terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Era Obama


George W. Bush acaba de embarcar no helicóptero rumo à aposentadoria no Texas, e não há uma pessoa séria no mundo que não ache que ele já foi tarde. A Presidencia de Barack Obama à frente dos Estadosa Unidos começa em meio a uma gigantesca crise economica, duas guerras em terras distantes em meio a um anti-americanismo mundial só comparável aos tempos do Vietnã. Nada mais adequado então um presidente que remeta a dois ícones dos anos 60, John Fitzgerald Kennedy e Martin Luther King.
Como Kennedy é um presidente com cara de efígie de moeda, muito diferente do apatetado Bush Jr. e mesmo do charmoso Bill Clinton. Mas a pose de tribuno romano sucumbiu ao nervosismo na hora do juramento, certamente sob o peso da responsabilidade que pesa sobre seus ombros. De Luther King, obviamente, Obama é a realização de seu famoso sonho.
O aguardado discurso inaugural teve a habilidade retórica que o tornou famoso, mas sem o esperado brilho que o marcasse na História. Se bem que isso é difícil de julgar na hora: o discurso de Lincoln em Gettysburgh foi proferido sob uma febre de 40 graus e ninguém se deu conta que ele se tornaria histórico. Mas mesmo o público vibrou mais nos primeiros parágrafos de Obama do que nas que deveriam ser as apoteóticas palavras finais.
Comentaristas da Globo News analisaram que o novo presidente americano pegou emprestado discursos de seus antecessores mais bem sucedidos. De Roosevelt, o desafio de reconstruir uma economia abalada - arruinada na época de Franklin Delano. De Lincoln, a exortação à união da nação, dividida pela política bélica e unilateralista de Bush Jr., e pela Guerra Civil na época do Libertador dos Escravos. De Ronald Reagan, a evocação dos valores americanos e, de Kennedy, o apelo à mobilização dos americanos nesse momento difícil e as mãos estendidas aos países de boa vontade.
Se não houve nada inesperado nas carta de intenções do novo presidente, houve pontos que merecem atenção, como as observaçôes sobre a necessidade de uma vigilância sobre o mercado financeiro e da precariedade do sistema de saúde americano (Se você assistir "Sicko", de Michael Moore, vai achar o SUS brasileiro uma beleza. Claro que não é bem assim, mas o sistema de saúde americano está longe de ser digno da nação mais rica do mundo).
Obama sabe mais do que ninguém o que a América e o mundo esperam dele, especialmente após seu medíocre e ao mesmo tempo desastroso antecessor. Se conseguir cumprir mesmo em parte as expectativas em torno de seu governo se consagrará como uma das maiores figuras históricas de nosso termpo. Caso contrário, entrará para o rol das diversas mediocridades que antes dele ocuparam a Casa Branca (e não foram poucas).
Não deixa de ser curioso que mesmo o Império Americano ainda dependa de salvadores da pátria, tão criticados quando se tratam de tupiniquins e latinoamericanos em geral. Se Obama será um Lula ou um Roosevelt, só o tempo dirá.

Um comentário:

Bárbara disse...

o Kimura in live com o States