quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Em cartaz


O nacional “Veronica” é a única estréia no Multiplex Topázio nesta semana de ressaca carnavalesca. Andréia Beltrão interpreta uma professora da rede pública prestes a abandonar a profissão que, de repente, se vê responsável por um aluno cujos pais foram assassinados por traficantes. O motivo é um pen drive com imagens de policiais vendendo armas para bandidos e, por causa disso, o menino passa a ser procurado pelos dois lados da transação.
O diretor Maurício Farias, em entrevista enviada como divulgação do filme, diz que “queria fazer um filme sobre um herói popular, anônimo”. Para ele, “uma professora que trabalha numa escola de periferia é uma heroína por vocação”. “Elas enfrentam situações graves dando aula nestes locais, e são obrigadas a resolver questões para as quais muitas vezes não estão preparadas, convivem diariamente com esta incapacidade do Estado de agir, de proteger e de apoiar quem mora nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. Quem vive no Rio, basta olhar em volta e ver o que os anos de descaso provocaram na cidade. Verônica, com seu trabalho de professora, leva alguma esperança de uma vida melhor para estas pessoas.”
“Na nossa pesquisa”, prossegue o cineasta, “ficamos sabendo de alguns casos de crianças que os pais morreram enquanto elas estavam nas escolas. Os professores nos contaram que, dependendo do local, o Conselho Tutelar não vai na escola por falta de segurança e que pede ao professor que leve o aluno até lá. Isto é ilegal. Só quem pode tirar uma criança de escola é a família ou o próprio Conselho. Isto acabou se tornando uma das bases da história do filme. (...) Depois que escrevemos o roteiro, revi ‘O Garoto’, de Chaplin, revi ‘Central do Brasil’, de Walter Salles, ‘O Profissional’, de Jean Luc Besson, ‘Glória’, do John Cassavetes, entre outros filmes que se parecem com Verônica. ‘Glória’ e ‘O Profissional’ são os dois filmes mais parecidos.” “O filme foi rodado com ouço mais de 500 mil reais de patrocínio do Sistema Anglo de Ensino; um pouco de dinheiro nosso (meu e da Silvia) e a participação de muitos amigos. Filmamos como franco-atiradores, sem pretensão. Terminadas as filmagens, editei durante um ano, alternando edição com os meus compromissos na televisão. E ainda com o filme inacabado, mostramos para a Europa que decidiu distribuir. Fomos para o Cine en Construcción, em Toulouse e depois de exibir o filme no Festival decidi mudar o final e acrescentar algumas cenas. Só então mostrei para a Globo Filmes, que entrou como co-produtora. Hoje o filme já passou em vários festivais, incluindo o de Roma, a Mostra de São Paulo - onde ganhou o prêmio da Mostra Jovem - o Festival do Rio e outros. Ele ainda está convidado oficialmente para o Festival de Cartagena; o Miami International Film Festival e o Friburg Film Festival. Em todos teve uma ótima recepção e fez grande sucesso de público. Enfim, após um início despretensioso, nossos parceiros foram se envolvendo e hoje o filme está com um lançamento previsto para ser feito com 120 cópias.”
No elenco estão ainda Marco Ricca, Ailton Graça e o garoto Matheus de Sá.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cenas do Carnaval - amigos de outras cidades

Em 2005 - meu Deus, são quase quatro anos! - comemorei meu aniversário na cinematográfica casa de Thiago Tarran - que nem estava pronta ainda - e essa menina apareceu no meio de uma turma, usando muletas. Todos os caras perguntavam quem era a gata das muletas, e assim ela ficou conhecida pela galera. Adriana Bergantim, de Salto, tornando mais belo o carnaval do Indaiatuba Clube

Estela e Andréia, duas amigas das antigas, a quem infelizmente vejo só de vez em quando

  

Fernando Berti e Rodrigo Bombana, amigos que seguem suas vidas e carreiras em São Paulo

Pé quente

O Salgueiro é o grande campeão do carnaval carioca. E adivinhe qual foi a grande atração do Feijão com Samba do Indaiatuba Clube deste ano?

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Cenas do Carnaval 2 - Carnazoff

Anna Hayashi e Dionelli Dell'Orti

Katieni, no camarote do Diamond Room

Meus amigos Bruno Figueira e Bruna Araújo, na Zoff Club

As amigas Lais, Isadora - que usa uma tiara - mas quem é Rainha da Festa do Peão é Carina, de preto

Cenas do Carnaval que passou - Indaiatuba Clube

Carol Maalouli e Melissa Tempesta caindo na folia do Indaiatuba Clube

Juliana Radovanovich e Tatiane Mendes também foram pular o carnaval no Indaiatuba Clube

A jornalista Tatiane Camargo, agora na TV Século XXI, foi para o salão do IC com as amigas Claret e Lucélia

Tacones lejanos

A jundiaiense Fernanda Martinelli, que já foi capa de Gente etc... quando participou da inauguração da concessionária local da Toyota, está este mês na capa Playboy mexicana, além de estrelar um ensaio no recheio.

 

Fernanda, posando para Gente etc... na concessionária Toyota, em abril do ano passado...

fernanda matinelli playboy mexico

...e este mês, na capa da Playboy mexicana, em frente...

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...e verso!

Carnaval de rua

Voltando à vida normal, informamos que a escola campeã do Desfile de Rua de Indaiatuba foi a Imperador de Santa Cruz, com três pontos a mais que a segunda colocada, a Acadêmicos do Sereno. Como esta perdeu cinco pontos por fazer propaganda na avenida, isso foi decisivo para o resultado final.
Entre os blocos, a Assocal foi a vencedora.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

É coisa nossa

A indaiatubana Juliane Silvério, que dividiu a passarela com Sheila Carvalho no desfile da Unidos de Vila Maria na madrugada de hoje

Carnaval da Saudade 2009

A iniciativa criada pelo diretor Cultural Antrônio da Cunha Pernna já virou marca registrada do Indaiatuba Clube. Ontem, a folia na cidade foi inaugurada pelo Baile das Marchinhas, a noite mais familiar do IC. A seguir, algumas fotos do evento.

Rogério Ferrari, Juliana Siqueira, Maria Fernanda Campos e Simone Serafim

Bia Assmann, sempre linda

Fábio Alexandre fantasiado de... Tim Maia negativo?

Cande e Edson Reis

Banana e sua amada Juliana Klinke

A toda boa Gil

O presidente Claudio Albrecht premia os Elvis

O Billy Idol do Cangaço encontra o Elvis Presley do Sertão

Caroline de Souza Serafim mostrando muito samba no pé

O padre Marcelo Previatelli com o ex-presidente do IC Waldir "Badoli" de Gennaro

Iara, Stelinha e Selminha, um trio parada dura

As animadíssimas luluzinhas Nilda Takeuchi, Daniela e Miriam Dall'Alba e Rita Rocha

O SUPERintendente do Saae, Alexandre Peres, numa rara foto com sua irmã Jerusa

Por fim, uma imagem do fim da festa com as belas Munira Ribeiro e Tuany Ventura. As duas queriam calçar os sapatos para a foto e eu disse: nem pensar! Tô certo ou tô errado?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Happy birthday to you

Ontem, minha amiga Cris Col comemorou mais uma aniversário junto com a família e amigos em sua bela casa no condomínio Santa Clara.

Parabéns, parabéns, esse é o seu dia que dia mais feliiiz...

A aniversariante com a amiga Loide Boldori Righetto e o maridão Celso

A jovem Kaynaha Cauzzo Cavalli também tinha ótimos motivos para comemorar: ontem foi sua última sessão de quimioterapia. Boa sorte, menina!

A ala jovem - e bela - da festa: Luana Parra, Fernanda Caretta, Nathalie Col e Iris Bassi

Sândro D. Cárotti, da Lunna Loca, e o cabeleireiro da Gê Beleza, Will

Em Cartaz

a pantera cor de rosa 2

Aishwara Rai e Steve Martin em "A Pantera Cor de Rosa 2"

Na semana do Oscar, chegam à cidade um produção que passa longe dos prêmios da Academia - "A Pantera Cor de Rosa 2" - e outro do qual se esperava mais e só emplacou apenas as indicações de Ator Coadjuvante, Figurino e Direção de Arte - "Foi Apenas um Sonho".

No premiado telefilme "A Vida e Morte de Peter Sellers", a construção do Inspetor Closeau pelo ator inglês - intepretado por Geoffrey Rush - lembra muito a criação de Carlitos em "Chaplin", o grande momento da carreria de Robert Downey Jr. Nãp é apra menos. Guardadas as devidas proporções, ambos são ícones do cinema, inseparáveis de seus criadores. Se ninguém teve coragem de ressuscitar o vagabundo do cinema mudo, em 2003 Steve Martin se meteu a encarnar o mais atrapalahdo policial frances de todos os tempos. Mesmo com o nariz torcido dos fãs de Sellers (entre os quais o artista plástico Ige D'Aquino), a nova "A Pantera Cor de Rosa" foi bem de bilheteria.

A continuação chega ao Brasil debaixo de críticas ruins aqui e nos Estados Unidos, mas poucos atentaram a fato da mudança de diretor. O primeiro foi assinado por Shawn Levy, que no mesmo ano de 2006 emplacou o blockbuster "Uma Noite no Museu"; esta segunda parte tem como comandante o holandes Harald Zwart, que tem como trabalho pregresso mais conhecido "O Agente Teen". Levy pode nãos ser nenhum Frank Capra, mas conseguiu controlar até Robin Williams, enquanto Zwart, ao que parece, não teve pulso para evitar os exageros de Steve Martin.

O diamante Pantera Cor de Rosa é novamente roubado, mas desta vez como parte de uma onda de furtos de tesouros famosos em otod o mundo. Para capturar o ladrão, conhecido como Tornado, o comissário Dreyfuss (John Cleese, do Monty Python, no lugar de Kevin Kline) tira Closeau do Departamento de Trãnsito - onde ele multa carros usando a Legiçao de Honra que recebeu no primero filme - para integrar um dream team internacional de detetives. São o italiano Vicenzo (Andy Garcia, de "O Poderoso Chefão 3"), o inglês Pepperidge (Alfred Molina, o Octopus do "Homem-Aranha 2", que deveria trocar de papel com Cleese), o japonês Kenji (Yuri Yamasaki, de "Cartas de Iwo Jima") e a indiana Sonia (Aishwara Rai, de "A Última Legião", a maior estrela de Bollywood).

O exagerado humor físico de Steve Martin, o roteiro fraco e as piadas repetidas do primeiro filme foram apontados como as principais causa do fracasso da produção, que ainda tem no elenco nomes como Jeremy Irons (Oscar por "O Reverso da Fortuna"), Lily Tomlin(quatro vezes vencdora do American Comedy Awards) e o cantor francês Johnny Haliday.

foi apenas um sonho

Leonardo Di Caprio e Kate Winslet em "Foi Apenas um Sonho"

Foi um sonho e se acabou

Kate Winslet conseguiu a dobradinha dos premios de atriz e atriz coadjuvante no Globo de Ouro deste ano por suas atuações em "Foi Apenas um Sonho" e "O Leitor", respectivamente. Para o Oscar, ela não conseguiu a indicação pelo primeiro e disputa o prêmio de atriz principal por "O Leitor". Por que atriz coadjuvante em uma competição e principal em outra? Porque em "O Leitor" ela fica pouco tempo relativamente na tela, embora seja a figura feminina em torno de quem a história gira. Mais ou menos como Rachel Weisz em "O Jardineiro Fiel", que concorreu e venceu o Oscar como coadjuvante. Só que Kate foi inscrita na corrida da Academia como atriz principal pelas duas produções, certamente por conta do tema Holocausto ter muita força entre os votantes.

Assim, sua atuação por "Foi Apenas um Sonho" acabou desprezada pelo Oscar, embora a maioria dos criticos considerem Kate a melhor coisa do filme. O fato do diretor Sam Mendes ser seu marido contribuiu, é claro. Ela e Leonardo di Caprio são April e Frank Wheeler, um casal jovem que vive no subúrbio de Connecticut com seus dois filhos na década de 1950. A máscara da auto-segurança esconde a enorme frustração que sentem por não serem completos em seu relacionamento ou na carreira. Determinados a conhecerem a si mesmos, eles decidem se mudar para a França. Mas o relacionamento começa a corroer em um ciclo infinito de brigas, ciúmes e recriminações, e a viagem e seus sonhos correm grandes riscos de acabar.

Quando Sam Mendes surgiu para o mundo com "Beleza Americana" foi saudado como um novo grande talento, inclusive por mim. No entanto, seu filme seguinte, "Estrada para Perdição", revelava que, mais que talento, Mendes usava abusava de maneirismo com ares de grande arte. Diversas críticas sobre "Foi Apenas um Sonho" falam exatamente disso. O coadjuvante Michael Shannon foi indicado ao Oscar por seu papel de John Givins. No mais, o reencontro do casal protagonista do maior sucesso cinematográfico de todos os tempos não deixa de ser um chamariz para o público, ainda que, desta vez, não seja uma história de amor, mas sobre o fim deste.

Caminhoneiro derruba uma coluna do pedágio da SP75 (RAC)

Uma carreta bateu contra uma coluna da praça de pedágio do km 60,8 da rodovia Santos Dumont (SP 75), por volta de 12h desta quinta-feira. Duas pistas do sistema de cobrança eletrônica Sem Parar foram interditadas.
Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, o caminhão trafegava acima da velocidade no sentido Campinas/Indaiatuba e perdeu o controle ao colidir contra a defensa de concreto que separa as faixas de cobrança. O motorista, identificado como José Ronaldo dos Santos, de 49 anos, estaria alcoolizado. Ele sofreu apenas ferimentos leves e foi encaminhado para o
Hospital Oliveira Camargo em Indaiatuba, Região Metropolitana de Campinas (RMC).

De acordo com policiais, o tacógrafo, instrumento que registra a velocidade do veículo, marcava 100 Km/h no momento da colisão, sendo que a velocidade máxima permitida ao passar pelo pedágio é de 40 Km/h. No entanto, a perícia ainda não emitiu um laudo sobre as causas do acidente com o caminhão Volvo de placa DTB 4942, de São Paulo. O teste do bafômetro realizado no local indicou a presença de 1,26 mg de álcool por litro de sangue do motorista, enquanto o máximo permitido por lei é 0,6. Santos ainda seria encaminhado para realizar exames de sangue e poderá até ser preso dependendo do resultado.

O impacto do caminhão danificou parte da estrutura do pedágio. A cobertura sobre as duas faixas interditadas precisará ser demolida. A concessionária Rodovias das Colinas, que administra a SP 75, informou que uma faixa do pedágio seria adaptada, até o meio dia desta sexta-feira, para receber o sistema de cobrança eletrônico. Enquanto isso, afirmou que usuários do Sem
Parar não serão prejudicados, uma vez que a cobrança poderá ser feita pelo número do dispositivo eletrônico, conhecido com TAG, ou pela placa do veículo.

O acidente gerou lentidão no local, mas não provocou congestionamento na rodovia. Segundo o diretor executivo da concessionária, Nelson Bossolan, seriam necessários quatro guindastes para escorar a estrutura, retirar o caminhão e só depois inciar o processo de demolição da parte danificada no acidente. Os trabalhos devem demorar até três dias para serem concluídos,
mas não há previsão para o restabelecimento das duas faixas oficiais do Sem Parar.

A Transportadora Elos de Ouro, proprietária do caminhão acidentado, vai esperar a conclusão da perícia, que determinará as causas do acidente, para somente então tomar as medias legais cabíveis caso seja comprovado a responsabilidade do motorista.

Oscar no Carnaval

quem quer ser um milionario

"Quem quer ser um milionário?", de Danny Boyle é um dos favoritos para Melhor Filme

A entrega do Oscar acontece este ano em pleno domingo de Carnaval, já que para os americanos a Folia de Momo não tem a mesma importancia que para nós. Essa coincidência deve fazer com que a Globo não transmita a festa ao vivo, já que o desfile das Escolas de Samba é um evento muito mais lucrativo. Pode ser a primeira vez em anos que o Oscar não pasa ao vivo na TV aberta.

Se a cerimônia de premiação da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood (nome inacreditavelmente pomposo) do ano passado foi esvaziada pela greve dos roteiristas, este ano a crise parece vir dos concorrentes. Nenhum dos indicados trouxeram ao Oscar aquela eletricidade que “O Segredo de Brockeback Mountain”, “Os Infiltrados” ou “Senhor dos Anéis” trouxeram em anos anteriores.

Talvez o filme que pudesse fazer isso pelo evento fosse “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, esnobado pela Academia, muito provavelmente por se basear em histórias em quadrinhos, forma de arte considerada menor por muitos. Foi o grande produto de Hollywood de 2008, tanto em termos de bilheteria – que se aproxima do US$ 1 bilhão – quanto de repercussão. A presença do blockbuster na grande festa da indústria ficou restrita à indicação póstuma de Heath Ledger, que é favoritíssimo ao premio de Ator Coadjuvante. Seus rivais são: Philip Seymour Hoffman, por “Dúvida”, que ainda não tem o estofo para ter duas estatuetas (ele já tem uma por “Capote”); Robert Downey Jr., por “Trovão Tropical”, um grande ator considerado ‘freak’ pelos votantes mais conservadores; o desconhecido Michael Shannon, por “Foi Apenas um Sonho”; e Josh Brolin, por “Milk – A Voz da Igualdade”, um ator que se reinventou a partir de “Onde os fracos não tem vez”.

Entre as mulheres coadjuvantes, Vila Davis, de “Dúvida” talvez tenha feio o trabalho mais difícil, apesar das poucas cenas, ao duelar com Meryl Streep em uma cena caminhando ao ar livre; Amy Adams, no mesmo filme, faz um papel bem diferente de “Encantada”, que a transformou uma estrela; Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona”, pode se juntar ao time de atores que deve a Woody Allen sua estatueta; Marisa Tomei, de “O Lutador”, é a favorita de Carlos Reichenbach e Taraji P. Henson é meio a azarona pelo papel de mãe de Benjamin Button.

Na disputa entre atrizes principais, há a expectativa de que Kate Winslet receba a primeira estatueta da carreira por “O Leitor”, após seis indicações. Já corre por aí uma frase dela numa desconhecida série chamada “Extras”, em que a atriz afirma que “só ganharia o Oscar se fizesse um filme sobre o Holocausto”. Adivinha qual o pano de fundo de “O Leitor”? Meryl Streep, que concorre por “A Dúvida”, tem dois prêmios na estante e não precisa de mais um para ganhar prestígio. Os americanos acreditam que ela é a maior atriz de cinema viva. Angelina Jolie, indicada por “A Troca”, consolidaria sua posição de megastar com uma estatueta, mesmo ela já tendo recebido uma no começo da carreira por “Garota, Interrompida”). Anne Hathaway, pelo “Casamento de Rachel”, e Melissa Leo, de “Rio Congelado”, são azarões.

Acho que a competição entre os atores principais está entre Mickey Rourke, que já ganhou o Globo de Ouro por sua performance em “O Lutador”, e Brad Pitt, que concorre por “O Curioso caso de Benjamin Button”. O primeiro por fazer tipo o papel de sua vida e o segundo por ser o tipo de trabalho lacrimogêneo que conquista a Academia, como Forrest Gump, com quem tem comum o roteirista Eric Roth e diversos elementos da história. Sean Penn, de “Milk”, já tem um Oscar por “Sobre Meninos e Lobos” e não me parece perto de repetir o feito. O especialista em vilões Frank Langella foi indicado por um papel que já viveu na Broadway, na versão original para o palco de “Frost/Nixon” mas não me parece oscarizável, assim como Richard Jenkins, de “The Visitor”, o azarão, mas é bom lembrar que neste ano não há um grande favorito, e aí...

A categoria Animação – uma das mais recentes – cresceu em interesse por que os indicados normalmente são filmes de grande público. Mesmo ficando restrita a três indicados, a torcida para cada um é grande. Assim, este ano, se “Wall-E” não ganhar de “Bolt” e “Kung Fu Panda”, é melhor fechar esse buteco chamada Academia de Hollywood. E olhe que o robozinho ainda disputa na categoria Roteiro Adaptado.

“Quem quer ser um milionário?” parece ser o mais interessante concorrente ao grande premio deste ano e, nesse caso, deve arrastar o diretor Danny Boyle com ele, já que todos indicados a Melhor Filme também concorrem para Melhor Diretor, o que deve significar uma dobradinhas nessas categorias. Dos demais – “Milk”, “Frost/Nixon”, “O Leitor” e “O Curioso Caso de Benjamin Button” – somente o último tem mais “cara de Oscar”.

O que decide o Oscar?

kate o leitor

Kate Winslet em "O Leitor"

A piada de Kate Winslet supracitada tem seus motivos. Filmes sobre o Holocausto sempre comovem Hollywood, criada majoritariamente por judeus. Em 1961, “Julgamento de Nuremberg” recebeu 11 indicações e levou duas estatuetas, mas não era exatamente ambientado nos campos de extermínio. O genocídio foi abordado com maior crueza a partir da minissérie de TV “Holocausto”, de 1978, que deu um Emmy à jovem Mery Streep, no papel de uma alemã cujo marido é levado a Auschwitz. Seis anos depois, ela própria vai para o campo de extermínio em “A Escolha de Sofia” e ganha seu Oscar de Atriz Principal. Apenas em 1993 um filme sobre o Holocausto voltaria a ser premiado, “A Lista e Schindler” (sete prêmios, entre os quais de Filme e Diretor para Steven Spileberg) . Mais um hiato e “A Vida é bela”, de 1998, vence como melhor ator para Roberto Benigni e Filme Estrangeiro, batendo o brasileiro “Central do Brasil”. Em 2002, Adrien Brody e Roman Polanski recebem seus Oscar de Ator e Diretor por “O Pianista”.

O alcoolismo, uma obsessão americana, foi tema de três filmes premiados pela Academia: “Farrapo Humano”, de 1946 (Filme e Ator para Ray Milland), “Amar é Sofrer”, de 1954 (Atriz para Grace Kelly interpretando a esposa do bebum Bing Crosby) e “Despedida em Las Vegas”, de 1996 (Ator para Nicholas Cage).

Três atrizes se enfeiaram para ganhar a estatueta, prática impensável nos anos dourados: Hillary Swank em “Meninos não Choram (1999), Nicole Kidman em “As Horas (2002) e Charlize Theron em “Monstro” (1993).

Alguns tipos de papeis parecem ser pule de 10 no Oscar. Prostitutas: Helen Hayes (“O pecado de Madelon Caudet”, 1931), Donna Reed (“A um passo da Eternidade”, 1953), Elisabeth Taylor (“Disque Butterfield 8”, 1960), Shirley Jones (“Entre Deus e o Pecado”, 1960), Jane Fonda (“Klute, O Passado Condena”, 1971), Mira Sorvino (Poderosa Afrodite”, 1995), Kim Basinger (“Los Angeles, Cidade Proibida, 1997) e Charlize Theron (“Monstro”, 2003).

Portadores de deficiência física, mental, insanidade ou transtorno: Harold Russell (“Os Melhores Anos das Nossas Vidas”, 1947), Jane Wyman (“Belinda, 1949), Joanne Woodward (“As Três Faces de Eva”, 1957), Paty Duke (“O Milagre de Annie Sullivan”, 1962), Shelley Winters (“Quando só o coração vê”, 1965), Cliff Robertson (“Os Dois Mundos de Charlie”, 1968), John Mills (“A Filha de Ryan”, 1971), Jon Voight (“Amargo Regresso”, 1978), Marlee Matlin (“Filhos do Silêncio, 1986), Dustin Hoffman (“Rain Man”, 1988), Daniel Day Lewis (“Meu Pé Esquerdo”, 1989), Al Pacino, (“Perfume de Mulher”, 1992), Tom Hanks (“Forrest Gump”, 1994), Geoffrey Rush (“Shine”, 1996), Jack Nicholson (“Melhor Impossível”, 1997) e Jaime Foxx (“Ray”, 2006).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Arrivederci

A artista plástica Pallù de Andrade - Sônia, para os íntimos - se despediu dos amigos após um rasante por Indaiatuba e voltou para a Itália, onde está começando vida nova em Roma. Agora, só a veremos ao vivo no próximo ano.

Sônia Pallu com Charles Fernandes, o novo neo-solteiro da cidade

Adeus, so long, goodbye...

O Votura está melhor a partir desta edição. O colunista do Ctrl C+Ctrl V não escreve mais lá, justamente porque a direção coibiu a prática de reproduzir releases ipsis literis em seu espaço no hebdomadário. Como por conta própria ele não escreve nada mesmo, resolveu pegar o boné e pedir para sair. Mas os que costumam se divertir com seus atentados à última flor do Lácio podem ficar tranquilos: ele continuará assassinando o idioma português na Internet e em sua coluna no semanário gratuito.

Quinze anos de Fundação Pró-Memória

A Fundação pró-Memória de Indaiatuba comemorou ontem seus 15 anos de atividades com uma singela cerimônia ontem à noite, na Tulha do Casraõa Pau Preto. Nunca um aniversário da entidade contou com tantas autoridades, como bem observou o conselheiro José Luis Sigrist. O prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) arrastou todo o primeiro escalão para a festa, o que nunca antes tinha acontecido. Espero que isso represente uma nova postura do alcaide para com a Fundação, já que nos seus primeiros oito anos à frente do Município, a relação com a entidade não foi das melhores.

Foram homenageados dois conselheiros e fundadores da Pró-Memória já falecidos: Nilson Carvalho, pesquisador responsável pelo mais extenso levantamento documental sobre a história de Indaiatuba, e que resultou numa cronologia lançada na mesma noite; e Sylvia Teixeira de Camargo Sannazzaro, professora, memorialista e presidente do Conselho Consultivo da Fundação desde o início desta até sua morte no ano passado.

Mesa de honra do evento, com a historiadora Adriana Carvalho Koyama, o superintendente Marcelo Alves Cerdan, a presidente do Conselho Consultivo Martha Barbosa Marinho, o presidente Antônio Trginaldo Geiss e o prefeito Reinaldo Nogueira Lopes Cruz

O primeiro escalão da Administração Municipal na fila do gargarejo

Descerrando a placa errada

Agora, a placa certa que dá nome ao Arquivo Municipal Nilson Cardoso de Carvalho

Sylvia Teixeira de Camargo Sanazzaro deu nome ao pátido do Casarão Pau Preto

O deputado estadual Rogério Nogueira cumprimenta os presentes

O presidente da Câmara Luiz Carlos Chiaparine louva o trabalho da Pró-Memória, lembrando a necessidade de referenciais para o Município

O prefeito Reinaldo Nogueira lembra o trabalho de Nilson Carvalho em prol da história de Indaiatuba, sendo que ele não era nascido aqui, enquanto tantos nativos não fizeram pela terra metade do que ele fez

O presidente da Fundação Pró-Memória, Antônio Reginaldo Geiss, entrega a Cronologia Indaiatubana, de Nilson Carvalho e organizado por sua filha Adriana, ao prefeito Reinaldo Nogueira e ao presidente da Câmara Luiz Carlos Chiaparine

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Tom Hopkins no Indaiatuba Clube

Ainda sobre o Carnaval

O presidente da Águias Negras acaba de me ligar para dizer que sua escola prestou contas sim dos seus desfiles, mas que em 2003, entregou notas fiscais com datas erradas que acabaram sendo rejeitadas pelo Tribuna de Contas do Estado, o que gerou um processo contra ela. Fica registrada a informação.

Inauguração da Santa Pasta

Foi inaugurado ontem à noite o novo restaurante Santa Pasta, na Rua Pedro Gonçalves ao lado da antiga Quitanda da Tica. O imóvel é a antiga casa da família Teller, e tem um belo quintal em que foram colocadas mesas, certamente o lugar mais charmoso e agradável do restaurante. A massa foi servida em sistema degustação e me pareceu correta, mas necessita uma conferência mais apurada. O vinho servido na festa foi da loja Brancotinto, da Josi Pieri, e se for dela a carta de vinhos haverá a garantia de boas bebidas a preços honestos.

A aniversariante desta quinta, Cris Col, e Cecilia Miyagawa

Akiko Kakazu e sua bela filha Keila

Dirceu Salute, da Master Beef, e seu filho Douglas. Ele me contou que para degustar o chope mais gelado da cidade não é necessário consumir o rodízio de carnes. Pode-se sentar, beber uma caneca "nevada" cheia de Brahma e pedir uma porção para acompanhar. Uma ótima pedida para o carnaval.

Nivea Soares e Gisele Floriano

O casal mais comentado neste início de ano, Helen Guimarães e PG Meirelles, também esteve na inauguração da Santa Pasta

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Jantar da Feai dia 3

Idiotice


Será que essa turma não sabe que "I Kissed a girl" foi uma das músicas mais executadas nas rádios no ano passado e que qualquer menina de 12 a 14 anos com algum rudimento de inglês sabe do que Katy Perry - de resto uma das jovens popstars mais interessantes da atualidade justamente por causa da ironia - está falando? Usar hits do momento para o ensino de inglês é uma das táticas mais utilizadas para despertar o interesse dos adolescentes, e se esse professor fosse mais homem - ou mulher - aposto que isso tudo passaria batido. É preconceito e o que a escola e a Secretaria da Educação fizeram foi apologia não apenas da homofobia mas da ignorância e estupidez.
A seguir, a deliciosa música original de Miss Perry.

Heidi Klum lança maquiagem e rebate comentário sobre peso (Terra)


A modelo Heidi Klum deu uma pausa nas passarelas para divulgar o novo kit de maquiagem da Victoria's Secret e aproveitou para rebater comentários sobre seu peso, segundo o site Popsugar.

Em Nova York, a modelo comentou as críticas do estilista alemão Wolfgang Joop de que ela estaria "pesada" para desfilar.

"Vivemos em um mundo onde todos têm o direito de dizer o que quiser, de ter sua opinião. Na minha profissão, precisamos estar sempre em forma. Tento ser uma boa modelo, mas sem magreza excessiva", disse Heidi.

***

Na foto, Heidi no último desfile da Victoria's Secret no final do ano passado... Goordaaaa!!

Grupo é preso por tráfico no Caminho da Luz (EPTV)

17/02/2009 - 08:45 - Quatro pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas no bairro Caminho da Luz, em Indaiatuba, na noite de segunda-feira (16). Segundo a Polícia Militar, os suspeitos integram uma quadrilha procurada por assaltos a residências na cidade.
Além de uma arma, a polícia apreendeu 27 papelotes de crack, uma porção de cocaína e uma de maconha.
A polícia chegou à casa que servia de ponto de venda de drogas depois de uma denúncia anônima.

Primeira sessão ordinária


Ontem aconteceu a primeira sessão ordinária do ano e, não sei se graças à convocação do Movimento Atuação e Voto Consciente, houve um público excelente no plenário. Os vereadores, acostumados a ver gente nas sessões só em votações muito polêmicas, aproveitaram para mandar ver no púlpito. Foram 34 indicações, três requerimentos (todos do Linho, ou Carlos Alberto Resende Lopes, do PT), uma moção, cinco projetos de vereadores e sete enviados pelo Executivo. Apenas os vereadores Agostinho Andrade Junior (PPS) e Vera Spadella (PDT) não fizeram indicações, requerimentos, moções ou projetos e lei nesta primeira sessão. Usaram a palavra Túlio Tomass do Couto (PPS), Luiz Alberto “Cebolinha” Pereira (PDT), Hélio Alves Ribeiro (PSB), Bruno Ganem (PV), Helton Antonio Ribeiro (PP), Fábio Marmo Conte (PSB) e Celsinho Rocha (PDT).

Túlio subiu ao microfone para defender suas indicações a respeito do Pronto Socorro e providências de diminuição de óbitos fetais e mortalidade neonatal precoce no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), lembrando a morte recente de uma adolescente de 14 anos grávida na unidade. Cebolinha falou sobre algumas de suas muitas indicações, sobre o pedido para que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) instale hidrômetros residenciais em prédio onde eles ainda são coletivos, a necessidade de fiscalizar melhor entulhos nas construções em andamento e o cumprimento da lei que obriga médicos da rede municipal a escreverem receitas datilografadas ou impressas ou com letra legível. Hélio defendeu a conveniência de adotar sistema de pré-consulta e de uma rampa de acesso no pronto atendimento do Mini-Hospital do Jardim Morada do Sol. Bruno Ganem falou sobre sua indicação de uma campanha de conscientização para aumentar o uso da ciclovia da Marginal do Parque na altura do Jardim Morada do Sol – ameaçada de extinção, segundo ele; da necessidade da instalação de uma feira de artesanato à altura do “Titanic” da raia de remo; e da obrigatoriedade do plantio de árvores nas calçadas residenciais (sob a justificativa de combater o aquecimento global...). Estranhamente, o jovem vereador não citou uma indicação muito mais polêmica, que pede abertura de acesso da Estrada do Sapezal para a SP-75, o que obviamente contraria o interesse da concessionária Rodovias das Colinas.

Linho pediu a implementação de convênio com a Secretaria da Agricultura para a expedição de Guias de Transporte Animal (GTA) na Casa do Agricultor, documento necessário para o transporte de animais com finalidade de abate ou comércio; e também a designação de guardas municipais na Rodoviária nos horários de grande fluxo de passageiros, para evitar constrangimento destes causado por pedintes. Os requerimentos do Linho pediam esclarecimentos sobre uma suposta viagem a Cuba da secretária da Educação, Jane Ferreti, e de funcionários da pasta – ambas aprovadas por acordo com a liderança do governo, mediante pedido de vistas de um terceiro requerimento, que pedia informações sobre o resultado e critérios usados nas avaliações externas realizadas pelas escolas municipais.

Fábio Conte pediu a palavra basicamente para aproveitar o público presente assim como Celsinho. Cebolinha pediu a palavra para parabenizar a Fundação Pró-Memória pelos seus 15 anos completados este mês e pedir aprovação de sua moção de congratulações, no que foi acompanhado por Linho e Celsinho.

Os projetos do Executivo, que foram encaminhados às comissões, diziam respeito em sua maioria em alterações no Orçamento aprovado em dezembro e no Plano Plurianual de 2005. Os outros dois pedem a criação de 100 cargos de capacitador de Guardas Municipais para os cursos de formação de GMs ministrados pela Fiec para Municípios de todo o País; e de 86 novas funções docentes na mesma Fundação.


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Curiosidades: * O vereador Linho apareceu de chapéu nesta primeira sessão, parecendo uma versão mais jovem de Antônio da Cunha Penna, outro adepto da peça de vestuário igualmente barbudo e careca.* É quase impossível entender o que o presidente da casa, Luiz Carlos Chiaparine (PDT), diz ao microfone. "Nem com leitura labial", como observou a editora da Tribuna, Cynthia Santos. * Três diretores de jornal acompanharam essa primeira sessão: este que vos escreve (Gente etc...), José de Miranda (Tribuna de Indaiá) e Aluísio William Rodrigues (Jornal Exemplo). Curiosamente, justamente Evandro Magnusson Filho, ex-vereador não reeleito e dono do Votura, não mandou nem repórter para cobrir a Câmara. * A despeito das boas intenções do novato Bruno Ganem, obrigar as pessoas a plantar árvores em frente de casa vai criar um problema duplo: primeiro, muitas calçadas mal existem, quanto mais com espaço para suportar uma árvore e, em segundo lugar, vai aumentar o trabalho da Prefeitura para podar os galhos antes que a CPFL venha e corte de qualquer jeito.

E agora, o que fazer, secretária? (publicado em Gente etc de 10 de janeiro)

Marquei uma entrevista com a secretária de Cultura, Erika Novachi para quinta, às 11 horas, e ao chegar vejo sair de sua sala o colega Fábio Alexandre. Não devia  me surpreender, já que somos os únicos militantes do jornalismo cultural na cidade. Uma entrevista com a secretária da área é uma pauta óbvia.
Só que não fui fazer exatamente uma entrevista, e sim conversar, cutucar e até cobrar. Afinal, com 12 anos à frente da Cultura do Município, ela não precisa de tempo para se adaptar à máquina e espera-se que mostre avanços na área. Erika está muito animada com a volta de Reinaldo Nogueira à Prefeitura, e recebeu do próprio a promessa que o principal equipamento cultural da cidade – o Ciaei – passará a ser mais dedicado à destinação pela qual foi construído, ser um teatro, e não tanto através da qual foi viabilizado, a Educação, que, por sinal, já é muito bem equipada.
Além do Ciaei, a cidade conta hoje com o Teatro do Instituto Deco 20, e a secretária já agendou uma reunião com os responsáveis para estudar uma possível parceria. “Só não posso pagar aluguel pelo espaço”, adianta. Esperemos que uma ação conjunta possibilite a vinda de espetáculos que não sejam apenas de humor.
Se a Virada Cultural ano passado foi um sucesso, o Circuito não foi e, em princípio, foi suspenso em Indaiatuba. “Fiquei sabendo disso pela sua coluna”, revela. “Na verdade, nós pegamos o ‘bonde andando’ e as datas acabaram se encavalando em fins de semana seguidos, o que prejudicou a divulgação. Mas eu falei com o Reinaldo e ele pediu para que o Rogério intervisse junto ao governo do Estado para manter a programação em Indaiatuba este ano”. Um projeto que traz Antonio Nóbrega e tantos outros artistas com entrada franca não dá para desperdiçar.
Um ponto polêmico envolvendo os espetáculos no Ciaei é a obrigatoriedade da troca de ingressos por kits de alimentos e higiênicos. Muitos acabam não indo aos eventos por causa disso e outros acabam ficando na porta do teatro por terem esquecido ou não conhecerem o processo. “Mesmo que fosse para direcionar para entidades assistenciais, não posso cobrar um centavo de espetáculos organizados pela Secretaria. Para cobrar ingresso, mesmo simbólico, teria que haver uma fundação intermediária para administrar o dinheiro”, explica. Na verdade, tudo o que é de graça acaba não sendo devidamente valorizado, e essa pode ser uma solução inclusive para gerar alguma renda para comprar instrumentos e equipamentos para os grupos e oficinas mantidas pela Secult.
Aliás, a descentralização das oficinas culturais é uma das metas da secretária. “Já fazemos um trabalho nas escolas de bairro. Acho que temos que sair do centro mesmo e ir para a periferia, pois as pessoas tem problemas para se deslocar até aqui”, afirma. Erika, inclusive, revelou que tem um projeto de criar uma biblioteca ambulante, montada em um ônibus que percorreria a cidade. “Não se trata apenas de levar livros até os bairros, mas atividades que estimulem a leitura, como oficinas e contadores de estórias”.
Como ainda aguarda o uma reunião para definir as prioridades com o prefeito, a secretária fez mistério de alguns projetos engatilhados, mas adiantou outros. Por exemplo, o plano de unir o Setembro em Dança – que passaria a ter outro nome, como o Passo de Arte. “As academias fariam apresentações comentadas por especialistas durante o Passo, que podem ser competitivas ou não. O objetivo é fazer com que os grupos locais evoluam”, explica. Outro ganho interessante com a fusão é levar o público indaiatubano a assistir a uma mostra de alto nível como é o Passo de Arte.

Video

Erika ainda pretende organizar uma mostra com o acervo audiovisual de Rubens Bonito, recentemente adquirido pela Secretaria da Cultura (Secult). O material reunido pelo documentarista é lendário, reunindo registros fotográficos dos anos 30, passando por filmes e vídeos que abrangem o final dos anos 40 até a proximidade de sua morte, dois anos atrás. Mais curioso ainda o fato de que nem amigos próximos dele tiveram acesso a essas imagens. O material já foi todo digitalizado e Erika pretende editá-lo e organizá-lo em segmentos temáticos para serem exibidos ao público.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Fora do Circuito

Indaiatuba está oficialmente fora do Circuito Cultural Paulista, como já adiantei na coluna do Gente etc... A programação foi divulgada hoje e as cidades contempladas neste ano são Garça, Bragança Paulista, Nova Odessa, Cabreúva, Pirassununga, Brodowski, Jales, Votuporanga Andradina, Guararapes, Mirandópolis, Guaíra, Olímpia, Jaú, Lençóis, Paulista, Lins, Atibaia, Brotas, Itatiba, Santa Bárbara d’Oeste, Ibitinga, Itápolis, Matão, Guararema, Assis, Ourinhos, Paraguaçu Paulista, Tupã, Adamantina, Lucélia, Martinópolis, Presidente Epitácio, Regente Feijó, Iguape, Miracatu, Santa Rosa de Viterbo, Monte Alto, São Simão, Sertãozinho, Caraguatatuba, Ilhabela, Lorena, Catanduva, Fernandópolis, Santa Fé do Sul, Itapetininga, Avaré, Piraju, São Manuel e Taquarituba. Todas receberão pelo menos uma atração por mês, cujos destaques são Teatro da Vertigem, do Balé Stagium, Ceumar, Fortuna, Ana Luísa e Luís Felipe Gama, Badi Assad, Carlos Careqa, Mutrib, Cia. La Mínima entre outros.
Em entrevista concedida a mim mes passado, a secretária Municipal da Cultura Erika Novachi, disse que tentaria reverter a exclusão da cidade por meio do deputado estadual Rogério Nogueira, mas pelo visto não conseguiu. Na verdade, o Município foi incluído no projeto excepcionalmente no meio do ano passado por conta do grande sucesso da Virada Cultural Paulista, que aqui recebeu um público maior que Campinas.

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O comentário de Guilherme Salla está certo e já corrigi, obrigado.

Abertas inscrições para Mapa Cultural

A Secretaria Municipal de Cultura abre hoje, dia 16 de fevereiro, segunda-feira, as inscrições para a Fase Municipal do Mapa Cultural Paulista, no Centro Cultural Wanderley Peres – Secretaria da Cultura, Praça D. Pedro II s/nº, das 9h às 17h. O prazo para as inscrições será até o dia 13 de março.

O Mapa Cultural Paulista é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, realizado através da Abaçaí Cultura e Arte – Organização Social de Cultura, que objetiva identificar, valorizar e promover o intercâmbio da produção cultural no Estado de São Paulo, ao mesmo tempo em que estimula a participação de seus municípios em atividades culturais.

O mapeamento será feito em quatro fases: municipal e regional em 2009; mostra estadual e circulação em 2010.

Fase Municipal

Para a edição 2009/2010 serão consideradas as expressões artísticas: Artes Visuais - Artes Plásticas, Desenho de Humor, Fotografia e Vídeo (animação, documentário e ficção)

Música - Canto Coral (compositores paulistas), Música Instrumental (composição e intérprete)

Literatura – Conto, Poesia e Crônica

Dança – Clássico, Contemporâneo, Outros

Teatro – Adulto, Para Criança e Rua

Regulamento de inscrição

- Todos os participantes de edições anteriores poderão se inscrever, desde que com novas produções/criações.

- Os participantes deverão apresentar comprovante de residência ou domicílio eleitoral e/ou comprovante de vínculo com o município. Qualquer alteração de endereço ou outros dados, no decorrer desta edição do projeto, deverá ser notificado, comprovada e encaminhada à Secretaria da Cultura de Indaiatuba.

- Xerox da certidão de nascimento ou RG. A idade mínima para a participação é de 14 anos completos até a data de realização da Fase Regional do evento.

- No ato da inscrição, os participantes menores de 18 anos deverão estar acompanhados pelos pais ou responsável, com um documento de autorização, com cópia de RG e CPF, tanto dos responsáveis quanto do menor. Os mesmos deverão ser anexados à ficha de inscrição, que deverá ser assinada pelo responsável com firma reconhecida . Solicitar ficha de autorização na Secretaria da Cultura de Indaiatuba.

- É vetada a participação de estrangeiros que não estejam com seus documentos regularizados.

- A seletiva Municipal será no mês de abril.

Baile do Hawaii do Indaiatuba Clube

Sábado aconteceu o Baile do Hawaii do Indaiatuba Clube com o tema "Parintins". Uma noite divertida, com gente bonita e casais animados. Levei um susto na abertura, quando entrou aquele povo vestido de grego-estilizado e me perguntei o que aquilo teria a ver com a festa dos bois Garantido e Caprichoso do Estado do Amazonas. Só ai que caiu a ficha que o nome da banda era Acrópolis. Bizarro. Como uma madeleine proustiana a memória me levou ao baile de aniversário de 40 anos do clube - o famoso Baile da Bula - quando começou a tocar Carmina Burana e um bando encapuzado como antigos dominicanos entrou no palco portando tochas. Pensei "vão fazer um auto de fé com quem não estiver vestido a caráter"! Enfim...

A menina do centro está vestida de Palas Atena de escola de samba

O que o Nelson Rubens está fazendo vestido de drácula?

Priscila Gonçalves e Jessica Wischer, as primeiras vítimas da noite

Laura Scachetti, Glenda Ferreira e Isabella Floresta se refrescando com sorvetes Fruity

O superintendente do Saee, Alexandre Peres, e sua namorada Fernanda Ibañez

Geovana Valadares e Thais Peron

Larissa Cavalcante e Giovanna Grecchi

Noite sertaneja no Régio

Após o tumultuado fim da sociedade que comprou o ponto e reformou a casa, o Régio retoma as atividades com uma concorrida Noite Sertaneja com Moura e Mouraense, bem no sábado em que, em frente, acontecia o Baile do Hawaii do Indaiatuba Clube. O restaurante deve mudar de nome e mudar os horáros de funcionamento em breve. Abaixo, a dupla sertaneja, o salão de cima lotado e as belas Daiane e Sandra enfeitando o ambiente.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Prefeitura suspende condomínios do outro lado da SP-75

A Administração Municipal suspendeu a tramitação de processos de aprovação de condomínios residenciais horizontais e verticais, incluindo conjuntos horizontais no formato de pequenas vilas, nas áreas localizadas à esquerda da Rodovia SP-75 no sentido Campinas-Sorocaba. A medida do prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) tem como objetivo evitar o agravamento dos problemas de trânsito causados pelo fluxo intenso de veículos na Avenida Cel. Antonio Estanislau do Amaral, no Bairro Itaici. A tramitação dos processos e a concessão de alvará de licença para edificação ficam suspensas a partir desta sexta-feira, dia 13, quando será publicado o Decreto nº 10.159 na Imprensa Oficial do Município. A suspensão será mantida até que seja concluído um estudo de engenharia voltado à melhoria do trânsito no local. “Já estamos tomando as providências necessárias para viabilizar este estudo e, enquanto isso, não iremos permitir a construção de nenhum empreendimento imobiliário que venha a prejudicar ainda mais as condições de tráfego na via de acesso a Itaici”, conclui Reinaldo Nogueira.

O cinco melhores filmes de horror segundo Ricardo Calil

O crítico Ricardo Calil , em seu "Blog Olha Só" , escolheu os cinco melhores filmes de horror de todos os tempos a pedido do portal IG.
"...o que me interessa no cinema de horror não é a habilidade de gerar sustos em seqüência ou a criatividade para inventar seres monstruosos, mas sim o de retratar e refletir, dentro dos moldes do gênero, nossos medos mais primários, sejam eles motivados por questões concretas ou psicológicas. Por isso, em vez de “Jogos Mortais” ou “Sexta-feira 13”, cheguei aos seguintes filmes":

O Bebê de Rosemary (1968) – Roman Polanski trabalha de forma brilhante um dos maiores medos femininos: a de que algo de mal acontecerá a seu filho durante a gravidez. Só que o problema é mais embaixo: o bebê é a própria encarnação do mal. Polanski, aliás, é mestre do gênero. Tanto “Repulsa ao Sexo” quanto “O Inquilino” poderiam estar tranquilamente no Top 10 do horror psicológico.

O Iluminado (1980) – dentro de um subgênero do terror (o da casa mal assombrada), Stanley Kubrick faz um ensaio visual grandioso sobre os males do isolamento; um filme em que a histeria da interpretação de Jack Nicholson está plenamente justificada.

Carrie – A Estranha (1977) – O medo que Brian DePalma trabalha aqui é o da rejeição na adolescência. Carrie é a garota que, humilhada pelos colegas de escola, usa seus poderes paranormais para buscar vingança. Os sustos são ótimos, as idéias melhores ainda.

A noite dos mortos vivos (1968) – De maneira superficial, o clássico de George Romero é o filme de zumbi essencial, com cenas de violência chocantes para a época de seu lançamento. Mas é muito mais: uma alegoria social e política, em que as vítimas representam diversos arquétipos da sociedade americana, e os zumbis representam as forças que colocam em xeque os valores de cada um deles.

A Vila (2004) – um falso filme de horror; ou melhor, um filme de horror que desconstrói o filme de horror; ou ainda, um filme sobre como criar um horror imaginário (“aqueles-de-quem-não-falamos”) para combater outro real (a violência urbana). A obra-prima de M. Night Shyamalan.

Juiz concede liminar à Zoomp (G1)


O desembargador Lino Machado, da 1ª Câmara de Falências do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu no fim da tarde de quinta-feira (12) uma liminar suspendendo a declaração de falência da marca Zoomp, que teve sua fábrica em Barueri, na Grande São Paulo, lacrada na última segunda-feira (9). A informação foi confirmada pelo TJ e pelo advogado da empresa, que informou que as atividades no local serão retomadas na tarde desta sexta-feira (13).

“Estamos aguardando um ofício do Fórum de Barueri para poder reabrir. Mas os funcionários já foram convocados para comparecer na fábrica esta tarde”, afirmou Roberto Rached Jorge ao G1.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Em cartaz


Bom, a temporada de filmes interessantes começou. “Operação Valquíria”, mais um empreendimento ambicioso de Tom Cruise chega em lançamento nacional, enquanto o forte candidato ao Oscar “O Curioso Caso de Benjamin Button” finalmente estréia em Indaiatuba.

O superastro do sorriso colgate interpreta o coronel Stauffenberg, que tentou matar Hitler com uma bomba em seu bunker. O episódio é citado no clássico “A Noite dos Generais” e também no filme com que Jerry Lewis praticamente enterrou sua carreira de diretor, “Qual o caminho para a guerra?”. De todos os 15 atentados conta a vida do Führer foi o mais famoso, por envolver oficiais do primeiro escalão, inclusive Erwin Rommel, que assumiria a chefia de Estado da Alemanha caso o plano desse certo. Como o fracasso, ele foi exposto, mas era uma figura importante demais para ser preso e fuzilado, então ganhou a chance de se suicidar. Os demais conspiradores não tiveram tanta sorte. Foram caçados, aprisionados, torturados e executados de forma vil, seus nomes jogados na lama, tendo que esperar a queda do III Reich para serem reabilitados. Mesmo assim, não ganharam o status de heróis pela tentativa de abreviar a 2ª Guerra Mundial.

O personagem de Cruise, Claus Von Stauffenberg, já havia perdido um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda quando executa o atentado. Mas não dá pra começar um filme com o galã destroçado desse jeito, né? Então vemos o ataque na África em que ele é ferido, e que mesmo antes ele era um crítico dos rumos da guerra. Se eu não me engano das minhas leituras, não era bem assim. Se não, como é que ele iria ter acesso ao Estado Maior do ditador?

É mania de Cruise se mutilar a cada filme, senão, vejamos. Começa em “Nascido em Quatro de Julho” (1989), sua primeira tentativa séria de ganhar um Oscar (e sua primeira indicação), ele é um veterano do Vietnã paraplégico. Em “Entrevista com o Vampiro” (1994), ele é queimado vivo por Brad Pitt e Kirsten Dunst. Em “Vanilla Sky” (2001), ele é desfigurado num acidente de carro. Em “Minority Report” (2002), ele se desfigura para escapar de seus ex-companheiros policiais. Em “Missão Impossível 3” (2006), ele se eletrocuta para evitar a bomba que o vilão implantou em sua cabeça.

Outro astro tinha mania semelhante: Marlon Brando, que a partir de certa altura da carreira sempre introduzia em seus trabalhos o que Rubens Edwald Filho chamava de “inevtiável cena sadomasoquista” (no único filme que dirigiu, “A Outra Face”, ele é barbaramente açoitado por Karl Malden).

Em “Operação Valkiria”, além de mutilado, ele divide a tela com atores muito mais tarimbados, como Terence Stamp (“O Colecionador”, “Teorema”), Kenneth Branagh (“Henrique V”, "Hamlet”), Tom Wilkinson (“Entre Quatro Paredes”, “Conduta de Risco”) e Bill Nighy (“O Jardineiro Fiel”, “Piratas do Caribe – Até o Fim do Mundo”). Só pode sair chamuscado.

Forrest Gump 2?

“O Curioso Caso de Benjamin Button” é um dos fortes concorrentes ao Oscar, embora “Quem Quer Ser Milionário?”, de Danny Boyle (“Extermínio”, “Trainspotting”) esteja colecionando prêmios ao redor do mundo. Mas é bom lembrar que em 2006, “O Segredo de Brokeback Mountain” era a barbada do ano, também vindo de diversas vitórias em premiações. Só que hora da onça beber água, o conservadorismo da Academia falou mais alto e o medíocre “Crash” acabou levando a estatueta. Mais ridículo o fato de Ang Lee ter recebido o Oscar de Direção, demonstrando que, a despeito de terem achado “Brokeback” ótimo, não iam premiar uma filme em que dois marmanjos se amam. Da mesma forma, enquanto “Quem Quer ser Milionário?” é inteiramente rodado na Índia, como elenco nativo, “O Curioso Caso de Benjamin Button” se passa na martirizada Nova Órleãs e lembra demais o campeoníssimo “Forrest Gump”, até porque, os dois tem o mesmo roteirista, Erich Roth. Um vídeo gaiato mostra as similaridades das duas histórias, e pode ser conferido abaixo. Posso estar enganado, mas desconfio que o filme do talentoso Danny Boyle é exótico demais para os velhinhos da Academia.

Vagamente inspirado numa história de F. Scott Fitzgerald, “Benjamin Button” conta a história e um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo á medida que cresce. Ainda “criança”, conhece Daisy (Elle Fanning, irmã de Dakota) por quem se apaixona. Mas só quando ambos estão na metade da vida é que poderão se amar plenamente.

O David Fincher é considerado gênio pro uns e charlatão por outros. “Se7en” (1995) e “O Clube da Luta” (1999) fizeram sua reputação. “O Quarto do Pânico” (2002) e “Zodíaco” (2007), mesmo sendo bons, careciam daquele frisson dos trabalhos anteriores. "Benjamin Button” é um tipo de filme totalmente dos que ele fez antes. Brad Pitt é o personagem título e é candidatíssimo ao Oscar de Ator. Cate Blanchett é Daisy adulta e a desconhecida Taraji P. Henson, que faz a mãe adotiva de Benjamin, foi indicada ao prêmio de coadjuvante.


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Cinema de arte em Campinas

O Cinesystem Cinemas do Galleria Shopping, em Campinas, inicia amanhã, sexta-feira, 13 de fevereiro, o projeto “Um Outro Olhar”, que pretende trazer para Campinas filmes contemporâneos inéditos na cidade e, ainda, colocar em exibição filmes cult e clássicos que há muito tempo não são exibidos nas telas. Em sua estréia, o projeto traz o sucesso Gomorra, do diretor italiano Matteo Garrone, ganhador do Grande Prêmio do Júri em Cannes 2008, inédito na cidade.

O filme é baseado no romance homônimo do jornalista Roberto Saviano, que foi publicado na Itália há dois anos. Conta em detalhes o funcionamento de uma das mais violentas organizações criminosas do mundo, a Camorra napolitana – conhecida por assinar uma pessoa a cada três dias em média. Em contraponto ao clássico americano “O Poderoso Chefão”, que rendeu três filmes e a fama do diretor Francis Ford Coppola, Gomorra é uma vitória contra a glamourização do crime tão corriqueira principalmente no cinema americano. Gomorra estará em cartaz a partir desta sexta-feira, diariamente, às 16h50, 19h30 e 22h10.

Na sessão desta sexta-feira às 19h30, o coordenador do projeto, Paulo Campagnolo, estará no shopping para apresentar o projeto aos freqüentadores. “Minha idéia é apresentar nossa proposta e sentir o que o público de Campinas gostaria que exibíssemos, qual a programação desejada”, afirma. Ele conta que, futuramente, a idéia é que sejam realizados debates após as exibições, assim como acontece em Maringá, onde o projeto foi iniciado há oito anos.

Segundo Campagnolo, um dos objetivos principais do projeto “Um Outro Olhar” é a formação de público para obras importantes do cinema mundial, que discutam e promovam reflexões sobre temas que comumente são tratados superficialmente pelo cinema comercial. A premissa é privilegiar cinematografias consideradas periféricas dentro de uma expectativa de distribuição de títulos no Brasil em película. Por outro lado, promover a revalorização de filmes do passado, imprescindíveis para formação de uma consciência cinematográfica. A previsão é de que as estréias do projeto aconteçam sempre na segunda e última semana de cada mês.

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É mais uma tentativa de fazer uma programação "de arte" num cinema de shopping. Outras tentativas aconteceram no Kinoplex do Shopping Dom Pedro, com programaçção de de Ademar de Oliveira, do Grupo Estação, e Leon Cakoff, fundador e organizador da Mostra Internacional de São Paulo. Não durou muito. Depois houve a iniciativa da Lui Cinematográfica no Jaraguá Brasl, mas desta vez o que acabou foi o próprio shopping. Agora, a família que também responde pelo Multiplex Topázio de Indaiatuba tenta emplacar titulos alternativos no Shopping Parque Prado, incluindo esta semana, "Gomorra".

Colinas desmente aumento do pedágio por causa de obra


Acabo de voltar de uma coletiva no gabinete do prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) sobre o suposto aumento do pedágio por conta da duplicação do trecho da SP-75 que afunilava em Salto (foto). O próprio presidente da concessionária Rodovias das Colinas, Fernando Humphreys, afirmou que não haverá elevação do preço para pagar a obra, apesar das informações da Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo) colhidas pela imprensa. O executivo supõe que a resposta do órgão tenha sido genérica à questão se uma vez duplicada uma estrada concedida, haveria aumento do pedágio. Segundo Humphreys, mesmo não a obra não sendo prevista em contrato, foi possível equilibrar as finanças sem a elevação da taxa. Afinal, são dois quilômetros de obras contra mais de 60 já duplicados da concessão, sem contar o preço ABUSIVO já suportado por nós, indiatubanos.
Presente à coletiva - em que também estiveram Reinaldo e o prefeito de Salto, Geraldo Garcia - o vereador Luiz Alberto "Cebolinha" Pereira defendeu uma cobrança justa pelo uso da rodovia, afinal, "um indaiatuba que trabalha no aeroporto de Viracopos, percorre 10 quilômetros e paga R$8,50, enquanto um que more em Campinas anda 20 quilometros e não paga nada". Ele lembrou ainda que o acordo que permitiu a implantação os pedágios de fuga na estrada de Helvetia, firmado com a Artesp, previa a pavimentação da SP-73 (estrada do Hotel Quatro Estações), mas até agora a procuradora responsável não liberou a obra.
O presidente da concessionária afirmou que preços e localização das praças de pedágios so estabelecidos em contrato, e só a Artesp pode eventualmente mudar a forma de cálculo do preço ao usuário. Sobre uma possível divisão da cobrança do pedágio em mais uma praça, a fim de aliviar o boslo do indaiatubano, Humphrey disse que há uma resolução estabelecendo em 40 quilometros a distancia mínima entre uma praça e outra, e a distancia entre o pedágio de Indaiatuba e o de Sorocaba - já sob a administração de outra concessionária - é de 45 quilometros, não havendo possibilidade, portanto, da implantação de outro posto entre eles.
Reinaldo disse que pretende ir com Garcia e, possivelmente, com o prefeito de Itu, Herculano Filho, até a Artesp para discutir a questão da cobrança e também da construção de um anle viário na altura do Distrito Industrial.

FHC quer descriminalizar maconha (Agência Estado)


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu hoje a descriminalização da posse de maconha para uso pessoal na abertura da 3ª Reunião da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. A proposta está na declaração da comissão, que será levada à Organização das Nações Unidas.

'Nosso objetivo é abrir o debate para acabar com o tabu. Essa história de guerra contra as drogas não resolve. É preciso ter outras ações que levem à redução da demanda', disse FHC. O tema será discutido pela comissão com governantes do continente. 'A posição do governo brasileiro, que eu saiba, não é contrária', disse o ex-presidente.

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Em 1985, FHC disputava a prefeitura de São Paulo com Jânio Quadros, que explorou uma declaração do então senador contando que havia experimentado maconha na década de 60. Lembro de ouvir num boteco na Praça da Sé dois sujeitos comentando a repercussão da polêmica escancarada na banca de jornais logo em frente. "Esse Fernando Henrique é um maconheiro. Bom é o Jânio, que toma umas branquinhas que nem a gente..." Jânio, como se sabe, ganhou aquele pleito.

Noves fora, há um consenso que a Cannabis sativa é muito mais inócua do que cachaça e cigarro, para ficar nas drogas legalizadas. Sua criminalização está muito mais ligada à queda de produção da mão de obra causada por seu consumo que por motivos médicos. Daí o preconceito entre a classe operária de que maconha é coisa de vagabundo e que a cachaça é o santo remédio do trabalhador depois do batente. O filme "Bicho de Sete Cabeças" ilustra bem essa visão. É um erro também aquela história de que maconha abre caminho para drogas mais pesadas. Consumidor de cocaína prefere uisque à marijuana. Quanto ao adicto de heroína, basta citar Ewan McGregor em "Trainspotting": "...Choose your future. Choose life... But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life. I chose somethin' else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you've got heroin?" Sim, maconha vicia, mas não quimicamente como heroína, crack e nicotina. O combate à sua dependencia é mais fácil que a do álcool e cigaros.

Paulo Henrique Amorim chama FHC de Farol da Alexandria, porque lança luzes sobre a antiquidade, no que concordo em geral, mas neste caso específico acho que ele tomou uma atitude corajosa e importante, já que se trata de um ex-presidente da República. Quase nenhum país assume a descriminalização da maconha por pressão dos EUA, onde os fundamentalistas cristãos tem tanta força que obrigam algunas estados a compartilhar a Teoria da Evolução - mais do que provada pela Ciência - com o criacionismo biblico. Mas, na prática, Canadá, Australia e Holanda (esta mais oficialmente) fazem vista grossa para a cannabis.

Mesmo sendo a posse de um baseado considerada contravenção, o usuário de maconha ainda vive sob ameaça de uma detenção ou de um achaque da polícia, enquanto a mesma deixa as cracolandias vicejarem por aí. O crack, muito mais que cocaína de que se origina, é a droga mais perigosa para o Brasil, por causa do grau de dependencia e mortalidade que causa e do seu preço muito baixo. Esse é um grande problema social e não se o sujeito prefere fumar o dia inteiro ouvindo Pink Floyd.

PS Em tempo, antes que alguém ache qualquer coisa, este blogueiro não consome drogas ilegais desde os anos 80, mas conhece muita gente que o faz até hoje e que não representa ameaça a ninguém, muito menos à sociedade. Na minha opinião, não é posível ser produtivo e fumar maconha ao mesmo tempo, mas optar por fazê-lo deveria ser uma questão de foro íntimo e não de fórum judicial.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Desempate



A vitória brasileira de ontem em Londres desempatou o rigoroso equilíbrio com a Itália em partidas e gols. Agora o Brasil tem seis vitórias contra cinco da Itália e 21 gols pró contra 19 contra. Jogadas individuais decidiram o jogo, mas a formação da Itália no primeiro tempo colaborou, além do bandeirinha que marcou um impedimento inexistente no gol de Grosso. Marcelo Lippi, técnico italiano campeão do mundo, estava em busca do recorde de invencibilidade à frente de uma seleção nacional, que é de 32 partidas, mandando a campo um time ofensivo, fora das tradições da Azzurra. Tomou um baile de Elano e Robinho, recompensados com seus gols por serem os melhores em campo. No segundo, com a troca de quatro jogadores, a Itália voltou a ser a Itália, marcando a partir da intermediária adversária e não deixando o Brasil jogar. O artilheiro Luca Toni chegou a marcar, mas dominou a bola na mão e invalidou a jogada. Julio Cesar mostrou porque é o titular no gol com defesas espetaculares e impediu a reação da Azzurra.

Balanço geral: se havia algum temor de que a CBF cogitasse a volta de Felipão, a possibilidade foi temporariamente afastada com a vitória de Dunga no clássico. O ténico brasileiro deu moral a seus heróis: antes do apito final tirou Elano, reserva no Manchester City (?!), e Robinho, recentemente envolvido num escandalo de abuso sexual, para que ambos fossem ovacionados pela torcida em Londres. Ronaldinho ficou até o final por obra e graça de Dunga, porque jogou muito pouco, pelo menos para os padrões que nos acostumamos. O que aconteceu com ele? Nâo tem mais coragem de inventar, partir pra cima, limitando-se a toquinhos de pelada exaustivamente exibidas pela Globo como se fossem grandes jogadas. Adriano também demorou para sair, quando era óbvio que Pato era a opção óbvia para usar o contraataque no segundo tempo. Sem falar na fase que vive o atacante do Milan. Os laterias Maicon e Marcelo foram bem no apoio mas pecaram nos cruzamentos. Já o estreante Felipe Melo jogou como um veterano da seleção.

A festa foi bonita, Robinho fez um golaço fazendo um carnaval no meio de uma das melhores defesas do mundo, mas a dificuldade da seleção em sair de uma marcação sob pressão no segundo tempo preocupa. É assim que quase todo mundo joga contra o Brasil, quando há um mínimo de competência defensiva. Também a defesa deu mole, sofrendo dois gols anulados, mas que não invalidam a facilidade como os zagueiros foram deixados para trás. Sem falar nos milagres de Julio Cesar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Chove chuva

Chove de novo na Terra dos Indaiás. O Jardim Morada do Sol já alagou.

Aniversário da Fundação Pró-Memória

A Fundação Pró-Memória realiza no dia 18, quarta-feira, às 19h30, no Casarão Cultural Pau Preto, situado a rua Pedro Gonçalves, 477 uma cerimônia em comemoração aos 15 anos de atividades da Fundação. No evento haverá o lançamento do livro "Cronologia Indaiatubana", de autoria de Nilson Cardoso de Carvalho, que dedicou sua vida a pesquisar e recolher documentos sobre Indaiatuba, espalhados em vários arquivos do Estado de São Paulo. Ele também foi um dos responsáveis pela criação da Fundação Pró-Memória e conselheiro administrativo da Fundação. Dona Sylvia Sannazzaro, que foi presidente do Conselho Consultivo da Fundação será a outra personalidade a ser lembrada e homenageada.


Nilson Cardoso de Carvalho

Nilson Cardoso de Carvalho (1934-2001), nascido em Barretos, morou em Indaiatuba de 1964 a 2001, e em 1998 recebeu da Câmara Municipal de Indaiatuba o título de Cidadão Indaiatubano. Dedicou-se também a atividades ligadas à memória de Indaiatuba, destacando-se na preservação do Casarão da fazenda Pau Preto e na criação da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba.

Nilson participou ativamente do movimento para a preservação desse imóvel, publicando o folheto “Arquitetura em taipa, um dos últimos exemplares em Indaiatuba”. Preocupado em cuidar melhor dos documentos públicos pertencentes ao município, o grupo preservacionista de que fazia parte, idealizou dotar Indaiatuba de um moderno arquivo público, que preservasse essa documentação e servisse ainda como centro de pesquisas da história de Indaiatuba. Assim nasceu a Fundação Pró-Memória de Indaiatuba. No acervo do Arquivo foram encontradas informações de um tempo em que Indaiatuba fazia parte de Itu, além de dados garimpados no próprio arquivo, agora publicados em parte através do lançamento dessa Cronologia Indaiatubana.

No entanto, existem registros sobre os bairros de Itaici, Indaiatuba, Buru, Mato Dentro e Piraí, de meados do século XVIII. São documentos que apontam para uma história de 250 anos que se desenrola nas fazendas de cana e café, nos sítios produtores de milho e feijão, trabalhados por caboclos e por escravos.

O Arquivo Público, que agora levará o nome de seu mais dedicado pesquisador, tem centenas de metros de documentação pública municipal, uma dezena de fundos particulares, 25 mil fotografias, mapas e plantas, uma grande coleção de periódicos e uma biblioteca de apoio com praticamente tudo o que já se publicou sobre Indaiatuba.

Essa documentação também dá suporte às pesquisas cotidianas de apoio a pessoas em busca de seus antepassados, de documentos comprobatórios de propriedade, pagamento de impostos, informações para processos judiciais, de apoio às demandas da Administração Municipal e de garantia de direitos. É para mim um grande orgulho e realização poder unir a documentação coletada durante uma década por meu pai ao acervo do Arquivo Público de Indaiatuba” diz Adriana Carvalho Koyama, filha de Nilson e doadora de todo esse acervo.

Tragédia fashion (Agência Estado)

Justiça de Barueri decreta falência da Zoomp

Empresa enfrentava problemas financeiros nos últimos tempos, refletidos no cancelamento de desfiles no SPFW

SÃO PAULO - A 5ª Vara Cível de Barueri decretou na última segunda-feira a falência da Zoomp, uma das mais tradicionais grifes brasileiras criada por Renato Kherlakian, confirmou a assessoria do órgão ao estadao.com.br. Alegando problemas financeiros, a Zoomp ficou de fora do SPFW pela primeira vez no ano passado.

Kherlakian, que também criou a Zapping, passou a empresa para a dupla Enzo Monzani, há três anos, mas em 2008, eles foram destituídos da holding de moda I’M, que além da Zoomp, comandou a Clube Chocolate e a grife Fause Haten.

A crise da Zoomp vem se agravando nos últimos tempos. Em abril de 2008, a empresa praticamente parou. Algumas confecções deixaram de entregar mercadorias por falta de
pagamento e os salários dos funcionários também estavam atrasados.

Trote



Olha, em minha experiência universitária, nunca ninguém teve que obrigar um bixo a encher a cara. Mas de uns anos para cá, por causa de alguns exageros - alguns culminando em morte - , o trote passou a ser perseguido a ponto do corte do cabelo e pintar a cara com tina passarem a ser quase caracterizados como crime. Até antes da "democratização" do ensino promovido po Paulo Renato, entrar na faculdade era para poucos. O trote então era um rito de passagem, quando após meses de sacrifício o estudante obtinha uma cobiçada vaga universitária, principalmente quando era numa pública. Não no meu caso, que fui paraquedista na Fuvest. Mas sair da roça que era Indaiatuba em 1981 para estudar na USP merecia cortar o cabelo. E raspar com gilete.

Hoje, sem dúvida, isso perdeu muito sentido. Os processos seletivos de grande parte das faculdades é pouco mais que uma formalidade. Há abusos bárbaros, mas não é o caso de generalizar. Quem passa numa grande universidade espera pelo trote, é uma insígnia. Nos que eu participei - e foram muitos - sempre houve muita diversão e integração entre calouros e veteranos.
A tradução da informação no final da matéria do Bom Dia Brasil acima é óbvia: estudantes da USP continuam a promover trotes tradicionais e a Reitoria faz de conta que não ve e diz à imprensa que todos só fazem o chamado trote solidário.

Carnaval na Pepis e na Zoff Club

A banda Medley - acima, tocando no Reveillon do Hotel Ybiá - volta a animar o Carnaval da Pepis como nos últimos anos, de sábado a terça. Na Zoff, serão quatro noites, sexta e domingo com open bar, sábado e segunda normal. As atrações serão a Bateria Classe A, Swinguera Negra, Dj Basset e ainda o melhor do carnaval baiano e funk carioca a partir das 4h na pista e das 5h no Diamond Room.

carnazoff

Turning point


Após duas décadas de predominio neoliberal - ou pensamento único como dizem alguns - o líder da nação que é o motor do capitalismo assume a política intervencionista do Estado. E praticamente nenhum voz se levantou contra Barack Obama. Republicanos resistem menos baseados em suas agendas do que por interesses políticos, como as eleições parlamentares daqui a dois anos.
E por isso o presidente foi às ruas defender seu pacote que deve ser votado hoje, fazendo um comício em Eckart, Indiana, antes de conceder a primeira entrevista coletiva de seu governo. Eckart é uma das cidades que mais perderam emprego com a crise, e lá Obama defendeu seu pacote contra os argumentos republicanos e tentou jogar a opinião pública contra eles. Se funcionou, uma equipe de especialistas contratados pelça Casa Branca já realizou um levantamento em todo o país e já apresentou os números ao presidente.
Se você assistiu o seriado "The West Wing", o melhor programa de ficção sobre a política americana, pôde ter uma ideia de como funciona uma votação no Congresso dos EUA. A equipe da Ala Oeste da Casa Branca trabalha incessantemente sobre congressistas para convence-los a aprovar projetos enviados pelo governo, e é basicamente uma negociação, que envolve desde fotos ao lado do presidente até apoio oficial para projetos individuais desses legisladores. Cargos em estatais ou mensalões não entravam no jogo, embora se tratasse, evidentemente, de uma ficção.
wiliam Waack ontem, no Jornal da Globo, ironizou o presidente americano de utilizar métodos de seus colegas sulamericanos ao usar o povo para pressionar os republicanos a provar seu pacote. Não vejo onde isso está errado: o erro foi de Fernando Henrique ao desperdiçar sua popularidade pós-Real logo após sua primeira eleição ao não realizar as reformas políticas e institucionais que ele sabia serem necessárias. Lula também desperdiçou sua lua-de-mel com o eleitorado, ainda que também enfrentasse na época um cenário econômico altamente desfavorável.
A natureza sistemica da crise atual dão aos governos não apenas a obrigação de intervir, mas a oportunidade para reformar. Após quase tres décadas de descrédito, John Maynard Keynes volta a ser discutido, e com ele o papel do Estado enquanto fomentador e regulador da economia. É praticamente consensual que a pré-depressão que vivemos é fruto de anos de especulação financeira sem fiscalização. A chamada autorregulamentação do mercado já havia começado a cair em descrédito no escândalo Enron, mas era a ponta do iceberg. Ainda que fiscais do governo possam ser subornados, a promiscuidade entre corporações e empresas de auditorias era ainda maior. O caso já deveria ter chamado a atenção para o perigo que um mercado regulado apenas pela lógica do lucro e dos dividendos poderia representar, mas na época ninguém percebeu.
Mesmo com os problemas em nomear sua equipe - uma bobagem no frigir dos ovos - em termos dos grandes desafios de seu governo Obama tem agido como se espera. O pacote tem sofrido críticas aqui e ali, mas é o que o sistema político americano permite. O próprio presidente reconhece que ele não é perfeito, mas sua rápida aprovação é fundamental para, se não reverter já, ao menos parar a rápida deterioração da economia mundial. E se os EUA começarem a se recuperar, o mundo irá atrás.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A chuva de ontem em Indaiatuba


A forte chuva que caiu por volta das 19h de ontem em Indaiatuba e também na região causaram estragos. Na cidade, choveu 21,6 mm durante uma hora e hoje pela manhã a Defesa Civil atendeu uma ocorrência. O muro de uma casa no Jardim Sevilha caiu e comprometeu a garagem. Como o terreno ficava no alto o solo desbarrancou e o carro quase caiu no vizinho. A Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente foi acionada e fez a retirada do automóvel.

Durante a madrugada choveu na região e o Rio Jundiaí transbordou. Durante todo o dia de ontem, em Jundiaí choveu 89 mm. Agora à tarde, a água estava próxima de atingir as 37 casas da invasão da Fepasa. Enquanto isso, no condomínio Colinas do Mosteiro de Itaici 17 chácaras já estão alagadas. Elas ficam nas alamedas Uirapurus e Craviúnas. Todos os moradores já foram orientados a deixar a residência e para isso a Secretaria de Defesa e Cidadania se colocou à disposição para ajudar.

Na estrada do Tombadouro, que vai para o Caminho da Luz, o córrego que desemboca no Rio Jundiaí transbordou e tomou uma das ruas de acesso ao bairro. Durante a madrugada a água chegou a atingir casas do bairro, mas pela manhã a situação se normalizou. A Secretaria da Educação colocou uma perua Kombi para fazer o transporte das crianças da creche pela estrada próxima da Fábrica Plastek, um caminho alternativo.

A Defesa Civil já está de plantão, pois há previsão de chuva para o final desta tarde, em Indaiatuba.

Foto e matéria: Assessoria de Comunicação Social de Indaiatuba

E agora, Dunga?



O amistoso de amanhã entre Brasil e Itália ganha importância maior por causa de uma notícia que acaba de vir da Inglaterra: Felipão está desempregado.

Romário x Ronaldo: quem foi melhor?


O Esporte Espetacular lançou a questão no domingo, e ela foi repercutida na SporTV e também por Daniel Piza num post de hoje no seu blog no Estadão (http://blog.estadao.com.br/blog/piza/).
O texto de Piza remete a outro de Tostão, que já postei aqui por ocasião do anuncio da aposentadoria de Romário, no ano passado. Acho relevantes e até corretas algumas considerações do jornalista, mas o ex-camisa 9 da seleção brasileira também tem seus motivos muto bem fundamentados.
Pra começar, mesmo com a concordância de Zico, não sei se dá para considerar Ronaldo o maior ídolo do futebol brasileiro desde Pelé. Quem disser uma coisa dessa perto de um grupo de velhos cronistas esportivos cariocas, certamente será achincalhado. O motivo nem é tanto uma questão de talento - ambos foram o que se convecionou chamar de atletas de laboratório, mas Zico era mais habilidoso - ou de realizações - quatro copas, duas vencidas, ainda que uma sem jogar, e um vice para Ronaldo. Zico jogou quase toda sua carreira no Flamengo, a maior torcida do Brasil, enquanto Ronaldo surgiu como um cometa no Cruzeiro e foi brilhar lá fora. O Galinho era visto todos os domingos dando show ao vivo no Maracanã, enquanto o brasileiro só podia ver os gols do Fenômeno pela TV.
Essa diferença também deve ter pesado na votação dos internautas no Esporte Espetacular. Romário brilhou no Exterior mas jogou muito tempo no Brasil. Foi artilheiro do Campeonato Nacional com quase 40 anos, muito em função da fragilidade de nossas defesas, mas o mérito do Baixinho é inegável. Fez do Cortinthians - segunda maior torcida do País - uma de suas vítimas favoritas, ainda que palmeirenses jamais esqueçam a final da Copa Mercosul em 2000, quando ele reverteu um placar adverso para o Vasco de 3 a 0 em pleno Parque Antartica.
Acho que quem entende mesmo de futebol acaba fazendo como Júnior e Parreira, que ficaram em cima do muro. Romário e Ronaldo foram geniais em seus estilos e cada um viveu seu grande momento em copas do mundo. Em 94, entretanto, o primeiro foi mais decisivo, inclusive no último jogo das Eliminatórias contra o Uruguai, convocado às pressas e a contragosto por Parreira e Zagallo. Chegou como salvador da pátria e não se intimidou com a responsabilidade: marcou dois gols no Maracanã lotado, sendo o segundo uma obra-prima. Nos EUA, a seleção brasileira era inferior à que jogou na Coréia e Japão, e Romário teve que carregar o peso de decidir nas costas, ao contrário de Ronaldo, que dividiu a responsabilidade com Rivaldo, Ronaldinho e outros. Em 94, tivemos uma semifinal duríssima contra a Suécia decidida por um gol de cabeça do Baixinho e, na final, se ele não marcou no tempo regulamentar como lembraram alguns, assumiu a responsabilidade de bater um dos penaltis - coisa que não costumava fazer até então - e converteu, o que o craque do outro lado, Roberto Baggio, não conseguiu.
O que Ronaldo fez em 2002 foi um roteiro para cinema. Mas, sem dúvida alguma, o misterioso ataque antes da final de 98 e sua apresentação em 2006 visivelmente acima do peso macularam sua imagem e fizeram com que muitos prefiram Romário, impecável na única copa que disputou de cabo a rabo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Uma noite no Pirandello

“Vou reabrir o Pirandello!” “Como é que é?”, perguntei assustado ante a bombástica declaração de Wladimir Soares. Isso aconteceu quarta-feira (7 de janeiro), durante “Uma Noite Pirandelliana”, no Bar Canto da Madalena, na vila paulistana do mesmo nome, que comemorou os 29 anos da abertura do lendário Spazio Pirandello, de propriedade dele, Wlad, e Antonio Maschio. Uma excursão com onze indaiatubanos – Bárbara e Aldo Fantelli, Selma e Amir El Hage, Guiomar Corsetti, Norma Silva Telles do Vale, as irmãs Tânia e Tuca Lara, Kleber Patrício, Tarik Costa e este que vos fala – foram de van para prestigiar e dar um abraço no nosso ex-secretário da Cultura, ex-vereador e amigo para sempre. O cardápio era Frango à Isadora Duncan, uma das piéce de resistènce do Pirandello; cerveja Serramalte; autógrafo do Wlad e caricatura de Paulo Caruso para quem comprasse o livro “Spazio Pirandello – Assim é se lhe parece”, que conta a história do bar que foi uma referência cultural-etílica dos anos 80 em São Paulo. Isso sem contar o calor humano de um encontro de amigos num bar aconchegante e bonito.
Não éramos os únicos forasteiros do lugar. Amigos vieram de Itu e até dos EUA: o músico Robert Black, que está hospedado na casa de Ige D’Aquino, que não foi. Entre os paulistanos, os jornalistas Mauro Chaves, Paulo Markum   – me disseram, não vi – e o músico Chico César.
O Pirandello era mais que um bar-restaurante badalado. Era o ponto de encontro em uma cidade ainda segura, despre-tensiosa e acolhedora, a seu modo. Muito diferente da São Paulo dos assaltos em semáforos, Daslu e Lei Seca. Conta-se que a campanhas da Diretas-Já nasceu em uma de suas mesas, que tinha entre seus habituées o futuro presidente Fernando Henrique Cardoso.
Muito do que ganhou com o Pirandello, Wladimir dividiu com Indaiatuba, a saber, sua agenda de telefones. Ao ser nomeado diretor de Departamento de Cultura, ele acionou seus contatos para, com muito pouca grana, a cidade passas-se a ser uma refe-rência cultural em toda a região. Quem mais traria Fernanda Montenegro para fazer uma leitura no Casarão Pau-Preto mediante um simples telefonema? Como é que uma cidadezinha como era Indaiatuba em 1993 poderia fazer um Maio Musical, que vive até hoje? Se temos hoje uma secretaria dedicada à cultura, deve-se a ele.
A excelente receptividade que o livro “Spazio Pirandello” tem recebido – com direito a reminiscências pessoais de Ignácio de Loyola Brandão, César Giobbi entre outros – mais o sucesso da festa de quarta e outros eventos evocativos devem ter gerado a afirmação que abre este texto. Wlad e seu companheiro de longa data, João Casali Neto, ainda moram em Florianópolis e um projeto dessa magnitude envolveria uma mudança de residência e de vida, sem falar no investimento financeiro e emocional.
Anos atrás, ele me confidenciou que já não se reconhecia na São Paulo da virada do século, que seus referenciais na cidade haviam mudado ou desaparecido. Ao que parece, a maratona de noite de autógrafos e eventos gerados pelo livro fizeram com que a metrópole é que passasse a reco-nhecê-lo e ao que realizou com o Piran-dello. Que a partir de então deixou de ser apenas um retrato dolorido na parede e se converteu em denominador comum de tanta gente. Se ele voltar mesmo, que seja em grande estilo, com toda a pompa e circunstância devida.

Na foto, Paulo Caruso, Wlady e Mauro Chaves

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Publicado em Gente etc 300, de 10 de janeiro

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Esse tal de roquenrol


Uma ótima notícia as mudanças no Tardes de Rock, realizada pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O horário passa das escaldantes 16h para as 18h - o que deveria ter transformado o evento em Noites de Rock, mas vá lá - e o tamanho do palco será reduzido, o que deve significar que ao invés da plataforma de alvenaria da concha acústica - larga e muito alta - deve ser usado um equipamento desmontável, para permitir maior interação entre músicos e público.
Também será estudada a possibilidade de bandas de outras cidades poderem participar, promovendo o intercâmbio. No dia 28 de fevereiro, sábado, 18h, Bandas Sonora, Razzard, Size e BR91, apresentam-se no Parque Ecológico.

Na foto, a primeira Tarde de Rock no ano passado. Como se vê, o palco isola mesmo as bandas do público, que prefere ficar nas arquibancadas em volta do que na fila do gargarejo.

É amanhã!

Bate forte o tambor

No próximo sábado acontece o Baile do Hawaii do Indaiatuba Clube, voltando à dupla função de também ser o Grito de Carnaval. O tema "Havaí em Parintins" será o mesmo da folia no clube que, como se sabe, é uma das mais animadas da região, sem ser bozinho.

A festa se divide em dois ambientes. O Salão Social terá a Banda Acrópólis, formada pelos cantores Layla, Samira e Mauro, pelos bailarinos Lili, Rodrigo, Isa, Junior e Micheli, e pelos músicos Matheus (teclado), Ézio (baixo), César (guitarra), Rodrigo (bateria), Pepe (percussão) e Giu (teclado). O Espaço Órion recebe o melhor da música eletrônica, sob comando do DJ residente Rodrigo Bramucci, que divide espaço com o convidado DJ Dany, do Clube 9 de Julho, e ainda a presença da Bateria Classe A e seu Show de Mulatas. Os associados e convidados poderão desfrutar as frutas e sorvetes Fruity a noite toda.

Os ingressos estão à venda exclusivamente na secretaria do clube pelos valores de R$ 20 (associados) e R$ 40 (convidados). As mesas para seis pessoas custam R$ 60 e são vendidas separadamente. O Indaiatuba Clube fica na Rua Oswaldo Rossignatti, 40. Mais informações pelo telefone (19) 3834-2399.

Hawaí2

The book is on the table

Indaiatuba ficou mais feia. Lume Canton Augusto está passando seis meses no Canadá para fazer intercâmbio. Munida de cara, coragem e de duas malas, ela chegou em Vancouver solidamente monoglota disposta a aprender o idioma de Alanis Morisette e Celine Dion, para ficar com duas canadenses famosas.

De quebra, mamãe Rosana também tem planos de passar um ano na África do Sul trabalhando com assistencialismo.

All this and brains too


Momento social do blog, destacando Carol Kia Takada comemorando ontem à noite sua aprovação nos vestibulares da Fuvest, Unicamp, Unesp e Ufscar. A bela aluna do Objetivo optou pela USP-Ribeirão Preto, onde vai cursar Administração. Um brinde a ela, com chope do Pinguim!

Integral de Indaiatuba inicia projeto de Iniciação Musical

Em geral, a maioria das pessoas nascem com uma pré-disposição para a arte. Basta ser estimulado para que haja o aperfeiçoamento do dom.

Oficinas de teatro e aulas de música fazem parte das atividades extracurriculares do Colégio Integral de Indaiatuba, que preocupado com o desempenho de seus alunos, criou o projeto de iniciação musical, Canto Coral e Flauta doce.

As aulas tem início na próxima segunda-feira (09/02), para os segundos e terceiros anos e na sexta-feira (13/02), para os quartos e quintos anos, após o período de aula.

A professora de música do Colégio Integral de Indaiatuba, Luciana Agreste da Silva Makino comentou sobre a importância das aulas de música no aprendizado dos alunos, “canções, histórias, jogos e danças estabelecem a fundamentação para o amadurecimento social, emocional, físico e cognitivo da criança. Música é um meio de fazer com que elas participem de atividades em grupo, através do canto desenvolvem controle da voz e desenvolvem um repertório de canções”, afirma.

Luciana vai desenvolver uma metodologia específica para cada idade, com iniciação musical que vai desde o Canto Coral (cantar em diversas alturas de maneira afinada) e leitura musical/partitura (leitura de notas musicais). Na ministração da professora, a Flauta doce é o instrumento que os alunos irão aprender e farão apresentações mesclando o canto com o tanger. Para Luciana “a Flauta doce pode se tornar uma fonte de prazer e satisfação pela vida, mesmo sendo um instrumento pequeno e simples, podemos produzir sons realmente belos”, garante.

Os alunos terão contato com canções folclóricas, cantigas de roda e MPB. As aulas de música são gratuitas aos alunos e os interessados podem procurar a direção do Colégio para fazer a inscrição.

Como nem todos os alunos inscritos possuem conhecimento musical, a professora terá um tempo para o ensino da música, leitura de notas e afinação. Depois desse período, apresentações serão realizadas para demonstração do aprendizado dos alunos.

Iniciação musical nas escolas agora é lei

Em agosto do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados, que torna obrigatório o ensino de música em escolas públicas e particulares, dentro da área de artes. A lei se aplica aos ensinos fundamental e médio.

A quantidade de anos que os alunos terão que assistir as aulas de música entre as suas disciplinas e a sua periodicidade será determinado localmente pelo estado/município. O prazo para que todas as escolas tenham na grade curricular as aulas de música é até o ano de 2010.

Há estudos que mostram que o ensino de música tem impacto no aprendizado de disciplinas como matemática.

Para o compositor Felipe Radicetti, "a música é estratégica para o desenvolvimento da sociabilidade e tem uma enorme força de transdisciplinaridade".

Professora Luciana e sua formação

Atualmente atua na ONG ‘Projeto Guri’ como instrutora de Canto Coral, já atuou em colégios da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo, como professora de educação infantil.

Sua formação acadêmica é Pedagogia, Bacharel em Música Sacra, especialista em Pré-escola e em Flauta doce para crianças, pela Yamaha do Brasil.

Mercado interno é a estrela de 2009

Guilherme Antonio de Moura Costa*

Oitenta e cinco por cento do nível de atividade econômica no Brasil referem-se ao mercado interno. Contribui para isso o fato de, nos últimos dois anos, segundo o IBGE, 26 milhões de habitantes terem ascendido das classes D e E para a C, com a elevação de sua renda familiar entre R$ 1,5 mil e R$ 4,5 mil. Portanto, a demanda agregada baseia-se, quase exclusivamente, no mercado interno.

O real está baixo em relação ao dólar, inibindo importações e devendo desencadear onda de substituição de importados por nacionais. Compras externas devem cair entre 10% e 20%, o que significaria ganho de aproximadamente R$ 34 bilhões por ano para a indústria brasileira. Dentre os produtos que mais deverão ser beneficiados, estão insumos como papel, aço, tecidos, máquinas e equipamentos, pequenos eletrodomésticos, alimentos e brinquedos. Em alguns casos, a substituição de importação tende a ser imediata, como nos alimentos e bebidas. O setor têxtil e o de brinquedos são outros que ganharão fôlego.

O salário mínimo em 2009 será superior à taxa de inflação de 2008, ampliando o poder de compra da massa salarial. Embora a cotação alta do dólar favoreça a subida dos preços internos, a inflação, em contrapartida, será neutralizada pela queda de consumo das classes A e B, atingida pelo câmbio e os juros elevados. Entre perdas e ganhos, o PIB crescerá em torno de 2,5%. A inflação oficial (IPCA/IBGE) deverá situar-se em torno de 4,9%, contra os 6,07% de 2008. Mesmo com a desaceleração da economia em 2009, o mercado interno sustentará o nível de emprego num patamar capaz de afastar o risco de recessão em curto prazo. Também contribui para manter o consumo com preços razoáveis, a atualização tecnológica das empresas, favorecida pela importação de bens de capital nos três anos de dólar sobrevalorizado.

O consumo agregado das famílias irá manter-se aquecido. As classes A e B deverão redirecionar-se para produtos nacionais, não supérfluos, somando-se à nova classe C. Isto aumentará a demanda por produtos brasileiros. Do lado da oferta, o cenário beneficiará os setores econômicos que produzem bens e serviços necessários ao consumo das famílias e do governo nos três níveis.

Preocupa a escassez de crédito, tendo em vista ser o Brasil um país que poupa pouco e necessita de recurso externo para o financiamento de investimentos produtivos. Como o setor financeiro internacional está abalado, nossa economia crescerá menos. Esse é o nosso grande gargalo no contexto da crise, que não é nossa e cujas consequências não atingiram as nossas instituições financeiras e nossas indústrias. Daí a importância do Estado na normalização do crédito para pessoas físicas e jurídicas

Está correta a política das autoridades econômicas ao tomarem medidas facilitando obtenção de crédito por parte do empresariado, por meio dos seus bancos públicos, com juros mais baixos e volumes consideráveis de recursos transferidos de nossas reservas internacionais e outros fundos. Também são corretas medidas como as novas faixas do imposto de renda, mantendo mais dinheiro no bolso dos consumidores, ampliação de prazos de recolhimento de impostos, redução do compulsório no Banco Central, desonerações tributárias, como dos carros, e a venda de dólares para forçar baixa do câmbio.

Investidores estrangeiros já retornam, neste início de janeiro, à Bovespa, o que ajudará na queda do dólar. Também nos favorece o anúncio da China de manutenção das importações de commodities, das quais somos grandes exportadores. Assim, apesar de a crise afetar a economia brasileira, não podemos afirmar que teremos um mau ano, em especial se fizermos comparação com as economias do Hemisfério Norte.

Em toda crise, há os setores que perdem, mas há também os que ganham. Os segmentos voltados ao consumo doméstico, com produtos não influenciados pela taxa de câmbio, são os beneficiados neste momento. Alguns exemplos: alimentação, vestuário e calçados, construção civil (estimulado pela disponibilização de crédito mais barato, PAC e obras da Copa do Mundo), educação superior, turismo doméstico e entretenimento. Essas atividades provocarão impacto positivo nos setores que as alimentam com insumos, bens intermediários e serviços, atenuando as perdas.

Para que isso ocorra, entretanto, é importante que o governo saiba calibrar bem suas medidas econômicas. Sobretudo, é essencial que acerte na magnitude do volume de empréstimos e financiamentos.

*Guilherme Antonio de Moura Costa é doutor em economia e professor das Faculdades Integradas Rio Branco.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cinema, afinal!

Após uma longa estiagem, o Multiplex Topázio traz dois filmes artisticamente interessantes para esta semana. “A Troca”, que deu mais uma indicação ao Oscar para Angelina Jolie, e “Queime depois de ler”, dos irmãos Cohen, dividem as atenções com o lançamento nacional “Noivas em Guerra”, com as estrelas Kate Hudson e Anne Hathaway.

Angelina Jolie tem alternado filmes caçaníqueis que exploram sua beleza e sex appeal, como “O Procurado”, com trabalhos de maior ambição artística, como “O Preço da Coragem”. Talvez ela busque o Oscar de Melhor Atriz (de Coadjuvante ela já tem) que a consagre de vez como a grande estrela de seu tempo – como foi Julia Roberts poucos anos atrás – e lhe permita descansar sobre os louros, cuidar dos muito filhos e de vez em quando dar as caras em alguma produção que lhe interesse. Como Julia Roberts.

“A Troca” é baseado em um caso real ocorrido nos tempos da Depressão (quão adequado aos dias atuais...). Angelina é Christine Collin, uma mãe cujo filho um dia desaparece misteriosamente e vira notícia nacional. Pressionada pela opinião pública, a polícia de Los Angeles logo encontra o garoto da mesma idade e o entrega à mãe desesperada, com a devida cobertura da mídia. Mas Christine logo vê que o menino não é o seu filho, mas as autoridades se recusam a reconhecer seu erro, preferindo dizer que ela é que ficou perturbada.

Após os grandes sucessos de crítica e prêmios “Sobre Meninos e Lobos”, “Menina de Ouro” e o díptico “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima”, a expectativa sobre o próximo trabalho de Clint Eastwood era grande. E a opinião geral é de que “A Troca” ficou aquém dos filmes citados. Mas não é para menos: o projeto é de Ron Howard (“Código da Vinci”, “Uma Mente Brilhante”), que pretendia dirigi-lo, mas não encontrou tempo e entregou-o a Eastwood, ficando apenas como produtor executivo. Howard é um competente artesão, mas não vai fundo em seus temas. Não combina com o estilo de Eastwood, daí talvez a incompatibilidade entre idéia e realização. Também está no elenco John Malkovich, desta vez no papel de um reverendo bonzinho.




Os irmãos Ethan e Joel Cohen também vem de um trabalho vencedor, o oscarizado “Onde os fracos não tem vez”, que em Indaiatuba acho que só eu e o Penna gostamos. Ele alternam filmes sombrios – como na estréia “Gosto de Sangue”, “Barton Fink”, “Ajuste Final” e “Onde os fracos...” – com comédias de humor inconvencional e cheias de violência – “Arizona Nunca Mais”, “A Roda da Fortuna” e “Fargo”. Tem ainda os filmes decisivamente ruins que a gente se pergunta por que foi feito, como “O Grande Lebowsky” (sei que muita gente vai brigar comigo), “O Amor não tem preço” e “Matadores de Velhinhas”.

Muita gente está achando que “Queime depois de Ler” se enquadra na última categoria. Osbourne Cox (John Malkovich) é um agente da CIA expulso da agência que escreve suas memórias contendo detalhes reveladores. Mas o CD no qual o texto está escrito cai acidentalmente nas mãos de dois confusos e atrapalhados funcionários de uma academia de ginástica (Frances McDormand e Brad Pitt), que tentam faturar uma grana em cima das informações que conseguem. Paralelamente, a mulher de Cox, Katie (Tilda Swinton) quer se divorciar dele e assumir o romance de anos com o segurança do governo Harry (George Clooney).

É uma espécie de desconstrução dos filmes de espionagem, mas não como “O Alfaiate da Panamá” e sim no estilo Cohen. O elenco de estrelas fazendo tipos diametralmente opostos ao que costumam interpretar é uma atração à parte. Enquanto em “Conduta de Risco”, Clooney e Swinton tentavam destruir um ao outro, aqui eles vão para a cama.




“Noivas em Guerra” tem lançamento no Brasil esta semana e é um produto com público certo: garotas. Pois quem é que mais se interessa por cerimônias de casamento e briga entre amigas de infância? É o que as personagens das belas Kate Hudson e Anne Hathaway são, até que uma confusão marca o casamento das duas no mesmo dia, horário e local, o Hotel Plaza de Nova York. A partir daí, a coisa pega, com todo o tipo de golpe sujo. As fofocas dizem que as agressões abaixo da linha da cintura entre as estrelas aconteceram também fora do set, com Kate insinuando que o então namorado de Anne era um perdedor (“loser” é o pior insulto para um americano). O ex-namorado da atriz de “O Diário da Princesa”, o italiano Rafaello Follieri, foi processado por vários golpes, incluindo um desfalque de US$ 10 milhões e se passar por representante do Vaticano. Mas Anne não devia ficar tão brava com a loura. Afinal, enquanto ela colhia louros por “O Diabo Veste Prada”, “O Segredo de Brockeback Mountain” e foi indicada ao Oscar deste ano por “O Casamento de Rachel”, o que é que a filha de Goldie Hawn fez desde a luminosa revelação em “Quase Famosos”? Uma série de filmes rotineiros. Nem herdeira de Meg Ryan, como parecia certo depois de “Como Perder um Homem em 10 dias”, conseguiu ser.

Como homem aqui é assessório, os outros destaques do elenco são a veterana Candice Bergen como a casamenteira que é narradora da história e a grandona Kristen Johanston, do seriado "3o Rock From The Sun", que interpreta uma colega de Anne.

A direção é de Gary Winick, de “A Menina e o Porquinho” e “De Repente 30”, outro filme pra mocinhas.



Banda de ator Global toca em Salto amanhã

A banda Vista, liderada pelo ator da Rede Globo, Leonardo Miggiorin, se apresenta nesta sexta-feira, dia 6, no Campus V do CEUNSP (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio), em Salto. O evento é uma espécie de boas-vindas aos alunos e visa promover a integração entre calouros e veteranos. O show acontece às 20h no Teatro Escola “Prof. Rubens Anganuzzi Filho” e terá abertura do radialista e DJ Rony Vianna, que fará um "discotecário", como ele mesmo define, com rock dos anos 60 e 70.

Miggiorin já esteve no CEUNSP no dia 11 de dezembro, durante a Semana da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA), com a peça "Comunhão de Bens”. No dia seguinte, ele se apresentaria com o grupo musical, mas o show foi adiado por problemas de agenda.

O ator viveu os personagens Zezinho na minissérie "Presença de Anita" e Rodrigo em "Mulheres Apaixonadas", novela atualmente reprisada no programa "Vale a Pena Ver de Novo", da Rede Globo. Também interpretou Tomás, em “Cobras e Lagartos”, e Shao Lin, em “Senhora do Destino”.

A veia musical de Leonardo Miggiorin foi despertada a partir de um projeto independente de um seriado televisivo, gravado em novembro de 2006, onde ele interpretava um cantor de uma banda de garagem. No mesmo ano, ao lado do diretor do seriado e baterista Fábio Ponce Jr, começaram os ensaios.

Atualmente com seis integrantes, a banda Vista tem repertório próprio com estilo dançante e melódico, em ritmo pop/rock. O show, como explica o ator, é uma mistura de poesia e rock, e já foi apresentado em várias festas e eventos importantes, como na Expo Music 2007 e no encerramento do Satirianas, maior evento teatral do país.

O ingresso para apresentação custa R$ 7,00 e pode ser adquirido com os alunos de terceiro e quinto semestres de Relações Públicas, no Bloco K do CEUNSP, em Salto, ou reservado pelo telefone (11) 9512-0056.

Nelson Motta fala sobre Francis no Jornal da Globo

Doze anos sem Paulo Francis


Há 12 anos, em 4 de fevereiro de 1997, morria Franz Paul Trannin da Matta Heilborn, o Paulo Francis, um dos jornalistas mais influentes do Brasil, mesmo morando em Nova York desde os anos 70. Já escrevi muito sobre ele, que mais que um ídolo, era um guia intelectual, fazendo a cabeça da minha geração por meio de suas indicações de livros, música, teatro e, em menor escala, filmes (ele sempre considerou o cinema uma arte menor). Abaixo, texto de Lucas Mendes, amigo pessoal, publicado no site BBC-Brasil.

***
Francis morreu há 12 anos, na quarta, 4 de fevereiro. O documentário Caro Francis, de Nelson Hoineff, nos conta a história dele com vários depoimentos, todos a favor.

Foi um parto demorado e difícil. Grana. Pouco depois da morte, Nelson esteve aqui e tomamos um café da manhã juntos, rimos com as histórias e sugeri um roteiro. O resultado é diferente e melhor do que o meu. Minha versão, em 98, foi limitada à participação do Francis no nosso programa e foi ao ar um ano depois da morte no GNT.

Senti falta de depoimentos críticos e de outros que seriam a favor, como o do Luis Fernando Mercadante, que na década de 70 era correspondente da Veja em Nova York e babá do Francis antes do casamento com a jornalista Sonia Nolasco.

Não sei onde anda o Mercadante, que tinha pose e apelido de príncipe.

Grande, fino e bonito. Foi um dos arquitetos da entrada no Francis na Globo - já estava de volta ao Rio no fim da década de 70 - mas em Nova York era companheiro de noitadas que terminavam no apartamento do Francis, no Village, com o Empire Estate ao norte e Wagner a todo vapor.

Senti falta do depoimento do Caio Blinder que, aos 22 ou 23 anos, foi promovido a editor assistente de Internacional da Folha de São Paulo e dois dias depois ligou para o Francis, num sábado, para pedir que cobrisse um protesto no Central Park ou na ONU, Caio não se lembra.

"Já cobri", respondeu o Francis e desligou o telefone.

O alemão não trabalhava aos sábados. No resto da semana escrevia até mais do que o necessário. Aos domingos,, costumava mandar uma trolha que não tinha sido pedida por ninguém e o espaço da editoria internacional na segunda-feira era reduzido, mas, se era Francis, tinha de ser publicado na íntegra por mais bizantina que fosse a matéria.

O Francis lia alguma coisa nos jornais americanos que nem estava no radar da imprensa brasileira e mandava ver no teletipo. Era um dos poucos, senão o único correspondente brasileiro com o luxo de um teletipo em casa. Depois da trolha iam as correções: na linha oito, em vez de Stalin é Krushev, etc....

No nosso tempo da TV Globo, na década de 80, ele chegava entre onze e meio dia, nunca faltava , e a entrada dele na redação era festiva: "Viva o Nhô Nhô!".

Era o apelido dele, dono da Casa Grande. Às vezes, colocava a voz em falseto e dizia , como se fosse o presidente, ou senhor da senzala: "Quer terra? O Nhô Nhô vai dar terra! Quer casa? Nhô Nhô dah casa! Que carro? Etc..."

Sentava na mesa, punha a mão na testa e dizia: "Ai meu Deus, pobre de nós...o Brasil está fudido!"

Um editor um dia disse a ele: "Seu cabelo está verde".

"Verde é seu rabo!" ele respondeu, mas usou uma palavra mais crua. O Carlinhos, cabelereiro, ou a Sonia, cuidavam do cabelo dele. Quando fazia por conta, a cor era imprevisível.

"Atenção! Silêncio! Nhô Nhô vai gravar" avisava o cinegrafista. Às vezes saía num tiro de 45 segundos, às vezes saía no terceiro ou quarto tiro, e quando errava fazia um discurso contra esta "merda da televisão".

Se a culpa era da secretária portuguesa que esquecia de cancelar as chamadas para a redação, ele pedia a cabeça "desta filha da puta. Só matando esta portuguesa", que era educadíssima, mas meio pateta.

Nhô Nhô era mesmo meio Nhô Nhô. Emprestava dinheiro para quem pedisse e seguia a fórmula: não havia cobrança, perdão nem esquecimento. O devedor estipulava quando ia pagar. Não podia pagar picado nem mudar a data e jamais era cobrado. Afinal quem devia o favor devia se lembrar dele. Se não pagava, Nhô Nhô se sentia aliviado porque sabia que levaria outra facada.

De um começo pobre e difícil na década de setenta, Francis estava rico no fim da década de noventa. Ganhava tanto ou mais do que diretores e editores dos jornais brasileiros e até americanos. Talvez fosse o jornalista mais bem pago do Brasil. Mandava dinheiro para parentes e começou a gastar com viagens executivas para a Europa.
Sonia Nolasco ficou desapontada comigo, porque no documentário eu digo que o Francis não gostava de gastar dinheiro com médicos nem advogados e ia ao médico dele em Nova York porque não pagava e não precisava marcar consulta. Era tratado como celebridade. O Francis era a única pessoa que eu conhecia sem seguro de saúde, que naquela época era barato. Um dos mistérios do Nhô Nhô.

Eu e ninguém que eu conheça sabe explicar a guinada radical dele da esquerda para a direita, dos ídolos Noam Chomsky e I. F. Stone para Ronald Reagan. Imagino o alemão com o Obama na Casa Branca. Acho que ele diria: "Nhô Nhô quer casa? Nhô Nhô vai dar casa. Quer terra? Nhô Nhô...."


Fotógrafo indaiatubano é mantido em cárcere privado (Cosmo on Line)


O fotógrafo Gustavo Magnusson, da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), foi mantido em cárcere privado após registrar a queda de blocos de gesso que revestem o teto do templo da Igreja Universal do Reino de Deus na Avenida João Jorge, em Campinas, no início da noite de hoje (4/2). O repórter-fotográfico, durante o seu trabalho, foi abordado por seguranças e pelo pastor Carlos, que o ameaçaram, pedindo a entrega do material fotográfico como condição para a sua libertação.

A Delegacia Seccional de Campinas foi acionada pelo jornal e enviou ao local uma equipe do Grupo de Ação e Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Diante da resistência dos funcionários do templo em libertar o fotógrafo, os policiais comunicaram que, se não houvesse a liberação imediata, invadiriam o templo e prenderiam os responsáveis. Depois de alguns minutos, o fotógrafo deixou a igreja em uma viatura do Garra, mas acompanhado por um representante da Igreja Universal.

Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) de Campinas. A Polícia Civil vai instaurar um inquérito para apurar as condições em que o fotógrafo foi mantido sob cárcere privado durante cerca de 30 minutos. Na delegacia, os seguranças afirmaram que mantiveram o fotógrafo dentro da Igreja e exigiram o material porque não havia autorização para o registro das imagens.

O acidente

O revestimento de gesso do teto do templo caiu no início da noite, por volta das 19h30. Ninguém ficou ferido. Na hora, cerca de 200 pessoas assistiam a um culto. A queda ocorreu na lateral do saguão sobre cadeiras vazias. Os fiéis estavam concentrados na região central da sala. No momento do acidente, houve princípio de pânico e as pessoas precisaram ser acalmadas pelo pastor. Duas equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local. As causas do acidente ainda serão investigadas por um engenheiro da Prefeitura de Campinas, que já fez um laudo inicial.

***

Gustavo Magnusson é indaiatubano, não sei se nascido aqui, mas criado na cidade.

Não sei se dá para chamar de coincidência, mas sua ex-namorada, a também jornalista Patricia Lisboa, foi mantida em cárcere privado em uma fábrica quando fazia uma matéria para o Votura, na época editado por este seu criado, há muitos anos. Hoje, Patrícia é colega de Gustavo na Rede Anhanguera de Comunicação.

Racha no PSDB

Manifesto Movimento Unidade, Democracia e Ética

A atitude golpista e antidemocrática da liderança do PSDB na Câmara dos Deputados levou à dissidência um grupo expressivo de deputados e à formação do Movimento Unidade, Democracia e Ética na bancada do partido. O ato, típico de regimes autoritários, foi materializado em reunião convocada para a noite anterior à eleição do líder, com o intuito nefasto de alterar as regras e permitir a reeleição consecutiva, o que era vedado explicitamente desde 2003. Além disso, a norma que interditava a reeleição havia sido ratificada pela bancada, por unanimidade, no dia 15 de outubro de 2008.

Além de ferir os princípios da boa convivência e da manutenção da palavra na política, a mudança na véspera das eleições é inaceitável para um tucano que tenha ética e respeito ao estatuto do partido. A história da criação do PSDB está profundamente marcada pela reação a práticas similares de formação de maiorias eventuais, ao atropelo das normas partidárias e dos direitos das minorias. Atitudes que, infelizmente, têm marcado a vida partidária brasileira.

No programa do PSDB está escrito: “Não haverá delegados permanentes – outra fonte de aliciamento e fisiologismo que desvirtua a democracia interna. A alternância dos dirigentes e o princípio da direção colegiada serão observados em todos os níveis”. Não há argumentos aceitáveis para excluir desse enunciado a eleição do líder do partido na Câmara dos Deputados.

O Movimento Unidade, Democracia e Ética congrega deputados que buscarão atuar de forma coordenada no trabalho parlamentar, pautando-se sempre pelos princípios programáticos do PSDB, e não seguirão a orientação do atual líder da bancada por considerar ilegítima a sua eleição.

Brasília, 4 de fevereiro de 2009

Dep. Antônio C. Pannunzio

Dep. Arnaldo Madeira

Dep. Carlos Alberto Leréia

Dep. Carlos Brandão

Dep. Emanuel Fernandes

Dep. Fernando Chucre

Dep. Gustavo Fruet

Dep. João Almeida

Dep. Julio Semeghini

Dep. Jutahy Magalhães

Dep. Leonardo Vilela

Dep. Luiz Paulo Vellozo Lucas

Dep. Mendes Thame

Dep. Nilson Pinto

Dep. Paulo Renato Souza

Dep. Ricardo Trípoli

Dep. Vanderlei Macris

Dep. Walter Feldman

Dep. Zenaldo Coutinho

Pró-Memória 15 anos

A Fundação Pró-Memória de Indaiatuba completou 15 anos no último dia 2, mas vai comemorar o aniversário no próximo dia 18. Na verdade, a lei que criou o fundação é de 1988, mas ela só virou realidade em 94. Por que esse hiato? Foi o tempo do mandato de Clain Ferrari (1989-1992) que engavetou a lei sancionada por José Carlos Tonin. Foi necessária a eleição de Zé Carlos, Flávio, para que a Pró-Memória passasse a existir de verdade.
A cerimônia do dia 18 será no Casarão Pau Preto.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estragos da chuva de sexta



A forte chuva da última sexta-feira (30) causou estragos em Indaiatuba e prejudicou várias áreas da cidade. De acordo com a Defesa Civil do município, entre os locais inundados está a rua Martinho Lutero (Antiga 73) no Jardim Morada do Sol, onde cinco casas foram tomadas pelas águas. Os moradores de outras cinco residências ficaram impedidos de entrar ou sair. A área de invasão da Fepasa também foi inundada. O Rio Jundiaí subiu e afetou as casas.

A ponte da avenida do Buru, situada entre as rotatórias do Jardim Hubert e Jardim Tancredo Neves teve a cabeceira afetada e uma linha de aduela, que dá vazão à água, foi arrancada. Já a barragem do lago onde está o barco do Parque Ecológico sofreu um afundamento em parte da laje e terá que ser reconstruída.

Na região do Mosteiro de Itaici houve a inundação de 17 chácaras. Em outras duas, na rua Uirapurus, os muros caíram. Enquanto isso, na alameda Perobas, um carro que tentou atravessar a via pública foi arrastado pela correnteza e caiu em uma passagem de água entre os dois tanques.

A cidade teve ainda pontos de alagamento no Cidade Nova, Vila Furlan, Parque Boa Esperança, Vila Vitória II e Centro.

Trabalho

A Defesa Civil ofereceu auxílio e transporte dos moradores que tiveram as casas prejudicadas pela chuva para abrigo público, mas todos preferiram ir para casa de amigos ou parentes. Os moradores puderam retornar para casa no sábado, quando as águas baixaram. A Secretaria da Família e do Bem Estar Social esteve em bairros afetados, ainda na sexta-feira, fez o cadastro das famílias e distribuiu produtos solicitados, como alimentos e materiais de limpeza. O SAAE também esteve na rua Martinho Lutero para fazer a limpeza depois que a água baixou.

Além da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria da Família e do Bem Estar Social também trabalharam no auxílio a Secretaria de Obras e Vias Públicas, Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente e o Gabinete. O prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) participou de todas as vistorias durante o período de chuvas nas diversas áreas visitadas pelas equipes na cidade.



Reconstrução

A Secretaria Municipal de Obras e Vias Públicas já iniciou os trabalhos de reconstrução da laje da barragem do lago do Parque Ecológico e da aduela perdida na ponte da avenida do Buru, entre o Jardim Hubert e Tancredo Neves. Segundo o secretário responsável pela pasta José Carlos Selone, na barragem será feito novamente o aterro e posteriormente será executada a laje. Já a aduela envolve um trabalho mais complexo e que necessita de tempo bom para ser feito.



Números

Em pouco mais de uma hora, choveu 118,4 mm, ou seja, 118 litros de água por m². A Defesa Civil diz que o volume é alto para um único dia. Segundo o órgão municipal, a média normal é de 30 mm. Em todo o mês de janeiro deste ano choveu 270,2 mm. Assim, a chuva de sexta-feira representou cerca de 44% de toda água que caiu em janeiro, no qual dos 31 dias, 18, apenas, tiveram chuva.

Liquidação no Shopping Dom Pedro

Quem passar pelo Parque D. Pedro Shopping hoje, das 14h às 22h, vai encontrar as lojas fechadas, exceto serviços, lazer, hipermercado, praça de alimentação e restaurantes. A ação é parte da estratégia de marketing do shopping para anunciar a Liquidação “Eu Quero Tudo”. Ações como essa já foram adotadas por grandes redes varejistas, mas é inédita para um shopping no Estado de São Paulo.

“Este ano adotamos uma estratégia ousada para aumentar a expectativa dos consumidores de Campinas e região e o que eles poderão conferir, na prática, serão grandes oportunidades de compra”, explica a gerente de marketing do Parque D. Pedro, Yael Weiss.

Nos quatro dias seguintes - de 5 a 8 de fevereiro – o Parque D. Pedro Shopping funcionará em horário prolongado, quando os consumidores poderão aproveitar descontos de até 70% em lojas de diferentes segmentos, como moda, acessórios, calçados, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e objetos de decoração.

Com a liquidação, a expectativa do empreendimento é de um aumento de 15% no fluxo de visitantes em relação ao período da promoção do ano passado e de 18% de incremento nas vendas.

Atrações especiais

Enquanto as lojas se preparam para fechar suas portas no dia 4, o Parque D. Pedro Shopping garantirá a animação dos seus visitantes com apresentações musicais. A Banda Eureka, cujo repertório inclui jazz, blues, MPB, samba e salsa, se apresentará no local. Durante os quatro dias de Liquidação, a atração será a The Jazz Brothers. A banda performática fará cinco apresentações diárias de 30 minutos pelos corredores do Shopping.



Horário de funcionamento durante a liquidação

Dias 5, 6 e 7 de fevereiro - 9h às 23h
Dia 8 de fevereiro - 12h às 22h

Parque D. Pedro Shopping
Rodovia D. Pedro I, Km 137 Campinas – São Paulo
Tel: 19 3756-7500
www.parquedpedro.com.br

Prorrogadas inscrições para estágios

Serão prorrogadas até a próxima segunda-feira, dia 9 de fevereiro, as inscrições para o processo seletivo do Programa de Estágios do Governo do Estado de São Paulo, que oferece para Indaiatuba 6 vagas para alunos de Educação Profissional, segmento técnico de Administração; 3 vagas para alunos da mesma área no segmento técnico de Informática; 3 vagas para estudantes do Ensino Médio; 4 vagas para alunos do Ensino Superior, segmento Administração; e 2 vagas para estudantes de faculdade que cursam Relações Públicas.. As inscrições iniciaram no dia 15 de dezembro do ano passado e o encerramento estava inicialmente previsto para este dia 4 de fevereiro.

Sérgio está de volta


Parece que os boatos eram precipitados. Sérgio Almeida e sua Festa do Peão de Indaiatuba estão oficialmente de volta. Em entrevista coletiva agora há pouco no gabinete do prefeito - sem a presença deste - foi anunciada a realização do evento entre os dias 5 a 9 de agosto. O motivo da mudança da data - que até então era em setembro - foi justificada por Sérgio, presidente do Clube do Rodeio, em função do clima. Segundo ele, agosto é mais "quente (?) e seco" que setembro, tanto é que no ano passado choveu, prejudicando um pouco a festa, que permanece na ex-Cerâmica Indaiatuba.
A novidade pedida pelo prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) foi um dia - o primeiro, que cai na quarta-feira - com portões abertos, com rodeio apenas para peões de Indaiatuba e abertura do show com uma dupla da cidade. Segundo o chefe de Assessoria de Imprensa da Prefeitura, Odair Gonçalves, existe a possibilidade dessa dupla ser selecionada por um Festival de Música Sertaneja a ser organizada pela Secretaria de Cultura, com final no Passeio a Cavalo da Festa do Peão, que costuma acontecer no domingo anterior ao evento. Além disso, segundo Sérgio, os dois primeiros colocados do rodeio do dia 5 vão participar da competição com o Top 10 do Circuito Crystal.
A pergunta que não queria calar - e pelo menos não para mim - era: e a volta da Faici prometida por Reinaldo em sua primeira entrevista como prefeito eleito? Odair explicou que "existe o interesse do prefeito em realizar uma feira para mostrar o que Indaiatuba produz, sem show, mas com praça de alimentação, à exemplo do que acontece em Ribeirão Preto". Este ano, o evento teria ainda um tamanho reduzido, para ser ampliado em 2010. Ele lembrou que dia 7 de maio acontece na cidade uma rodada de negócios ancorada por empresas de porte como Embraer e Visteon, quando essa feira pode ser lançada. Quanto ao fato do nome pertencer a um empresário - no caso, Carlos Pinhatelli, presidente da Tejusa - Odair disse que o evento poderia ter outro nome.

Não era bem isso o que havia sido dito na já citada entrevista pós-vitória de Reinaldo. Parecia claro que a Festa do Peão daria lugar à Faici, ou Feira Agrícola, Industrial e Comercial de Indaiatuba, que aconteceu de 1989 a 2004. Ela foi criada pelo então prefeito Clain Ferrari para comemorar o aniversário de Indaiatuba, dia 9 de dezembro. Em 1992, ela foi mudada para setembro - ou antes das eleições municipais daquele ano - com a mesma justificativa usada hoje por Sérgio: o clima melhor. Como a Lei de Murphy é quase infalível, choveu cântaros naquele setembro.
Durante muito tempo, o nome Feira Agrícola, Industrial e Comercial fez sentido. Mesmo sendo já focada nos shows e rodeios à noite, ainda atraía um bom público durante o dia, que visitavam os estandes das empresas e as barracas das etnias, com suas comidas e danças típicas. Problemas de organização e a concorrência com as barracas de comida intinerantes trazidas pelas empresas especializadas em festas do gênero afastaram as entidades étnicas, esvaziando a Faici durante o dia. Com isso, as empresas também foram perdendo o interesse em montar seus estandes.
No segundo mandato de Reinaldo Nogueira, a Prefeitura, que praticamente ficava paralisada em função da festa, passou a administração da Faici para o Clube Azul. Este tinha entre seus sócios Carlos Pinhatelli, que foi Secretário de Esportes, Turismo e Lazer na Administração Flávio Tonin e que comandou a festa durante o quadriênio; o ex-prefeito e então vereador José Onério e o empresário do ramo da construção Sérgio Almeida. Pinhatelli, que era o responsável pela contratação dos shows, foi afastado após duas festas e acabou registrando o nome Faici em seu nome.
Logo após assumir a Prefeitura e ao tomar conhecimento que o Município não poderia mais usar a marca, José Onério convocou uma entrevista coletiva em que anunciou a criação da Festa do Peão de Indaiatuba, organizada pelo Clube do Rodeio, presidida por Sérgio Almeida. Também deixou claro que, enquanto fosse prefeito, não haveria Faici realizada por terceiros em Indaiatuba.
Durante a campanha eleitoral do ano passado e mesmo no intervalo entre a vitória e a posse de Reinaldo, Pinhatelli era tido como um dos favoritos a assumir a pasta do Esporte e consequentemente o comando da Faici, como nos velhos tempos. A afirmação de Reinaldo na referida entrevista de desejar a volta da Faici parecia descartar Sérgio, que é muito próximo de José Onério, e sua festa do calendário municipal deste ano. Mesmo sendo um empreendimento privado, é impossível fazer um evento desses sem o aval da Prefeitura. Melhor dizendo, se o prefeito não quiser, a festa não acontece.
Maurício Baroni é o secretário do Esporte - e quer focar sua pasta nisso, sem as antigas atribuições extras como eventos - e Sérgio Almeida já oficializou a edição da Festa do Peão deste ano. A Faici, pelo menos nos moldes do passado, parece enterrada. Pelo menos, até a próxima reviravolta.

Alanis, quem diria, já é uma 'greatest hits'


Existem dois tipos de estrelas da música: aquelas que ainda causam expectativa em torno de seus novos trabalhos e aqueles que vivem dos greatest hits (Uso o termo inglês para "grandes sucessos" não por esnobismo, mas para como referência àquelas coletâneas de sucessos justamente chamadas de "Greatest Hits", no Brasil de "Grande Sucessos", "Perfil" ou "O Som de").
Essa classificação não depende do tempo de serviço. Madonna e U2 (cujo novo single divulgado na Internet já causa sensação) estão no primeiro grupo. Offspring e Alanis Morrisette fazem parte do segundo time.
Alanis foi um dos grandes fenômenos dos ano 90, principalmente com seu terceiro disco, "Jagged Little Pill", de 1995. O sucesso foi tão grande que ela chegou a fazer papel de Deus no divertido "Dogma", que Kevin Smith ("O Balconista 2") lançou em 1999. Seu álbum seguinte, "Suposed Former Infatuation Junkie", não fez tanto sucesso mas foi suficiente para manter seu prestígio de popstar. Depois disso, a moça entrou em período sabático em que buscou um novo sentido para a vida e carreira. Mas dez anos sem um novo hit é muito tempo.
Ontem, ela lotou o Via Funchal em São Paulo supostamente para lançar seu novo CD "Flavors of entanglement", mas o que se viu foi o inevitável show "Greatest Hits". Nunca gostei muito da sua voz, mas sua atitude como artista pop era e é diferente dos padrões usuais. A música industrializada americana hoje é dominada pelo rap medíocre e por starlets que tem como modelo Britney ou Beyoncé, dependendo da melanina da pele ou da tonalidade da tintura de cabelo. Mesmo não sendo fã, o retorno de Alanis à mídia, ainda que por conta de sua passagem pelo País, remete a um tempo não tão remoto assim - para mim ao menos - quando ainda era possível virar estrela da música pop internacional sem ter que rebolar.

PS: Não que eu tenha algo contra Rihanna, fora a voz anasalada.

O novo Theo Medeiros

Théo Medeiros é um dos melhores – senão o melhor – chefs de Campinas. A prova são os vários prêmios na categoria na eleição da Veja Campinas e o sucesso dos vários restaurantes que comandou.
Agora ele está à frente de uma simpática casa que leva simplesmente seu nome, “Théo Medeiros”, uma casa simples, com mesas na calçada e cardápio escrito na lousa. Outra grata surpresa são os preços, muito menores do que seria de se esperar de um chef consagrado. Fui beber e petiscar com o amigo Thiago Tarran – que bate ponto lá aos sábados – e adorei, especial-mente as ostras frescas a R$12,50 (preço de Florianópolis e fora de temporada), o creme brullée de foie gras (uma alquimia exclusiva a R$17,00) e o Red Label a R$ 8,90.
Por sua vez, Kleber Patrico diz ter provado uma perna de cordeiro “de virar os olhos”. No cardápio, a parte do cordeiro servida é paleta (R$27,00), devidamente aprovada pela bela Vivian Stein Marini em cuja companhia, mais Ana Paula Galvão, voltei sábado passado.
lucas e sandy Entre os pratos mais populares da casa estão a paleta de cordeiro e os “três camarões gigantes” – como ele mesmo gosta de ilustrar -, boas pedidas que abrem o apetite do próprio chef.  
O restaurante possui uma área com capacidade de 65 lugares distribuídos em três ambientes. Dois deles, aconchegantes e charmosos; o outro, descontraído e confortável, ideal para happy hours e refeições informais.
A casa escolhida para abrigar a cozinha do chef  passou várias reformas para transformar sua estrutura na de um restaurante.
A decoração com um “quê” dos franceses é outro atrativo do restaurante do Théo Medeiros: prateleiras com livros de cozinha se espalham pelos ambientes, dando ao restaurante um visual sedutor, atraente e ao mesmo tempo despojado.
Serviço: Théo Medeiros, Funcionamento: Terça a domingo: 19h à meia-noite. Almoço nos finais de semana: A partir das 12h até às 16h. Endereço: Rua Sampaio Ferraz, 175- Cambuí. Capacidade: 65 lugares. Estacionamento: Não há, mas tem manobrista. Formas de pagamento: Cheque ou dinheiro.

 

Nas fotos, primeiro, o ambiente da casa; depois, frequentado por celebridades como Lucas Lima e Sandy, que lá estiveram no último dia 28 com os pais dela, o irmão Junior e um amigo. Parte do texto e a foto do casal é da Mundo Mídia Comunicação Integrada.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Loterias paulistas ameaçadas?

Desde o anúncio da aquisição do controle acionário da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, em novembro de 2008, jamais foi abordada a questão relativa à loteria paulista, explica Luiz Carlos Peralta, presidente do Sindicato dos Lotéricos do Estado de São Paulo (Sincoesp). A entidade tem procurado informações na Nossa Caixa e nas secretarias da Cultura e da Habitação do Estado, diretamente interessadas nos recursos. “Entretanto, ninguém tem informação alguma. Por isso, estamos tentando, até agora sem sucesso, agendar audiência com o governador José Serra”.

A Loteria Estadual de São Paulo tem duas modalidades: bilhetes, cuja arrecadação destina-se a projetos habitacionais; e a “raspadinha”, com a receita dirigida à área da cultura. “É uma das poucas do Brasil que têm legalidade, pois foi criada antes do Decreto que instituiu a Loteria Federal”, revela Peralta, preocupado com o impacto da iminente extinção sobre o volume de empregos nas 2.500 casas lotéricas existentes no Estado. “São pequenas e microempresas que terão dificuldade para manter os seus quadros ante uma redução de seu faturamento. Essa ameaça é ainda mais grave no contexto da atual crise econômica”.

Segundo Peralta, o Estado de São Paulo tem mercado e potencial para administrar uma loteria. “Nesse sentido, são necessárias providências urgentes, como a criação de um órgão gestor ou a terceirização da administração, para substituir a Nossa Caixa.

loteria tradicional

A Loteria do Estado de São Paulo existe há 70 anos, desde 1939. Foi regulamentada pelo Decreto 10.120, de 14 de abril de 1939, no primeiro mandato do governador Adhemar de Barros. Em 1946, no governo de José Carlos de Macedo Soares, decreto estadual vetou a exploração de jogos de azar. Com isso, a Loteria Estadual ficou paralisada por 41 anos. Seu restabelecimento ocorreu por meio da Lei 5.256, de 24 de julho de 1986, na gestão do governador Franco Montoro. Passou, então, a se denominar Loteria da Habitação, administrada pela Nossa Caixa. Seu resultado líquido é destinado ao financiamento da habitação popular, de acordo com o Decreto Lei 25.423, de 23 de setembro de 1986, alterado pelo Decreto Lei 31.365, de 6 de abril de 1990, no governo de Orestes Quércia.

A Loteria da Habitação consiste na emissão de uma série de 100 mil bilhetes, numerados de 00.000 a 99.999, sorteados, semanalmente, todas as sextas-feiras. Sua primeira extração foi realizada em 13 de fevereiro de 1987. Durante dois anos, os sorteios realizaram-se na sede da Loteria, localizada em São Paulo. A partir da 98ª extração, passaram a acontecer nos diversos municípios do Estado de São Paulo, no "Caminhão de Sorteios".

A Loteria da Cultura, em forma de “raspadinha”, foi instituída por lei sancionada pelo governador Mário Covas, em 22 de março de 1999. Sua regulamentação deu-se por decreto do governador Geraldo Alckmin, em 14 de setembro de 2001. O artigo 2 da lei estabelece o seguinte: “O resultado líquido do serviço de Loteria da Cultura será creditado em fundo especial da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo no mês subsequente ao mês da extração”.

Itu faz 399 anos

Mudança nas interdições

A Secretaria Municipal de Planejamento e Engenharia informa que o cronograma de interdições de ruas que serão afetadas pelas obras antienchentes do bairro Cidade Nova será alterado em virtude das chuvas dos últimos dias.

As interdições eram previstas para ter início a partir de hoje em trechos da rua Humaitá. O primeiro trecho que seria fechado era na esquina com a rua 13 de Maio. De acordo com o cronograma previsto, o último trecho vai até a esquina da rua dos Andradas. Segundo a Secretaria de Planejamento e Engenharia nesses locais será utilizado o método conhecido como vala.

A expectativa é que o cronograma seja atrasado em uma semana, mas o prazo pode ser modificado em virtude de novas chuvas. Por isso, o novo cronograma ainda não está definido e deve ser divulgado em breve.

A Prefeitura pede compreensão e paciência à população, já que a obra beneficiará mais de 40 mil pessoas do bairro Cidade Nova.

Desfile da Apae



O vencedor do BBB do ano passado, Rafinha, participou do lançamento da campanha "Eu Colaboro, e você?", da Associação dos Pais e Amigos do Excepcional (Apae) de Indaiatuba, no último dia 29 na Lounge Boutique.

Skindô


Uma polêmica cerca o Carnaval de Rua de Indaiatuba. Existe a intenção de transferi-lo da pasta de Esportes - que extinguiu o Departamento de Eventos, responsável pelo evento - para a Cultura. A justificativa é que a secretaria de Erika Novachi teria condições de montar um projeto que permita a captação de recursos pela Lei Rouanet para o desfile das escolas. Mas estaria ela, acostumada a lidar com sapatilhas e outras delicadezas, preparada para lidar com as diretorias das agremiações carnavalescas?
O ex-secretário de Esportes e Lazer, Edison Minoru Motooka Takahashi, tentou fazer com que as escolas se tornassem autossuficientes, sem a dependencia da subvenção da Prefeitura. Não funcionou, é claro. O resultado é que o gasto do Município com o evento chega fácil à casa dos seis dígitos, para ser visto por um público que não mal chega a quatro casas decimais. É uma verba bem empregada?
A verdade é que Indaiatuba tem um dos carnavais mais tradicionais da região, tendo sido interrompido apenas alguns anos, durante a segunda gestão de Clain Ferrari. Começou no Centro, cuja parte principal era na Praça Prudente de Moraes; foi para a Avenida Presidente Kennedy e posteriormente para a Marginal do Parque, na altura do Jardim Pau Preto. O novo local escolhido é em frente ao "Titanic" da raia de remo.
Em seus tempos ingênuos, nos anos 70, era de fato uma festa familiar que reunia praticamente toda a cidade - que tinha entre 30 e 50 mil almas - , que se dividia na preferência entre as duas escolas, Acadêmicos do Sereno e Unidos de Indaiá, sendo que a segunda ganhava quase sempre, pois reunia a "elite" de Indaiatuba. O dominio do Sereno só veio com a decadência do rival, fragmentada por brigas internas. Recentemente, a Imperador de Santa Cruz rompeu com anos de hegemonia serenista.
Enquanto sua própria existência é novamente colocada na mesa, pela primeira vez o desfile pode ter quatro escolas. Além das "oficializadas" Sereno, Unidos e Imperador, a Águias Negras anuncia sua volta, mesmo sem a subvenção oficial, à qual não se habilitou por não ter prestado contas de diversos carnavais. E olha que a Prefeitura nunca foi um Tribunal de Contas nesse sentido: era só uma questão de apresentar notas fiscais das compras e gastos.
Há quem considere suficiente fazer um carnaval popular, com trio elétrico na rua. Isso já foi tentado com o Cai na Rua, durante a administração anterior do próprio Reinaldo Nogueira, com resultados funestos. Confusão, bebedeiras, brigas marcaram essa iniciativa, logo abandonada. Além disso, isso não vai substituir as escolas em si que, quer queiramos ou não, são representativas em suas comunidades.
É uma sinuca de bico para a atual administração.

Foto: Carnaval do Sereno em 2007
crédito: ASC-PMI

Desfile Alô Verão

Organizado por Tânia d"Avila, o desfile Alô, Verão domingo passado no Indaiatuba Clube marcou a volta do sol à cidade após o dilúvio de sexta-feira. Participaram as lojas Club 5, Ótica Horus, Absoluta, Ateliê Sabine Geisthövel e Mercadinho dos Sapatos.

 

 

Feijão com Samba 2009

A partir de agora, este blog vai incluir coberturas sociais, em mais um passo para se tornar um jornal virtual. Os primeiros eventos serão coincidentemente no Indaiatuba Clube, o primeiro o Feijão com Samba, no último dia 24 e o segundo o desfile "Alô Verão", no último domindo, dia 1.

Abaixo, as irmãs Janaína, Aline e Mayara Castro; minha amiga Bruna Araújo; e a fogosa Cristiane.

As amigas Talita Silva, Tatiane Mendes e Danielle Parpinelle; a Miss Fiel, Ana Paula Minerato - que deixou nossa realeza babando - e Camila Couto

As Mulatas e Baianas do Salgueiro, com a participação especial de Cynthia Santos

A recepcionista e mulata local Bia; a loiral linda e sexy Villaine e Natália Nolasco

Fabiana Dercoli Battistucci e Márcio Mendes, do João Coragem, curtindo o samba no Indaiatuba Clube; as palhacinhas Fernanda Moeller e Simone Andrade não animam mais as festas infantis, mas a amizade é para sempre...

Mais mulher bonita: Karen Oliveira e sua camiseta mais que customisada; a Garota Inda-Nove Djuna Patzi e a muito à vontade Flávia Rabelo. "Vem chegando o verão...", como diria Marina Lima....

Tânia d'Avila reve a amiga Flavia Vaz no Feijão com Samba; e a pequena Rafaella Vitiello mostra que, se o papai Itta não tem samba no pé, ela tem!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A gente era feliz e não sabia

Acabo de ver Serginho Groismann mostrando à Madeleine Peiroux uma amostra da grande música brasileira com Tom Jobim e Elis Regina interpretando "Águas de Março" e as lágrimas me vieram espontaneamente aos olhos. Éramos tão bons e hoje mergulhamos na mediocridade. Será que algum dia veremos de novo esse nível de excelencia para mostrar aos gringos?