quarta-feira, 30 de abril de 2008

A diferença que um entrevistador faz

Sabrina Sato usa cola e mímica em entrevista em Hollywood

MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online

A integrante do "Pânico na TV" (Rede TV!) Sabrina Sato, mesmo sem falar inglês, tornou-se a nova correspondente internacional do programa em Hollywood. A ex-BBB desembarcou em São Paulo nesta quarta-feira (30), após viagem a Los Angeles.

Sato agora é repórter em Hollywood do Pânico

Ela embarcou para os Estados Unidos no último sábado (26), a convite da Fox Filmes, para participar das entrevistas com atores do filme "Jogo de Amor".

No domingo, Sato assistiu à sessão do filme exibida para a imprensa. Na segunda (28), ela entrevistou o astro do longa, o ator Ashton Kutcher. O filme ainda tem a participação da atriz Cameron Diaz.

Como Sabrina não sabe falar inglês, o diálogo com a apresentadora provocou risadas no ator. Sato lia as perguntas com dificuldade em uma cola que levou do Brasil. O ator se divertiu tanto com ela que até topou responder perguntas sobre sua vida pessoal, geralmente proibidas neste tipo de entrevista.

Essa não é a primeira vez que Sato entrevista atores de Hollywood. Quando "X Men" foi lançado, ela conversou com os atores Hugh Jackman e Halle Berry, na estréia realizada na Cidade do México.

A entrevista com o ator de "Jogo de Amor" está prevista para ser exibida no "Pânico" deste domingo (4), às 20h30.

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Também, quem você acha que o astro de "Efeito Borboleta" prefere como entrevistador?

sabrina sato japa burra

ashtongordo

“A única diferença é que nessa cena tem penetração”, diz Leila Lopes sobre filme pornô (IG)

Dependendo do ator, a diferença realmente pode ser pequena.

Life is a Cabaret my friend

terça-feira, 29 de abril de 2008

No Limite


Depois de ter sido desmentido veementemente pela atriz Leila Lopes, o filme de sexo explícito estrelado por ela foi oficialmente anunciado pela produtora Brasileirinhas. Trata-se de um marco na indústria de entretenimento adulto no Brasil: nunca antes uma atriz de certo destaque na TV se aventurou em cenas de sexo explícito.

Aos 38 para 39 anos, sem trabalho na televisão desde 2000, quando fez "Marcas da Paixão" na Record, a ex-professora Lu de "Renascer" ex-fogosa Suzane de "O Rei do Gado" - seus papéis mais marcantes na Globo, Leila andou aparecendo em programas de entrevistas relatando um acidente de carro sofrido em 1999.

Mas o que eu queria comentar é sobre a linha cada vez mais tênue entre o cinema convencional e o pornográfico. Carlos Reichambach afirma que Lars Von Trier faz filmes pornôs com pseudônimo; não por dinheiro, mas pela possibilidades que o sexo explícito oferece. Outro transgressor da Sétima Arte, Peter Greenway, afirmou em sua passagem pelo Brasil que gostaria de rodar pornografia em São Paulo.

No campos dos atores, houve quem viesse do lado de lá para cá, como Tracy Lords, protagonista do maior escândalo da industria pornográfica dos Estados Unidos na década de 80 após a descoberta de que ela rodou mais de 50 filmes de sexo explícito com menos de 18 anos. Depois dessa fase de sua carreira, ela chegou a filmar com John Waters, a ter papéis em superproduçõs como "Blade" e até em seriados "família" como "Gilmore Girls". Já Rocco Siffredi, chamado de "Rei do Pornô" italiano, estrelou em 2004 "Romance", da cineasta "séria" Catherine Breillat, que disse ter escrito o papel especialmente para o "astro de 24 centímetros".


Se o trabalho da nossa Leila Lopes será um marco do cinema hardcore? Sei que tem gente com formação cinematográfica trabalhando atrás das câmeras da indústria pornográfica nacional, mas pela performance exibida pela ex-global na entrevista acima, duvido muito.

Por que só temos cantoras?

A Publifolha - editora de livros da Folha de S. Paulo - lançou mais um de seus volumes didáticos, desta vez sobre o fenômeno das cantoras de MPB, que dominam o cenário musical brasileiro desde os anos 60.


Para o público atual é difícil imaginar que no passado as referências eram homens como Francisco Alves, Vicente Celestino, Mario Reis, Orlando Silva, Silvio Caldas, enquanto as mulheres ocupavam posição secundária. O compositor Luis Tatit é quem assina o volume, ele mesmo parceiro por anos de uma outra grande cantora, Ná Ozetti, que ele lançou no grupo Rumo. A seguir, um aperitivo do livro.


RITA LEE E A ERA DAS CANTORAS NA CANÇÃO POPULAR

Vivemos no Brasil o auge da era das cantoras e, gradativamente, vem ampliando também o número de cantoras compositoras. De fato, um curioso fenômeno tem caracterizado nossa tão rica e festejada canção brasileira: há mais de 30 anos praticamente só surgem cantoras, que dividem com os compositores-cantores a linha de frente do estrelato nacional; há muito tempo não assistimos ao lançamento bem-sucedido de um intérprete masculino que não apresente simultaneamente as credenciais de autor musical.

Claro que essas afirmações precisam ser devidamente matizadas. Surgem duplas sertanejas, crooners de banda e mesmo cantores restritos a uma faixa de consumo menos exigente, mas nada que se assemelhe ao surgimento de artistas como Francisco Alves, Mário Reis, Orlando Silva ou João Gilberto, cuja produção erigiu a própria linguagem da canção brasileira. O bastão de João Gilberto foi entregue aos compositores que, interpretando as próprias canções, vêm fazendo da música brasileira um dos principais artigos de exportação.

Mas se cada um cuida basicamente de sua obra, as cantoras, que brotam sem cessar de todo canto do país, encarregam-se de aproximar as tendências e de estabelecer uma coerência panorâmica de todos estilos presentes na canção brasileira. São elas as profissionais do canto que encomendam composições aos autores, escolhem repertório concentrado ou diversificado, transitam pelos gêneros e exibem seus dotes vocais ou interpretativos.

Palco das grandes mudanças do século 20, a década de 1960 também testemunhou a atuação crepuscular dos cantores stricto sensu e o nascimento da era dos compositores-intérpretes e das vozes femininas. Realmente, foi na tv Record de São Paulo que nomes como Jair Rodrigues, Agnaldo Rayol, Wilson Simonal e quase toda a turma de intérpretes da jovem guarda (Ronnie Von, Eduardo Araújo, Wanderley Cardoso etc.), que não deve ser confundida com os compositores Erasmo e Roberto Carlos, viveram sua última fase de grande sucesso. O espaço desses cantores começava a ser ocupado por compositores-
intérpretes como Chico Buarque, Edu Lobo, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor etc. E para estabelecer elos entre esses estilos havia as cantoras, que apenas iniciavam uma carreira, cuja fecundidade pôde ser avaliada nas décadas seguintes: Elis Regina, Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa e Rita Lee. Esta última com particularidades que comentaremos adiante.

O que teria acontecido aos cantores, que sempre figuraram como verdadeiros proprietários do cancioneiro popular pré-bossa nova? E por que essa "crise" atingiu apenas o universo musical masculino?

A primeira resposta - superficial, mas necessária para situar o problema - deve esclarecer que não se tratava, evidentemente, de uma ineficácia repentina da interpretação daqueles cantores que protagonizaram momentos extraordinários da canção dos anos 60. Cada vez mais, porém, os autores se sentiam capacitados a conduzir a própria obra até a gravação e a apresentação ao público. Claro que essa decisão artística vinha acompanhada por uma recompensa financeira nada desprezível numa época em que os autores já pretendiam
viver exclusivamente da música.

Lembremos ainda que essa crise só poderia mesmo atingir o universo masculino, uma vez que as mulheres, à época, praticamente não compunham. Só esse fato já baixava consideravelmente o grau de concorrência no mercado dos intérpretes. Se o autor precisasse de uma voz e de uma execução totalmente distintas das suas, propendia naturalmente para o canto feminino.

O início desse avanço dos compositores no terreno dos intérpretes pode ser localizado nos anos 1966 e 1967, por ocasião dos famosos festivais de música promovidos pela tv Record. A apresentação de "A Banda", composição que lançou Chico para o grande público, já deixava claro que havia uma extrema hesitação por parte dos organizadores do evento: o êxito da marcha dependeria mais da intervenção direta do compositor ou do desempenho de uma intérprete consagrada? Não conseguindo solucionar o dilema, os promotores escalaram Chico Buarque (o compositor) e Nara Leão (a intérprete) para uma dupla execução da mesma música, a primeira mais intimista, só ao violão, e a segunda (pouco) mais expansiva com o acompanhamento de uma pequena fanfarra, tudo como se a voz do compositor ainda não fosse suficiente para sustentar a própria canção e, por outro lado, somente a voz da cantora já não fosse mais suficiente para caracterizar o trabalho integral do autor. A canção
"Disparada", que fora programada apenas com o intérprete Jair Rodrigues, e que dividiu com "A Banda" o prêmio máximo do festival, encontrou ainda novo fôlego quando recebeu a interpretação envolvida de um de seus autores, Geraldo Vandré, que passou então a repartir com Jair Rodrigues a glória obtida pelo trabalho.

Essa fase de transição ainda permaneceria no festival do ano seguinte, quando Edu Lobo, compositor da vitoriosa "Ponteio", defendeu sua canção ao lado de Marília Medalha (a cantora), em vozes uníssonas, como se um precisasse compensar eventais insuficiências do outro. Em terceiro lugar, mais uma vez, Chico Buarque compareceu como compositor de "Roda Viva" para interpretar sua obra escorado pelos cantores do mpb4. Nesse mesmo festival, Gilberto Gil (com "Domingo no Parque") e Caetano Veloso (com "Alegria Alegria"), segundo e quarto lugares respectivamente, já haviam assumido em definitivo a condição de compositores-cantores, abrindo a rota que todos seguiriam mais tarde.

Dos anos 70 em diante, ao lado de novos compositores-intérpretes, como Moraes Moreira, Ivan Lins, Gonzaguinha, João Bosco, Fagner, Alceu Valença, Djavan etc., surgiriam cantoras de grande sucesso, como Simone, Joana, Beth Carvalho, Clara Nunes, Elba Ramalho, Zizi Possi, Fafá de Belém e Baby do Brasil; pouco depois, essa tendência viria a se consolidar com a aparição de Marina Lima, Marisa Monte, Tetê Espíndola, Leila Pinheiro, Paula Toller, Ná Ozzetti, Vânia Bastos, Adriana Calcanhotto, Daniela Mercury, Cássia Eller, Zélia Duncan e teríamos que nos satisfazer com um inventário permanentemente aberto para acompanharmos a velocidade dos lançamentos de vozes femininas. Tudo isso sem contar que o mercado comporta uma impressionante convivência de veteranas com estreantes, todas abocanhando uma boa fatia do sucesso da música popular.

"Todos Entoam"
Autor: Luiz Tatit
Editora: Publifolha
Páginas: 448
Quanto: R$ 49,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da
Publifolha.

Ainda as feijoadas campineiras

Fui informado pelo meu amigo Alex Mattiuzzo - agora trabalhando na agência de assessoria de imprensa Alfapress - que excepcionalmente este ano a Feijoada do Seo Rosa será em agosto.

Quadrinhos no palco

Depois da febre dos quadrinhos no cinema - quarta-feira é dia de "Homem de Ferro" - a Nona Arte encontra espaço até no Teatro. Estréia nesta quinta "A Noite palhaços mudosdos Palhaços Mudos", adaptação de uma das melhores HQs que eu já li, de autoria de mestre Laerte.

A montagem é da dupla Domingos Montagner e Fernando Sampaio, fundadores da Cia La Minima, em parceria com o diretor do espetáculo Álvaro Assad. Fábio Esposito, ator convidado, se reveza em diversos papéis secundários no espetáculo que entra em cartaz no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt.

Dois palhaços invadem a mansão que sedia uma organização conservadora em missão de resgate. Publicado originalmente na revista Circo na década de 80, a HQ era um exercício de narrativa em quadrinhos tendo como pano de fundo a resistência à repressão conservadora e moralista de que estávamos saindo na época, usando como arma não a política ou a luta armada, mas o humor e a irreverência, exatamente o que Larte, Angeli, Glauco e outros fizeram a partir da segunda metade da década de 70 miliando na imprensa nanica e depois nos jornalões, como a Folha de S. Paulo a partri da grande fase comandada por Claudio Abramo.

Para não envelhecer a história, Montagner e Sampaio mudaram os vilões: agora quem quer acabar com os palhaços são representantes da mentalidade corporativa que transbordou do ambiente das empresas para a sociedade como um todo. Mas isso em tons sépia, e não preto e branco.

Confira a história original em http://www.laerte.com.br/ (procure em "Palhaços Mudos") e abaixo uma página do genial Laerte.

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Serviço
A Noite dos Palhaços Mudos. 50 min. 12 anos. Espaço Parlapatões (98 lugs.). Praça Roosevelt, 158, Centro, 3258-4449. 5.ª, 21 h. R$ 20. Estréia na quinta. Até 29/5

Próxima feijoada será no Giovanetti

Uma feijoada "do bem" vai tomar conta da choperia Giovannetti Cambuí, em Campinas, no mês de maio. Será a 4ª edição do evento promovido pela Creche Bento Quirino que este ano terá também a participação da Pró Menor e da casa de Maria de Nazaré. O evento será realizado no dia 17 de maio, das 12h às 17h, com o objetivo de arrecadar fundos para as três entidades que atendem crianças e adolescentes do município, que vivem em situação de risco ou vulnerabilidade.

A expectativa é receber um público de 400 pessoas no dia da feijoada. Os convites já estão à venda ao preço de 40 reais, com direito ao almoço e bebida não alcoólica. Nas edições anteriores, outras instituições já foram beneficiadas com a ação tais como o Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância (Crami); e a Casa da Criança Meimei.

A creche Bento Quirino foi fundada em 1914 em Campinas. A entidade atende atualmente a 322 crianças e adolescentes com idade entre 2 a 18 anos em suas duas unidades no município, localizadas no Centro e no Jardim Itatinga. Os pequenos com até 5 anos de idade ficam na creche em período integral. As crianças de 6 a 11 anos estudam durante meio período depois da escola. Já os 28 adolescentes com idade entre 14 e 18 anos, atendidos atualmente pela entidade, fazem cursos de informática e cidadania.

A Casa de Maria de Nazaré é uma instituição sem fins lucrativos que há 20 anos atende crianças e adolescentes carentes em situação de risco. Atualmente, a entidade possui quatro unidades com projetos distintos. No Jardim Satélite Íris e no Jardim Liliza, ambos na região do Campo Grande, são realizadas atividades sócio-educativas com crianças de seis a 17 anos. No Bosque, funciona a casa abrigo que recebe moradores de rua na mesma faixa etária. E no Jardim do Trevo, adolescentes grávidas e bebês recebem atendimento. Além de sua Casa Sede, no centro da cidade, onde funciona um programa de auto-gestão que confecciona e vende salgados, bolos e tortas. Nas unidades são atendidas mensalmente cerca de 800 crianças e adolescentes carentes e suas famílias.

A Pró Menor de Barão Geraldo foi fundada em 1981 por um grupo de voluntários e hoje cuida de 90 crianças em período complementar à escola, desenvolvendo projetos e oficinas que possibilitam uma alternativa diferenciada para os menores do distrito. Alguns exemplos destes projetos são as oficinas de Culinária, Música e Informática que são oferecidas, além de coral e futebol. As crianças contam com apoio psicológico diferenciado e suas famílias também são atendidas individualmente.

Serviço:

4ª Feijoada do Bem
Creche Bento Quirino, Casa de Maria de Nazaré e Pró Menor
Data: 17 de maio
Horário: das 12h às 17h
Local: Giovannetti Cambuí.
Rua Padre Vieira, 1277
Telefone: (19) 3234-9510
Preço: R$ 40,00 (incluindo buffet de feijoada, sobremesas, caipirinha e bebidas não alcoólicas)

Informações e convites:
Creche Bento Quirino
Rua Cônego Cipião, 802, Centro.
Telefone: (19) 3231-2831
Casa de Maria de Nazaré
Rua Antônio Álvares Lobo, 53, Centro.
Telefone: (19) 3233-6644
Pró Menor
Avenida Angelino Gregório, 100, Jd. América.
Telefone: 3289-3163

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Aberta a temporada de feijoadas em Campinas


Levei uma bronca de Kleber Patricio, que tem toda razão: andei largando o blog nos últimos dias. É que estou com um problema de saúde na família e não andei muito inspirado para postar.

Mas como o caro internauta não tem nada a ver com isso, vamos às novas. Sábado fui à 2a Feijoada da Catedral do Chope, que abre a temporada das feijucas em Campinas. Ela ainda não tem a tradição da Feigioada, do Giovanetti, e da do Seo Rosa, favorita da jeunesse dorée da cidade vizinha. Mas pela feijoada propriamente dita e o chope Brahma bem tirado, o da Catedral em breve vai ganhar seu espaço no calendário da sociedade campineira.

É nóis!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Prêmio Nabor Pires Camargo

Acabo de voltar da audição pública do Prêmio Nabor Pires Camargo, que consagrou o jovem flautista Eduardo Coelho de Oliveira, o Dudu Oliveira, de Teresópolis, como grande vencedor. Em segundo lugar ficou o veterano do concurso João Francisco Benedito Correia, do grupo Madeira de Vento, de São Paulo. Na terceira dudu oliveiracolocação ficou o pianista e arranjador mineiro Renato Barros Pinto e o quarto lugar foi para o violoniosta gaúcho Rafael Garcia Borges.

Além das apresentações de altíssimo nivel, tivemos ainda um show com Isaías e seus Chorões, um dos mais famosos isaias grupos de choro de São Paulo, executando clássicos de Jacob do Bandolim, Valdir Azevedo e Pixinguinha. Maravilhoso!

Deu no Zé Simão

 

24/04/2008 - 17h57
Buemba! O padroeiro do Corinthians não agüentou e cometeu suicídio!
Da Redação
Monkey News no ar. Para começar, uma piada pronta. A estátua de são Jorge quebrou em uma procissão do Corinthians. Isso que é uruca, nem o padroeiro agüenta mais, rarararará!
Ele não caiu, ele se jogou: "prefiro suicídio!". O são Jorge não estava usando a camisa "nunca te abandonarei".
E se espatifou todo, virou farofa de macumba, rararará.

24jorge_monkey

Edição histórica


Ontem, o Indaiatuba Clube lançou a edição comemorativa dos seus 50 anos numa noite agradabilíssima no salão social. Na foto, o primeiro casal do clube, Cleidil e Waldir "Badoli" De Gennaro.

Novidades


Ontem, durante a abertura da 1a Feira de Hotelaria e Turismo de Indaiatuba, o prefeito José Onério anunciou o novo shopping em frente à Filtros Mann (um furo do blog amigo de Kelber Patricio) e com inauguração prevista para 2010 e a verba doo Ministério do Turismo - R$ 9 milhões - para a construção da nova rodoviária, que ficará lá perto.

É amanhã!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Cineclube na próxima terça, dia 29


"Jogo de Cena", de Eduardo Coutinho, considerado um dos melhores filmes exibidos no Brasil no ano passado - incluindo aí nacionais e estrangeiros será o cartaz do Cineclube Indaiatuba no próximo dia 29, terça-feira. Como sempre, a sessão será às 19h30 (com algum atraso...) seguido de debate com o público coordenado por este que vos escreve e Antônio da Cunha Penna. O ingresso único é R$ 4,00. Mês passado, assisti o filme numa retorspectiva do Espaço Cultural CPFL, em Campinas, e escrevi o post abaixo.

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Acabo de voltar da sessão de "Jogo de Cena", no Espaço Cultural CPFL, que está promovendo uma retrospectiva dos melhores filmes de 2007, com curadoria do crítico João Nunes (o que significa que as escolhas são dele). É um misto de documentário e ficção, um exercício em que vida real e arte dramática se encontram e se confundem. A partir de um anúncio publicado em jornal, o diretor Eduardo Coutinho filmou depoimentos de 23 mulheres, que depois foram selecionados e enviados a algumas atrizes para interpretar suas histórias, como uma leitura dramática. Quando Andréa Beltrão, Fernanda Torres e Marília Pêra entram em cena, é claro que sabemos que estamos diante da dramatização, ainda mais quando personagem e intérprete se alternam na seqüência. As três consagradas atrizes falam da dificuldade de interpretar um personagem real sem cair na mimetização e discutem suas técnicas, como uso da memória pessoal e pequenos truques como o cristal japonês, usado para provocar lágrimas e que a grande Marília Pêra não se envergonha de mostrar e se dispor a usar se o diretor exigir choro molhado em cena.

Fernanda enfrenta grande dificuldade em interpretar uma garota com 20 anos menos enfrentando o fim da juventude por conta de uma gravidez precoce. Por outro lado, os momentos mais fortes do filme é quando uma mulher conta a história de abandono conjugal e a perda do filho, e mais à frente, quando outra relata a mesma coisa e descobrimos que a primeira era uma atriz. Ou não?

Em cartaz

Dois filmes novos entram em cartaz no Multiplex topázio esta semana, mas só para guardar lugar para o primeiro grande lançamento da temporada, "Homem de Ferro", que terá premiére mundial no dia 30 (nos EUA só estréia no dia 2!), incluindo Indaiatuba. Mas voletmos à vaca fria: esta semana teremos a comédia "Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro" e o thriller "Awake - A Vida por um Fio".

mad money "Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro" é o remake de um filme inglês feito para a TV de 2001 chamado Hot Money, que os americanos converteram para Mad Money, escalando um elenco estelar encabeçado por Diane Keaton ("Alguém tem que ceder"), Queen Latifah ("Chicago") e a sra. Tom Cruise, Katie Holmes ("Batman Begins"). Bridget Cardigan (Diane) é surpreendida ao saber que está preste a perder sua confortável vida e sua casa, quando seu marido Don (Ted Danson) é demitido do trabalho. Desesperada, ela sai em busca de emprego. Após ter ficado anos sem trabalhar, ela consegue uma vaga no banco da Reserva Federal americana. Aos poucos, ela descobre que tem muito em comum com suas novas companheiras de trabalho: Nina (Latifah), uma mãe solteira com dois filhos para sustentar, e Jackie (Katie), uma mulher exuberante e livre que não tem nada a perder. Revoltadas com um sistema que não valoriza seus talentos e sonhos, elas decidem virar o jogo. As três amigam acabam se unindo para planejar um roubo à empresa. O filme tem sido descrito como um "Onze Homens e um Segredo" com TPM, mas izem que é divertido. A diretora Callie Khouri assinou "Divinos Segredos" (filme sobre relação mãe e filha com Ashley Judd e Sandra Bullock)e venceu um Oscar como roteirista por "Thelma e Louise". Temas femininos são seu forte, portanto.

"Awake - A Vida por um Fio" é um suspense que parte de uma premissa original: a consciência anestésica, que faz o paciente ficar paralisado porém consciente, awakeapós uma anestesia geral. É o que acontece com o personagem de Hayden Christensen ("Jumper") neste filme - que assiste impotente sua própria cirurgia de transplante de coração, sentindo cada incisão do bisturi (numa cirurgia dessas tem que se serrar o externo também, brr...). Talvez o produtor quisesse fazer Christensen pagar por ter obrigado milhões de fãs de "Star Wars" a engoli-lo como Darth Vader. Em compensação, lhe deu como namorada a maravilhosa Jessica Alba ("Quarteto Fantástico"), que, além de tudo, não oferece risco de engoli-lo em cena, já que os predicados dramáticos dos dois se equivalem. O atualmente prestigiado Terence Howard ("Crash") intepreta o cardiologista responsável pela operação e a ex-bergmaniana Lena Olin ("A Insustentável Leveza do Ser") faz a mãe do mocinho. A direção e roteiro são do estreante -e ambas atividades - Joby Harold.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Algo de podre no reino da Dinamarca

Não tenho nada a ver com isso, está no território livre do Youtube:

Bombeiros vasculham ilhas em SC em busca de padre desaparecido


da Folha Online
da Agência Folha

Uma equipe composta por quatro bombeiros de São Francisco do Sul (SC) vasculha nesta quarta-feira ilhas próximas ao município de Balneário Barra do Sul em busca do padre Adelir Antônio de Carli, 42, desaparecido no último domingo (20), enquanto tentava bater um recorde ao voar preso a balões de festa cheios de gás hélio.

Segundo o comandante Alfredo Moraes de Araújo, as aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) e barcos da Marinha, já estiveram no local, entretanto, como não houve uma busca dentro do território, os homens percorrerão à pé o local para tentar encontrar o padre. Araújo informou que este foi o último local identificado pelo padre, antes de perder contato com os que estavam em terra.

A busca só foi possível hoje, segundo o comandante, pois o mar está mais tranqüilo em relação aos últimos dias. A Marinha informou que as condições climáticas e meteorológicas na área de busca são boas e que a área em que as equipes se concentram, de cerca de 70 km --equivalente a 40 milhas náuticas-- abrange os litorais norte e sul de Santa Catarina.

Na terça-feira, equipes que realizam as buscas encontraram balões no oceano, nas proximidades de Florianópolis, em Santa Catarina.

De Indaiá para a MTV

Minha amiga e cabeleireira Keila Satie Abe - aqui identificada como Sati - apareceu mes passado pintando o cabelo da Marimoon no Scrap da MTV. Confira aqui a arte da Keila:

Mais Hollywood em Indaiatuba

Há quase três anos, nossa aprazível cidade foi palco de outro show de efeitos especiais da natureza.

Terremoto!

Uma homenagem ao tremor que abalou São Paulo - e até Indaiatuba - ontem.



Esse filme, cujos efeitos parecem uma tosqueira hoje em dia, foi o ápice da onda dos disaster movies no anos 70, chegando ter caixas extras instaladas nas salas para o efeito que foi batizado de "sensurround". Era para se ter a sensação do terremoto, mas o que acontecia normalmente era a gente sair um pouco mais surda do cinema.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Bazar da Volacc

A Volacc (Voluntárias de Apoio no Combate ao Câncer) promoverá nos próximos dias 9 e 10 de maio a partir das 9 da manhã seu 12º Bazar das Mães, com dezenas de sugestões de presentes em jogos de cozinha, cama e mesa, trabalhos em patchwork e outros, tudo confeccionado pelas próprias voluntárias e vendido a preços populares. No dia 10, além da venda de artigos para presentes, também haverá venda de doces e salgados. O bazar acontece na sede da Volacc, à rua Antonio Zoppi, 587, no Jardim Pau Preto. Para mais informações, 3875-4544 ou 3875-2619.

Centenário da Imigração japonesa

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Palestra!

Coisa mais linda!

domingo, 20 de abril de 2008

Estamos na finaaaall!!!

Se na opinião do Milton Neves, o Atlético é o galo mais lindo do mundo, esse foi o frango mais lindo do mundo!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Em cartaz

Numa temporada meio fraca de lançament os, o destaque da semana em Indaiatuba é para “Crônicas de Spiderwick”. Trata-se de um épico infanto-juvenil na mesma linha de “Crônicas de Nárnia” – cuja segunda parte estréia em breve, aliás. Também há o lançamento nacional da up-The_Spiderwick_Chroniclescomédia “Super-Herói – O Filme”, do terror “Uma Chamada Perdida” e a estréia de “Atos que Desafiam a Morte”, com Catherine Zeta-Jones e Guy Pearce.

“Spiderwick” é baseado em livros de Tony DiTerlizzi e Holly Black e tem no elenco – formado por Freddi Highmore (“A Voz do Coração”, “Em Busca da Terra do Nunca”, “A fantástica Fábrica de Chocolate”), Mary Louise Parker (“Tomates Verdes Fritos”, série “Weds”), David Strathairn (“Boa Noite, Boa Sorte”) e Nick Nolte (“O Incrível Hulk”, “O Prícipe das Marés”). A direção é do competente Mark Waters, de “Meninas Malvadas” e “E se Fosse Verdade”.

Após a separação dos pais, dois garotos gêmeos, Jared e Simon (ambos interpretados por Freddie Highmore) e sua irmã Mallory (Sarah Bolger) se mudam com a mãe (Mary Louise Parker) para uma casa em ruínas. Por meio de um livro mágico, eles se vêem transportados para um mundo de fantásticas criaturas.

“Super-Herói – O Filme” é mais uma sátira do grupo que tomou a franquia “Todo Mundo em Pânico” dos irmãos Wayans asuperhero-w3-800x600 partir do terceiro filme. Como a patota ganhou o reforço de David Zucker, que dirigiu e produziu “Apertem os Contos que o Piloto Sumiu”, “Top Secret” e a série “Corra que a Polícia vem Aí” (dirigiu só o segundo filme), há esperanças de risadas. Após ser picado por uma libélula geneticamente alterada Rick Riker ganha habilidades sobre-humanas. e decide então usar seu superpoderes para o bem e transforma-se em o Libélula. Seu caminho cruza com o supervilão Ampulheta que usa seu poder para roubar a fonte de vida das pessoas na sua busca incansável pela imortalidade.

No elenco estão Drake Bell (“Os Seus, os Meus e os Nossos”), Sara Paxton (a bela sereia de “Aquamarine”), a coelhinha veterana Pamela Anderson e Leslie Nielsen, que foi quem provavelmente trouxe o amigo Zucker para a trupe. A direção é do mesmo Craig Mazin que dirigiu o último “Todo Mundo em Pânico” e também outro filme que satiriza os super-heróis, “Os Especiais”, que só saiu em DVD por aqui.

ligação perdida “Uma Chamada Perdida” é outra refilmagem de um terror japonês, mas com um adendo: o original foi dirigido por Takeshi Miike. Talvez vocês nunca tenham ouvido falar deste diretor nipônico, mas trata-se do mais iconoclasta cineasta thrash (assim mesmo, para soar como lixo mas não ser a mesma coisa) da atualidade, perto de quem Dario Argento é quase um Chris Columbus. O diretor convocado para rodar esta versão é o francês Eric Valette, que tem no currículo “A Cela do Diabo”. Uma série de pessoas recebe mensagens de voz aterrorizantes no telefone celular, em que se ouve uma gravação do momento de suas mortes. Embora as mensagens possam ser apagadas, as pessoas já estão marcadas para morrer. Beth Raymond fica traumatizada quando testemunha as mortes de dois amigos que receberam tal mensagem e cada morte aconteceu precisamente como e quando foram previstas. A polícia pensa que Beth está perturbada e só uma pessoa acredita nela: o detetive Jack Andrews. Sua crença vem do fato que sua própria irmã foi morta num acidente improvável que possui uma estranha semelhança com as mortes dos amigos de Beth. Juntos, Jack e Beth trabalham para desvendar o mistério por trás das chamadas sinistras. No elenco Edward Burns (“Vestida para Casar”, “O Amor não tira Férias”, “15 Minutos”), Shannyn Sossamon (“Coração de Cavaleiro”, “O Amor não tira Férias”), Ana Cláudia Talancón (“Nação Fast Food”, “O Crime do Padre Amaro”) e Ray Wise (“Boa Noite, Boa Sorte”, o pai de Laura Palmer em “Twin Peaks”).

“Atos que desafiam a Morte” parece seguir a moda do ilusionismo da virada do século XIX para o XX, do qual já tivemos “O Ilusionista” e “O Grande Truque”. Dessa vez o personagem central é real, o mágico americano Harry Houdini que, além de ficar rico com suas proezas escapistas, passou a vida buscandguypearce-wideweb-470x3060o provas da vida além da morte, instituindo um prêmio a quem provasse ser capaz de se comunicar com os mortos dizendo a ele quais foram as últimas palavras de sua mãe. Guy Pierce (“Proscila, A Rainha do Deserto”, “Amnésia” e “A Máquina do Tempo”) é Houdini, cuja turnê para em Edimburgo na Escócia, onde ele encontra a bela Mary (Catherine Zeta-Jones, que dispensa apresentações) e sua filha Benji (Saoirse Ronan, a revelação de “Desejo e Reparação”). As duas são golpistas dispostas a descobrir os segredos do mágico por meio do desafio lançado por ele a todos os médiuns do mundo. A diretora é a australiana Gillian Anderson, de “Charlotte Gray”, “Oscar e Lucinda” e “Adoráveis Mulheres”, aquele com Susan Sarandon, Wynona Rider, Claire Dannes e Kirsten Dunst durante a Guerra Civil Americana.

Eu bebo, sim....


...mas no dia seguinte, acordarei sóbrio. Outros, no entanto, vão dormir e acordar "xaropes".

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Aviso aos navegantes 2

O Telefone 3875-3009 já está funcionando de novo. E não, não foi conta atrasada, Clemance.

Aviso aos navegantes

Quem quiser se comunicar com o jornal Gente etc hoje deve ligar para 19-91728622. Deu um curto na linha e a Telefonica deu um prazo de 24 horas para mandar alguém consertar.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

De volta à telinha


Quem retorna à TV é a jornalista Isabella Haddad, que antes apresentava o programa esportivo da Nova TV Sol e agora é repórter da TVB (afiliada campineira do SBT). Linda, competente e com um bom currículo, não ia demorar muito mesmo para ela voltar ao trabalho.

Promoção “Festa no cinema” do Kinoplex

O Kinoplex de Campinas traz de volta a promoção “Festa do Cinema” no próximo dia 24, quinta-feira. Os interessados em assistir a qualquer filme neste dia, pagarão somente R$ 4,00 a entrada inteira e R$ 2,00 a meia entrada. Além disso, quem comprar o Combo Festival, composto por uma pipoca mini e um refrigerante 400 ml paga só R$ 3,50.

Idade das Trevas

Texto de Thomas Wood Jr., articulista de Gestão, publicado na Carta Capital 489 datado do último dia 2 de abril e que comentei com alguns amigos por esses dias. Leiam e reflitam.

Homo ignobilis

Thomaz Wood Jr.

Circulam freqüentemente pela internet listas de atrocidades lingüísticas cometidas por estudantes em exames vestibulares. Há alguns anos, uma safra auspiciosa, embalada por questões ambientais, produziu impagáveis reflexões sobre a “dificuldade de achar os pandas na Amazônia”, a “extinção do micro-leão dourado” e a poluição das “bacias esferográficas”. Muito antes de Al Gore, nossos jovens já haviam chegado à conclusão de que a questão ambiental “é um problema de muita gravidez” e que, para resolvê-lo, não se deve preservar “apenas o meio ambiente, e sim todo ele”. Em suma, como bem sumariou um luminar: “Vamos deixar de sermos egoístas e pensarmos um pouco em nós mesmos”. Sejam verdadeiras ou apenas fruto de algum malicioso bem-humorado, o fato é que tais pérolas bem representam a condição educacional das hordas locais.

Diante de tais manifestações de “exuberância intelectual”, conservadores e nostálgicos costumam deplorar a degradação do ensino público e relembrar momentos passados, não tão soturnos, da educação pindoramense. Os lamentadores bem poderiam se associar aos vizinhos do Norte. Lá, como cá, a tendência para a lamúria é perene, a cruzar gerações e a produzir reflexões e provocações.

Em 1963, Richard Hofstadter publicou sua seminal obra Anti-intellectualism in American Life, relacionando a tendência antiintelectual da sociedade à ação dos religiosos, dos políticos e dos empresários. Segundo o autor, tais atores envolvem sua retórica com conceitos como moralidade, democracia, utilidade e praticidade para fomentar nos indivíduos desconfiança e ressentimento contra o mundo da mente e a vida intelectual.

Allan David Bloom lançou, em 1987, Closing of the American Mind. A obra trazia uma crítica da universidade contemporânea e da sociedade centrada no interesse individual. Bloom lamentava a desvalorização dos grandes livros do pensamento ocidental e a emergência de uma cultura popular que embalava os novos estudantes, incapazes de buscar um sentido filosófico para a vida e movidos apenas pela satisfação de desejos imediatos de reconhecimento e sucesso comercial.

Vinte anos depois, uma nova obra, The Age of American Unreason, de Susan Jacoby, faz eco às duas primeiras. Em declarações sobre o livro, a autora se mostra assustada com demonstrações de ignorância na mídia e na vida cotidiana. Ainda pior é o que percebe como uma hostilidade geral ao conhecimento, uma mistura catastrófica que combina antiintelectualismo – a percepção de que muito conhecimento pode ser algo perigoso – e anti-racionalismo – que reflete o primado da opinião sobre os fatos e as evidências. Segundo declarou ao jornal The New York Times, os cidadãos de hoje não são apenas ignorantes sobre conhecimento científico, cívico e cultural, como não acreditam que tal conhecimento tenha alguma importância. A tenebrosa frase “não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe” nunca foi tão popular.

Jacoby alinha três causas para o estado das coisas. Primeiro, as deficiências do sistema educacional, que segue prolongando os anos de escolaridade, porém, não gera evidências de que os estudantes estejam aprendendo mais. Segundo, a força do fundamentalismo religioso, com sua antipatia pela ciência. E terceiro, a influência dos liberals (esquerdistas) norte-americanos sobre as universidades, a promover a cultura pop, e a tornar trivial e superficial o aprendizado no ensino superior.

Em um artigo recentemente publicado no jornal The Washington Post, a própria Jacoby condena o inexorável movimento ladeira abaixo, catalisado pela superação da cultura escrita pela cultura do vídeo. A autora relaciona a popularização do uso desse tipo de tecnologia ao decréscimo da capacidade de concentração por períodos mais longos de tempo. A onipresença da mídia eletrônica e visual estimula a cultura da distração, e avança contra indivíduos susceptíveis, sem defesas. Conforme o público se torna mais impaciente com o processo de conseguir informação por meio da linguagem escrita, aceleram-se os processos de comunicação, o que contribui para a erosão do conhecimento geral. Enquanto as taxas de leitura declinam, o uso de computadores, de internet e de videogames sobe.

Em um mundo cada vez mais dependente do conhecimento, é paradoxal que o reconhecimento da importância da educação e do intelecto conviva com o antiintelectualismo, com o obscurantismo corporativo ou religioso e com celebrações sem pudor da mais pura ignorância. É como se inexoráveis forças ambientais induzissem os indivíduos a um novo tipo de patologia: a anorexia intelectual.


terça-feira, 15 de abril de 2008

Agora é pra valer

Como agora Romário oficializou sua aposentadoria, reenvio dois posts do mês passado, quando ele disse ao O Dia que se retirava e logo depois desmentiu.
***
Tá bom, só ele ainda não sabia. Mas, apesar de tudo, do lero-lero dos mil gols, da marra e da relutância em reconhecer o óbvio final da carreira, Romário de Souza Faria foi um dos maiores craques da história - do Brasil e do mundo - , um dos mais mortíferos centroavantes que já vi jogar e um dos únicos a ganhar uma Copa do Mundo carregando o time nas costas (os outros foram Garrincha em 1962, Paolo Rossi em 1982 e Maradona em 1986). Segue uma seleção do que o compilador (eu acho que faltou o gol de cabeça na defesa mais alta da Copa de 94, a da Suécia, na semifinal) considerou seus 10 maiores gols, com a adequada trilha musical de Bezerra da Silva.



Não é preciso eu dizer: quem escreveu o texto abaixo foi o camisa 9 do maior time de todos os tempos na opinião dos ingleses - os maiores estudiosos em futebol e guerra - , a Seleção Brasileira de 1970.

Tostão
Folha de São Paulo. Brasil, novembro de 2004.


Romário fez nos Estados Unidos a sua despedida internacional do futebol. Ele não foi o mais premiado centroavante de todos os tempos, nem sei se foi o melhor, mas foi o mais genial, o que mais me fascinou.

Pena que os jovens não assistiram ao Romário nos seus grandes momentos, da década de 80 até a Copa de 98, na França, quando foi cortado da seleção brasileira por contusão. Antes do Mundial de 94, nos EUA, Romário jogava no Barcelona e já era o melhor atacante do mundo, o que foi confirmado na Copa.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso fazer muitos gols, de todos os jeitos, sendo muitos maravilhosos, como fez o Romário. Parafraseando o poeta, que me perdoem os artilheiros, mas a beleza do gol é fundamental.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso sair da área para receber a bola, tabelar, ter uma ampla visão e dar ótimos passes para os companheiros marcarem gols, como também fazia o Romário.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso ter as pernas fortes, uma excepcional "explosão muscular" e muita velocidade para receber lançamentos longos, como tinha o Romário. Ele chegava na bola sempre antes do zagueiro.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso dominar a bola em pequenos espaços, não deixá-la fugir nem ficar colada aos pés e finalizar rápido e com eficiência, como fazia o Romário. Quando era necessário, ele driblava o seu marcador antes de chutar. Para ser um fenomenal centroavante, é preciso não ficar ansioso diante do goleiro e finalizar com o corpo ereto, com o pé de apoio paralelo e próximo à bola, olhando para o goleiro e não para a bola, como fazia o Romário.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso, mesmo sendo baixinho, ter uma boa impulsão, se colocar bem, olhar para o goleiro e cabecear com os olhos abertos no canto, como fazia o Romário.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso, no momento em que é realizado o lançamento, para não entrar em impedimento, colocar o corpo de lado para facilitar a arrancada inicial, ter um olhar na bola e no companheiro que vai dar o passe e outro nos movimentos e na posição do zagueiro, como fazia o Romário. Quando o defensor virava o corpo, ele já estava longe.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso ser esperto, não ficar colado ao zagueiro, se afastar um pouco e "se fingir de morto", para então conseguir enganar o defensor, como fazia o Romário.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso antever o passe, o lançamento, e se antecipar ao zagueiro, como fazia o Romário. A bola não procura o artilheiro. Ele é que sabe antes dos outros aonde a bola vai chegar.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso ser imprevisível, fantasista e inventivo, como era o Romário.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso ser conciso, economizar gestos, simplificar, não se enrolar com a bola e executar bem o que é fundamental, como fazia o Romário. Talento é tornar simples o que é complexo.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso treinar o que se vai executar no jogo, como fazia o Romário. Numa ocasião, fui entrevistá-lo pela ESPN Brasil em Valência, na Espanha, e o Romário estava fora do treino por causa de uma contusão. Perguntei o que havia acontecido, e ele respondeu: "Não tenho nada. Só não quero treinar dois toques num campo pequeno. Isso não acontece na partida". Os técnicos de todo o mundo adoram este treinamento.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso ter muita confiança e saber esperar os poucos momentos que terá para brilhar, como fazia o Romário. Não dá para ser craque durante todo o jogo e em todas as partidas.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso ser solidário, participar do jogo coletivo, entretanto é necessário também ser ambicioso, egocêntrico, pretensioso e ter a convicção de que só ele vai decidir a partida, como tinha o Romário.

Para ser um fenomenal centroavante, é preciso fazer sem pensar, sem saber por que faz, como fazia o Romário.

O craque não planeja; faz. O craque não tem explicação; ele é.

"Não sei explicar, mas desexplicar." (Manoel de Barros)

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Como andaram pichando na época da última visita de João Paulo II ao Rio: Se Deus é 10, Romário é 11!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Retificando, então

O presidente da AWR, Aluisio William, esclarece que não houve debandada no Exemplo, conforme foi publicado aqui, mas que ele demitiu duas repórteres e outra se demitiu. Além do Jean, ficaram ele próprio, Aluisio William, Silvana e Emily para fechar a edição da última sexta. Fica o resgistro.

Prefeito recebe representantes da segurança da RMC

A primeira reunião da “Operação Romã” acontece amanhã, dia 15, no Anfiteatro da Prefeitura de Indaiatuba. A proposta é reunir representantes das áreas de segurança e fiscalização dos 19 municípios que compõem a Região Metropolitana de Campinas (RMC) para fazer um levantamento dos problemas e traçar um plano de ação único para todos os municípios. O encontro, que marcará o início de uma série de ações conjuntas na RMC com o apoio das polícias Civil e Militar, acontece às 15h.

A “Operação Romã” consiste em mega operações surpresas envolvendo forças policiais, vigilâncias sanitária e epidemiológica e demais órgãos de fiscalização municipal, visando o bem comum. Esses profissionais se organizarão previamente para as ações, mas não terão conhecimento prévio das datas e horários da operação. O aviso será dado com apenas uma hora de antecedência para não comprometer a eficiência da ação.

Desde o início de abril o prefeito de Indaiatuba e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, José Onério, está empenhado em levar a proposta a todos os prefeitos da região. Para Onério, a unificação de forças trará resultados melhores não apenas no sentido de inibir a violência, mas também de combater vários outros tipos de contravenções.

“Precisamos promover ações simultâneas freqüentes porque, dessa forma, poderemos contar com resultados mais eficientes e, consequentemente, oferecermos mais segurança à população de nossa região. Sabemos que o crime é migratório, por isso quando um município promove ações individuais, os criminosos acabam migrando para as cidades vizinhas. Com operações conjuntas, vamos minimizar este problema”, finaliza.

Mondo Cane

JdMolay-execution-739880Sei que ando me esquivando do ofício de jornalista ao não opinar sobre o caso Isabela Nardoni que sintomatiamente ocupou o espaço deixado na mídia com o fim do BBB8. Acho que o pesadelo kafkiano porque estão passando mãe, pai e madrasta da vítima já foi exaustivamente analisado por gente mais gabaritada como Luiz Antônio Magalhães (comparando o caso com o da Escola de Base) e Guilherme Fiúza (Relatando experiência pessoal tragicamente similar ).

As imagens de populares babando e querendo sangue me na porta da delegacia remete à Idade Média, quando as execuções eram um espetáculo público de grande apelo e participação das massas. E comunicadores oportunistas se aproveitam da comoção que toda morte violenta de uma criança provoca para alimentar ainda mais a sede de vingança do populacho.

Aqui em Indaiatuba mesmo tivemos há anos o caso do Barril, que acabou com a vida dos proprietários por incompetência e rabo preso das autoridades policiais - já que o suspeito alternativo era PM e ex-amante da vítima - e irresponsabilidade de alguns orgãos de imprensa.
Um princípio sagrado do Direito Ocidental é o da inocência presumida até prova em contrário. É a primeira norma a ser atropelada por delegados ávidos de fama e por jornalistas loucos por manchetes. No caso do pai e madrasta de Isabela, ambos nem foram indiciados e, portanto, a concessão do habeas corpus - conquista da Constituição Cidadã - era um passo natural. Pode ser até que os dois tenham culpa no cartório, mas até agora a polícia, desesperada para dar uma satisfação à sociedade, não encontrou indícios capazes de estender a detenção dos dois.

Pelo que vi e li até agora, a imagem que mais me intrigou foi o da janela por onde a menina foi jogada ou caiu. A tela de proteção encontrava-se rasgada, e pelo que sei isso não se consegue jogando um corpo de seus 20 quilos contra ela. Ou ela rebate ou a tela cai inteira junto. Pode ser até fruto dos meus anos de leitor de Conan Doyle, Agatha Christie e Rex Stout, mas me pareceu muito estranho.

Dia Mundial do Beijo

Foi ontem, mas só achei essa pérola hoje. É a seqüência final de "Cinema Paradiso", quando o cineasta Salvatore descobre a lata deixada por seu amigo de infância projecionista com pedaços de filmes censurados pelo padre da aldeia em que moravam. Afinal de contas, é no cinema que muita gente aprende e tem a oportunidade dos primeiros beijos.

Mas, apesar de la mano del arbitro

 Sheila (à esquerda) com São Marcos)Minha amiga palmeirense Sheila Ginicolo foi ao Morumbi, e apesar do assalto de que fomos vítima, conseguiu ir aos vestiário e tirar fotos com os jogadores e com o técnico Vanderley Luxemburgo. Remember 93, dear fellows!

Com Denilson Com Luxemburgo

La mano del árbitro

por Daniel Piza, Seção: futebol s 20:20:34.

A volta de Alex Silva fez bem hoje ao São Paulo, que sempre joga melhor no 3-5-2. Muricy designou Zé Luis para marcar individualmente Valdívia, dando liberdade para Hernanes e Jorge Wagner criarem jogadas pelo meio. O Palmeiras teve dificuldades para contornar a marcação e Gustavo falhou feio no segundo gol, dando a bola de presente para - mais uma vez - Jorge lançar Adriano. No segundo tempo, Luxemburgo colocou Denílson e Lenny para abrirem o jogo e tentarem o drible. Deu certo, e o pênalti de Alex sobre Lenny foi claro. Mas o que determinou o placar (2 a 1) foi a atuação dos árbitros, pois o primeiro gol, aos 11 minutos do primeiro tempo, Adriano fez com a mão. O empate teria sido mais justo. É uma pena que uma partida de bom nível tenha sido maculada por um erro assim. Já me cansei de propor que, além do uso da eletrônica, haja um juiz de linha de fundo, que sem dúvida teria visto a infração.

Agora cabe ao Palmeiras vencer em casa um time que não terá Zé Luis e Richarlyson e precisará reintegrar Fabio Santos e Carlos Alberto para ao menos completar elenco. Nada está definido.

Garçom, nessa mesa de bar....


Uma das queixas mais frequentes ouvidas por frequentadores de bares e restaurantes de Indaiatuba é sobre a qualidade do atendimento. É reclamação recorrente também dos donos desses estabelecimentos, mas esses não fazem muito a respeito disso, muitas vezes, ao contrário. Conversando com um experiente garçom da cidade, ele me contou alguns casos de falta de respeito profissional para com a categoria, chegando até mesmo à exploração.

Pro exemplo, um conhecido e outrora concorrido restaurante campestre chegou a pagar sua "caixinha" - que é a gorjeta além dos 10% cobrados na conta - em forma de bombons. Ou de outra casa que acabou de mudar de direção e que está demorando 30 dias para pagar os serviços dos "extras".

O garçom é a linha de frente de qualquer bar e restaurante e sua postura como profissional depende também do profissionalismo com que é tratado pelo empregador, seja fixo ou como "extra". Isso, em parte, explica o sucesso e longevidade de casas como a Pepis, Possan's e Le Triskell, onde há um mínimo de respeito e treinamento aos garçons.

A reflexão acima não isenta os próprios garçons de algumas condutas anti-profissionais e mercenárias, mas a culpa pelo mau atendimento crônico em Indaiatuba não é só deles.

Roubo


Futebol virou volei...

domingo, 13 de abril de 2008

sábado, 12 de abril de 2008

Natalicio


Hoje é meu aniversário, portanto tirarei o dia para celebrar o fato de estar vivo e bem. Ontem reunir os amigos para lembrar o melhor motivo para celebrar a passagem de mais um ano de vida: o carinho e o amor de quem a gente gosta.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

De volta ao passado


Silvio Santos acaba de tirar o "Aqui e Agora" do ar, a exemplo do que já havia feito com o "Fantasia" semanas antes. Acossado pela concorrência da Record, o Homem do Baú apelou para a ressurreição de fórmulas do passado para tentar elevar o Ibope do SBT. Deu com os burros n´água, como se dizia antigamente.

As duas atrações não faziam parte da grade da emissora por uma razão: deixaram de atrair audiência. O que é velho e funciona continua no ar, como a "Praça é Nossa" e "Hebe Camargo". Há 20 anos, Jo Soares, contratado por Silvio para comandar uma versão do humorístico que ele tinha na Globo, percebeu que a mesma fórmula básica do "Faça Humor não faça a Guerra", criado por ele e Renato Corte Real nos anos 70, tinha se esgotado. Aí ele inventou o Jo Sores Onze e Meia e virou uma versão tupiniquim de Jonnhy Carson, que os jovens conhecem como David Lettermann (esclarecendo, Lettterman sucedeu Carson no Late Show). Duas décadas depois e de volta à Globo, tanto o programa - tão copiado desde então - quanto o Jo envelheceram muito. Mas permanecem firmes na grade como pioneiros e sobreviventes de tantos talk shows surgidos na TV brasileira a partir dele.

Vira e mexe, Silvio Santos tenta repetir seus êxitos de luta de guerrilha contra a poderosa Venus Platinada, mas os tempos são outros. Hoje existe uma terceira via com muita grana e motivação para bater tanto o SBT quanto a Globo. Dinheiro não falta ao Patrão do Lombardi, mas a motivação não parece ser a mesma dos tempos em que sua emissora criou ícones televisivos como Sérgio Mallandro, Mara Maravilha, Bozo, Vovó Mafalda e Chaves. Hoje, os ícones como Ratinho e Adriane Galisteu estão na geladeira, com data de validade pra vencer.

Doce Veneno


Na segunda-feira acontece a avant-premiére de "Doce Veneno", vídeo de Marcos Otero com o quel ele pretende comemorar seus dez anos de carreira. Nós, de imprensa, já tivemos a oportunidade de assistir ao vídeo, baseado em conto de Antônio da Cunha Penna.

Acompanhei esses dez anos por dever de ofício, e me lembro que de um começo tendo como referência o cinema de ação americano, Otero foi aos poucos investindo no drama, com resultados irregulares, para dizer o mínimo. Em seguida, enveredou pelo documentário dos quais só vi dois, "Os Dez Crimes", que não tinha pé nem cabeça, e "O Crime do Poço", bem melhor, mas fraco na parte da dramatização.

Um videomaker com dez anos de carreira e se sustentando com ela tem muito do que se orgulhar. Por outro lado, não tem mais direito à condecedência com que costumamos julgar os iniciantes e os abnegados da arte. Dito isto, vamos a "Doce Veneno".

Ninguém que estava terça-feira na Tulha do Casarão gostou do que viu. Otero ainda se justificou alegando que era seu retorno à ficção após quatro anos, mas a falta de noção básica de narrativa não tem desculpa. Se ele não tivese avisado no final que tinha transformado o texto de Penna em comédia, juro que não teria percebido, já que não dei um esboço de risada - a não ser pelo humor involuntário de certas cenas. Conversei com o autor e ele disse que tinha imaginado tod a ação dentro de um só espaço, o quarto do moribundo. O diretor descartou a idéia e resolveu filmar nas externas, principalmente à sombra de uma árvore, que deve ter sido o pesadelo do diretor de fotografia Fran. O próprio Penna deveria ter sido o fotógrafo, mas prevendo a roubada, caiu fora. A Bárbara Gaschler, Otero pediu que orientasse o elenco, só que sem preparação prévia, apenas logo antes de rodar. O resultado é o que vê na tela. Um veneno nada doce.

Insisto nos 10 anos de carreira para frisar que certas coisas já deveriam ter sido corrigidas, entre elas o hábito de rodar tudo num só dia, não levando em consideração as mudanças da posição do sol, a falta de preparação do elenco entre outros problemas resultantes. É pena que Marcos Otero não dedique à filmagem em si o cuidado que toma na hora de promover seus filmes. Só "Doce Veneno" teve uma cabine para imprensa, terá uma avant premiere na segunda, uma estréia com debate no dia 17 e duas exibições no dia 19, às 19h30 e 21h, sempre no Casarâo Pau-Preto. Com direito a tablóide promocional suficiente para ser encontrado em qualquer lugar da cidade.

Vídeos no Casarão

Sessão de sexta

Hoje às 19h30

O Homem do Ano. Direção de José Henrique Fonseca. Murilo Benício, Cláudia Abreu, Jorge Dória, Agildo Ribeiro, Natália Lage, Mariana Ximenes. A história se passa na periferia da Baixada Fluminense. Máiquel (Murilo Benício), cara comum que acaba entrando para o crime, torna-se um matador de aluguel respeitado por bandidos, pela polícia e pela população. Cledir (Cláudia Abreu), cabeleireira que descolore os cabelos de Máiquel depois que ele perde uma aposta para um amigo, acaba se apaixonando por ele. Adaptado do romance O Matador, de Patrícia Melo. Bom longa de estreai de José Henrique Fonseca, filho de Rubens Fonseca de quem Patrícia Melo , a escritora,é fã confessa.

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Matinê

Amanhã e domingo ás 15
Didi – O Caçador do Tesouro, direção de Marcus Figueiredo. Com Renato Aragão, Francisco Cuoco e Graziela Massaferro.

Sinopse: Didi é o mordomo de dr. Samuel Walker, pai de Pedro, garoto de 10 anos, que é o grande companheiro de aventuras dele. Ao achar um mapa entre duas folhas coladas de um velho álbum de fotos, Didi e Pedro irão para um misterioso hotel abandonado, no interior de São Paulo, onde podem existir pistas sobre a história do avô de Pedro, um tenente da Força Aérea Britânica, que morreu no final da segunda grande guerra, em circunstâncias vergonhosas.

Cine Clube de domingo

19h30

Amores Possíveis. de Sandra Wernek. Com Murilo Benício e Carolina Ferraz
Sinopse: O filme desenvolve três possibilidades que a vida de Carlos (Murílio Benício) tomaria 15 anos após levar um bolo de Júlia (Carolina Ferraz) num cinema. Na primeira "encarnação", Carlos é um homem casado e bem sucedido que reencontra Júlia e revive seu amor. Na segunda: Carlos é casado com o melhor amigo e Júlia é sua ex-mulher, com quem tem um filho. Na terceira, Carlos é um garotão filhinho da mamãe que reencontra Júlia através de um serviço de Almas Gêmeas. Filme meio confuso que não conseguiu repetir o sucesso do trabalho anterior de Sandra, “Pequeno Dicionário Amoroso”. Mas ela recuperaria o público com seu filme seguinte, “Cazuza, o Tempo não Pára”.

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Serviço:
Lotação máxima: 60 pessoas.
Os convites devem ser retirados no dia da exibição, a partir das 13 horas.
Casarão Pau Preto: Rua Pedro Gonçalves, 477 – Jd. Pau Preto – Tel.: 19 3875-8383

Encontros Culturais na Praça Dom Pedro II

O próximo Encontros Culturais de terça-feira que vem, dia 15, reinventar o Sarau Literário. O sarau era um encontro, geralmente em casa de amigos, onde as pessoas se reuniam com o objetivo de ouvir música, assistir as performances de dança ou teatro, e ler poemas e trechos de obras literárias. O projeto Encontros Culturais acontece toda terça-feira, a partir das 19 horas, na Galeria de Artes do Centro Cultural Wanderley Peres. O evento da próxima terça será encabeçado pela Sociedade dos Escritores de Indaiatuba – SEI e a entrada é gratuita.

Quem quiser participar basta comparecer e assistir. “Ouvir uma boa poesia e depois comentá-la e ouvir outros se manifestando é uma forma de enriquecer o conhecimento que já se tem daquela obra”, conta o fotógrafo, escritor e poeta Antonio da Cunha Penna, membro fundador da SEI.

Serviço:

Projeto Encontros Culturais

Todas as terças-feiras na Galeria de Artes do Centro Cultural Wanderley Peres (Pça. Dom Pedro II, s/nº). Entrada gratuita.

Programa da terça 15 de abril: Sarau Literário, com a Sociedade dos Escritores de Indaiatuba – SEI

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ifigênia em Áulis sábado no Ciaei


Quem assistiu o ensaio aberto de "Ifigênia em Áulis", montagem do Grupo da Oficina de Teatro da Secult, realizado segunda-feira no Cieai, saiu impressionado com o trabalho do veterano diretor Rubens Teixeira.

Neste sábado, às 20h, no mesmo Ciaei, acontece a estréia oficial da tragédia clássica de Eurípides, com entrada franca. A história é um episódio que antecede a Guerra de Tróia propriamente dita, em que a frota grega encontra-se encalhada em Áulis por falta de vento causada pelo desrespeito dos soldados à deusa Artemis, a quem uma corsa abatida por eles era consagrada. para compensar a falta, o adivinho Calcas diz que o comandante Agamenon deve sacrificar sua própria filha Ifigênia. Para tanto, ele escreve à sua esposa Clitemnestra pedindo que lhe envie a jovem a Áulis sob o pretexto de um suposto casamento com o herói Aquiles.

“Não faço peça para agradar o público, nem a ninguém. Faço para mudar a mentalidade das pessoas que trabalham comigo”, enfatiza o diretor. Rubens é um idealista. Há décadas deixou o teatro profissional, no auge da carreira, para se dedicar à formação de novos profissionais das artes cênicas. “Cansei de fazer peças para os outros verem. Quero fazer projetos em que possa mudar alguma coisa, mesmo que o meu ator continue sendo escriturário, bancário, vendedor, eu sei que a partir da superação de um desafio como Ifigênia, ele vai ser um escriturário, bancário, vendedor melhor, mais consciente de si e do mundo”, finaliza.

Serviço:

Ifigênia em Áulis, com o grupo da Oficina de Teatro da Secretaria de Cultura

Dia 12 de abril, sábado. Horário: 20 horas

Entrada gratuita


quarta-feira, 9 de abril de 2008

Núncio é eleito vice-presidente e César é 2º secretário

Núncio Lobo Costa, do PDT, e Djalma César de Oliveira, o César da Cidade do Sol, do PPS, foram eleitos vice-presidente e 2º secretário respectivamente, da Mesa da Câmara, em votação realizada na sessão ordinária desta segunda-feira, sete de abril. Os cargos eram ocupados há três anos pelos vereadores suplentes que deixaram a Casa na semana passada, Maurílio Gonçalves Pinto, do PDT, e Sérgio Luiz Trinca, do PV.

Musa nua

fer martinelli

Bom, descobri só hoje que a capa da minha última edição de Gente etc..., a modelo Fernanda Martinelli, fez ensaio para a Ele Ela de novembro último e está para sair na Sexy. Quando a fotografei na inauguração da Toyota não sabia nada disso. Só que era um pedaço de mau caminho que chamou a atenção de todo mundo.

Em cartaz

Semana de estréias fracas no Multiplex Topázio. O mais interessante é "Elizabeth - A Era de Ouro", sequência de "Elizabeth" estrelada pela mesma Cate Blanchett mas avaliado por toda a crítica como inferior á primeira parte. Entretanto, Cate conseguiu a proeza de ser indicada ao Oscar duas vezes pela mesma personagem (antes, acho que isso só tinha acontecido com Al Pacino em "O Poderoso Chefão 1 e 2").
Em 1585, a Espanha é o maior império europeu graças às colônias do Novo Mundo e inicia uma guerra santa para difundir o catolicismo, planejando matar a rainha inglesa Elizabeth I (Cate Blanchett), protestante, para que Mary Stuart (Samantha Morton), rainha escocesa, assuma o trono. Ao mesmo tempo em que a monarca inglesa tem de lidar com as ameaças ao trono, ela precisa resolver sua solidão no trono, acentuada pela chegada do aventureiro Sir Walter Raleigh (Clive Owen) à corte. O climax de tudo isso é a batalha entre a Grande Armada Espanhola contra a esquadra inglesa. Bette Davis foi outra a fazer sucesso como a Rainha Bess, e tinha idade mais próxima da monarca nessa fase da vida.

elizabeth a era de ouro

"Um Amor de Tesouro" tenta repetir a química que houve entre Matthew McConaughey e Kate Hudson em "Como perder um homem em 10 dias". Só que enquanto o anterior ultrapassou os US$ 105 milhões, a nova reunião dos astros mal passou os US$ 67 milhões. Não foi um fracasso, considerando o orçamento de US$ 21,5 milhões, mas também não foi nada e contar ao bispo. Ben "Finn" Finnegan (Matthew McConaughey) é um surfista amante da natureza que é obcecado por sua busca a um lendário tesouro perdido no mar desde 1715. Em sua procura, Finn deixa de lado tudo que é importante em sua vida, incluindo seu casamento com Tess Finnegan (Kate Hudson). Ela está disposta a reconstruir sua vida e começa a trabalhar no iate do bilionário Nigel (Donald Sutherland). Quando tudo parecia estar perdido para Finn, ele descobre uma pista importante que pode levá-lo direto ao tão sonhado tesouro. Tess passa ajudá-lo e, nesta aventura, eles irão redescobrir o amor que os uniu. Porém, outras pessoas estão interessadas em achar o tesouro. Lembra "Mergulho Radical", com o casal mais jovem Paul Walker e Jessica Alba, e olha que esse já não era essas coisas (nada que se compare a Jaqueline Bisset de camiseta molhada em "O Fundo do Mar"). um amor de tesouro

Finalmente, a última cereja do bolo, "Velocidade sem Limites", um "Velozes e Furiosos" com a beldade de origem sueca Nadja Bjorlin no lugar de Vin Diesel (eu não reclamo). Ela é Natasha Martin, uma fanática por automobilismo e vocalista de uma das mais promissoras bandas da Costa Oeste, que acaba se envolvendo em uma competição de corridas ilegais com alguns dos carros mais caros do planeta, organizada apenas para o prazer de alguns milionários entediados. A protagonista é conhecida nos EUA como estrela da soap opera "Days of our Lives", há 42 anos no ar, e tem habilitação de cantora lírica. Então como é que ela foi parar num filme desses? Bom, pelo que pude apurar, na época ela namorava o milionário de origem libanesa Daniel Sadek, que assina como produtor executivo e é colecionados de carros esporte. Ele chegou a emprestar uma Enzo Ferrari de US$ 1 milhão para que o astro do filme, Eddie Griffin, o destruísse num "acidente" para promover o filme, e ainda cedeu um Porsche Carrera GT de US$ 400 mil para ser 'moído" na filmagem. Tudo para ver a sua voluptuosa mulher pilotando em alta velocidade no cinema. Tem tarado pra tudo nesse mundo. Abaixo, Miss Bjorlin, hoje namorando um colega de "Days of Our Lives", após o retumbante fracasso como protagonista de longa-metragem.

nadja bjorlin

Debandada


Após a estranha edição da ultima sexta-feira, cheia de recados para ex-repórteres e jornalistas de concorrentes, o jornal Exemplo teve sua redação reduzida ao colega Jean, que agora faz tudo por lá, menos vender anuncio e diagramar o jornal.

Primeira aula


Ontem aconteceu a primeir aaula do 1o Curso Sensorial de Vinho de Indaiatuba, ministrado pela sommelier Josi Pieri, na Casa da Sogra. Além de introduzir os participantes no mundo do vinho, as aulas visam ainda a orientar na compra otimizando o princípio custo-qualidade.
Os vinhos degustados foram o português Fonte do Nico Fashion 2007, um branco levíssimo e frutado; o uruguaio Marichal Reserva 2003, um Chardonnay muito interessante; o chileno Pacifico Sur Reserve 2006, Pinot Noir; e o argentinho Candela Inspiration Malbec 2005; muito bom.
Todos os vinhos fazem parte da carta da Casa da Sogra e na cidade só são encontrados por lá.

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PS: O Fonte do Nico Fashion 2007 custa na Casa da Sogra R$25,00; o Marichal Reserva 2003, R$ 35,00; o Pacifico Sur Reserve Pinot Noir 2006, R$ 42,00 e o Candela Inspiration Mabec 2005, somente R$ 26,00. Dá pra brincar, hein?

The Spirit no cinema

gabriel macht thespirit_12

As notícias sobre a versão cinematográfica da obra-prima de Will Eisner - The Spirit - para o cinema são das mais animadoras. Além da direção do mestre Frank Miller - o quadrinista mais influenciado por Eisner, especialmente em sua fase Demolidor - o time de beldades faz jus às inesquecíveis vilãs que atormentam a vida de Denny Colt. Eva Mendes ("Era uma Vez no México", "Motoqueiro Fantasma") será Sand Saref, Scarlett Johansson (precisa de referências?) é Silken Floss, a maravilhosa espanhola Paz Vega ("Spanglish" e "Lucia e o Sexo") é Plaster of Paris e Jamie King ("Sin City") será Lorelei Rox. Samuel L. Jackson vai vestir a capa do Octopus, arquinimigo do mocinho. A bonita e esperta loira Sarah Paulson ("Abaixo o Amor") encarnará a eterna noiva Ellen Dolan; Dan Lauria, o pai de Kevin Arnold em "Anos Incríveis", será o Comissário Dolan e o novato Gabriel Macht ("O Bom Pastor") será o Spirit. A desconhecida Stana Katic será Morgensten, persongem que não me lembro se é aliada ou inimiga do herói, mas pela escalação do elenco, duas ausências são notáveis: o parceiro Ebony e a mais notória inimiga feminina do Spirit, P'Gel.
O filme estás sendo rodado com fundo vera para a inserção dos cenários computadorizados, como em "Sin City".
paz vega thespirit_13 eva sand saref

scalert samuel thespirit_06 Nas fotos, de cima para baixo, Paz vega, Eva Mendes, Scarlett Joansson e Samuel L. Jackson e, lá no alto, Gabriel Macht com a máscara do herói. Tomara que ele não seja um novo Sam Jones, canastrão loiro que encarnou desastradamente dois grandes ícones da Nona Arte: Flash Gordon e The Spirit.