 22h às 22h30

A união de profissionais especializados em novo circo possibilitou a formação do Circo Vox. Para maior versatilidade, adaptaram a experiência adquirida na Europa, ao seu trabalho no Brasil (dois dos integrantes do grupo estudaram nas melhores escolas de Novo Circo da França). O grupo costuma agregar artistas experientes para cada necessidade de trabalho, e conta com mais de nove anos de experiência no mercado de eventos.

As técnicas circenses contemporâneas (malabarismo, contorcionismo, tecido, lira, elástico, pirâmides acrobáticas, clown, entre outras) unem-se à dança, teatro e ao canto, compondo assim um espetáculo que alcança todo o tipo de público.

Dead Fish – das 22h30 às 23h30

Dead Fish é uma banda brasileira de hardcore que se formou em Vitória, Espírito Santo, no ano de 1991. O grupo lançou quatro discos e inúmeras demos antes de romper a barreira independente e alcançar o mercado mainstream. Composto, atualmente, por Rodrigo (voz), Alyand (baixo), Marcos, da banda Ação Direta(bateria ) e Philippe (guitarra), o grupo (com outra formação) conquistou projeção no âmbito nacional através do disco Zero e Um, lançado pela Deckdisc, em 2004, com produção de Rafael Ramos e mixado por Ryan Greene, responsável por faixas-símbolo do hardcore mundial

Arruaça - Circo Vox (intervenção de rua – perto do palco) das 22h30 às 0h00

Lenine – da 0h às 01h30

Osvaldo Lenine Macedo Pimentel nasceu em Recife, capital pernambucana. Ouviu rock até os 17 anos, quando teve acesso ao “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento, e a um show de Gilberto Gil. Dois anos depois, embarcou para o Rio de Janeiro, onde vive atualmente, em busca da carreira musical.
O primeiro ‘single’ chegou somente quatro anos depois, em 1981, com a música “Prova de Fogo”, em parceira com Zé Rocha, com a qual Lenine participou de um festival de MPB da Rede Globo. O primeiro disco, “Baque Solto”, saiu em 1983, em parceria com outro cantor e compositor pernambucano, Lula Queiroga.

DJ Eduardo Brechó – das 2h às 4h

Desenvolve uma intensa pesquisa sobre a influência dos ritmos africanos na música do mundo todo. Essa é a pulsação que permeia todo o seu set. Desde gêneros como o soul, a música popular brasileira e a música caribenha, até o seu original set de afrobeat e música de terreiro, sua maior especialidade, cultuado até na ginga.

Gran Circo Máximo (próximo ao palco) – das 12 às 13h

Bicho de Pé – das 13h30 às 14h30

No final dos anos 90, os jovens de São Paulo descobriram o prazer de dançar juntinho nas festas das universidades e o valor artístico das canções e dos poetas nordestinos reacendeu suas luzes. Neste contexto surgiu a Banda Bicho de Pé (1998) com uma presença feminina no vocal. Em menos de um ano a música "Nosso Xote", de autoria da vocalista Janaina Pereira, ficou entre as mais tocadas em todo o país e atingiu o 3º lugar nas paradas de SP, segundo a Crowley. O primeiro CD "Com o Pé nas Nuvens" vendeu mais de 120 mil cópias. Desde então, começaram a fazer abertura de shows de artistas conceituados como: Ivete Sangalo, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Alceu Valença, participaram de shows com Chico César, Dominguinhos, Osvaldinho do Acordeão, Forróçacana, Falamansa, Rastapé, Planta e Raiz, Edu Ribeiro, Ponto de Equilíbrio, entre outros artistas.

SxA (Ribeirão Preto) – das 15h às 16h

Estilo: Pop/Rock

Gran Circo Máximo (próximo ao palco) – das 16h às 17h

CPM 22 – das 17 às 18h30

Banda brasileira de hardcore melódico formada em 1995 na cidade de Barueri, São Paulo. Seguindo uma vertente do Hardcore com forte influência do Punk Rock, Badauí (voz), Wally (guitarra), Luscius (guitarra), Fernando Sanches (baixo) e Japinha (bateria) já abriram shows de bandas internacionais como Lagwagon, No Fun at All e Down by Law. Com o clipe de "Anteontem", sucesso na MTV, o CPM 22 é uma promessa de renovação do cenário hardcore nacional. Seguindo os passos de veteranos como Charlie Brown Jr., os rapazes do CPM, que já possuem um invejável currículo, continuam pavimentando seu caminho e colhendo seus frutos com muito suor, barulho e melodia. Em 2008, eles ganharam um Grammy Latino de melhor álbum de Rock.

Sala Acrísio de Camargo

Ballet Cisne Negro em “Trama” das 19h às 20h30

Comemorando em 2007 seus 30 anos de existência, a Cisne Negro Cia. de Dança é considerada uma das melhores companhias contemporâneas do país e tem como filosofia a originalidade, a tradição e a preocupação de formar novas platéias, buscando públicos capazes de apreciar a inovação e a beleza.
A companhia nasceu de uma circunstância especial: sua diretora artística, Hulda Bittencourt, juntou as alunas do já famoso Estúdio de Ballet Cisne Negro com alguns atletas da Faculdade de Educação Física da USP. A aproximação desses dois universos deu ao grupo sua principal característica: uma dança energética, viril e de grande qualidade técnica e artística.
Os trabalhos da companhia inserem-se dentro do panorama contemporâneo da dança e desde o início a companhia trabalha com coreógrafos inovadores e jovens, dentre os quais se destacam Vasco Wellencamp (Portugal), Gigi Caciuleanu, Patrick Delcroix (França), Mark Baldwin (Inglaterra), Ana Maria Mondini, Dany Bittencourt, Denise Namura, Tíndaro Silvano, Mário Nascimento e Rui Moreira (Brasil), Júlio Lopes e Luis Arrieta (Argentina), Michael Bugdahn (Alemanha), Victor Navarro (Espanha) e Itzik Galili (Israel).
A Cisne Negro Cia. de Dança já se apresentou nas principais cidades do Brasil e também em diversos países como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Uruguai, Argentina, Alemanha, África do Sul, Chile, Cuba e Moçambique, mostrando seu trabalho dentro da dança brasileira construído com profissionalismo e paixão.

Danilo Moraes – das 21h30 às 22h30

Cantor, compositor e guitarrista, nascido em São Paulo, foi o 2º Colocado no Prêmio Visa – Edição Compositores, em 2006. Já atuou como violonista, guitarrista e backing-vocal com diversos artistas como Chico César, Miriam Maria, Premê, Wandi Doratiotto, seu pai, com quem produziu o disco “Pronto”, Mário Manga, Ceumar, Inácio Zatz, Celso Sim, entre outros.

Lançou seu disco solo em 2003 e foi selecionado para o projeto Rumos do Itaú Cultural e para o Prêmio TIM. Com a banda Banguela, Danilo apresentou-se durante vários anos nas casas de forró de São Paulo e lançou em 2004 o disco “Na Pista”.

Desenvolveu trabalho em parceria com Chico Salem (guitarrista da banda de Arnaldo Antunes), fazendo diversos shows em casas noturnas paulistanas. Os dois venceram o Festival Inter Escolas de Música, da casa de shows Tom Brasil, em 1996, interpretando a canção Lamento Cego, do repertório de Jackson do Pandeiro.

Compôs junto com Ricardo Teté e Rodrigo Castilho, o xote Beijo Roubado, que em 2000 foi gravado pelo grupo Rastapé tornando-se um grande sucesso em todo o país. É também compositor da música Micróbio, da trilha do seriado infanto-juvenil Ilha Rá-Tim-Bum, da TV Cultura (2002). Compôs junto com a cantora e compositora Céu o samba Mais um Lamento, gravado em seu CD de estréia Céu em 2005.

Em 2004, Danilo mudou-se para França onde apresentou-se em casas de shows em Paris e em outras cidades da Europa. No ano seguinte, ainda na França, gravou o CD 51 em parceria com Ricardo Teté. O CD, lançado pelo selo Madioko em 2005 no mercado francês, incluía a canção Contabilidade, que se tornou a grande vencedora do Festival da TV Cultura no mesmo ano. Como resultado do prêmio, a dupla gravou o CD A Torcida Grita, lançado no início de 2007.

Parlapatões em “Prego na Testa” – das 23h à 0h

A história dos Parlapatões e a retomada do Teatro de Rua na cidade de São Paulo caminham juntas. Da necessidade de se expressar com maior liberdade, longe das gastas convenções do teatro de então, o grupo se formou. Em 91, começaram apresentando números circenses e passando o chapéu. Aos poucos, os números ganharam uma forma teatral que gerou os dois primeiros espetáculos: Nada de Novo e Bem Debaixo do Nariz.

A nova montagem teatral dos Parlapatões traz texto inédito no Brasil de Eric Bogosian ( Suburbiae Talk Radio) com tradução, adaptação e direção do dramaturgo Aimar Labaki e interpretação de Hugo Possolo.

O texto do americano Eric Bogosian esperou 11 anos para ganhar sua versão brasileira. Seu título original Pounding Nails in the Floor with My Forehead em português ganhou a expressão que faz jogo com o duplo sentido de ameaçar o crânio por um prego ou de que ele já esteja fincado em uma mente perturbada.

Ainda inédito no Brasil, Prego na Testa foi grande sucesso nos EUA com a interpretação do próprio autor. Duas de suas peças foram transformadas em filmes de grande impacto – Talk Radio e Suburbia (que já teve montagem paulista). Mestre em expor o ridículo da neurose urbana, desenha aqui vários tipos que vão do esquisito ao hilariante, sempre instigando a platéia a reações que vão da gargalhada à angústia.

A tradução e adaptação de Aimar Labaki além de situar aspectos da realidade brasileira reordena condições de ritmo e síntese a serviço da força poética de cada cena. Insere os personagens em contextos mais determinados, o que consolida o elo entre eles e deixa espaço para a interpretação fluir.

Patife Band – da 01h às 02h

Patife Band é uma banda formada em 1983 que mistura punk rock com composição dodecafônica e representa um dos expoentes do movimento que ficou conhecido como Vanguarda Paulista que se somou a um movimento global de inovações ocorridas na década de 1980, principalmente nos países mais industrializados, nas composições de gênero rock e punk rock incorporando métodos mais rebuscados e experimentais na métrica e ritmo das músicas.

Inicialmente formada por Paulo Barnabé (voz), André Fonseca (guitarra e voz), Sidney Giovenazzi (baixo e voz) e James Müller (bateria), teria já em 1984 o baterista substituído por Cidão Trindade. Paulo Barnabé foi quem, depois de experiências com o irmão Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, montou o grupo.

O primeiro disco da banda foi lançado em 1985 pelo selo Lira Paulistana que ganhou destaque com a versão para o clássico da Jovem Guarda "Tijolinho", de Wagner Benatti. No ano seguinte, participaram da trilha sonora do filme "Cidade Oculta", de Chico Botelho, com a música "Pregador maldito". Em 1987 lançaram o LP "Corredor polonês", pela gravadora WEA, disco no qual a banda interpretou "Pesadelo" e "Tô tenso", "Teu bem" (regravada por Cássia Eller), "Chapeuzinho Vermelho", "Vida de operário" (de autoria do Excomungados e regravada pelo grupo mineiro Pato Fu).

Em 2002, a gravadora WEA relançou em cd o disco "Corredor polonês".

Em 2004 uma composição da banda foi incluída na coletânea "The sexual life of the savages", do selo londrino Souljazz.

Em 2005 a banda gravou o cd "Ao vivo" no "Festival DemoSul", em Londrina, com a formação atual Paulo Barnabé (voz), André Fonseca (guitarra e voz), Maurício Biazzi (baixo), Eduardo Batistella (bateria).

A formação atual da Patife Band conta com Paulo Barnabé (voz e bateria), Matheus Leston (sintetizador) e Paulo Braga (piano).

Clube do Improviso – das 03h às 04h

A Nósmesmos Produções Artísticas é uma companhia teatral de Itu que se especializou na linguagem de humor. Criada em 2003, por iniciativa dos atores Christian Hilário e Juliano Mazurchi, a Nósmesmos realiza atividades nas áreas de Teatro Empresarial, Infantil e Entretenimento, trabalhando junto a empresas em convenções e treinamentos, e em parceria com hotéis para divertimento dos hóspedes. Possui um excelente repertório de comédia composto pelo Espetáculo quase Artístico (2004); Por que os Homens Mentem? (2005); Todo Mundo Louco (2006); O Recruta (2007) e Os Babaccos (stand up comedy 2008).

O trabalho da Nósmesmos tem sido difundir a cultura do teatro para um maior número de pessoas, oferecendo uma nova opção de lazer para o interior de São Paulo.

OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – das 10h às 11h

Com mais de 130 apresentações anuais em sua temporada de concertos, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo -Osesp- é considerada hoje a mais destacada orquestra da América Latina.
Com uma programação abrangente que mescla as grandes obras da literatura musical internacional com primeiras audições mundiais e compositores brasileiros-, a Osesp traz ao Brasil alguns dos maiores solistas e regentes da atualidade.
Nos concertos que realiza na Sala São Paulo, sede da Orquestra, os 1500 ingressos esgotam-se em praticamente todas as apresentações e, ano após ano, as séries de assinatura disponibilizadas têm sua capacidade máxima alcançada.

Cia Furunfunfum em “O Meninotauro” – das 12h às 13h
Furunfunfum é a onomatopéia de um toque de sanfona, podendo significar também festa, bagunça, farra, folia... Para o grupo o teatro é um pouco como um baile de forró ou um show de rock'n roll , onde o calor e a participação do público fazem parte do espetáculo. Utilizam em suas montagens as mais variadas técnicas e estilos teatrais – música, canto, manipulação de bonecos, comedia dell’arte. O grupo existe há 16 anos e tem em seu currículo, 12 peças teatrais: Furunfunfum no Carnaval, Furunfunfum no Arrail, A Terra dos Meninos Pelados, Os Três Porquinhos, Rapunzel, Brincar com Palavras, O Macaco Simão e Outras Histórias e Outras Canções, O Flautista de Hamelin e O Circo do Seu Lé. Já ganhou inúmeros prêmios (APCA, Coca-Cola Femsa) e participou de vários festivais internacionais.

O Meninotauro pretende transportar espectadores de todas as idades para um lugar e tempo míticos, a Grécia Antiga. Será uma viagem repleta de mistério, magia, poesia e muito bom humor. Estarão em cena Paula Zurawski (atriz e música), Marcelo Zurawski (ator e músico), Thomas Howard (músico) e Douglas Felis (músico).

Fandango de Chilena dos Irmãos Lara – (porta do teatro) – das12h30 às 13h30

Com mais de 50 anos de história, o grupo fandango de chilena dos irmãos lara foi fundado em capela do alto, interior de são paul, pelo sr.francisco de lara. Mantendo a tradição dos nossos antepassados, tropeiros que vinham do sul do país trazendo tropas e mercadorias para as feiras de muares de sorocaba, o sr francisco de lara, hoje com 76 anos, ainda demonstra muita disposição para levar o grupo em frente. Após a sua primeira formação, o grupo atualmente conta com quatro gerações, sendo: pai, filhos netos e bisnetos e mais amigos para poder montar um time de 18 componentes, que se apresentam Brasil a fora!
A origem do Fandango de Chilena começou na descoberta do ouro, final do século 17, quando os bandeirantes estavam eufóricos a desbravar o país em busca de riquezas, momento em que surgem os tropeiros que viajavam meses no meio do mato, fazendo trilhas, até chegar ao lugar explorado. E quando caía a noite e a tropa resolvera descansar, sempre tinha um tropeiro com a viola nas costas disposto a por a turma toda pra dançar. Eis que surge o Fandango de Chilena. Chilenas são as esporas de grandes rosetas com astes arqueadas, responsáveis pelo barulho do sapateado.

Lado B – Repentistas do Corpo – das 14h às 15h

A banda Lado B foi formada há 5 anos, buscando uma sonoridade Pop / Rock no mercado nacional. Hoje com seu trabalho finalizado e a música " EU VOU " tocando em várias rádios da região metropolitana de Campinas.

Fandango de Chilena dos Irmãos Lara – (porta do teatro)

Yamandu Costa – 16h às 17h30

Considerado um dos maiores talentos do violão brasileiro, Yamandu Costa é uma referência mundial na interpretação da nossa música, que domina e recria a cada performance. Quem o vê no palco percebe seu incrível envolvimento, sua paixão pelo instrumento e pela arte. Sua criatividade musical se desenvolve livremente sobre uma técnica absolutamente aprimorada, explorando todas as possibilidades do violão de 7 cordas, renovando antigos temas e apresentando composições de intenso brilho, numa performance sempre apaixonada e contagiante. Revelando uma profunda intimidade com seu instrumento e com uma linguagem musical sem fronteiras, percorreu os mais importantes palcos do Brasil e do mundo, participando de grandes festivais e encontros, vencedor dos mais relevantes prêmios da musica brasileira.

Campinas está fora da Virada Cultural Paulista

A notícia saiu ontem, terça, no Correio Popular, em matéria assinada por um indignado João Nunes. A justificativa do secretário municipal da Cultura de Campinas, Arthur Achilles Duarte de Gonçalves, é de que a prefeitura não tem recursos por causa da crise nem de tempo hábil para licitar a infraestrutura necessária para receber a programação. Bom, 20 cidades paulistas menores que a Cidade das Andorinhas também vivem a crise e tiveram verba e tempo para os trâmites burocráticos, incluindo Indaiatuba. Segundo a secretária de Cultura de Indaiatuba, Érika Novachi, o cachê de apenas uma das atrações de grande porte que vêm para Virada já paga o investimento na infraestrutura. Achilles disse ainda que outras cidades como Itu e Sorocaba também desistiram da Virada. Não é verdade: Itu não participou no ano passado e Sorocaba não abriu mão da programação. Em compensação, duas cidades da Região Metropolitana de Campinas abriram seus braços para receber a Virada, Santa Bárbara d’Oeste e Mogi Guaçu.

Mas a desculpa mais interessante - para usar um eufemismo – do secretário campineiro é que a única atração interessante oferecida para sua cidade era a dupla Kleiton e Kledir. Divulgo aqui com exclusividade os principais espetáculos que viriam para Campinas na Virada: a abertura seria com Paula Lima, que ano passado incendiou o Parque Ecológico de Indaiatuba. Em seguida, se apresentaria a dupla Antonio Carlos e Jocafi, que os mais jovens podem não conhecer, mas há 30 anos estavam entre os nomes masi conhecidos da MPB aqui e no Exterior, principalmente por causa da música “Você Abusou”. À meia-noite, o dublê de roqueiro e mediador de mesa-redonda Lobão cantaria seus clássicos “Me Chama”, “Vida Bandida”, “Decadence avec Elegance”, “Essa Noite Não”, etc em palco ao ar livre. Ao meio-dia, Valdeck de Garanhuns apresentaria sua arte em teatro de mamulengos. Às 14h do domingo, o Ballet Stagium apresentaria o espetáculo “Bossa Nova”, dançando ao som de “Garota de Ipanema”, “Corcovado” e “Desafinado”. No mesmo horário, os Beatles 4 Ever, a mais famora banda cover brasileira dos Quatro Cavaleiros de Liverpool tocaria em palco externo para botar a galera para pular ao som de “I Wanna Hold Your Hand”, “Help”, “Hey Jude”, entre outros. Às 15h15, a Big Band Projeto Coisa Fina traria a Campinas a música do grande maestro Moacir Santos, além de composições de Chico Buarque e Milton Nascimento. Às 16h, o virtuose Oswaldinho do Acordeon mostraria toda a sua maestria no instrumento de Luiz Gonzaga seja em clássicos do forró ou executando a 5a Sinfonia de Beethoven no fole. Só entao, às 17h, os gaúchos de Pelotas (será que o secretário Achilles temia referência à piada sobre uma rodovia entre Campinas e a cidade riograndense?) Kleiton e Kledir subiriam ao palco externo para encerrar a maratona cultural. Deu pra ti?

Como é que eu sei da programação que era para ser? É que ela foi levada na íntegra para Mogi Guaçu, que com a desistência de Campinas passa a integrar as 20 cidades que recebem a Virada Cultural Paulista. Informação confirmadissima pela Secretaria de Estado da Cultura.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Conexão Cultural Tigre quinta na Praça Dom Pedro II


Conexão Cultural Tigre/ICRH é um projeto cultural que está percorrendo
10 mil quilômetros, em seis estados Brasileiros. A bordo de um
caminhão, que vira um palco de entretenimento ao ar livre, são apresentados espetáculos de teatro, cinema e oficinas. O projeto é uma iniciativa do
Instituto Carlos Roberto Hansen, patrocinado pela Tigre, e chega nesta
quinta-feira em Indaiatuba.

Essa é uma ação pioneira no Brasil e o melhor: gratuita. O Palco Móvel
chega em penúltima cidade, Indaiatuba, no dia 7, onde estacionará na
Praça Dom Pedro II, no Centro. As primeiras cidades foram as
catarinenses Joinville, São José, Rio do Sul, Gaspar e Blumenau,
depois as paranaenses Castro e Ponta Grossa e recentemente por Escada
(PE) e Camaçari (BA), com apresentações desde o dia 11 de março.

Em Indaiatuba, as companhias Os Buritis e o Inventores de Sonhos se
apresentam durante o dia. Já à noite, o palco se transforma em cinema
com a apresentação do sucesso "2 Filhos de Francisco".

O caminhão ainda vai passar por Rio Claro (SP), onde encerra sua
programação no próximo dia 13.
No ano passado, cerca de 30 mil pessoas conferiram os espetáculos e
oficinas artísticas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

sábado, 2 de maio de 2009