quinta-feira, 20 de março de 2008

Aydil Pinesi Bonachella (1936-2008)


Como tenho formação budista, dificilmente um falecimento me abala, pois considero parte inevitável do ciclo de nascimento, vida e morte. Mas a notícia da morte da minha amiga Aydil Bonachella na manhã desta véspera de Sexta-Feira Santa me deixou estatelado, assim como toda Indaiatuba.

Ela parecia uma força da natureza e por isso incontrolável (seu patrão, Antônio Reginaldo Geiss, que o diga). A única comunicadora que falava o que queria de qualquer um - inclusive eu - e não temia quem quer que fosse. Ironia do destino, em seus últimos dias estava acometida de Síndrome do Pânico.

Quem mais enfrentaria as tragédias que a vida lhe deu - o AVC do marido que o deixou inválido com poucos anos de casados, a trágica morte da filha Andréa numa romaria, a perda da irmã durante uma cirurgia estética - e ainda seria capaz de criar uma entidade como a Casa do Caminho - outro filho que a vida lhe tirou - e realizar inúmeros outros serviços assistenciais. Sem falar em ser a voz da cidade durante 25 anos.

A foto ao lado foi tirada em seu aniversário, em 3 de junho do ano passado, que ninguém imaginava que seria o último. Um beijo, amiga.

3 comentários:

Jair disse...

Kimas, eu compatrilho de suas anotações sobre aidil em gênero, número e grau!
Eu que inclusive estive em trincheira oposta num período em que ela se envolveu em política, desfrutei da sua ira e tambe´m do seu gigantesco carinho, depois de nos reconciliarmos. Tô aqui muito chateado. Aliás, nas últimas semanas eu a encontrava na Rádio jornal e a achava muito tristonha, coisa que não cabia dentro daquele espírito inquieto.
Estamos todos em luto!

Anônimo disse...

Aydill:
Foi sacanagem com a gente! Ainda no programa do Dia da Mulher, realizado na Rádio Jornal, tomei café com vc. Falamos de regimes, exercícios físicos e de política. E exercitamos nosso direito adquirido de elogiar pessoas queridas e NÃO ignorar os fracos de alma, como geralmente fazíamos quando nos encontrávamos!!!! Não vou te perdoar. Pessoas como vc deveriam ser eternas, inclusive fisicamente!

Simone

Anônimo disse...

Kimura, quero registar aqui nesse espaço de amigos a minha surpresa e tristeza pela perda tão repentina da queridíssima Aydil Bonachela. Figura impagável e generossíma que nos proporcionou momentos de emoções diversas. Indaiatuba hoje fica mais triste.
Regina Santi