quinta-feira, 17 de julho de 2008

Amanhã é o dia


O colega Fábio Alexandre mal consegue dormir na expectativa da estréia mundial de "Batman - O Cavaleiro das Trevas" amanhã. É quase uma unanimidade entre os críticos brasileiros e americanos (92% no site Rotten Tomatoes, que reúne resenhas de todos os EUA), e muitos já pedem um Oscar póstumo para Heath Ledger, o novo Coringa.
Isso é considerável, já que nunca na história de Hollywood isso foi cogitado para um filme de super-herói. Até 1979, ano de "Superman", produções baseadas em quadrinhos tinham baixo orçamento e pouco valorizadas pela indústria. Mesmo o filme quie tornou Christopher Reeve um astro foi um caso isolado, tendo três continuações, sendo a última, "Superman IV - Em Busca da Paz", um constrangimento.
Os super-heróis só ganhariam novas superproduções em 1989, justamente com "Batman", de Tim Burtin. Á parte a qualidade deste e do seginte, "Batman - O Retorno", eram mais obras de Burton que filmes do Homem-Morcego. O diretor desprezou a mitologia em torno do herói e principalmente o Batman recriado por Frank Miller, cujo sucesso e repercussão levou à produção do longa-metragem.
Hoje, a situação é diferente, graças aos êxitos das produções baseadas no Universo Marvel, especialmente as franquias "Homem-Aranha" e "X-Men". Em uma indústria acossada pela evasão de público e pirataria, os personagens superpoderosos são quase uma garantia de retorno financeiro, mas ainda eram vistos como mero entretenimento. Em Hollywood, a separação entre comercial e artístico é demarcada pelo Oscar, tanto é que são raras as comédias que levaram a estatueta e apenas três faroestes ganharam o grande prêmio - dois deles nos anos 90.
Na cabeça dos acadêmicos de Hollywwod, filmes comerciais dão grana e filmes "de arte" dão prestígio à indústria. Isso é uma rematada besteira. Filmes "artísticos" como "Carruagens de Fogo" e "Titanic" - ambos vencedores do Oscar - são uma droga, e filmes "comerciais" como "Intriga Internacional" e "Caçadores da Arca Perdida" são obras-primas.
Os elogios à caracterização de Heath Ledger somada à comoção de sua morte precoce podem dar a ele um prêmio da Academia que romperia com o estigma dos filmes de super-herói. Se até os anos 80 cineastas sérios não levavam a sério sujeitos fantasiados que combatiam o mal, agora diretores de prestígio como Christopher Nolan e Bryan Singer assinam as franquias "Batman", "X-Men" e "Superman". E podem disputar o Oscar.

Um comentário:

A Vida não é um Conto de Fadas ! disse...

Oi Ki !! endereço do meu Blog é
http://roseparra.blogspot.com/

Já com foto da Carol de Tefé

Beijos