segunda-feira, 12 de maio de 2008

Gilberto Dimenstein comenta

11/05/2008
Um oásis de emprego para jovens

Quem estiver interessado em modelos para geração de empregos para jovens --um dos grandes problemas nacionais-- deve prestar atenção na cidade de Indaiatuba, uma região industrial no interior de São Paulo, próxima de Campinas. Lá se criou uma espécie de oásis para emprego juvenil.

A prefeitura já tinha uma escola técnica em parceria com o governo federal, aproveitando as vocações econômicas locais, de onde 98% dos alunos saíam empregados; os 2% restantes só não pegavam emprego porque não queriam, oferta não falta.

A cidade foi mais longe, ao fazer uma parceria com o governo estadual, mais uma vez orientada pelas vocações da região. Fizeram uma lista das demandas das empresas e montaram-se cursos técnicos dentro das escolas estaduais, aproveitando espaço ocioso, com ensino a distância combinado com monitoria presencial --esse modelo é inusitado, já que mistura a formação técnica com o ensino regular. A experiência está mais detalhada em meu site www.dimenstein.com.br.

É mínina a chance de um jovem, uma vez formado, ficar sem emprego. Agora que se discute a expansão do ensino técnico, já que muitas empresas reclamam de falta de mão-de-obra qualificada. Além disso, o governo federal lançou uma polêmica ao pedir a remodelação do bilionário Sistema S (Sesi e Senac), a pequena cidade de Indaiatuba aparece com um interessante modelo de tecnologia social.

Poucos problemas são tão relevantes no país como melhorar a produtividade das empresas e incluir os jovens no mercado de trabalho.

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

Um comentário:

Bárbara disse...

Assim, Dimenstein..

Não sei, não sei mesmo se é um oasis......

Depende muito..Porque tem muita gente procurando emprego e não acha....tem filas nas agências de emprego, portanto não fica desempregado quem quer...Ao mesmo tempo que há oportunidades, há muita gente na disputa de uma, duas vagas.

Sei-la eu não concordo, que Indaiatuba é um óasis.

Eu não fiz curso técnico e me arrependo muito por isto. Me ajudaria muito hoje, principalmente se eu quiser sair da área do jornalismo, que mal começei porque sou estudante ainda.

Porém, tem muita gente desempregada, mesmo que o número de pessoas com carteira assinada tenha crescido, como saiu em algum jornal da região, umas semanas atrás....

ah sei-la. nunca vai haver um ponto de equilibrio entre empregados e desempregados.

mas de qualquer forma o Dimenstein não vai ler o que eu escrevi..Mas deveria hahahhaha

beijos