quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

The West Wing na vida real




Estava eu matutando como as últmas temporadas de "The West Wing" - o melhor seriado político de todos os tempos e que passava no canal Warner e nas madrugadas de terça no SBT antes de "Fantasia" - se parecem com o cenário pré-eleitoral americano atual. Dei uma olhada na web e eis que encontro um texto fresquinho - do dia 22 - de Caio Blinder sobre o assunto e que ele também confessa que se inspirou no El País espanhol. Segue o texto do Blinder, publicado no Último Segundo do IG:

O cenário eleitoral de 2008 tem incríveis similaridades com as tramas das duas últimas temporadas de "West Wing" (2005 e 2006). No drama da rede NBC, Santos (um político latino do Texas e não negro) é jovem, inexperiente e carismático.

Ele é a promessa de uma arriscada mudança na Casa Branca. Santos derrota por estreita margem um veterano senador republicano da Califórnia, com muita experiência internacional, às turras com a ala mais conservadora do partido.

No papel do congressista Arnold Vinick estava o sempre vitorioso Alan Alda. Antes da vitória de Santos nas eleições, a premonição de West Wing foi impressionante. O republicano Vinick atravessou as primárias sem maiores problemas, mas no caso democrata a disputa foi até a convenção. Há algumas variações em relação à realidade.

Primeiro, ainda não sabemos se Hillary Clinton chegará até lá. No seriado, o rival partidário de Santos também é uma figura da máquina do partido, que entrara na disputa na base do já-ganhou. "West Wing", porém, não votou em Abby Bartlett (Stockard Channing), a esperta e agressiva mulher do presidente Jed Bartlett (Martin Sheen).

A opção foi pelo vice-presidente "Bingo Bob" Russell (Gary Cole). Os paralelismos entre ficção e realidade estão sendo analisados por fanáticos de "West Wing" no site www.televisionwihoutpity.com. A confusão é inevitável, com comentários do gênero "creio que Josh apoiaria Obama", em referência a Josh Lyman (Bradley Whitford), chefe da campanha de Santos e que trabalhara para Bartlett na Casa Branca.

Nos seus dias áureos, a série era elogiada pelos criticos por seus diálogos inteligentes e habilidade para tratar áridos assuntos políticos com sabor. Havia a ressalva de um pendor liberal em "West Wing", mas entre espectadores fiéis estavam bruxos republicanos como Henry Kissinger e Karl Rove.

Na ausência de "West Wing", é possível se consolar com o espetáculo das primárias verdadeiras. E as televisões por assinatura fazem a sua parte conferindo um tom novelesco à corrida eleitoral.

PS: por estes dias, a campanha de HIllary Clinton tem acusado Barack Obama de plágio retórico. Antes que eu seja flagrado por um internauta esperto, confesso que roubei a idéia desta coluna passando os olhos no jornal espanhol "El Pais". Yes, we can.

3 comentários:

Ige disse...

Hakuma Matata,yes we can!

ige daquino disse...

Hakuma Matata,yes we can!

ige daquino disse...

Hakuma Matata,yes we can!