sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A maior luta de boxe de todos os tempos



Há 35 anos, aconteceu a maior luta de boxe de todos os tempos. Foi um circo armado em Kinhasa, no Zaire, mas os protagonistas eram verdadeiros titãs, ao contrário do ditador Mobutu Sesse Seko e do empresário-clown Don King, os artífices da festa. Há uma bela matéria sobre o assunto no Estadão.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ilha da Fantasia

Francamente, anônimo! A frase correta era "Patrão, patrão! O avião!"

Separadas no nascimento

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Faltam-me as palavras

Quando a gente acha que já viu tudo nessa vida...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Além de bárbaro, inútil e dispendioso



Washington, 20 out (EFE). A aplicação da pena de morte nos Estados Unidos se transformou num grande desperdício de dinheiro nos orçamentos dos estados que aplicam o castigo, segundo um relatório do Centro de Informação da Pena de Morte (CIPM) divulgado hoje. O documento diz ainda que a maioria das autoridades policiais do país está convencida de que a punição não reduz a criminalidade.

"Com tantos estados que gastam milhões de dólares para manter a pena de morte e quase nunca a aplicam, o castigo se transformou em uma forma muito onerosa de prisão perpétua", afirmou Richard Dieter, diretor do CIPM e autor do relatório. Em muitos casos a espera da execução pode prolongar-se mais de dez anos e atualmente, segundo os números de CIPM, nos corredores da morte 3.297 condenados aguardam o momento da execução.

Dieter acrescentou que com os atuais déficits orçamentários, a pena de morte faz parte "de um grupo de programas do Governo que não têm qualquer sentido e esbanjam gastos". O relatório cita o caso da Califórnia, um estado que gasta US$ 137 milhões na pena de morte e não realizou uma execução em quase quatro anos.

Acrescentou que na Flórida, onde os tribunais perderam 10% de seus recursos fiscais, o estado gasta US$51 milhões ao ano na pena de morte. A pena de morte foi restabelecida pela Corte Suprema dos EUA em 1976 e desde então foram executados 1.176 condenados, 441 deles no estado do Texas, segundo números do CIPM.

Nos últimos anos, 15 dos 50 estados abandonaram ou suspenderam tal castigo por denúncias de que se aplica de forma racista, se cometeram erros nos tribunais ou os acusados sem recursos careceram de uma defesa legal competente. Somente este ano 11 estados debateram projetos para abolir tal condenação.

Ao anunciar a abolição este ano, o governador do Novo México, Bill Richardson, indicou que não poderia viver com a culpa de, um dia, descobrir que seu estado teria executado um inocente.

"A tendência de reconsiderar a pena de morte à luz da atual crise econômica deve continuar", indicou o relatório. O apoio popular também não é mais o mesmo, já que caiu de 80% em 1976 a cerca de 60% em pesquisas recentes.

O relatório também realizou uma consulta entre chefes de Polícia do país que mostra que 57% deles acreditam que a pena de morte não reduz os crimes violentos porque seus autores não consideram as consequências.

O relatório acrescenta que mais de 53% preferiria a pena de morte com uma compensação para os familiares das vítimas em vez da pena de morte. A pesquisa escutou 500 chefes de polícia do país escolhidos de forma aleatória entre 29 de outubro e 14 de novembro do ano passado.

Segundo o chefe de polícia do condado de West Orange, no estado de Nova Jersey, "a pena de morte é um desperdício colossal de dinheiro que teria melhor uso se houvesse mais agentes na rua".

Acrescentou que o estado esbanjou US$ 250 milhões nos últimos anos sem conseguir resultados positivos. "A pena de morte não é um fator dissuasivo. A taxa de criminalidade em Nova Jersey caiu desde que o estado aboliu a pena de morte" há dois anos, acrescentou.

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É normal reagirmos com ódio e indignação diante de determinados crimes bárbaros e impulsivamente desejarmos a morte do perpetrador com requintes de crueldade. O Estado existe tanto para coibir comportamentos antissociais como para impedir que crimes se transformem em ciclos contínuos de vendettas, como na Sicília ou na Corsega de há não tanto tempo atrás.

Se quando um pai ou uma mãe se vinga da morte de um filho tendemos a compreender o ato como humano - ainda que seja contra a lei dos homens e da maioria das religiões - o mesmo não se pode dizer quando o Estado se torna o algoz. Primeiro, porque não há nada de humano na forma impessoal e industrial com que a sentença de morte é executada (estou falando de países civilizados e não onde se pratica a lapidação e outras formas sádicas de pena de morte). Segundo, porque a Justiça é falha e, uma vez aplicada a pena capital, não há como reverter o erro. A cena acima de À Espera de um Milagre talvez a cena mais emblemática sobre o tema no cinema recente, por ter sido um filme de sucesso revisto até hoje. Mas Não Matarás, de Krzysztof Kieslowski, é o mais poderoso libelo contra a pena de morte que a Sétima Arte já produziu. Para começar, ao contrário do John Coffey de À Espera de um Milagre, o sociopata Jacek Lazar é culpado até o último fio de cabelo.

O assassinato que comete é mostrado de forma brutal e compreendemos que é um homeme que não pode ficar à solta em qualquer sociedade humana. Mas o processo que o leva à execução na forca também é estúpido e absurdo. O Estado deveria salvaguardar a integridade física e mental de seus cidadãos, e mesmo quando ele não consegue por falhas na aplicação das leis e da destinação dos recursos para esse fim, o princípio existe e é por eles que os governantes deveriam se guiar.

Agora, quando o mesmo Estado assume o papel de vingador que não lhe cabe, a barbárie fica estabelecida. O criminoso não deixa a condição de humano com a sentença. Ele deve ser mantido vivo pelo Estado para que este possa matá-lo. E os americanos, que criaram formas criativas e cruéis de execução como a cadeira elétrica e a camara de gás, hoje acham civilizado matar um homem com uma injeção de um coquetel de drogas. Nada da praticidade da guilhotina francesa (abandonada junto com a pena de morte por lá), da cimitarra dos países árabes ou do tiro na nuca à chinesa, que pelo menos matam na hora.

domingo, 18 de outubro de 2009

Febeapá


Segundo Stanislaw Ponte Preta, a feijoada só é completa quando tem ambulancia na porta. Então a de hoje, no Indaiatuba Clube, estava completíssima!

Barrichello mantém cabeça erguida: "tem que saber perder" (Terra)


Nessa matéria, Rubinho é livre-docente...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O amanhã como reflexo do presente



No princípio, a ficção-científica como proposta por Julio Verne era a projeção do extraordinário progresso científico do século XIX, quando parecia que a Revolução Industrial estava destinada a acabar com as misérias humanas, ilusão que acabaria de vez nas trincheiras da I Guerra Mundial. Mas um vitoriano já não compartilhava do otimismo do francês, H.G Wells, autor de A Máquina do Tempo, que criou um futuro distante em que duas raças descendentes do Homo sapiens seriam predador e presa uma da outra, numa metáfora da luta de classes então em curso na Europa.


No cinema, a ficção-científica surge nas ingênuas pantomimas de George Mélies, que usa como base o próprio Julio Verne em Viagem à Lua. Durante quase toda a primeira metade do século passado, o gênero se pautou pela fantasia de Flash Gordon ou projeções de um futuro clean para a humanidade. Depois da II Guerra Mundial, tudo mudou.


A Guerra Fria e a ameaça nuclear criou monstros das mais diversas formas e o advento da mitologia dos discos voadores criou os aliens invasores, muitas vezes, metáforas de uma ameaça externa muito mais próxima, como em Vampiros de Almas, de Don Siegel, em que americanos pacíficos e individualistas eram substituídos por cópias vegetais coletivistas. “Eles estão chegando!”, era o alerta dirigido aos espectadores no final do filme. Pior que uma invasão alienígena, o fim do modo americano de vida parecia então muito mais ameaçador.


O seriado Jornada nas Estrelas se especializou em fazer de outros planetas cópias alternativas da Terra, que colocavam em evidências problemas da Humanidade, como o racismo, o autoritarismo x democracia (num episódio, um historiador terráqueo adota o modelo nazista para uma raça que vivia uma crise econômica) e as alternativas históricas, como no clássico Cidade á Beira da Eternidade, em que uma pacifista deve ser sacrificada para que Hitler não vença a guerra.


Em 1973, Richard Lester filma No Mundo de 2020 (foto), uma distopia que adiantava problemas que viraram moda a partir da constatação do aquecimento global como realidade, tendo como conseqüência mais grave uma crise mundial de alimentos, que faz com que a maioria da população só tenha acesso a uma fonte de proteína para sobreviver, um composto cuja matéria prima são cadáveres humanos.


Esse cenário de um mundo futuro em desconstrução por causa dos erros cometidos no presente teria em Blade Runner (1982) o modelo mais acabado. Em meio a uma tecnologia capaz de levar o homem a outros planetas, convive-se com o caos urbano, poluição e degradação do meio ambiente. Todos os personagens humanos são mirrados, feios e deformados, enquanto a maioria de seus servos replicantes são altos, belos e fortes. Ah, mas tem o mocinho Harrison Ford. Bom, que versão do filme você assistiu?


Distrito 9
segue essa tradição, sem qualquer sutileza, como observa Isabela Boscov, da Veja, impactando o espectador com imagens da intolerância e segregação aos aliens mantendo um pé na realidade: as principais locações são favelas reais de Johanesburg. O próprio nome, Distrito 9, é inspirado no Distrito 6, região da cidade sulafricana em que se localizava o famoso bairro negro de Soweto.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Agora é Copa


Praticamente encerradas as Eliminatórias, restam as repescagens. Na América do Sul, o Uruguai vai jogar com a Costa Rica de Rene Simões o direito de ir à Africa do sul, após ser derrotada pela Argentina (foto) pela primeira vez em Montevidéo desde 1975. Curiosamente, o técnico vencedor naquela ocasião era um dos grandes desafetos de Maradona, Cesar Menotti, que ao não convocar El Pibe em 1978 evitou que ele somasse dois títulos mundiais, como Ronaldo Fenômeno, duas vezes campeão mundial mesmo sem entrar em campo em 94.

A partida foi menos excitante do que eu esperava, por causa da falta de competencia uruguaia - que praticamente vive de Lugano na defesa e Forlan no ataque - e da retranca imposta por Maradona, que escalou inacreditáveis quatro zagueiros. Beques, mesmo. E quando o resultado em Santiago já garantia, no mínimo, a repescagem e o empate, a vaga direta, ele tira o único atacante para por um volante e o que acontece? O cara faz o gol da vitória. Isso é o dedo do técnico. El dedo de Diós.

O Brasil acabou ficando em primeiro nas Eliminatórias Sulamericanas graças a vitória da Colombia sobre o Paraguai por 2 a 0 em pleno Defensores del Chaco, o que fez com que o Chile acabasse em segundo lugar pelo saldo de gols. Isso não vale rigorosamente nada, apenas para o currículo de Dunga, que venceu todas as competições que disputou como técnico até agora. Que não vai adiantar nada se não ganhar a Copa.

Na Europa, os melhores times que vi jogar na Eurocopa se classificaram com 100% de aproveitamento: Holanda e Espanha, duas eternas potencias que nunca chegaram lá, ainda que os flamengos tenham chegado em duas finais. A Inglaterra quase fez 100%, mas perdeu um jogo. Os súditos de Elizabeth II ganharam sua Copa em casa em 66 e, dizem, tão na marra quanto os argentinos em 78.

Na repescagem européia, os segundos colocados de oito dos nove grupos jogam por quatro vagas. Os melhores ranqueados na Fifa são cabeças de chave: França, Portugal, Rússia e Grécia. Os outros são Eslovenia, Bósnia, Ucrania e Irlanda. França e Portugal não devem, pela lógica, ter problemas em jogos de ida e volta contra qualquer um dos quatro últimos. Russia e Grécia vão depender de quem for sorteado contra eles, mas, sinceramente, não farão diferença na Copa.

Se tudo der certo, todas as principais potencias futebolisticas devem ir à África do Sul, provavelmente, todos os campeões do mundo. O que, certamente, vai abrilhantar a primeira Copa no Continente Negro e tornar a disputa muito mais interessante.

Hoje tem clássico do futebol mundial


Às 20h de hoje acontece um jogo imperdível para os que amam o futebol não só como esporte, mas como drama e emoção. Uruguai e Argentina voltam a se enfrentar numa partida decisiva como não se vê desde a Copa de 1986, quando a futura campeã do mundo liderada pelo então iluminado Maradona venceu por apenas um gol de Pasculli. Jogando em Montevidéo, um empate classifica los hermanos, mas se alguém perder, corre o sério risco de não ir nem para a repescagem, caso o Equador vença o classificado Chile em Santiago.

É o jogo entre seleções que aconteceu mais vezes, foi o primeiro confronto oficial fora da Inglaterra e a primeira final de Copa do Mundo. Após perderem essa partida por 4 a 2 de virada, os argentinos boicotaram o torneio até 1958, quando tiveram uma participação pífia. Na verdade, atribui-se a Juan Domingo Perón a ausência do país nas duas primeiras copas do pós-guerra, pois o presidente usava o futebol como propaganda e queria manter o mito da superioridade argentina no esporte. Afinal, nos anos 40 o River Plate era, provavelmente o melhor time do mundo e toda aquela geração foi penalizada pelo conflito mundial que impediu a realização do mais importante torneio de futebol do planeta. Quando finalmente se decidiram em participar de uma copa, em 58, o que se viu foi que a falta de intercambio deixou sua seleção desatualizada em relação ao futebol praticado pelo resto do mundo, e acabou sendo eliminada pela Tchecoslováquia com uma goleada humilhante de 6 a 1 ainda na primeira fase. Demorariam 20 anos para que a Argentina recuperasse seu prestígio em casa, numa competição cercada de suspeitas, como a oportuna vitória por 6 a 0 contra o Peru.

Já para o pequeno Uruguai, o futebol representou a descoberta do país pelo mundo, após o bicampeonato olimpico de 1924 e 1928 e a Copa de 1930, que sediou e venceu. Vinte anos depois, uma nova vitória ainda mais heróica dentro de um Maracanã lotado consagrou a Celeste Olimpica como uma grande potencia futebolística. Nunca mais venceram uma Copa, mas montaram grandes times em 1954, quando foram derrotados pela Hungria de Puskas num jogo épico; em em 1970, na quando foram derrotados por aquela seleção brasileira - que é considerada pela revista inglesa World Soccer como o maior time de futebol que jamais existiu - num jogo nervoso e cercado pela mística do Maracanazzo de 1950.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nas ruas



Já está circulando o mais belo guia de compras de Indaiatuba. Ou será o guia com a mais bela equipe de vendas?

domingo, 4 de outubro de 2009

Olimpíadas no Brasil. Eeeehhh




Mesmo com 20 anos no País, J.J. Jackson ainda precisa entender algumas coisas sobre o Brasil

Sexta à noite, no Ciaei o cantor J.J. Jackson tentou animar o público indaiatubano comemorando a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Cri, cri, cantaram os grilos. Mais um tentativa e... alguns Eeehhh meio desanimados. A falta da ânimo para o que parece ser um momentos histórico para o Brasil desconcertou o americano, radicado há mais de 20 anos aqui.

Para o público classe média informado que estava no Ciaei para ver J.J. e o sensacional quarteto de Cesar Machado, a realização do maior evento esportivo do mundo no País significa farra com o seu, o meu, o nosso dinheiro dos impostos. Não há, portanto, motivo para comemorar.

Mas a importancia histórica da primeira Olimpíada na América do Sul não é menor por causa disso. A primeira no hemisfério sul que não é num pais de língua inglesa. Isso coloca definitavamente o Brasil entre os principais emergentes. Isso sem falar no prestígio internacional de Lula, que, para todos os efeitos, ganhou de Barack Obama, que caiu na aramadilha política de se expor na reunião do COI e perder. Aguente o presidente do Brasil depois dessa...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Salve Geral entra em cartaz amanhã


Antes mesmo de entrar em cartaz, Salve Geral, um dos lançamentos nacionais em Indaiatuba esta semana, já gerou polêmica. A ser indicado pelo Ministério da Cultura como candidato oficial do Brasil ao Oscar, muitas vozes se levantaram contra alegando que mais uma vez se privilegiava uma imagem negativa do País no Exterior. Afinal, ano passado Última Parada 174 foi o escolhido para representar o País na disputa. Mas será mesmo assim? Há dois anos, o delicado O Ano que meus pais saíra de Férias bateu Tropa de Elite na indicação do MinC. Cidade de Deus também não foi escolhido para ser o representante oficial do Brasil no Oscar, mas acabou concorrendo em outras categorias no ano seguinte graças a uma manobra dos distribuidores internacionais. Se Tropa de Elite ganhou o Urso de Ouro do Festival de Berlim, não foi porque alguém aqui quer exportar uma imagem de violência do País, mas porque o filme é bom e foi selecionado pelos organizadores do evento para competir. O mesmo se deu com a escolha de Linha de Passe para abrir o Festival de Cannes no ano passado, independente de qualquer ingerência do governo brasileiro.


O que pesou no ano passado foi mais a família Barreto que a temática em si. Bruno, diretor de Última Parada 174, assinou O Que é Isso Companheiro, que se classificou entre os cinco indicados em 1997 e o irmão Fábio dois anos antes com O Quatrilho.