terça-feira, 27 de maio de 2008

O caso Nossa Caixa


Parece claro que após o fracasso do leilão da Cesp, o governador José Serra tem pressa de vender a Nossa Caixa a fim de fazer caixa (trocadilho quase involuntário) para transformar o Estado num canteiro de obras até a sua descompatilização para disputar a sucessão de Lula. A venda direta ao banco do Brasil evitaria o desgaste com os bancários, como aconteceu com os funcionários da Cesp, e garantir que alguém vá mesmo comprar o patrimônio estadual.

O problema é que ele já se indispôs com os bancos privados, que exigem o direito de entrar na briga, e com a lei, já que a venda terá que passar pela Assembléia Legislativa num ano de eleições municipais, caso contrário corre seríssimo risco de ser embargada nos tribunais.

A grande imprensa tem tratado a pressa de Serra em dispor do bem público com discrição, sendo exemplar o caso da Folha de S. Paulo, que foi devidamente agraciada com o batismo da ponte estaiada com o nome do patriarca "Octávio Frias de Oliveira". Lembra o caso da empresa O Estado de S. Paulo, cuja hostilidade a Paulo Maluf foi ilustrada pela famosa capa do Jornal da Tarde com a charge do ex-governador com o nariz atravessando toda a primeira página - referindo-se à sua promessa da Paulipetro de encontrar petróleo em São Paulo até à data daquela edição - , convertida a aliada do então prefeito após a ponte sobre a Marginal Tietê receber o nome de "Julio de Mesquita Neto".

Sobre mudança de posição da Folha antes e depois do "novo cartão postal da cidade", leia: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/nao-da-para-nao-rir-ponte-da-folha-segundo-o-jornal-ja-foi-projeto-extravagante/

Um comentário:

Bárbara disse...

eu não acho nada correto vendero Nosso Caixa